quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ricas “borlas”!




Nos nossos "gloriosos e heróicos" tempos do “Canto Livre”, das actuações tendencialmente à borla, das viagens sabe-se lá como, das dormidas idem, dos palcos em cima de estrados feitos de qualquer coisa que parecesse aguentar e aparelhagens sonoras que atrapalhavam mais do que ajudavam... fomos um bando de jovens felizes que acreditaram – com razão!!! – que estavam a fazer o que era certo!
Todo o desprendimento económico e técnico que descrevi poderia fazer de nós “líricos”, militantes, comprometidos, militantes... mas não parvos!
E assim chegamos à recordação de um “colega” de profissão que, por esses dias, também dava as suas “borlas” e que, gozando do eterno estatuto de “amigo”, levava muitos membros das organizações, ainda que sem má intenção para connosco, a tratá-lo com muito maior atenção do que ao resto da maralha que, a bem dizer, era “da família”... e éramos mesmo!
O mais incómodo não eram as “atenções”. Na verdade, o problema é que o “amigo” cantava “de borla”, mas cobrava pelo som (de que era proprietário), pela participação dos músicos e do técnico de som, facto que levava a que mesmo nas poucas ocasiões em que até já ganhávamos alguma espécie de cachet, a “borla” do nosso “amigo” pudesse chegar a ser dez vezes o nosso cachet. Isso fez com que alguns de nós, meio a sério meio a brincar, disséssemos uma ou outra vez “Quem me dera ganhar a borla dele!”
Tudo isto me veio à memória ao ler a notícia sobre a “borla” que Vítor Gaspar, o nosso ex-ministro das Finanças, vai dar à União Europeia, como consultor não remunerado nomeado por Durão Barroso... enquanto já vai fazendo contas aos milhões que virão atrás desta “borla”, em contratos futuros, vindos de todos os lados, garantidos pela notoriedade conseguida com esta “tão generosa oferta”.

15 comentários:

Adelino Ferreira disse...

O capital económico e financeiro, premeia sempre a canalha que lhe lambe as botas. Por estas paragens são tantos, que só de os recordar me dão azia.

Anónimo disse...

Nem azia merecem tal é o desprezo a devem der votados

José Oliveira disse...

Estou a ouvir o Passos discursar em Londres, cada vez mais estes bandalhos parecem-me os fascistas. Poortugal que se entregou a esta gente, neste discurso não existem povos, não há pessoas, há força de trabalho sòmente...

Maria João Brito de Sousa disse...

Borlas destas nunca eu as conseguiria com os meus poemazitos... e ainda bem!


Abraço!

José Oliveira disse...

A SIC NOTICIAS está a transmitir directamente com tradução simultânea por um Martinho, o discurso do Passos em Londres, em que afirma que as dificuldades e resistências ao seu programa provêm de sectores protegidos, penso que entre eles os reformados e pensionistas, que têm que ser combatidos, que grande filho da mãe. Aqui o reacça confessa-se, para mim este discurso é esclarecedor do pensamento desta gente.

Antuã disse...


Sempre houve chicos espertos.

Graciete Rietsch disse...

Borlas à borla? Não acredito da parte dessa gente.

Um beijo.

José Oliveira disse...

Tenho um mau pressentimento, que esta gente vai durar até 2015. O Carmona aguentou Salazar durante os primeiros anos da ditudura, antes de 1933, tal o nosso amigo Cavaco...

Camarada Xi Li Li Pó Pó disse...

E porque é que o PCP continua a rejeitar uma aliança com o MRPP e restantes partidos da esquerda?

samuel disse...

Camarada Xi Li Li Pó Pó:


"… o MRPP… e os restates partidos da esquerda"


Para além do "nick" que se mantém tão risível como no primeiro dia… esta da "aliança PCP-MRPP" foi das piadas mais conseguidas dos últimos tempos!

A "alegrar" um fim de dia frio… :-) :-) :-)

Maria disse...

Este gajo não dá borlas nem à mulher...
:-D

(é forte, mas deve ser do frio) ;)

Abreijo.

Anónimo disse...


o MRPP é um partido de esquerda?.. não sabia…
estamos sempre a aprender… :)))…

vovómaria

Olinda disse...

O rega-bofe nao tem fim!...

Um abraco

Anónimo disse...

De borla?!!!... Mais uma mentira.
Vicky

anarquista nos tempos livres disse...

Ricas “borlas”, gentilmente patrocinadas pela AIMB (Associação Internacional dos “Miseráveis” Burlões)!
Alberto