Mostrar mensagens com a etiqueta soares. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta soares. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Cavaco e Soares – Ai estas memórias!...



«Mário Soares deve continuar a merecer o nosso respeito» - diz Aníbal Cavaco Silva respondendo às tão ternurentas caneladas que lhe endereçou o ex-Presidente. Sobre isto, apenas alguns reparos:
1. Espero que Cavaco esteja a referir-se apenas à sua família e amigalhaços... pois não me lembro, para além de não ter votado nele, de o ter mandatado para dizer por mim o que penso ou deixo de pensar sobre Mário Soares.
2. Para quem aponta o dedo, na sua resposta, a tantos “esquecimentos” de Soares... é estranho que Cavaco se tenha “esquecido” de não foi apenas depositante do BPN, não senhor! A sua “relação” com o universo SLN/BPN incluiu aquela compra de acções a preço de favor, vendidas pouco depois com um lucro até hoje inexplicável.
Isto não faz de mim um compincha de Mário Soares, mas também acho que Cavaco deveria ser um poucochinho mais incomodado pela falcatrua que tenta “esquecer” e fazer esquecer!


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Soares - “Primus inter pares”


Mário Soares diz que alguns membros deste governo são delinquentes – relatam os títulos de vários jornais televisivos, em papel, ou online.
E diz muito bem! – digo eu. Mário Soares, ainda na posse de quase todas as suas faculdades, tem, visivelmente, uma grande facilidade em identificá-los e reconhecê-los um a um.
Puxando pela memória para lembrar as relações de estreita amizade, cumplicidade e conspiração entre Soares e o Carlucci da CIA, entre Soares e os bombistas do cónego Melo, entre Soares e as “fundações” alemãs e suecas que ajudaram a financiar a contra-revolução que nos trouxe ao ponto em que estamos hoje e o mais que a História registará... direi mesmo que é uma espécie de reconhecimento de um primus inter pares”.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Soares – Mais do mesmo...



Zorrinho lá fez o que pode e sabe... ou seja, pouco e mal, para justificar porque é que apoiava a moção de censura dos “Verdes”, ao mesmo tempo que aproveitava para lhes faltar ao devido respeito em pleno debate... e ao mesmo tempo que o seu partido está de casa e pucarinho numas negociações com os partidos que se preparava para “censurar” na Assembleia da República. Sem saber muito bem para que lado cair, Seguro optou por baralhar e criar “ruído” fora das bancadas, enquanto falava o ainda primeiro-ministro.
Foi um atrapalhado número de equilibrismo no arame, embora com rede. Aliás, este tipo de gente tem sempre muita rede... e ainda mais “arame”.
Seja como for, o de hoje é sobre uma figura incontornável do partido de Zorrinho e de Seguro, o histórico Mário Soares, a quem não posso negar o “nervo” que o faz, quase com 90 anos, continuar a ser... igual a si próprio.
Soares sempre preferiu juntar-se com a direita, preferência em que mostrou até ser pessoa de muito boa boca. Na verdade as suas ligações foram desde o PSD ao CDS, mas não hesitou, quando isso lhe interessou, em ligar-se aos sectores fascistas da igreja católica e o seu célebre cónego bombista, ou mesmo a cultivar a amizade, que dura até hoje, do representante da CIA em Portugal, para conspirar contra a Revolução de Abril... mesmo que isso levasse – como levou – à morte de cidadãos portugueses.
Por qualquer razão obscura de cálculo eleitoralista, desta vez Soares não está de acordo com as conversações da “salvação” com o CDS e o PSD, em que o seu PS se deixou envolver ao morder o isco de Cavaco Silva.
Boa! – pensaria alguma alma mais ingénua – O homem teve um “não sei quê” de esquerda...
Nada mais errado! Soares não está contra o acordo de “salvação” por este ser a capitulação – mais uma – do PS à direita, nem por esse acordo, a ir para a frente, ser o garante da continuação das políticas criminosas deste governo de delinquentes. Não é pela continuação dos roubos e dos ataques aos direitos de quem trabalha, ou de quem já trabalhou e vê as suas reformas assaltadas. Não é pelo recrudescimento do desemprego, das falências de pequenas empresas, queda na produção nacional, da degradação da saúde, da degradação do ensino, da emigração dos jovens... da pobreza.
Não! O grande Soares não está de acordo... porque isso, no seu entender, iria dar proventos ao PCP.
Nááá... hoje nem preciso de fazer comentários...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mário Soares – Com a verdade me engana(ria)s...


