Há tempos, um amigo que deve estar tão cansado que eu lhe aponte os “feitos” de Mário Soares, enquanto conspirador para derrubar o essencial do 25 de Abril de conluio com o seu amigo da CIA, Frank Carlucci, de conluio com os sectores mais reaccionários da Igreja Católica para incendiar, metaforicamente, parte do país contra “os comunistas” e, de passagem, incendiar, realmente, alguns dos centros de trabalhos destes e de vários sindicatos... como dizia, um amigo que deve estar tão cansado de que eu lhe lembre estes tristes factos, acrescidos de uma vida de alianças com o PSD e com o CDS, sem ter grande coisa para me responder, como eu vou já ficando cansado de não obter resultados palpáveis destas conversas, tentou refugiar-se na actualidade:
- Ó pá... mas nem mesmo agora, quando o Soares faz duras críticas a este Governo neoliberal e à “senhoramerkel” e à troika e o diabo a sete, tudo gente que tu abominas... nunca concordas com uma única coisa que ele diga?!
- Não!
E lá alinhavei pela enésima vez o rosário das contas que tenho contra o “ídolo” do meu amigo... mas desta vez, com uma novidade:
- Agora não consigo dizer de cor... mas tenho lá por casa uma quadra do Aleixo que explica tudo!
Deixei-o vários dias à espera... mas ontem, ao dar uma volta pelas quadras do genial poeta popular, encontrei-a. Já lha enviei pelo mail:
"Mentiu com habilidade
fez quantas mentiras quis
Agora fala verdade
ninguém crê no que ele diz"
(António Aleixo – Poeta popular)


