sábado, 7 de maio de 2011

Mário Soares – Reviver o passado...


Primeiro, não posso deixar de dizer aqui o que penso do discurso ontem dirigido ao país por Sua Cavacal Excelência o Senhor Presidente da República. ... ... ... ... ... pronto... já está!
Passando ao tema do dia, muitas das “grandes figuras” mundiais, quando se aproximaram do fim dos seus dias, começam a desenvolver algo parecido com “consciências”... e a tentar resolver assuntos pendentes do seu passado, muitos dos quais foram mantidos em rigoroso segredo durante várias décadas. Mário Soares não é exceção. À semelhança do seu dileto ami miterã, que no fim da vida sentiu a necessidade de reconhecer publicamente uma filha que escondia havia muitos anos... e logo a seguir decidiu revelar que durante um período de tempo da sua juventude, tinha militado numa organização pró-nazi, o que, convenhamos, para alguém que era a “referência” dos socialistas franceses, constituía um “esqueleto no armário” de um tamanho bastante avantajado... também Mário Soares decidiu iniciar a “arrumação” de assuntos encavalitados na sua história pessoal.
Começou por este tema ligado aos costumes e à baixa política, confessando-se arrependido de ter estado na origem de insinuações sobre a vida íntima de Sá CarneiroSnu Abecassis, com a intenção de prejudicar politicamente o adversário.
Fico agora bastante curioso sobre o rol que se seguirá... sobre as traições à Revolução de Abril (e às anteriores a Abril), sobre os copiosos financiamentos norte-americanos e alemães, sobre aquelas “ninharias” mais ou menos brilhantes e lapidadas, que lhe rendia a “amizade” com Jonas Savimbi, sobre os fantásticos negócios do seus amigos em Macau, sobre a colaboração diária com a CIA de Frank Carlucci, que viria a ficar seu amigo para a vida, sobre a sua milionária Fundação...
Mesmo sabendo que estes rebates de, chamemos-lhe assim... consciência, são um prenúncio do fim... como disse, fico bastante curioso.

20 comentários:

salvoconduto disse...

Bem podemos esperar sentados...

Qual peso na conciência, qual carago, se essas coisas lhe pesassem há muito estava esmagado. É isso que o vai alimentando, impedindo-o de mirrar definitivamente. Ainda vai fazer a cama a mais alguns, vai por mim.

Anónimo disse...

Samuel, o homem condenou o "assassiato" de Jonas Savimbi. Um caso semelhante ao do Bin Laden. E eu pergunto: estavam, ou não estavam, um e outro em guerra contra aqueles que os mataram? Ora, se o absudro da guerra é a morte, por que razão os seus chefes hão-de ser poupados e o mexilhão que se arranje? Sei que a guerra do Laden não acaba com a sua morte, mas a do Savimbi acabou.
Um abraço.
Daniel

jrd disse...

Mais um senil a quem só falta arrepender-se de Abril?

Justine disse...

Sobre o discurso do outro, concordo totalmente contigo:)))
O da foto tem ainda muitos esqueletos a tirar dos seus armários, se estiver praí virado!!
Isto é tudo gente honestíssima, uns ... .. ....!( pronto, citei-te:)))

Suq disse...

"Consciência" de um político!?

Na actualidade chama-se propaganda da imagem au moment.

Ah depois vêm os "historiadores", e os fazedores de "biografias" e claro a rapaziada "boyada" do costume.

Fernando Samuel disse...

Eu também fico à espera, bastante curioso... mas receio ter de esperar... eternamente...

Um abraço.

luis tavares disse...

No dia em que desembarcou em Portugal, pensei:
Lá se foi o 25 de Abril.

trepadeira disse...

E a notícia de hoje,no i,à volta do sr.dito ainda presidente,não está nada mal,a confirmar-se,terrorismo,assassinatos?

Um abraço,
mário

Anónimo disse...

Luis Tavares, eu por acaso não pensei isso quando o Cunhal desembarcou no pós 25 de Abril. Era ingénuo na altura e dou essa desculpa a mim mesmo para tamanho erro de avaliação. É caso para dizer que um de nós se enganou redondamente e confesso já que fui eu!
Vila do Porto

Anónimo disse...

Ó vila do porco:

Olhe que não... olhe que não.

Beatriz Cunha disse...

É, notre ami tem uns rebates de vez em quando! Até já o ouvi dizer que sim, que com certeza, que coloborou com a CIA...

Graciete Rietsch disse...

Não acredito, nem por um segundo, no arrependimento e falinhas mansas de Soares.
Ele foi e é um dos homens da contra-revolução.

Um beijo.

Anónimo disse...

Mário Soares discursa na apresentação do livro de Cândida Pinto?
Ao que parece, estavam todos em família.
Só faltou aparecer, no final, a ex-ministra da saúde, Leonor Beleza, o ex-candidato e ex-quase tudo, Freitas de Amaral, o «maquiavel à moda do Minho», Proença de Carvalho... Pinto Balsemão, Marcelo Rebelo de Sousa, etc, etc...

(Jorge)

O rural disse...

Aquilo que o Marocas fez toda a vida, não passou de uma borga maravilhosa.

O que para outros era uma vergonha e nem podia aparecer em praça pública, para este gajo fica tudo bem no espelho.

Ainda vai parar ao panteão!

carol disse...

Gostei do comentário ao discurso de Sua Cavacal Excelência ao país...

Anónimo disse...

Aí está um comentário (o trocadilho de muito mau gosto com Vila do Porto) que merecia uma resposta à altura. Mas um anónimo não o justifica. Mas sempre lembro que Vila do Porto é o povoado mais antigo das ilhas onde deveras se confirmou a aventura maior de Portugal.
Daniel de Sá

samuel disse...

Daniel:

A minha mais recente aventura açoreana, que, infelizmente, já tem um ano e uns dias, teve o "happy"centro exactamente na Vila do Porto, na primeira edição do festival Festejar Abril em Maio... no histórico "Clube Asas do Atlântico", com a participação dos açoreanos Bruno Walter, Ernesto Bica, Roberto Freitas, Zeca Medeiros, juntamente com os continentais Manuel Freire, eu próprio e o (surpreendente) Dr. Laborinho Lúcio.

Foi muito bom!

Anónimo disse...

Samuel, o Asas do Atlântico é um dos espaços míticos da minha infância e juventude. Quem organizou essa festa com vocês foi uma excelente e inexcedícel amiga, a Ana Loura. E o Zeca Medeiros entregou-me, pucos dias depois, o abraço que por ele me enviaste.
Santa Maria, a Ilha-Mãe, é a ilha da fraternidade, por excelência.
Um abraço.
Daniel

svasconcelos disse...

Pois, já agora que seja coerente e desvende a(s) verdade(s) por inteiro... a História agradece.

bjs,

Eduardo Miguel Pereira disse...

Nem que ele vivesse tantos anos quantos aqueles que jé leva, tería tempo para todas as confissões que lhe permitissem a total limpeza do espírito.