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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ele há livros e livros...


Pois claro que não! Começa a ser claro para toda a gente que o livro de cabeceira destes bruxos de fancaria é mais o “Livro de S. Cipriano”.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Vítor Gaspar – A mentira como ofício


Pois não... e Gaspar, ao que parece, ou é um sonso, ou então não é lá muito esperto, tal como todos aqueles que insistem neste “refrão” idiota, enquanto Portugal vai caindo, caindo, fazendo o mesmo caminho da Grécia... com um ano de atraso.
Lembra a estória do homem que caiu do cimo de um arranha-céus de 80 andares e quando passou pelo 70º disse “até aqui, tudo bem!” e quando passou no 50º repetiu mais animado “até aqui, tudo bem!”... e depois outra vez no 30º... e no 20º... e no 10º... e no 5º... ...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

António Barreto – Pobre desgraçado! *


Pingo Doce. PingodoçePingodou-se... e de que maneira! Mais um "ilustre" que se “pingodou” ao comprido.
O dono do Pingo Doce, o demagogo, aproveitador e aldrabão hiper-merceeiro Soares dos Santos, até deve pagar-lhes bem. Dá-lhes cargos com nomes vistosos na sua Fundação. Eles incham de importância... mas depois, inexoravelmente, lá vem a factura a pagar: todos têm que dar a cara, promovendo as mercearias do patrão.
Agora tocou a vez a essa espécie de protozoário que aqui aparece com um ar bovinamente maroto e saca-rolhas na mão... António Barreto.
Eu, maldosamente, devia ficar feliz por ver o bandalho (que para uns ficará na História como sociólogo, mas para outros, como simples criminoso) fazer esta triste e infeliz figura, baloiçando ao sabor do ar condicionado, pendurado em grandes cartazes, por entre hortaliças, papel higiénico e detergentes... mas não consigo. O asco sobrepõe-se!
* Não! Desta vez também não tive que “mexer” na imagem. É mesmo assim!

sábado, 7 de abril de 2012

Crise – Afinal a solução é tão simples...


Existe um verdadeiro exército de canalhas mais ou menos criminosos, mais ou menos descarados, que mandam efectivamente no mundo, sem que alguém, alguma vez, os tenha mandatado para tal. Pelo voto... ou por qualquer outra forma. Mandam pela força do seu poder económico e financeiro. Daí não ser difícil apanhar "mal dispostos" como eu chamando a isto ditadura do capital, ou fascismo económico.
Claro que este exército de canalhas tem os seus capatazes em cada país. Alguns até se “legitimam” pelo voto, ainda que os resultados das eleições que os colocaram no governo não possam considerar-se senão como fraudulentos, tal a dimensão das mentiras que influenciaram e decidiram esses resultados. É, há muito, o caso português.
Presentemente, o exército de canalhas que efectivamente nos governa sob os nomes de “troika”, “FMI”, “BCE”... e o diabo a sete, já nem tem o cuidado de preservar uma aparência de não ingerência nos assuntos internos portugueses, vomitando diariamente, de uma forma insolente e directamente para os órgão de comunicação social, as suas ordens sobre o que o seu governo de fantoches deve fazer a cada momento.
Desta vez, o “fmi” ordena que se baixe ainda mais os salários aos trabalhadores portugueses, não exclui a hipótese de mais austeridade, mas, em contrapartida, tem uma milagrosa solução para minimizar toda a crise, que consiste em “aconselhar” o governo a  «melhorar a sua estratégia de comunicação sobre o programa de reformas que está a ser seguido na sequência do empréstimo externo».
É a já velha teoria: nós, grandes estúpidos, é que não estamos a entender a maravilha da governação que nos é imposta pelo exército de canalhas e mercenários sem pátria.
Afinal, o país não precisa de novas e melhores políticas, mas sim de novas e, sobretudo, mais convincentes mentiras!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

José Sócrates – Um exemplo a seguir


Quando será que a corja que se instalou no poder, ao serviço do capital estrangeiro, resolve seguir o elevado exemplo de Sócrates, exportando-se a si própria?
A nossa balança comercial, provavelmente, não ganharia muito... até porque vendidos já são há muito, mas em termos de higiene ambiental, social e política... seria muito bom!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Secção de “pedidos” e “achados”


