segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Passos Coelho – A ironia, essa arte misteriosa...



Presumo que irão sendo cada vez menos... mas ainda há imbecis que depois do anúncio de uma sobretaxa de 4% colocada em cima do tremendo aumento do IRS e restantes impostos planeados para entrar em vigor, acham que o anúncio de uma “redução” de 0,5% do roubo anunciado... é uma redução de impostos.
Os aumentos que não tardaram a aparecer para compensar essa “descida vertiginosa”, em coisas como subsídios de alimentação e sim, eu li bem!, nas gorjetas... colocarão - espero - pelo menos alguns desses crédulos do lado daqueles que já vão descobrindo que foram tomados por parvos.
Entretanto, enquanto íamos vendo e ouvindo estórias de seres humanos que, no desastre do Algarve, perderam casas e outros bens que, pelo facto de estarem desempregados e não terem dinheiro para sustentar as seguradoras, não sabem como vão recuperar, ou, em suma, como e onde vão viver... o primeiro-ministro decidiu ser “engraçado”.
Para além de prometer analisar os prejuízos, no sentido de ajudar «as empresas e as pessoas» afectadas... sendo que este colocar das empresas antes das pessoas, podendo parecer acidental, mostra, na verdade, o grau de podridão já atingido pelo seu lado de lacaio do capital, mesmo nestes “pequenos” pormenores... saiu-se com uma frase mais vistosa do que o seu habitual cinzentismo:
«Lamento que não tenha sido possível ao ministro da Administração Interna fazer uma intervenção mais esclarecedora sobre a intervenção do Governo na sequência da tempestade no Algarve» - disse, no que pareceu uma crítica ao seu ministro Miguel Macedo. Afinal, segundo um “esclarecimento” que mais tarde se seguiu a estas declarações, o tipo estava a ser "irónico".
Não é o primeiro bandalho que, sob pressão de acontecimentos adversos, tenta a carreira de “palhaço” como via de fuga!
Não é o primeiro, nem será o último bandalho a não ter noção de que a profissão de palhaço, na vida real, requer um talento e uma dignidade que estão muito para além das suas medíocres possibilidades!

6 comentários:

Graciete Rietsch disse...

Um palhaço é um artista. Recordo aqui o Palhaço Popov. Um ministro palhaço é um bandalho.

Um beijo.

trepadeira disse...

Já não estão só a mais no governo estão a mais no país.

Um abraço,
mário

Jorge disse...

Embora a coisa não esteja para graças, fiquei apaixonado por esta imagem. Posso espetá-la no meu blog, Samuel?

Antuã disse...

Os execráveis são assim.

samuel disse...

Jorge:

É claro que sim! Eu próprio já a surripiei da "net"...

Abraço.

Luis Filipe Gomes disse...

Eu acho que o Aspirante a Palhaço Rico não terá sido tão irónico quanto isso relativamente ao Formiga Branca.

Na verdade tantos elogios à desactuação da polícia e à brutalidade da sua intervenção feitos pelo Hóspede de Belém devem ter aborrecido o sujeito.
O director do jornal Diário das Nãonotícias e a Vóvó Biógrafa do Morto Ilustre chegaram a dizer que o grande menistro Formiga Branca era o único com visão/leitura política. A Vóvó chegou ao ponto de dizer que ele podia aconselhar politicamente o Aspirante a Palhaço Rico. Ouviram bem; aconselhar politicamente um veterano das juventudes que anda naquilo desde adolescente quando as hormonas e as borbulhas lhe disseram que aquilo era o partido das febras e festas boas.

ORA ISTO NÃO SÃO COISAS QUE UM ASPIRANTE A PALHAÇO RICO GOSTE DE OUVIR!

Então lá por verem relvas, vá de calçar chuteiras e toca a pisar em cima? Não pode ser!