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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

"Obamacare" - Democracia um pouco original...



Devo começar por esclarecer que não sou propriamente o que se possa chamar um “fan” da lei de Obama, conhecida como “Obamacare”, que, apesar das boas intenções, deixa de fora dos cuidados de saúde muitos milhões de cidadãos pobres dos EUA e, mesmo tendo incluído no programa de saúde com custos suportados pelo Estado alguns milhões de outros cidadãos, faz passar, obrigatoriamente, todos os milhões de dólares envolvidos pelas seguradoras privadas, acabando por serem estas que realmente ganham com o programa.
Ainda assim, não posso deixar de admitir que este “pouco” de Obama é muito melhor que o rigoroso e frio “nada”, defendido pelos republicanos, defensores do cada um por si e assistência zero. Republicanos que têm mantido esta lei de Obama debaixo de fogo cerrado.
Dentro deste universo republicano há um nicho ocupado por fanáticos político-religiosos, um bando de ultra reaccionários roçando mesmo o fascismo, que dá pelo nome de “Tea Party”.
Um desses bandalhos, senador pelo Texas, está a usar uma norma de funcionamento do Parlamento/Senado, norma verdadeiramente imbecil que dá o direito a qualquer parlamentar/senador, de boicotar uma votação ocupando todo o tempo a falar, sem parar, durante horas e horas, sobre o assunto em causa... até que se esgotem todos os prazos legais para a discussão ou votação.
Tendo já dito que acho esta norma uma imbecilidade “democrática” (até o nome, “filibustering”, é palerma), lendo a notícia, parece-me que o senador daultra-direita nem está, sequer, a respeitar as regras, a ser verdade que no decorrer da sua maratona de boicote aos trabalhos, já falou de tudo e mais alguma coisa, fora do tema em apreço, tendo até recorrido à leitura de estórias infantis.
Num Senado/Parlamento que se respeitasse a si próprio, um palhaço que tentasse uma proeza destas... seria retirado da sala pela segurança e julgado e condenado por obstrução dos trabalhos de um órgão de soberania.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Governo – Não! Não é incompetência!


Para além do “setor” do título original me parecer um pouco fanático, já que até o “word”, que está formatado para o malfadado novo acordo ortográfico, o assinala como erro... esta é uma notícia que nos deve fazer refletir sobre a relativa facilidade com que tantos de nós explicam as agruras por que passa o país com a incompetência dos governantes.

Desta vez, trata-se de dar destaque ao aumento das queixas que se referem aos serviços públicos, por mais que, depois, se descubra que são mais as queixas sobre serviços de privados.
Na verdade, “explicar” as queixas com a hipotética incompetência dos responsáveis é uma ideia perigosa! Na verdade, há muito pouco de incompetência e muito de política extremista de direita ultra-liberal nesta consciente e deliberada cavalgada no sentido da destruição dos serviços públicos de saúde, de ensino, de transportes, etc., etc.
Na verdade, cada rixa que acontece entre alunos “problemáticos” dentro de uma escola pública, ou cada notícia de maus resultados académicos, por comparação com os selectos colégios, cada doente – idoso ou não - que morre por espera excessiva de consultas, ou deficiência de atendimento e tratamento... são, indiscutivelmente, poderosa publicidade gratuita aos colégios e hospitais privados, onde as práticas são, alegadamente, de excelência.
Nalguns casos as práticas até serão de excelência... mas não devemos perder de vista a quem se destinam e, sobretudo, que dado essas específicas actividades privadas só muito raramente serem lucrativas, dependem fortemente dos financiamentos públicos, ou seja, nós é que os pagamos com os impostos.
Não, não são incompetentes! Estão apenas a acautelar o seu futuro, mal regressem à actividade privada. Estão apenas a cavar uns lugares para si e para os seus familiares e amigos... nem que seja preciso deixar morrer mais alguns estudantes esfaqueados, mais alguns doentes sem tratamento e mais alguns idosos sem dinheiro para comprar medicamentos.
Não, não são incompetentes! São gente perigosa! 
São potenciais assassinos... muito competentes!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Paulo Macedo – O “competente”...