Há tempos, um amigo que deve estar tão cansado que eu lhe aponte os “feitos” de Mário Soares, enquanto conspirador para derrubar o essencial do 25 de Abril de conluio com o seu amigo da CIA, Frank Carlucci, de conluio com os sectores mais reaccionários da Igreja Católica para incendiar, metaforicamente, parte do país contra “os comunistas” e, de passagem, incendiar, realmente, alguns dos centros de trabalhos destes e de vários sindicatos... como dizia, um amigo que deve estar tão cansado de que eu lhe lembre estes tristes factos, acrescidos de uma vida de alianças com o PSD e com o CDS, sem ter grande coisa para me responder, como eu vou já ficando cansado de não obter resultados palpáveis destas conversas, tentou refugiar-se na actualidade:
- Ó pá... mas nem mesmo agora, quando o Soares faz duras críticas a este Governo neoliberal e à senhoramerkel e à troika e o diabo a sete, tudo gente que tu abominas... nunca concordas com uma única coisa que ele diga?!
- Não!
E lá alinhavei pela enésima vez o rosário das contas que tenho contra o “ídolo” do meu amigo... mas desta vez, com uma novidade:
- Agora não consigo dizer de cor... mas tenho lá por casa uma quadra do Aleixo que explica tudo!
Deixei-o vários dias à espera... mas ontem, ao dar uma volta pelas quadras do genial poeta popular, encontrei-a. Já lha enviei pelo mail:
"Mentiu com habilidade
fez quantas mentiras quis
Agora fala verdade
ninguém crê no que ele diz"
(António Aleixo – Poeta popular)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mário Soares – O inimputável



O insuportável (e provavelmente inimputável) Mário Soares foi apanhado a rolar a 200 à hora na autoestrada... a caminho não sei de onde, para fazer não importa o quê.
Os relatos dos jornais, nomeadamente a pretensão de Soares de que «o Estado é que vai a pagar a multa», sugerem-me algumas perguntas:
1. Porque raio se desloca o milionário e parasitário aproveitador em carro do Estado?
2. Se for verdade que, a fazer fé no relato dos elementos da GNR, Soares foi mais uma vez bastante «mal educado»... porque é que não levou uma cacetada nos dentes, cacetada que seria bem mais «adequada e proporcional» do que a agressão selvagem e gratuita da polícia à jornalista no Chiado, no dia da Greve Geral?
3. Existirá um limite para a falta de vergonha deste figurão?

sábado, 22 de outubro de 2011

Angela Merkel e Soares – Para variar...


(Imagem surripiada ao “Bons tempos hein?”)

O omnipresente Mário Soares afirmou que Angela Merkel, no que diz respeito às questões europeias, «cada vez que abre a boca diz um disparate». Foi uma declaração feliz, feita numa das raras ocasiões em que Soares conseguiu evitar fazer exactamente o mesmo de que acusa a dita cuja.
Na verdade, é cada vez mais evidente que o cérebro da pesporrente governante alemã é um deserto onde não sopra a mais leve brisa de uma ideia de jeito para a Europa.
Já o mesmo não se pode dizer da fantástica variedade que a senhora apresenta quanto a soluções para o universal e eterno problema de onde pôr as mãos.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

5 de Outubro - Ainda as cerimónias... um pequeno resumo




Mário Soares achou o discurso de Cavaco o mais republicano. Por uma vez, estou de acordo com Soares; também me pareceu que nada daquilo era “real”.
Quanto ao resto e muito resumidamente, como prometi, Cavaco abriu a boca (miraculosamente livre de bolos), acertou "acidentalmente" no apelo à produção (que ele próprio ajudou a destruir), para logo de seguida faltar ao respeito aos trabalhadores portugueses, culpando-os pela crise, com a cassete das “ilusões” e do andarmos a “viver acima das nossas possibilidades”... deixando-se a si próprio do lado de fora da culpa e esquecendo os milhares de milhões de euros roubados pelos seus mais diretos colaboradores e amigos ao longo dos últimos trinta anos... e que ainda hoje vivem à tripa forra.
Depois, Sua Excelência bebeu mais um gole do seu “sumol” de feno, zurrou com extrema elegância... e foi para dentro.

