sábado, 17 de novembro de 2012

Passos Coelho - Sempre para lá da troika



Entre Janeiro e Setembro o Governo livrou-se de mais de trinta mil funcionários públicos. São mais de cinco 5%. Um pouco mais do dobro do número exigido pela troika ocupante.
Não tenho conhecimentos teóricos para avaliar o único critério porque se rege este Governo, ou seja, o “lucro”, ou o “prejuízo” que um tal corte no número de trabalhadores implica para o funcionamento dos serviços públicos. Não tenho meios técnicos para saber se os cortes são feitos cegamente, deixando serviços que, hipoteticamente, tivessem trabalhadores em excesso, continuarem a ter trabalhadores em excesso... enquanto outros serviços ficam bloqueados, com falta de funcionários.
Uma coisa sei: o Governo de Portugal gaba-se de ter mandado para casa mais do dobro dos trabalhadores que a troika queria ver afastados... e isso sim! Esta firme vontade de ir sempre além das ordens da troika, mesmo tendo deixado de inspirar grandes comentários, justifica plenamente alguns adjectivos... sei lá... lacaios, vendidos, sabujos, criminosos, cobardes, "escravos felizes"... para não carregar muito nas cores.

8 comentários:

relogio.de.corda disse...

Verdade... e quando ouvi já não sei quem do Desgoverno proferindo à boca cheia esse "gabanço", apeteceu-me como nunca me apeteceu na vida apetar-lhes o gasganete, um por um.
Ordinários!

Antuã disse...

São ladrões e o resto é cantiga.

Anónimo disse...

Eu diria, tão-só, prosaicamente: FILHOS DA PUTA!

Rui Silva

Reaça disse...

Não acredito que o governo fizesse isso, dispensar tanta gente.

Se é verdade, então fez muito bem, pois como nem se notou a ausência de tanta gente, é porque não estavam a fazer nada.

Logo...!

Maria disse...

A subserviência dos sucessivos governos aos 'vários patrões' tem sido um asco. E não fazem só o que lhes é pedido, fazem sempre para além de. Como quem lambe as botas do patrão para fazer um 'bonito'. Filhos da puta!

Abreijo.

samuel disse...

Anónimo (23:24):

Logo… se você tivesse amigos dignos desse nome, pobre infeliz, já algum lhe teria dito que esse velho cliché sobre os funcionários públicos, está podre de velho, podre de reccionário, podre de estúpido, podre de imbecil.

Tem uma única coisa boa: diz muito sobre as pessoas que o utilizam!

Reaça disse...

Samuel das 00.12, eu disse que não acredito...você nem põe a hipotese de eu próprio ser funcionário?

Logo...!

samuel disse...

Reaça anónimo:

De que seja funcionário, realmente não considerei a hipótese... mas estou bastante inclinado para outras hipóteses. :-) :-) :-)
Acha que essa merda antiga e bafienta do mito dos funcionários que não fazem nada, é defensável?

Por muitos funcionários que conheça pouco dados ao trabalho, acha que se justifica o cliché?

Acha mesmo que os milhares e milhares de médicos do SNS, de professores do ensino público, etc., etc., etc., até chegar àqueles que realmente queria atingir, mas que garantem o funcionamento das autarquias, da segurança e de toda a máquina do Estado... não fazem mesmo nada?

Se é adepto de silogismos imperfeitos (e idiotas) como "este senhor não faz nada; este senhor é funcionário, logo... os funcionários não fazem nada"... pode também considerar outros igualmente "inteligentes" como:

"Os ratos são mamíferos; os ratos têm bigodes, logo... todos os mamíferos têm bigodes!"