sábado, 30 de novembro de 2013

CTT – Quem eram aqueles polícias?


Vistas e revistas as imagens da brutalidade policial sobre os grevistas dos CTT e, por tabela, sobre o deputado do BE, do deputado Bruno Dias do PCP e do secretário geral da CGTP, Arménio Carlos... ouvidas e re-ouvidas as palavras - verdades como punhos - que o Arménio Carlos dirigiu aos agentes da polícia, olhos nos olhos, alto e bom som... confesso estar convencido de que aqueles polícias “apanharam” bem mais do que “deram”.
Ainda assim, fica sempre a dúvida: quantos deles estiveram nas escadarias do Parlamento... subindo, ou descendo, atacando, ou defendendo... e acabando a tirar sorridentes fotografias para mostrar aos amigos?
Quantos estavam, há apenas alguns dias, armados em contestatários e a reivindicar direitos que agora reprimiram com a acéfala brutalidade habitual?

7 comentários:

Adelino Ferreira disse...

Um saquinho de pregos de cabeça grande tinha ajudado. Se a bófia se apercebesse, era engraçado vê-los de cu para o ar. Os que vão para o CI sabem muito bem ao que vão:Ganhar um vencimento mais elevado e estar ao serviço dos capitalistas opressores.Eu sei que os bófias fazem o seu trabalho,blá blá blá. e até existem para defender a população, mas é quando não estão em confronto explorados e exploradores.

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Um olhar diferente numa situação real que muito nos choca.
Cara de feijão frade. Negam aos outros aquilo que pedem para si.
Estes policias são treinados para bater. Deixaram de fora o bom senso e o equilíbrio emocional.

Anónimo disse...


eram (são) os de sempre!.

vovómaria

anarquista nos tempos livres disse...

Segundo o relatório dos meus “serviços secretos”, nenhum destes polícias esteve nas escadarias do Parlamento. Como sabemos, o fantoche do interior (vulgo Miguel Macedo) ficou muito “chocado” com os (não) acontecimentos verificados nesse dia (leia-se ausência de porrada nos manifestantes invasores dos sagrados degraus). Nomeou um novo director nacional da PSP, um tal Luís (especialista da “poda”, com o qual ninguém faz farinha) e anunciou “urbi et orbi” que, invasão da escadaria, nunca mais.
Seguiu-se uma verificação metódica acerca dos polícias do Corpo de Intervenção. Os escalados para a protecção do templo beneditino, foram colocados, automaticamente, no “Index”. Sobre os que estavam de folga, recaiu uma investigação sumária:
1 - Os que foram identificados pelas imagens televisivas (e não só), escalando os tais degraus, passaram a integrar a “listinha” acima referida;
2 – Os outros, tiveram que apresentar provas de onde é que estavam, durante aquelas horas e quem não as tinha, foi fazer companhia aos “indexados”.
Restou, assim, um grupo reduzido de agentes desta polícia (“secretamente”, chamada de Choque) e que actua, “pavloviamente” à voz de “escadaria”. Sejamos pacientes, como melhor Povo do Mundo, tentemos “convertê-los” e gritemos, a plenos pulmões: A Polícia de Choque é FDP (Filha do Povo).
Alberto

Antuã disse...


Estes polícias são filhos da puta.

Graciete Rietsch disse...

Há um grande obstáculo a que se mantenham as atitudes. É o MEDO. E quem nos desgoverna e apoiantes sabem bem disso.

Um beijo.

José Oliveira disse...

Não nos esquecemos que muitos dos pides vinham de seminários e era um emprego como qualquer outro para esses senhores. Agora temos a polícia de choque, que é um belo "emprego" sem dúvida, com muito pouco trabalho, se se pode chamar "trabalho". Não nos esqueçamos do papel da PSP durante o fascismo, sempre foi uma força vendida ao poder.