sábado, 9 de julho de 2011

Cavaco Silva – Notícias imaginárias (2)


Ou “derivado” à idade, ou tão somente às sacrificadas meninges...  a verdade é que tenho, por vezes, como que uns lapsos de concentração, seguidos de momentos de deriva, em que me nascem do nada estas “notícias imaginárias”. Passo a exemplificar.
Há poucas horas, lendo no “Cravo de Abril” que o Presidente da República dedicava o dia à agricultura, ambiente e saúde... zás!, mesmo antes de confirmar de que diacho estava o Fernando Samuel a falar, aí foi o meu adoentado pensamento, navegando: “Ó diabo! Não querem lá ver que o Pastel de Belém teve o descaramento de ir a algum lugar fazer uma daquelas suas apologias da agricultura, causando um tal mau ambiente, que acabou a ser assistido num centro de saúde?”
Afinal não! A cinzenta realidade, depois de ler o texto do resto do post do “Cravo de Abril” e um jornal da internet, confirmou que, de facto, Cavaco Silva teve mesmo o descaramento de, mais uma vez, apelar à «mobilização dos portugueses» para o aumento da produção agrícola... a mesma agricultura que ajudou a destruir, teve a lata de defender o ambiente... o mesmo a que nunca ligou peva, e que a questão da saúde era a afinal a inauguração da ampliação de um hospital qualquer... e não se passou disso.
Portanto, nada de novo. É apenas a falta de vergonha na cara a que nos habituou. Provavelmente, é já um resultado da crítica de Mário Soares, quando disse que Cavaco andava a falar pouco connosco... que estava demasiado calado...
Mais uma coisa a juntar ao rol de malfeitorias que não perdoarei a Mário Soares!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mário Soares – Importa-se de repetir?


Depois de descer várias ruas conduzindo em contramão, o automobilista bêbado desviou-se in extremis do choque frontal com um autocarro, entrando estrondosamente com o automóvel num mini-mercado. Ao sair, cambaleando devido ao choque e à bebedeira, exclamou escandalizado (e entaramelado):
- Hão de arranjar muitos clientes, com uma loja destas... não deem uma arrumação nisto, não!...
E agora por que raio é que me fui lembrar desta estória ao ler que Mário Soares terá dito, «O PS tem que ser refundado e ter política a sério!» ???!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mário Soares – Um português sem filtro...


(Imagem do jornal “A Bola”)