Enquanto corta salários...
Enquanto corta pensões...
Enquanto corta subsídios de desemprego...
Enquanto facilita os despedimentos...
Enquanto aumenta brutalmente os transportes...
Enquanto aumenta as taxas moderadoras na saúde...
Enquanto aumenta os impostos...
Enquanto aumenta o número de dias de trabalho não pago...
Enquanto vai nomeando varas de assessores e cáfilas de ajudantes diversos, todos com belos ordenados, incluindo o subsídio de férias e de Natal que roubou a milhares e milhares de trabalhadores...
      ...Pedro Passos Coelho pede aos portugueses que «sejam menos piegas».
Já que estamos em maré de pedidos, também eu peço que Passos Coelho vá lamber sabão!
Eu sei que é um “pedido” meio esquisito, mas todos os outros que tinha no rascunho... até a mim fizeram corar quando os reli.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pobre Cavaco, rico mentiroso!


O cidadão Aníbal Cavaco Silva, a quem alguns (não muitos) portugueses deram o emprego de Presidente da República diz que o país estará «certamente melhor» com este acordo de concertação social. Sabendo-se o quanto ele “contribuiu” para a sua concretização... não me espanta. Era o que eu esperava.
Já do que não estava à espera é que o sem-vergonha tivesse o topete de declarar em público, não só que a sua reforma dificilmente lhe dará para pagar as despesas, como será de cerca de 1300 euros... uma mentira obscena, facilmente desmontável por quem saiba fazer as contas.
Enquanto fico a remoer o que gostaria de chamar-lhe... confesso, contrariado, que subestimei o nível de repugnância que este ser desprezível pode causar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

João Proença e UGT – Assalariados do ano


João Proença, essa espécie de “Submarino Amarelo” do sindicalismo (mas sem a música dos Beatles), terá durante as próximas horas o direito às carícias do patronato e do governo, terá direito ao seu “momento de glória”.
Uma glória suja, porca, vergonhosa, miserável!
Gabam-lhe a coragem... o que, vindo de figurões como Daniel Bessa, deveria ser considerado como um insulto por qualquer pessoa vertical.
Gaba-se ele próprio de ter conseguido fazer cair a “meia hora”, esquecendo-se de dizer que essa famosa meia hora, em que nem o patronato estava interessado, foi trocada por medias bem piores, afectando as férias, feriados, pontes, facilitando os despedimentos...  e essa verdadeira selvajaria que é o banco de horas, uma arma à disposição do patrão, para desregular completamente a vida privada e o direito a uma vida familiar estável, por parte dos trabalhadores... para além do aumento da exploração que implica. Um acordo a que Arménio Carlos da CGTP chama (e bem!) uma declaração de guerra contra os trabalhadores como nunca se viu depois de Abril de 1974 e um "regresso ao feudalismo".
Subitamente, Proença já sente a necessidade de dizer que, mesmo com o acordo, haverá conflitos e que a paz social não está garantida. Tem toda a razão!
Pertencer a uma minoria, como pertenço, uma minoria política, ou mesmo minoria no campo artístico (para mencionar apenas dois aspectos), é uma faca de dois gumes. Traz alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. De vez em quando, independentemente de tudo, dá um grande prazer!
É pra mim um prazer enorme, por estes dias, poder afirmar que pertenço à minoria que bateu com a porta na cara a esta canalha. Uma "minoria" que lhes dirá, alto e bom som, nas ruas e em toda a parte, o que pensa das suas políticas... a que não me arrependo de chamar fascismo económico.
Os “Proenças” desta vida podem até arvorar para as câmaras de televisão um ar vitorioso e consolado com os elogios dos (seus) patrões... mas quero crer que, na calada da noite, sozinhos consigo próprios, os seus fantasmas e o que resta do seu carácter, eles sabem que se venderam.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Bando de vigaristas!


A Caixa Geral de Depósitos, de cujo “Templo Principal” podemos ver aqui em cima uma imagem parcial, decidiu mudar as suas operações especializadas em maciça fuga aos impostos, lavagem de dinheiro e especulação financeira, entre outros crimes, para o obscuro paraíso fiscal da ilhas Caimão, uma espécie de “lupanar” para toda a sorte de gangsters e variados tipos de “investidores”, abandonando o offshore da Madeira, onde (eventualmente...) poderia haver alguns vestígios de taxação aos negócios escuros que por ali grassam.
É bom não esquecer que o “governo” que abre a porta do enriquecimento ilícito aos seus amigalhaços, desta forma obscena, facilitando uma das maiores fugas ao fisco de que haverá memória, é o mesmo que esmaga os trabalhadores com austeridade, mais austeridade, impostos, mais impostos, dificuldades, roubo de salários, desemprego, fome...
Tem razão quem diz, como eu digo, que isto é fascismo financeiro.
Têm razão todos aqueles que, como o PCP, querem ver muito bem explicada no Parlamento esta gigantesca falcatrua.
Para quem alimentasse dúvidas sobre o facto de estarmos ser governados por um bando de vigaristas, lacaios do grande capital sem pátria, dispostos a qualquer tipo de canalhice que lhes permita vender o país ao desbarato para encher os bolsos dos amigos e os seus próprios... a notícia sobre esta medida “radical” da Caixa Geral de Depósitos, o maior banco português e, ainda por cima, o banco do Estado, poderá não explicar só por si tudo aquilo que estamos e viremos a ter que suportar, mas é uma bela “sessão de esclarecimento” para ajudar muita gente a começar a entender.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Governo Passos/Portas – Não se faça confusão!


