sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Política de imigração


O racista xenófobo é uma alimária da estirpe das bestas que, compreensivelmente, não gosta de estar na berlinda. O racista xenófobo compreende que quando atrai as atenções para si, pelas afirmações que faz... a esmagadora maioria dos seres humanos que os olham, sentem, principalmente... nojo. E, compreensivelmente... o racista xenófobo não gosta!
Por isso mesmo, o racista xenófobo que se sente na berlinda, fica acossado... e como qualquer besta acossada, ataca. Tenta morder, arranhar, quase se afoga na baba repelente que se vai soltando das presas por entre roncos de ódio.
Assim sendo, ao voltar, tão poucas horas depois, ao tema do racismo e da xenofobia, não pretendo atirar mais achas para a fogueira de sentimentos de alguns dos “nossos” geniais anónimos.
Não! A única coisa que pretendo com a publicação deste cartoon é demonstrar que sim!, é possível fazer humor (excelente humor!) com temas ligados ao racismo e à xenofobia. O meu contributo limitou-se a surripiar o cartoon ao Vítor Dias... fazer uma tradução livre do “americano” para português…  et voilá!!!

7 comentários:

Retornado disse...

A imigração e emigração é um tema tramado.

Eu fui «retornado» e chamaram-me todos os nomes porque vinha roubar o emprego a «quem cá estava».

E que voltasse para onde tinha andado a roubar os pretos.

Depois vi Brasil, EUA e França e Austrália receber melhor a malta que vinha do trópico do que aqui no rectângulo.

Mais tarde vi dentistas brasileiros serem recebidos incorrectamente.

Ser retornado foi um doutoramento para a vida.

Adelino Ferreira disse...

Retornado
Efectivamente os retornados fizeram um prurido no tempo a muito boa gente, mas julgo ainda hoje que não tinha a ver com a condição, mas sim pela ideologia que defendiam grande parte deles.

Retornado disse...

Adelino Ferreira a "ideologia que defendiam grande parte deles" era darem protecção e subsistência à família.

Grande parte deles eram chefes de família que honradamente tinham vivido e apenas trabalhando, mereciam todo o respeito dos políticos.

Estes, que grande parte entraram por Badajoz e Vilar Formosos e não por ponte aérea, é que deviam ser "portugueses" e ter vergonha na cara e deixar as ideologias para segundo planoque puseram povo contra povo.

Falar em ideologias a quem se vê com a família sem tecto sem futuro, e muitas vezes na meia idade?

Mesmo hoje, "ideologia" é bonita, mas se tiver uma tábua de salvação, se não emigra se fôr novo, como aconteceu naquele tempo, que quem estava em idade de "reprodução" mandou isto tudo à fava, como acontece hoje.

Como retornado que sou, a palavra "crise" é um faz-me rir do caraças!

Medronheiro disse...


Tem piada que os retornados, na função pública, entravam à frente de qualquer pessoa.

Retornado disse...

Medronheiro, infelizmente para a continuação da habitual "pasmaceira" e desta eterna "vil tristeza", apenas os mais idosos, menos preparados e funcionários públicos é que permaneceram por aqui.

Porque os retornados mais novos, dinâmicos, e mais preparados, apenas passaram e seguiram para os mais diversos países.

E se os funcionários retornados ficaram à frente de quem estava, não me admiro muito, porque não seria muito difícil vencer a "dinâmica" de quem cá estava, que sabemos como era a função pública do Estado Novo.

Eram mesmo "função pública" com aquela inércia bíblica que sabemos.

Como retornado, já disse, "crises" para mim, sobrevivo a qualquer uma, desde que tenha saúde.

Porque ter sido um único dia de «Retornado» foi viver uma vida inteira.

Graciete Rietsch disse...

Com humor muito se vai esclarecendo. Então no tempo dos fascismo....

Um beijo.

Retornado disse...

Graciete, estamos a falar da era da ponte aérea, Novembro de 1975.

A palavra fascismo deve ser usada com um pouco de mais parcimónia.

Corremos o risco de chamar fascistas a quem não merece.

E não foi fascista quem quis.

Fico por aqui.