Um dos encantos das crianças é a ausência de filtros nas suas conversas e brincadeiras, ainda virgens que estão da tirania das convenções e normas de conduta. Na idade adulta essa ausência de filtros raramente tem graça e apenas é justificada nalguns milhares de cidadãos... mas todos com excelentes explicações do foro clínico. Não é o caso de Mário Soares! Esse está a perder toda a capacidade de filtrar aquilo que diz, como resultado da degradação irremediável do filtro principal de todo o sistema, que no caso dele, sempre funcionou de forma deficiente: a vergonha.
Como complemento ao longo rol de “semvergonhice” com que nos tem brindado ao longo da longa vida, há dias vimos Soares numa peça televisiva, na companhia do seu dileto amigo Frank Carlucci, os dois entrevistados por um Mário Crespo baboso e rindo alarvemente de satisfação por estar a entrevistar ao mesmo tempo o fundador do PS e o seu parceiro da CIA, cúmplice e financiador da traição ao 25 de Abril.
Questionado sobre os seus encontros semanais com Carlucci durante o “verão quente”, na Embaixada dos EUA, Soares carregou mesmo nas tintas, dizendo que a coisa chegou a ser «várias vezes por semana», acrescentando, como uma nota ilustrativa do carácter muito “dado”, aberto e popular do agente da CIA, o facto de este, nessa época, «até jogar ao ténis com o Otelo» (com que finalidade seria?!)
Agora, há apenas dois dias, inaugurou a rubrica “QI”, uma colaboração entre o jornal “i” e o canal de televisão por cabo “Q”. Foi entrevistado pelo diretor do canal (e das Produções Fictícias), Nuno Artur Silva e pela diretora do jornal, Ana Sá Lopes. Podem ler a entrevista aqui, embora esteja muito resumida, em relação à versão falada da televisão.
Num dia mais pachorrento teria ouvido a entrevista na íntegra; não sendo o caso, fui ouvindo excertos, entre zappings. As “pérolas” foram várias... mas destaco apenas três, citando mais ou menos de memória:
Discorria Soares sobre que, o mal da Europa e de Portugal é terem chegado ao poder aqueles que se inscreveram nas “juventudes” partidárias e vieram para a política para enriquecer e não pelo sentido de serviço público.
- E o senhor, ao longo da sua carreira, sobretudo quando estava no poder, era capaz de, apenas numa conversa, distinguir uns dos outros?
- Sabe, o que acontece é que no meu tempo não havia disto... os grandes políticos, no meu tempo, eram todos honestos...
(Espantosa, esta facilidade com que Soares esqueceu tanta, tanta gente, como por exemplo o seu grande amigo do PS italiano, Bettino Craxi, ou os seus amigos e companheiros de Macau, ou...)
- Sabe... a História da nossa democracia divide-se em vários momentos. Houve a “Revolução dos Cravos”, de que continuo um grande adepto (confesso que “adepto”, nunca tinha ouvido) e depois veio logo aquele período muito conturbado... sabe... se o secretário geral do PCP fosse o Santiago Carrillo (do PC espanhol), em vez do Álvaro Cunhal... não tinha havido todo aquele “problema”...
(Acredito bem que não! Acho mesmo que hoje nem sequer existiria o próprio PCP, que toda a gente sabe que é um grande “problema”)
- O senhor, apesar de agnóstico, ficou conhecido por, nessa época, ter feito vários acordos com a Igreja Católica...
- Acordos não! Eu conspirei ativamente com a Igreja e com o D. António Ribeiro, o Cardeal-Patriarca de Lisboa. Se o D. António não tivesse dado instruções aos sacerdotes para dizerem nas missas que era conveniente os cristãos comparecerem na nossa manifestação da Fonte Luminosa, nunca teria sido possível juntar uma multidão tão impressionante, que fez cair... ou melhor, inverter o rumo dos acontecimentos no nosso país...
E agora digo eu: Fantástico, não é? Como vimos no princípio deste texto, as crianças e os doidos têm as “desculpas” que já conhecemos; qual será a desculpa deste figurão?

sábado, 7 de maio de 2011

Mário Soares – Reviver o passado...


Primeiro, não posso deixar de dizer aqui o que penso do discurso ontem dirigido ao país por Sua Cavacal Excelência o Senhor Presidente da República. ... ... ... ... ... pronto... já está!
Passando ao tema do dia, muitas das “grandes figuras” mundiais, quando se aproximaram do fim dos seus dias, começam a desenvolver algo parecido com “consciências”... e a tentar resolver assuntos pendentes do seu passado, muitos dos quais foram mantidos em rigoroso segredo durante várias décadas. Mário Soares não é exceção. À semelhança do seu dileto ami miterã, que no fim da vida sentiu a necessidade de reconhecer publicamente uma filha que escondia havia muitos anos... e logo a seguir decidiu revelar que durante um período de tempo da sua juventude, tinha militado numa organização pró-nazi, o que, convenhamos, para alguém que era a “referência” dos socialistas franceses, constituía um “esqueleto no armário” de um tamanho bastante avantajado... também Mário Soares decidiu iniciar a “arrumação” de assuntos encavalitados na sua história pessoal.
Começou por este tema ligado aos costumes e à baixa política, confessando-se arrependido de ter estado na origem de insinuações sobre a vida íntima de Sá CarneiroSnu Abecassis, com a intenção de prejudicar politicamente o adversário.
Fico agora bastante curioso sobre o rol que se seguirá... sobre as traições à Revolução de Abril (e às anteriores a Abril), sobre os copiosos financiamentos norte-americanos e alemães, sobre aquelas “ninharias” mais ou menos brilhantes e lapidadas, que lhe rendia a “amizade” com Jonas Savimbi, sobre os fantásticos negócios do seus amigos em Macau, sobre a colaboração diária com a CIA de Frank Carlucci, que viria a ficar seu amigo para a vida, sobre a sua milionária Fundação...
Mesmo sabendo que estes rebates de, chamemos-lhe assim... consciência, são um prenúncio do fim... como disse, fico bastante curioso.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Soares – Sem sombra de surpresa