Perante esta notícia, poderíamos ser levados, ou por uma deslocada caridade devota, ou por uma desaconselhável displicência ateia, a averbar esta desgraça nacional apenas na conta da incompetência dos nossos governantes.
Nada mais errado! Se é verdade que alguns são de facto bastante incompetentes, não é menos verdade que aqueles que realmente contam, sabem muito bem aquilo que fazem.
A sua tarefa, que cumprem com vontade e a competência necessárias, é destruir um património do Estado, que levou décadas a construir, erguido pelo esforço e os impostos de várias gerações de trabalhadores, património que agora lhes é roubado, desavergonhadamente, para enriquecer alguns amigalhaços, nacionais e estrangeiros... e nalguns casos, como é sabido, os próprios decisores políticos.
Portanto, que não se faça confusão! Estamos e ser governados por vulgares salteadores! Mais tarde ou mais cedo (antes cedo que tarde!), terão que ver-se a contas com a justiça!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cavaco - Realidade bifocal


Uma antropóloga brasileira, de seu nome Miriam Goldenberg, escreveu um livro sobre a grande complexidade das relações entre humanos, a que deu um título integralmente copiado de um verso da canção “Vaca sagrada”, de Caetano Veloso:
“De perto ninguém é normal”
Vê-se bem que nem a antropóloga, nem o cantautor, conhecem o “nosso” Aníbal Cavaco Silva. Se seguissem, como nós, as várias, sempre importantes e sobretudo esclarecidas declarações que ele tem cometido nos EUA, a milhares de quilómetros de casa, veriam que...

de longe também não!


sábado, 12 de novembro de 2011

Orçamento de Estado 2012 – Abrir Janelas...


Aí está o «orçamento do roubo dos salários e pensões» aprovado na generalidade. Agora vai passar à votação na especialidade, dizem...
Quanto a mim, não é preciso ser um génio para ver que nada ali é grande “especialidade”.
Cumpre-se a capitulação. A venda do país a retalho segue a bom ritmo.
Como já disse num comentário noutro blog, a propósito desta gente... estes “migueis de vasconcelos deveriam começar a ter cuidado ao passarem junto a janelas altas. É que nunca se sabe...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Referendo – Uma carga de nervos...


Neste "paraíso" global das multinacionais, já não há, praticamente, decisões económicas que digam respeito a um país, que sejam realmente tomadas nesse país. As multinacionais controlam dois terços de todo o comércio mundial. Um tal poder económico transforma-os nos verdadeiros mandantes das nações, restando aos governos – a quase todos os governos – o papel de lacaios desse poder económico.
Têm o seu exército – os mercados – a sua tropa de choque – as agências de rating – e os seus peões – os milhares e milhares de politólogos, comentadores, analistas, “jornalistas” arregimentados e políticos a soldo.
Têm o seu “super-estado”: uma máquina global de funcionários e organismos que ninguém elegeu, mas que tomam todas as decisões que afetam as vidas de milhões.
O papel dos grandes partidos políticos nacionais da área do poder e, no nosso caso particular, para além desses, as “instituições” europeias, é o de manter o povo dentro da rotina das “liberdades” e de um arremedo puramente ritual de democracia, enquanto é diariamente roubado... dando força à frase que diz: «Não há maior escravo do que aquele que vive na ilusão de ser livre».
Uma decisão como esta do anúncio de um referendo, na Grécia, mesmo podendo não passar de um acto de desespero do governo, leve ela o caminho que levar e tendo em conta que isso significa uma possível tomada de posição, de forma direta, pelo povo, num referendo que, dada a situação que se vive naquele país, deverá ser muito participado e vivido de uma forma apaixonada... aterroriza esta corja.
Desde há horas que andam como doidos, oscilando entre as ameaças e o já habitual arrancar desesperado de cabelos.
Até à hora a que escrevo, já atendi duas vezes o telefone ao Sarkozy. Lá tive que lhe dizer, no meu melhor francês, que non et non, monsieur... não sou a senhora Merkel, pardon... mas também não sou o Papandreou... nem o Berlusconi, ni la puta madre!!!... Au revoir... adeusinho!!!
...tal é a carga de nervos com que o homem anda a digitar os números “ao calhas” no telemóvel!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Governo Passos/Portas – 100 dias... de capitulação