Um “governante” disposto a obedecer cega e acriticamente aos ditames de uma troica representante de interesses estrangeiros... é um vulgar lacaio. Já “governantes” que fazem gala de ir para além dos sacrifícios que essa troika ocupante exige... são bandalhos sem carácter, indignos de estar à frente seja do que for e vulgares traidores dos interesses do seu povo.
Vem isto a propósito da notícia que nos dá conta dos gigantescos cortes na Saúde Pública, 160 milhões acima do exigido pela troika, cortes já considerados excessivos, desnecessários e levando a sacrifícios perfeitamente gratuitos, falhas de serviços, faltas de material, faltas de pessoal... e mortes evitáveis, obviamente!
Esta outra notícia relacionada, que nos fala do falhanço clamoroso do “moderníssimo” sistemas digital que iria substituir as receitas manuais... é apenas mais um sintoma. A fantástica designação de “intermitências na disponibilidade” para o colapso vergonhoso do sistema, é apenas mais um dos maravilhosos eufemismos com que esta gentalha nos brinda a toda a hora.
Espero que os imbecis que, repetidamente, classificam o ministro da Saúde como o melhor ministro do Governo, pensem nisto quando se prepararem para voltar a elogiar o tecnocrata.
Primeiro, porque num Governo composto por vendidos e bandidos... não existem bons ministros!
Segundo, porque no limite, o que poderia definir a competência do ministro seriam os resultados da sua política... e esses, desgraçadamente, são miseráveis!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Médicos – Avaliação por objectivos


Não possuo as ferramentas teóricas necessárias para avaliar esta forma de avaliação... mas, avaliando o teor de alguns dos quesitos a avaliar, como actividade assistencial, produtividade e atitude profissional”, espero bem não começar a ver por aí reproduzidas pelos nosso hospitais e centros de saúde, “versões livres” de uma velha estória que envolvia escuteiros e uma velhinha.
Esclarecendo quem não estiver familiarizado com a dita estória, diz a crónica que um grupo de escuteiros – seis, para ser mais preciso - terá apresentado o facto de ter ajudado uma velhinha a atravessar uma rua como “boa acção” da semana, acção digna de avaliação no sentido de acrescentar pontos à sua classificação enquanto escuteiros.
Diz ainda a crónica que o instrutor/avaliador estranhando esta candidatura em grupo, terá perguntado porque diacho tinham sido precisos seis escuteiros para ajudar uma velhinha a atravessar a rua.
- É que a velhinha não queria atravessar!... – responderam os moços.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

José Sócrates – Livra!!!...


Constava que as finanças pessoais do ex-primeiro-ministro José Sócrates andavam anémicas, deprimidas, tristinhas, arrastando-se pelos boulevards de Paris sem ânimo para nada...
Felizmente, já estão a ser fortemente medicadas!
Antes assim! Não quero saber qual a relação que a grande e, convenhamos, algo "manhosa" farmacêutica tinha com o governo dos tempos de Sócrates, se havia favores para cobrar, nem tampouco especular sobre o que quer que seja que os levou a considerar o ex-governante português um especialista em saúde pública na América do Sul.
Como já disse... antes assim! Inquietante era se alguém tivesse a ideia peregrina de o contratar para cometer engenharia!!!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Japão – Um ministro fascista


Estas são as ideias do novo ministro Taro Aso, do governo recentemente empossado no Japão, oriundo da direita mais reaccionária e cavernícola.
A notícia nem tem por onde ser comentada! O energúmeno pertence a uma longa linhagem de imperiais canalhas que, e só para folhear a página da História mais recente, se aliou a Adolf Hitler... com os resultados trágicos que se conhecem.
É uma marca d’água! Sempre que esta estirpe de direita chega ao poder, seja em que lugar do mundo for... acontecem coisas “prodigiosas”.
Igualmente uma marca d’água é o facto de juntarem a hedionda canalhice à cobardia, como se pode ver pelas tentativas de “explicar melhor” aquilo que disse.
No caso – improvável – de o fascista japonês não saber como se faz esse "controlo da despesa", leia uns jornais portugueses. Informe-se. Enquanto não tiver coragem para fazer nada mais “radical”... baixe as pensões aos idosos para níveis de fome. Retire-lhes os transportes pagos para ir a consultas e tratamentos. Feche os centros de saúde que lhe fiquem próximos (uma viagem muito longa para um velho em estado crítico e em choque, pode ser decisiva). Limite o acesso às consultas e medicamentos. Desertifique as suas aldeias. Ponha os olhos em nós!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Hospital de S. João – O milagre da subtração dos pães...