Confesso que quando vi as notícias das recusas, por parte do PCP, dos Verdes e do BE, à participação nas reuniões com a troika do FMI e dos outros... pensei logo com os meus fechos éclair e um colchete: Danou-se! E agora o que é que vai dizer o doutor Soares, “balhamedeus”?!
Agora a sério, esta notícia, já repescada, garantindo que Mário Soares não ficou surpreendido com a recusa do PC... também não me surpreende nem um pouco. Soares já conhece relativamente bem os comunistas portugueses, mas nada que se compare com o conhecimento e convívio que tem tido com o FMI e a “europa connosco”, de que foi (e é), entre nós, o principal lacaio. Sabe muito bem, portanto, que uns e os outros não ligam.
Os seus amigos americanos vieram sempre em “seu auxílio” de cada vez que os capitalistas portugueses precisaram muito e era necessário alguém de fora para fazer o trabalho sujo de esmagar os direitos dos trabalhadores e roubar ordenados e pensões, permitindo aos seus amigos do PS salvarem a cara e manterem as aparências... mesmo que o “socialismo” já estivesse (sempre esteve!) na gaveta.
Nas duas vezes em que fomos roubados pelo FMI, a primeira em 1977 e a segunda em 83, o principal pretexto para as dificuldades e para a brutal austeridade foi o “choque petrolífero”. Das duas vezes o povo pagou duramente a restituição dos milhões que os capitalistas sentiam fugir-lhes das mãos. Das duas vezes, era primeiro-ministro Mário Soares.
Na verdade, para além do pretexto do "choque petrolífero", o país afundou-se, em 1977, em resultado do violento boicote internacional à Revolução de Abril, somado à massiva fuga de capitais criminosamente cometida pelos senhores “do antigamente”, que em vez de terem os dentes partidos por essa traição, foram recompensados com rios de dinheiro do FMI.
Na verdade, para além do repetido pretexto do "choque petrolífero", o país voltou a afundar-se, em 1983, principalmente porque grandes empresas e a banca, começaram a ficar estranguladas com as novas políticas monetárias da Reserva Federal dos EUA e a consequente subida dos juros, imposta pela chegada ao poder dos neoliberais, curiosamente, os “gurus” políticos e económicos do inútil que agora lidera as hostes da São Caetano e do PSD.

De todas as vezes Portugal foi "aliviado" de copiosas toneladas das suas reservas de ouro.
Resumindo... embora o calhordas Soares tenha aproveitado esta sua “não surpresa” pela recusa do PC em colaborar com o FMI, não para valorizar essa posição de coerência, ou para constatar (ainda que discordando) a existência de uma posição e projeto alternativo na defesa do interesse e soberania nacionais, mas sim para cantar louvores ao FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia (que é para isso que é pago há muitos anos)...  eu, pela minha parte, quero afirmar que também não fiquei surpreendido com essa recusa... mas pelas razões certas.
Colaborar, seria como se alguém viesse assaltar-me a casa e eu, voluntariamente, ainda me dispusesse a ajudar os ladrões a embalar as minhas coisas e levá-las para a carrinha. Não contem comigo! 

Outro mundo é possível... mesmo que por enquanto tenha que me deixar roubar.