Ontem, os balanços estavam escarrapachados em muitos dos meios de comunicação social: cem dias de governo neoliberal das troikas, estrangeira e nacional.
Cem dias
Sem progresso
Sem recuperação económica
Sem propostas credíveis
Sem soluções
Sem independência
Sem vergonha!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bertold Brecht – Quem não sabe de ajuda...



Como pode a voz que vem das casas
Ser a da justiça
Se os pátios estão desabrigados?
Como pode não ser um embusteiro aquele que
Ensina aos famintos outras coisas
Que não a maneira de abolir a fome?
Quem não dá o pão ao faminto
Quer a violência
Quem na canoa não tem
Lugar para os que se afogam
Não tem compaixão.
Quem não sabe de ajuda
Que cale.

(Bertold Brecht)

Depois de uma passagem pelo “Catarina de todos nós” não resisti a surripiar estes versos tão simples de Brecht (são sempre “simples”) e trazê-los para aqui. Não resisti a repetir aqui, também, a ideia por detrás do comentário que, então, lá deixei, a propósito, sobretudo, de dois dos versos:

“Quem não dá o pão ao faminto
Quer a violência”

Deve ser por ter plena consciência disso mesmo, que este governo fantoche das troikas ao mesmo tempo que faz gigantescos cortes nos orçamentos de praticamente todas as obrigações do Estado, desde a escola pública à cultura ou à saude... em contrapartida, quase não toca nos orçamentos das forças policiaisde que espera vir a necessitar para reprimir a resistência popular à sua política de saque do país e dos trabalhadores.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Leis do trabalho – Lançados às feras


Diz a CGTP... e diz muito bem! E digo eu. E diz qualquer pessoa com vergonha na cara.
Mas não as hienas que nos governam a mando das hienas da troika. Esses querem “flexibilizar” os tempos de trabalho, cortar para metade o pagamento das horas extraordinárias, baixar o subsídio de desemprego, pagá-lo por menos tempo, colocar-lhe limites ainda mais miseráveis e, claro, esta novidade sonante: poderem despedir com “justa causa” pelo alegado não cumprimento de objectivos por parte do trabalhador. Sem se saber muito bem que objectivos, nem quem os fixa, nem que faz a aferição do seu cumprimento.
Neste caso, vou deixar pronunciar-se que sabe realmente de leis do trabalho e questões constitucionais... mas mesmo assim, gostaria que alguém me esclarecesse uma dúvida:
Quando os governantes não cumprem os "objectivos", nomeadamente aqueles que eles próprios fixaram, o que é que podemos fazer para os despedir? Como afastamos definitivamente das listas de eleitos todos aqueles que, ao longo de décadas, já demonstraram não terem o talento, nem a intenção, de servir os interesses do povo, passando pelos diversos governos como simples funcionários do grande capital sem pátria, dos seus amigos, das suas clientelas... e dos seus próprios saldos bancários?
Ah... e não me venham com a conversa das eleições, pois por mais respeitáveis e importantes que elas forem (e são!) não são o remédio para todos os males da democracia e da sociedade... e muito menos o único!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Governo Passos/Portas – Apenas uma opinião...


