É uma estória tão curta quanto “grossa”. Poder-se-ia mesmo chamar uma espécie de manual concentrado de nacional-espertismo e canalhice. Senão, vejamos:
Um grupo de herdeiros tinha na sua posse um quadro valioso, propriedade da família havia muito tempo. Ou por desinteresse na obra, ou pela confusão causada por serem 10 os proprietários, ou por necessidade de dinheiro... quiseram vender a peça de arte.
Aí é que a porca torceu o rabo! A obra era protegida, quer dizer, em circunstância alguma poderia sair do país. Logo, nem pensar nas ofertas vindas de colecionadores estrangeiros.
Começa a farsa.
1. Tentaram vender a obra ao estado português... que se declarou desinteressado na coisa.
2. Pediram ao Estado Português que, assim sendo, desprotegesse o quadro, permitindo a sua venda internacionalmente.
3. O Estado português negou liminarmente.
4. Condicionados por esse handicap da proibição da saída do país, decidiram vender por um preço bastante abaixo do valor de mercado internacional, ao espertalhaço dono de tudo o que se mexa... Pais do Amaral.
5. Pais do Amaral fez um telefonemazito para um amigalhaço... e Francisco José Viegas desprotegeu o quadro.
6. Pais do Amaral vende o quadro no estrangeiro, por uma pequena fortuna, ganhando uma pipa de massa com um telefonema e, claro, a verdadeira burla em que caíram os anteriores proprietários.
Ao que parece, segundo dizem os espertalhaços... tudo se passou dentro da maior legalidade...
Grande país!!!





