sábado, 26 de março de 2011

Barack Obama e John Kennedy – A mesma moeda... com duas caras


É já cansativamente recorrente a tentação irresistível para alguns comentadores, politólogos e afins, de estabelecerem paralelos entre as figuras de John Kennedy e Barack Obama. Um desses comentadores, politólogos e afins é Mário Soares, o conhecido comentador, politólogo e enfim...
Há dias, num blog que frequento, um leitor comentava o “facto” de Mário Soares estar algo desiludido, depois de, ingenuamente, ter manifestado a convicção e, sobretudo, a esperança, de que Obama seria o novo Kennedy. Acresce ainda a constatação de que sempre que se faz esta comparação, parece pretender-se que isso constitui um elogio a Obama... o que nos leva às minhas costumeiras perplexidades:
Como é que ainda existe alguém capaz de acreditar que Mário Soares faz ou diz seja o que for... ingenuamente?
Como é que comparar alguém a John Kennedy pode constituir um elogio? Estamos assim tão esquecidos de que o homem era um vulgar canalha?
Esquecemos que foi posto na Casa Branca, empurrado pela Máfia?
Esquecemos que era um psicopata que semana sim, semana não, entre mais este ou aquele acto da chamada "guerra fria", ou a continuada chacina do povo do Vietname, planeava e tentava o assassínio de Fidel Castro, a invasão de Cuba e a destruição da sua jovem Revolução?
Mesmo deixando de lado a informação de que, pessoalmente, também era um porco, o que é que existe nesta personalidade, que apeteça imitar?
Depois, Obama não necessita de ser comparado a este ou aquele para conquistar o seu lugar na História, enquanto verdadeiro traste. Trata bem disso sozinho. Como bem descreveu o “Salvoconduto”, só nos últimos dias, Obama conseguiu somar mais três actos verdadeiramente “dignos” de Nobel da Paz:
1. Desrespeitar o Governo brasileiro, que se tinha pronunciado contra a intervenção militar na Líbia, indo dar a ordem de ataque exatamente durante a visita ao Brasil.
2. Visitar o Chile, fazendo de conta que o Governo do seu país e a CIA não têm as mãos sujas do sangue do Presidente Salvador Allende e de milhares de chilenos assassinados. Assassinados por forças organizadas, financiadas e armadas pelos EUA.
3. Visitar El Salvador, fazendo de conta que o Governo do seu país e a CIA não têm as mãos sujas do sangue de dezenas de milhar de salvadorenhos assassinados, incluindo o cardeal Oscar Romero. Assassinados por forças organizadas, financiadas e armadas pelos EUA.
Como se vê, Obama não precisa de ser comparado a John Kennedy, nem a qualquer outro hipócrita ou assassino. Já conquistou o seu lugar na galeria!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Soares, Merkel, Helmut Kohl... e o defeito de origem


Mário Soares, na sua recidiva “redação semanal” das terças feiras, no DN, para além de mais uma fastidiosa referência aos saudosos tempos em que “os dirigentes e líderes europeus eram (quase) tão bons e competentes quanto ele próprio”... para além de, mais uma vez, demonstrar a sua aversão à “senhora Merkel”, por razões (algumas, pelo menos) em que é acompanhado por muita gente, decidiu partilhar connosco a sua preferência por Helmut Kohl, antigo Chanceler da Alemanha e, tal como Merkel, dirigente partidário oriundo da direita mais conservadora.
Portanto, por razões que ele lá saberá, entre os dois governantes alemães de direita, Soares prefere Kohl. Este teve uns “problemazitos” com a descoberta da sua relação, digamos... criativa, com uns dinheiros e financiamentos paralelos, mas isso, para Soares, não constitui problema de maior, se pensarmos em outros dos seus amigos, igualmente “criativos” quanto a dinheiro, como o corrupto PM italiano, BettinoCraxi, ou o amigo da CIA, Frank Carlucci, ou como o numeroso (e muito lucrativo) “gang socialista” de Macau... e por aí adiante...
E pronto, ele lá sabe! Estava eu a ponto de desistir de entender a razão da preferência de Soares por Helmut Kohl e qual o grande e imperdoável “defeito” de Angela Merkel... eis senão quando, no meio da “redação”, lá está ele bem escarrapachado, qual estigma no meio da testa: Merkel veio do “Leste totalitário”!
Realmente... devemos ter atirado pedras à cruz, para sermos condenados a continuar a suportar este cromo!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mário Soares – Nauseabundo