Aquilo não é um governo. Aquilo não passa de um bando acanalhado de gente sem vergonha e sem competência. Mais uma vez, anunciaram com grande pompa uma conferência em que seriam revelados os cortes no desperdício e “gordura”, cortes na despesa como não se via há cinquenta anos... e, mais uma vez também, o que foi anunciado foram mais impostos, mais austeridade, mais estagnação, mais desemprego, mais sacrifícios... mesmo que mediocremente disfarçados com umas migalhas de “solidariedade” por parte dos mais endinheirados. Mais uma vez deixando de fora os realmente mais endinheirados. Mais uma vez, deixando de fora os grandes grupos económicos, o jogo da bolsa, o capitalismo de casino. Mais uma vez, mentindo descaradamente! Ainda e sempre, cumprindo à risca os ditames dos gangsters do capital sem pátria.
Como das vezes anteriores, aquilo que sofre novos cortes é a qualidade e o nível de vida de todos os que não têm como ludibriar o fisco: aqueles que vivem exclusivamente do seu trabalho, ou aqueles que já trabalharam durante uma vida inteira e não merecem ficar, indefesos, à mercê desta quadrilha.
Tudo anunciado naquele tom voz, já insuportável, do ministro das Finanças. Monocórdico, sem expressão, sem alma, sem um sentimento, sem esperança...
Ah... e não sei se já tinha dito... aquilo não é um Governo! Aquilo não passa de um bando acanalhado de gente sem vergonha e sem competência...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Freitas do Amaral – Mais rápido do que a própria sombra *


O professor Diogo Freitas do Amaral tem um percurso de vida notável. Uma espécie de viagem fascinante... que só não vai bem com pessoas que tenham tendência para enjoar com as curvas acentuadas e lombas vertiginosas.
Assim num simples esboço de resumo:
Desde «devoto de Salazar», como afirmava Marcelo Caetano, passando pela fundação do CDS, com um programa que ia “rumo ao socialismo” (na época rumavam todos!); passando por uma candidatura presidencial de direita, contra Soares... e depois passando a sentir-se muito bem ao lado do mesmo Soares; passando depois pela descoberta de Sócrates, com tal agrado que aceitou ser seu ministro... tendo agora passado a achar que Sócrates, afinal, tem «pouca cultura democrática» e acabar a achar que «Pedro Passos Coelho é que é a solução»... Freitas do Amaral já disse de tudo, já provou de tudo, já esteve com (quase) tudo, desde que isso lhe cheire a lugar ou sinecura.
Estou aqui a ver se me lembro de nos últimos tempos ter visto uma coisa assim triste, patética, graxista, oportunista, invertebrada, direi mesmo... langanhosa... mas apesar do esforço, não estou a ver!
* Que me perdoe o Lucky Luke... que é uma figura divertidíssima, mesmo que apenas de ficção.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Troika – Hoje não há trocadilhos...


Aí temos, finalmente, o programa eleitoral de Pedro Passos Coelho e do seu PSD, já classificado - e bem! - como «mais do mesmo, para pior». O cenário está a ficar completo. Sobre os programas dos restantes membros do autoproclamado “arco da governabilidade” pouco há a dizer.
Sócrates diz não importa o quê, pois nunca tem a menor intenção de  cumprir as promessas eleitorais; logo, pode voltar a prometer tudo o que já antes prometeu e não cumpriu, que mesmo assim, por absurdo que pareça, arrisca-se a voltar a ganhar as eleições, tal é a força da sua máquina de propaganda e embuste.
Paulo Portas tem apenas que agrafar na cara uma “pose de estado”, descer bastante o nível da voz de cana rachada, não agredir ninguém para além do "aceitável"... e mostrar-se disponível para governar com quem quer que lhe estenda a mão.
Voltando a Passos Coelho, para além da violentíssima agressão ao sector público, com aquela norma da entrada de apenas um novo trabalhador, por cada cinco que saírem, medida que a ser aplicada, bastam umas contas simples para descobrir em quanto tempo entrariam em ruptura muitos dos serviços públicos; para além da insistência nas privatizações de tudo o que possa dar algum lucro, mais as restantes cópias da cartilha dos seus neoliberais de serviço, aquilo que retive foi, afinal, que praticamente todas as propostas do PSD vão “de encontro” a alguma coisa, ou alguém. Segundo o orador, umas vão “de encontro” aos mais carenciados”, outras vão “de encontro” aos interesses do país... e nenhuma, que eu tivesse dado conta, vai ao encontro de qualquer ideal ou projecto em que me reveja. Se isto diz pouco sobre a natureza das propostas eleitorais do PDS, pelo menos deixa claro que não basta ser doutor para falar português corretamente. Adiante.
Terminado o trabalho da “troika” estrangeira, ficou cá a “troika” nacional, composta pelos verdadeiros manequins de alfaiate, dispostos a vestir qualquer roupa, a envergar qualquer casaca, a governar com o programa que lhes foi imposto.
Por mais que os elementos da “troika” nacional encenem divergências e apontem o dedo uns aos outros, a verdade é que já têm programa de governo. Mais exatamente, um programa de governo: o mesmo para todos.
Para não ficar de fora exibindo a sua irrelevância, Cavaco Silva veio juntar-se ao grupo, com os seus apelos à união, ao governo abrangente, ao fim das “quezílias” partidárias.
Atendendo a que troika é uma carruagem de origem russa, puxada por três alimárias lado a lado... a entrada de Cavaco Silva para o grupo obriga-me a mudar-lhe o nome para “quadriga”, que é exatamente a mesma coisa, mas inventada pelos romanos e puxada por quatro alimárias.
Agora poderia ficar aqui a tentar inventar uns trocadilhos novos, envolvendo “troikas”, “quadrigas”, alimárias e o possível futuro governo... mas não estou com disposição. Quanto mais não seja, porque o que lhes queria chamar, na verdade, é “quadrilha”... e isso, francamente, dão dá nenhuma vontade de brincar.