O senhor presidente da administração do Hospital de S. João, no Porto, tem um jeitaço para fazer declarações bombásticas. Não conheço as suas qualidades enquanto “senhor presidente”... mas quanto a “bocas” prá bancada, é o maior!
Indiferente ao facto de o grande Hospital de S. João (irmão gémeo do lisboeta Hospital de Santa Maria) ter sido considerado o melhor do país... quis exibir a sua veia de grande gestor neoliberal “a bem da nação”.
Diz o senhor, depois de debitar os lugares comuns já corriqueiros sobre a produtividade e os incentivos à excelência da qualidade do trabalho e blá blá blá, que, se conseguisse a fixação em exclusivo da totalidade dos funcionários, todos cumprindo horários de 40 horas, poderia alegremente despedir mais de 1000 desses funcionários.
O sindicato do sector, politicamente correcto, chama a estas declarações... «insensatas e irresponsáveis». Lá terão as suas razões...
Já eu, que não nutro grande simpatia pelo “politicamente correcto”, sobretudo quando estou irritado... devo dizer que é uma grande ideia, esta do senhor presidente.
Feita a necessária chamada de atenção para o facto de que muito do que se segue não passa de “figura de estilo”, não se referindo, portanto, a alguém com existência física na vida real... repito que se trata, sem dúvida, de uma ideia genial!
Se o senhor presidente for sempre aumentando a exclusividade, a “produtividade” e o horário de trabalho, poderá mesmo chegar ao verdadeiro milagre económico de poder despedir todos os actuais trabalhadores do Hospital de S. João, ficando apenas com dois “super-funcionários”:
Ele... e a "puta que o pariu"!

sábado, 15 de dezembro de 2012

JSD – As garotices do costume


Quem tiver ousado pensar que  a saída da liderança da JSD do jovem extremamente expressivo e capaz de, repetidamente, tirar fotografias em poses que não deixam margem para dúvidas sobre o facto de ser... jovem, mas que, infelizmente para ele, também dizem muito sobre o lamentável estado cerebral a que tão precocemente chegou... Duarte Marques de seu nome (fotos de cima), quem tiver ousado, dizia eu, pensar que isso ia trazer qualquer tipo de melhoria à liderança da “jota” do partido de Passos Coelho, pode desenganar-se. Foi mais um caso de excesso de optimismo!
Na verdade, o cromo que se segue, candidato único à liderança da famosa “chocadeira de boys e girls” que animarão os gabinetes de futuros ministros, secretários, sub-secretários e seus derivados... com a esfusiante presença e frescura da sua juventude... de seu nome Hugo Soares (foto de baixo), não augura nada de bom.
O garoto não deve ter noção de que as bases que fundaram o PSD das suas tias, quiçá também dos pais, incluíam alguns vestígios de Social Democracia, copiada de algumas sociedades nórdicas, ainda que atenuada pela Doutrina Social da Igreja cruzada com a beatice reaccionária portuguesa.
Só isso explica que o garoto não saiba que numa sociedade, mesmo que apenas decentemente social democrata... quando uma criança, ou um jovem se matriculam numa escola pública, ou quando um doente recorre a um hospital público... não há diferença entre quem ganha mais ou menos, quem tem pais menos ou mais endinheirados.
O garoto devia saber que numa sociedade decente, a diferença entre aqueles que ganham pior, que ganham um pouco melhor, que ganham bem, que ganham muito bem, ou são ricos... só interessa, para o Estado, no momento da cobrança de impostos, que devem ser progressivos e justos.
O garoto devia saber que quando se utiliza um serviço público, não deve haver nada a pagar! O pagamento já foi feito antes por todos os cidadãos!
O garoto devia saber que continuar a usar o argumento estafado, demagógico e mentiroso de que “não é justo que quem ganha dois mil pague o mesmo que aquele que ganha apenas 700”, quando utiliza um transporte público, ou um centro de saúde, ou uma escola... é uma táctica porca!
Razão pela qual é inaceitável que o garoto, certamente para agradar à liderança actual do PSD, formada por gente que todos os dias pisa fanaticamente os tais vagos princípios da social democracia que estão na origem do PSD, apresente como grande proposta programática e virada para o "futuro"... a abolição, na Constituição da República, do conceito de “tendencialmente gratuito”, tanto para a educação, como para a saúde.
Claro que ele pensa ter a desculpa de ser um garoto... mas a desculpa não serve! Mesmo aos garotos, nem tudo pode ser permitido!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ética e Ciências da vida... racionada!