O Dr. Mário Soares, quanto mais não fosse para mostrar (já não era necessário!) que as suas fantásticas “qualidades” não conhecem limites, veio, ainda com a derrota humilhante de Alegre em carne viva, declarar umas coisas que depois de traduzidas, são apenas mais um retrato feio do ódio vesgo que o move contra o poeta e ex companheiro. Claro que não lhe bastou ter patrocinado uma candidatura concorrente para lhe dinamitar a campanha. Era preciso mais! 
Partilhou connosco a sua "convicção" de que nesta campanha eleitoral ninguém falou dos problemas reais. Problemas de ouvidos, suponho.
Aproveitou ainda o facto de o pascácio Aníbal ser um ignorante capaz de, numa noite de vitória, fazer o miserável discurso que fez... para exibir a sua superior “magnanimidade”... precisamente no momento em que estava a pontapear um adversário já caído no chão. 
Resumindo: de uma penada foi capaz de fazer de conta que não ouviu Francisco Lopes, capaz de mentir sobre a sua ligação a Nobre, conseguiu dizer que Alegre não devia ter sido apoiado pelo PS, que a campanha foi um «bocadinho desagradável»... e que Cavaco «foi rancoroso».
A fazer lembrar o tipo de calhordas que é sempre o primeiro a notar e a protestar pelo mau cheiro dentro do elevador, segundos depois de, silenciosamente, soltar uns gases.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Mário Soares – Qual Rússia?




Seja qual for o “achismo” do dia, partilhado com o país pelo Dr. Mário Soares, salvo raras exceções, aquilo que ele vai produzindo aqui e ali... é para o lado que eu durmo melhor. Esta foi uma semana com, pelo menos, duas dessas raras exceções.

A primeira: Na ânsia de dinamitar a candidatura de Alegre já o vimos inventar do nada a candidatura do reacionário populista Fernando Nobre, pondo meia família a trabalhar na sua campanha; já o vimos decidir diversificar, passando a elogiar publicamente as “performances” de Cavaco; agora, para baralhar ainda mais as coisas e, de caminho, tentar fazer com que uns milhares de eleitores fiquem em casa no dia da votação, decidiu que as Eleições Presidenciais «interessam relativamente pouco». Fantástico, não é?

A segunda: Na sua mais recente homilia semanal no DN, entre o “bric-à-brac” normalmente mal escrito com que enche uma página inteira do jornal, decidiu tecer uns comentários sobre o Nobel chinês Liu Xiaobo e o erro que as autoridades de Pequim estariam a cometer ao darem-lhe tanta visibilidade, comparando mesmo esse alegado erro a outros casos, que na sua opinião foram igualmente grandes erros, por parte de Moscovo e em relação a Pasternak, Sakharov e Soljenitsin...

Claro que esta opinião é um direito que assiste ao Dr. Soares, mas a frase que me prendeu a atenção foi aquela em que diz que esses erros de Moscovo foram cometidos «quando a Grande Rússia ainda era apenas URSS». Delicioso, o pormenor do "apenas"...

Ficamos então a saber que, na turbulenta cabeça de Mário Soares, independentemente do papel que a Revolução de Outubro e a própria existência da URSS tiveram nas mudanças operadas no mundo e no avanço das conquistas dos trabalhadores, internacionalmente, mudanças e conquistas respaldadas naquela realidade, agora que, depois do acumular de erros que levaram à sua derrocada (sem, mesmo assim, conseguir fazer ruir os ideais!)… agora é que “aquilo” é a Grande Rússia! Fantástico, não é?

Mas já chega! Aqui neste estabelecimento, aos domingos e sempre que se pode… ouve-se boa música. Portanto, já que falámos de “grande Rússia”, concentremo-nos nalguma coisa realmente grande e ostensivamente russa. Façam-me o favor de escutar estes jovens ortodoxos de Moscovo, dentro de uma igreja ortodoxa, a cantar o mais ortodoxamente que sabem. E como sabem!!! Reparem no moço com cara de ser o mais novo de todos (Chernegov-Nomerov Egor), que está mais à frente e que canta um pouco mais “alto”.

Eu e as religiões, há muitos anos que só nos conhecemos de vista... mas juro que se tivesse ao pé de casa uma igreja assim, muitas vezes haveriam de me ver, discretamente sentado lá ao fundo, mas cantando por dentro.

Bom domingo!

“Gabriel apareceu” – Coro Ortodoxo Russo
(Pavel Chesnokov)