sábado, 2 de abril de 2011

Agências de “rating”, gangsters e extorsão – Quem sai aos seus...


Basta dar uma vista de olhos aos chamados governos da europa comunitária, para perceber quem realmente governa. O alegado governo de Portugal, recheado de “funcionários” dos grandes grupos económicos e de jovens “políticos”, candidatos a lugares nesses grupos assim que cessarem funções no alegado governo... é um dos melhores exemplos.
Mesmo assim, os “mercados” tentam fazer passar a ideia de que entre os governos e o poder do capital existem apenas relações “institucionais” e não promiscuidade. Para isso, foi criada toda uma parafernália de máscaras e jogos de engano, truques que permitem aos capitalistas/governantes e aos governantes/capitalistas passarem por gente honesta. Uma dessas encenações são as chamadas “agências de notação”, com os seus já famosos ratings. Foram inventadas para criar a ilusão de que os trabalhadores não são roubados diretamente pelos governos e pelos patrões, mas sim por imposição destas “agências”, que decidem sobre a economia de países inteiros, fazendo de conta que são independentes e não o “braço armado” do patronato, dos bancos, dos “mercados”.
Já temos a nossa dose. Os trabalhadores e até os reformados portugueses têm uma longa experiência de sacrifícios decretados por estas agências, que fazem transitar milhares de milhões de euros dos seus bolsos, poupanças, salários e reformas, para as contas bancárias dos multimilionários que estão realmente por detrás destes ratings.
Até agora os canalhas limitavam-se a fingir subir ou descer as suas “classificações”, como reação a uma qualquer situação objectiva das economias... e foi ver  a “Standard & Poor’s”, a “Moody”, a “Fitch”, a fazerem malabarismos com as classificações dos bancos e da dívida soberana e outra vez dos bancos... só que isso já não é suficiente. Os reais patrões destas “agências” acham que não estão a enriquecer à velocidade que pretendem e fazem tudo para recuperar de um dia para o outro os milhões que, por incompetência e excesso de ganância, alguns perderam na recente grande crise internacional. Assim, passaram a exigir dinheiro e sacrifícios, por conta de cenários futuros, realidades virtuais, factos que ainda não ocorreram e outros que só ocorrerão se eles os provocarem.
É aí que entra esta novidade: uma dessas agências, a FITCH, ameaçou, há um par de dias, descer a classificação da República Portuguesa se esta não fizesse a vontade aos seus patrões, pedindo os milhões da “ajuda” do FMI. Não foi “conversa”. Poucas horas depois da ameaça e dado a não satisfação da sua exigência, passaram da ameaça para a execução da dita. Desceram o “valor” do país para apenas um degrau acima da classificação de “lixo”.
Enquanto vou tentando imaginar o que poderei (poderemos) fazer para colocar à frende dos governos verdadeiros patriotas, que não se corrompam e que criem, com o empenhamento e o contributo dos povos, uma alternativa a esta canalha... ainda tenho tempo para duas perguntas/reflexões um pouco menos “sérias”:
1. Como é possível que tantos milhões de pessoas não tenham ainda descoberto que não existe diferença de qualquer espécie entre estes bandidos que nos ameaçam com cortes nos ratings e os outros bandidos (que pelo menos davam a cara), como Al Capone, ou John Dillinger, cujas organizações mafiosas também enriqueceram oferecendo “proteção” contra ameaças e perigos que eles próprios se encarregavam de fazer acontecer, caso os comerciantes não lhes pagassem essa “proteção”.
2. Como é possível que, segundo os jornais, Portugal tenha uma tão baixa taxa de fertilidade... apesar da cadência ininterrupta e diária com que todos somos tão completamente “fecundados”?