Não conheço o homem de lado nenhum... e confesso que não desejo conhecer. Provavelmente é apenas mais uma prova viva de que uma resma de cursos não tranforma uma besta numa pessoa decente. Provavelmente é amigo do seu amigo e da família, bom médico e, quem sabe?, deve possuir toneladas de ideias vistosas sobre a “Ética e Ciências da Vida”. O grande problema são as porcarias que lhe saem pela boca fora... problema que é bem possível que resolvesse, mandando remover do seu “sistema” o malvado do “gene nazi” que, calhando, o homem nem sabe que tem...
Decididamente, quando fala em não poder haver tudo para todos, quando fala em racionamento e, sobretudo, quando questiona se valerá pena gastar uns tantos euros com uma pessoa apenas para lhe prolongar a vida por uns meses... o homem devia vestir uma camisa escura, dar lustro à suástica e espetá-la na manga.
Mas pronto... pode ser tudo um mal entendido e, tal como o ministro Macedo, que queria elogiar os trabalhadores quando os insultou, este também virá dizer que queria, afinal, elogiar os doentes pobres que não têm dinheiro para pagar do seu bolso os tais tratamentos caros que vão ser “racionados”.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Pingo Doce – A tratar-nos da saúde


Aí está uma nova cadeia de clínicas privadas! O mega-merceeiro dono do Pingo Doce decidiu alargar a actividade a «uma nova área de negócio»: a saúde. Que outra coisa poderia chamar-lhe, senão “área de negócio”?!
É uma imagem do inferno (“dantesca”, diria eu se fosse jornalista de uma estação de televisão)... imaginar as novas “lojas da saúde” do mega-merceeiro do Pingo Doce, sempre que ele decidir fazer “promoções” de 50% de desconto em tratamentos de mais de 250 euros, ou em dias especiais de promoção de medicamentos nacionais.
Como se uma imagem do inferno (“dantesca”, diria eu se fosse jornalista de uma estação de televisão)... não fosse já suficientemente insuportável com este calor, ainda me dá para imaginar o choque de assistir às novas campanhas publicitárias, com a Zita Seabra e o António Barreto, desta vez a aconselharem-nos compressas, seringas, pensos rápidos, tratamentos vários e em conta, alguns deles para acudir a acidentes provocados pelo excesso de consumo do vinho que os dois anunciavam na campanha publicitária anterior. Tudo “pago” pelas seguradoras privadas... outra “área de negócio” da saúde, extremamente apreciada pelos amigos do mega-merceeiro que se movem no pântano da finança, da banca e dos seguros.
Há que aproveitar ao máximo... enquanto têm a seu mando um ministro da "saúde" que trabalha directamente para eles. Não passam de vulgares salteadores de estrada... e, desgraçadamente, o caminho está a revelar-se longo!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Saúde – Notícias da alcateia...


Perante o facto indesmentível de existir uma notória falta de médicos, o executivo de fanáticos neoliberais que desgoverna o país, decidiu abrir um concurso para suprir essas faltas com a contratação de serviços privados de prestação de serviços na área dos cuidados de saúde.
Para além do linguajar “contabilístico” do texto do concurso, tratando o assunto como uma mera compra e venda... se atentarmos no teor do número 12 do referido texto, parido pelo Diário da República, veremos que a única “qualidade” que se exige aos concorrentes como “critério de adjudicação"... é o «mais baixo preço». Não há melhor forma de avaliar o respeito deste governo pela vida dos portugueses e, sobretudo, a qualidade de “cuidados de saúde” que está decidido a colocar ao seu dispor: refugo.
Perante a natural contestação desta medida por parte dos médicos, tanto por via sindical, como da Ordem dos Médicos e o anúncio de uma greve... o secretário de estado não só «não compreende a contestação», como aproveita para chamar aos médicos, genericamente, «privilegiados que não querem trabalhar»... exactamente como qualquer aprendiz de fascista ou simples reaccionário de taberna classifica todos os trabalhadores que ousam fazer greve.
Vendo-se a canalhice e roubo generalizado na forma continuada, que caracterizam a acção deste governo reaccionário de Passos e Portas... pergunta-se, muitas vezes, de onde terá surgido gentalha desta estirpe.
Observando em particular a acção destruidora, a roçar quase sempre o acto criminoso, do ministro do negócio da saúde, Paulo Macedo, um lacaio descaradamente ao serviço dos negociantes privados do sector, para os quais trabalhou e voltará por certo a trabalhar... pode perguntar-se quem estaria na disposição de ser secretário de estado de tal avantesma.
Simples! Um monte de esterco como este! Fernando Leal da Costa, secretário adjunto e da “saúde”... com o populismo mais rasca a escorre-lhe das palavras e com o rótulo de calhordas estampado por toda a cara (chamemos-lhe assim), como se pode ver e ouvir AQUI.



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Saúde – Mais um “navio” a afundar




Nesta espécie de “batalha naval” em que Portugal sofre tiros em quase todos os seus “navios”, todos os dias e com uma cadência infernal... chegam notícias que nos dão conta de mais um: o nosso país caiu para a posição 25, num estudo que se debruçou sobre os sistemas de saúde de 34 países europeus.
Dizem que a queda se fica a dever à “estagnação”... o que não deixa de ser um belo eufemismo para degradação do serviço prestado aos cidadãos.
É este o vergonhoso resultado de anos de desprezo pelas pessoas e pelas suas vidas, por parte de sucessivos governos, agravado pelos últimos meses de fanatismo radical dos rapazolas neoliberais, que decidiram assaltar e destruir tudo o que possa encher os bolsos aos amigos, a si próprios e às suas famílias, sabendo que têm que ser rápidos... como em qualquer assalto.
O “ministro da morte” deve estar satisfeito, entretido no seu onanismo de balancetes, saldos, extratos bancários, cortes, cortes, cortes... e cifrões, muitos cifrões...

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Serviço Nacional de Saúde – Pequeno “ensaio” com alguns insultos


Nota prévia: Defendo que os actos de violência, física, verbal, ou de qualquer outro tipo, praticados contra profissionais da saúde, devem ser punidos exemplarmente e em tempo útil, sendo apenas de relevar aqueles cometidos sem a total consciência dos autores. Ou em que existam factores atenuantes muito fortes.
E assim passamos ao extraordinário protagonista do post de hoje.
O imbecil acha que a violência dos adeptos da bola, nos estádios, é comparável às agressões de que são vítimas as mulheres e os homens que prestam cuidados de saúde.
O bandalho acha, portanto, que um velho cheio de dores que, depois de várias horas sem ser atendido numa urgência, perde as estribeiras e agride um enfermeiro que vai a passar... é igual ao jovem e abrutalhado latagão de cabeça rapada e pose nazi, que vai para o estádio com o fim confesso de agredir todo e qualquer “adversário” que encontre no seu caminho.
A besta defende que, da mesma maneira que os vândalos dos estádios acabam banidos dos espectáculos “desportivos”, os doentes que por qualquer razão (ainda que injustificável) agridam um médico ou enfermeiro, devem ser afastados dos centros de saúde e hospitais. Banidos do Serviço Nacional de Saúde.
O canalha acha que um “utente” agressor deve ser, portanto, condenado à morte por falta de assistência.
Ah... falta dizer que o estúpido em causa se chama Jorge Roque da Cunha e chegou a Secretário Geral do Sindicato Independente dos Médicos... o que quer dizer que a cavalgadura conseguiu empinar um curso de medicina... mas nenhuma das cadeiras o conseguiu transformar num ser humano decente.
Quer dizer também que este país é um país de grandes oportunidades... até para trogloditas desta estirpe.
O que é uma verdadeira desgraça é que as tais grandes oportunidades são, vezes demais, para trogloditas desta estirpe. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Maternidade Alfredo da Costa – Podemos ficar descansados


De supetão, foi anunciado o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa, anúncio logo emendado para "apenas um cenário"... o que quer dizer: vai fechar.
Podemos ficar descansados, pois há-de existir uma razão técnica muito boa para o fecho daquela histórica instituição de Saúde Pública, por muitos considerada de excelência, e para onde os negociantes da saúde privada enviam as parturientes a 100 à hora, assim que alguma coisa começa a correr mal com um parto.
Podemos ficar descansados, também, porque para além de tudo, a área ocupada pela maternidade, área minúscula e praticamente no meio de um descampado, ali para as bandas da quintarola de Picoas, entre um galinheiro do Sheraton, um velho celeiro da Portugal Telecom e junto à azinhaga conhecida por Fontes Pereira de Melo, tem um valor comercial pouco mais que irrelevante, a bem dizer uma ninharia que deixa os especuladores do imobiliário bocejantes e indiferentes.
Aliás, mesmo que aquilo valesse alguma coisa, mais uma vez, poderíamos ficar descansados, já que corrupção à volta da negociata está fora de questão. É coisa que não existe por cá...

quarta-feira, 21 de março de 2012

Saúde Pública - O cheiro já não se pode ignorar...


Não fosse a dedicação, persistência e firmeza de convicções de milhares de profissionais da saúde, que estão certos da razão que lhes assiste ao defenderem que a vida das pessoas não pode estar à mercê da ganância e dos lucros de meia dúzia... e o Serviço Nacional de Saúde, por estes dias já pareceria um corpo gigante em decomposição, como uma baleia que tivesse dado à costa há meses.
Mesmo assim, não é possível ignorar o cheiro nauseabundo que é já indisfarçável. Um cheiro de morte. De morte inútil e antecipada de muitos portugueses. Sim! Não vale a pena armarem-se em virgens ofendidas, pois é da morte antecipada de muitos portugueses que se está a falar. E falará ainda mais.
Do lado de fora do “monstro”, os milhões de pobres. Tão pobres, que quase um milhão já pediu a isenção de pagamento de taxas moderadoras. Tão pobres, que mesmo havendo muitos que não têm acesso a essa “caridosa” isenção, tal como os outros, acabam por evitar as consultas, escolher os medicamentos que conseguem pagar, não aviando as receitas por inteiro. Sem dinheiro para os transportes cada vez para mais longe e mais caros.
Do lado de dentro, hospitais sobrelotados, por tudo e também pelo afluxo de milhares de doentes adicionais que viram fechados os seus Centros de Saúde habituais. Camas nos corredores, camas no refeitório, horas e horas (ou dias) sem acesso a qualquer médico, riscos acrescidos de infecções hospitalares, enfermeiros que vão saindo do sistema e não são substituídos, cortes de milhões e milhões nas verbas disponíveis, entrada no sistema de materiais de qualidade medíocre. Como se tudo isto não bastasse, a (criminosa) tentação de reutilizar materiais que não são, de todo, reutilizáveis, como por exemplo, “pacemakers” e produtos da área da diálise, ou dos transplantes.
Voando por cima de tudo isto, em largos círculos, toda a “indústria” privada da saúde, elaborando planos e fazendo contas, para descobrir qual destas desgraças será a mais rentável e privatizável numa próxima oportunidade.
Que comentários fazer perante uma situação destas?!
É a diferença entre ter à frente dos destinos do país gente de bem... ou um bando de canalhas.

sábado, 26 de novembro de 2011

Cigarros “chocantes”


Para compreensível desgosto dos fumadores mais impressionáveis, chega a notícia de que entrará em cena, em princípio já no próximo ano, a obrigatoriedade exibir nos maços de cigarros “imagens chocantes”.
Como abandonei a “modalidade” vai para sete anos, provavelmente não terei voto na matéria... mas mesmo assim, ante de começarem à procura de fotografias tremendas de pulmões assim e assado e etc., vendo o actual preço dos maços de tabaco que eu habitualmente consumia à razão de ligeiramente mais de dois por dia, o que é que querem mais chocante para colocar à vista e bem grande, para além desse preço... e de perceberem quanto do preço são impostos, cobrados pelos legisladores que estão tão "preocupados" com a nossa saúde?
Estão ver o efeito? Dois maços por dia, a 4€ cada, vezes trinta dias... 240 Euros por mês... ou seja, a pensão de sobrevivência de alguns milhares de portugueses. 

Chocante, não é?!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Médicos cubanos – Ainda se ao menos fossem “competentes”...




Não há volta a dar-lhe! Por mais que a medicina cubana e os seus profissionais sejam elogiados internacionalmente, por mais que os números relativos aos cuidados de saúde pública em Cuba façam corar (fariam, se houvesse vergonha) países do “primeiro mundo”... tudo isto independentemente do que se pense sobre o regime político daquela grande ilha das Caraíbas, já que não é esse o assunto deste post, a verdade é que os médicos e médicas cubanas são olhados com desconfiança em muitos lugares... quem sabe, com medo que entre um curativo, uma pequena cirurgia, ou uma simples consulta, eles assumam o papel de espiões, ou de “evangelistas” da Revolução. Portugal não é exceção.
Independentemente das reais intensões com que o disse, o senhor doutor bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, lá foi dizendo que, “sem desprimor e sem xenofobia” (claro, claro!), era natural que certos extratos da população portuguesa estivessem “satisfeitos” com os médicos cubanos... já que antes não tinham médico nenhum, isto apesar, acrescentou, de esses clínicos não terem as «competências adequadas» para exercer a função.
E lá fiquei eu, numa das minhas divagações costumeiras, a imaginar e a tentar enumerar as «competências» que os amigos e amigas cubanas não têm... e de facto, se pensarmos nisso, existem várias:
- Não têm a “competência” de passar atestados médicos para 25 polícias, todos no mesmo dia, meterem baixa de saúde fraudulenta.
- Não têm a “competência” de passar as férias em estâncias balneares de luxo, no estrangeiro, a pretexto de passarem meia dúzia de horas dessas férias a ouvir os senhores que lhes pagam as estadias, fazerem propaganda a mais uns novos medicamentos que eles devem passar a receitar... tendo ainda a suprema lata de chamar a isso “congressos”.
- Não têm a “competência” de montar clínicas vistosas, com consultas a custarem 100 euros (ou muito mais), mas que ao primeiro exame dispendioso que for necessário, mandam o doente ir ter à consulta que também têm num qualquer hospital público, onde farão o exame gratuitamente, ou quase... para depois continuarem o “tratamento” (e os pagamentos, obviamente!) na clínica privada.
- Não têm “competência” para, nas consultas do Serviço Nacional de Saúde, “cheirarem” os doentes que têm disponibilidade financeira para contornar as esperas e demais incómodos do serviço público, passando, a seu conselho, para a clínica privada onde têm o seu biscate paralelo.
Poderia continuar, mas estes poucos exemplos já dão para ver o quanto estes médicos e médicas cubanas são “incompetentes”. Tão “incompetentes” como as centenas e centenas de médicas e médicos, enfermeiras e enfermeiros portugueses que, no SNS, fazem o seu trabalho com amor, competência e honestidade. Todos longe, muito longe do milionário universo em que se movem os barões da medicina... e da Ordem.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Serviço Nacional de Saúde – Infelizmente não é para rir...




Leio que o Hospital Egas Moniz exige que os doentes levem de casa a medicação de que vão necessitar durante o internamento. Outra notícia dá-me conta de que o Hospital dos Capuchos cobra centenas de Euros por um medicamento que era suposto ser dispensado a doentes crónicos... gratuitamente.
Lembram-se do Raul Solnado e da sua “Guerra de 1908”? O soldado oferecia-se para ir para a guerra... mas o exército exigia-lhe que levasse espingarda. O Solnado contava a “estória” com muita piada, a gente ria...
Infelizmente, estas duas notícias (seguidas de explicações com um ar vagamente manhoso) não são um sketch cómico do Solnado. São a nossa realidade. Uma realidade canalha!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Osni Mubarak – Terá dinheiro para a ambulância?


Osni Mubarak, o ex-ditador do Egito que recentemente teve contra si, para além de muitos milhares de egípcios, quase todos os hipócritas que durante anos e anos se banharam nas águas das suas estâncias balneares, a seu convite... está internado. Foi instalado numa clínica de Sharm el-Sheik, uma das tais estâncias de luxo, onde está “exilado”, rodeado pelos seus seguranças privados e todas as mordomias.
Não sei exatamente o que tem, nem se é grave... ou se tem sequer alguma coisa... mas sei que tinha sido intimado a ir depor, em tribunal, acusado de responsabilidade (para começar) nos recentes assassínios de manifestantes contra o seu regime.
Seria fastidioso tentar improvisar aqui uma lista... que iria de Pinochet ao infinito... mas, aqui para nós, porque será que esta estirpe de canalhas “adoece” sempre nestas alturas? Porque será que a “justiça” e o mundo... fingem sempre que acreditam?
Seja como for... que pena não se ter antes retirado para uma aldeia portuguesa do interior, sem credencial para pagar a ambulância e a ter que se deslocar dezenas de quilómetros, por trancos e barrancos, até ao Centro de Saúde mais próximo!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A saúde pública e os velhos – Morrer sai muito mais barato


Vejo na televisão uma manifestação de cidadãos, maioritariamente idosos, protestando contra mais um encerramento de um atendimento permanente na Urgências de um Centro de Saúde. Desta vez é em Torre de Moncorvo.
É longe! Torre de Moncorvo fica muito longe e esta gente, como a gente de outras “Torres de Moncorvo” deste país, valem pouco eleitoralmente, o que as faz não valer nada para o regime de Sócrates.
São as mesmas queixas de sempre: agora o serviço de urgências mais próximo vai ficar a quarenta quilómetros, a sessenta quilómetros, o hospital a mais de cem... se alguém se sentir mal, quando chegar a meio da viagem já fechou os olhos pra sempre... o táxi para lá custa para aí cem euros... onde é que temos dinheiro para o pagar?
Se é evidente que o regime de Sócrates encerra serviços públicos por toda a parte, se as grandes oportunidades de negócio com a saúde não estão nestas terras do interior profundo, por muito bonitas que sejam, mas sim nos grandes centros populacionais do litoral, se isto é já uma notícia recorrente... o que é que há de novo então? Há a desconfiança crescente e já evidente, por parte do povo e particularmente dos velhos, de que o regime se quer ver livre deles. Sim! Este regime de “socialistas” modernos, europeus e extensamente “democratas”... e não os comunistas, como andaram durante décadas a ser ensinados os seus pais e eles próprios. O regime que vê-los pelas costas, sem ter sequer que gastar o dinheiro da célebre “injeção atrás da orelha”.
Gostaria de poder ter uma palavra de ânimo para estes muitos milhares de idosos que trabalharam toda uma vida duramente e que são merecedores, pelo menos, de respeito. Gostaria de poder dizer-lhes que o Governo do seu país não quer, dolosamente, vê-los mortos, apenas para poupar no dinheiro das pensões e das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde.
Gostaria... mas com que argumentos e, sobretudo, com que convicção?