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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

François Hollande - Mais um fim da crise!!!



O Presidente francês François Hollande diz que a «crise da zona euro está ultrapassada». Assim de pé prá mão... só me ocorrem três explicações.
1. Hollande está a falar de uma outra “zona euro” de que nunca ouvimos falar.
2. Hollande é adepto do Benfica... e sendo assim, até se entende (vagamente) o entusiasmo festivo, embora deslocado do assunto.
3. É parvo.
Claro que podem existir outras explicações mais profundas...

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Cavaco Silva – A “vida fácil”


Numa entrevista a um jornal estrangeiro, entrevista já com alguns meses... e que agora (há umas horas) teima em não se deixar "ver", o Presidente da República culpa os portugueses, de uma forma geral, pela situação que se vive no país.
Diz a “presidencial nódoa” que estamos a pagar pela anterior «vida fácil» que gozámos. Como é um campeão da esperteza saloia, o “pastel de Belém” faz coincidir esses anos do que chama “vida fácil” com a adesão à moeda única... sabendo que todos sabemos, que a moeda única tem grandes culpas no cartório. Só que o faz como se esquecesse que quase tudo aquilo que aponta como exemplos dessa “vida fácil” não teve a sua maior expressão alguns anos antes dessa adesão... quando ele próprio era primeiro ministro.
Foi a época da entrada em cena do betão, das obras faraónicas, da cultura do subsídio, das fortunas para os amigalhaços, do ser-se pago para destruir frotas de pesca, agricultura, indústrias... com os belos resultados de miséria e dependência que agora podemos ver e experimentar na pele.
Tentar reescrever a História com esta rasteira canalhice de deslocar a “vida fácil” para um pouco mais tarde, não o faz escapar às gigantescas responsabilidades que tem, enquanto político com mais anos no poder, excepção feita ao inacreditável estrupício madeirense, que para além do assobio, também responde ao nome de Alberto João Jardim.
Como, de vez em quando, ser malcriado faz bem ao fígado, diria que, fora a mãe que não tem culpa... 
De “vida fácil” era a que o pariu!

sábado, 16 de junho de 2012

Grécia - História antiga


Este título de jornal esconde uma realidade bem mais negra do que a “suspensão” da Europa. Quem tem a vida suspensa é o povo grego. A vida suspensa por ameaças diárias, chantagem descarada vinda de todos os lados, ingerências vergonhosas nas suas decisões eleitorais... e a austeridade fanática imposta pela "troika" e pelos seus apoiantes, defensores e lacaios.
A mostrar que, como já se sabia desde os tempos imemoriais em que os “Sócrates” eram realmente cultos (embora pelo menos um deles afirmasse nada saber)... que  não se pode agradar ao mesmo tempo a gregos e “troikanos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Olha se fosse de propósito?!!!


Diz-me a “Visão” que na sequência da decisão da agência norte-americana Moody’s em baixar a notação a vários países da Zona Euro... o Dólar está a ganhar terreno face à moeda única europeia que se afunda.
Fiquei verdadeiramente “abasurdido”! Ele há coisas!...
E isto é acontecendo por acaso... inocentemente... fruto do “normal funcionamento dos mercados”...
Imaginem se fosse de propósito?! Se fosse uma estratégia de agressão da finança imperialista e mafiosa norte-americana?!
Nem quero pensar!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

No centro da periferia...


É natural e compreensível que o atual presidente do Tribunal de Contas, Guilherme de Oliveira Martins (ministro das Finanças de um governo do PS quando da introdução, à pressão, do Euro em Portugal), queira defender a sua “dama”, não admitindo a ideia de saída da moeda única.
Agora dizer que Portugal, sem Euro, estaria condenado à «mediocridade e irrelevância»...
Será que o doutor Oliveira Martins tem dado conta da real “importância” do país nas instâncias europeias? Tem reparado na “qualidade” e estatura política dos governantes que colocaram Portugal na posição em que está hoje? Acredita mesmo que estamos mais bem colocados na Europa do que tantos países que, sem Euro (alguns, mesmo sem UE), vivem melhor do que nós?
A menos que o estimado presidente do TC pertença ao número de portugueses convencidos de que o nosso "jeito" para organizar festanças, tais como campeonatos europeus de bola, expos, ou cimeiras disto e daquilo... nos tira da periferia e nos confere alguma espécie de relevância política. Digo eu...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Merkozy & Sarkozel


(O cartoon valeu bem o trabalho de traduzir o texto)

Por muito que isso custe ao pessoal do Castelo, do Bairro Alto, de Alfama, da linda Madragoa e “outros bairros seus iguais”... a marcha da UE é liiiiiinnnda!!!!
Agora a sério, apesar dos “não!” escandalizados dos “dirigentes europeus” e dos “nem pensar!” do vazio Durão Barroso, todos em coro garantindo a saúde do Euro e o risonho futuro da União Europeia, batendo solenemente no peito... como se os problemas europeus e do Euro remetessem, não para a política, mas para a área da investigação cardio-torácica... a verdade é que se adensam os fumos da verdade inconveniente sobre a partilha de poder entre a Alemanha e a França, protagonizada pela frau Merkel e o monsieur Sarkozynho, manobra que passaria por “despachar” vários países para fora da Zona Euro.
Por mim... nem se deveria ter entrado, mas enfim...
Na verdade, não sei o que é mais ridículo; se imaginar os dois trastes como Imperadores da Europa... se como demenciais “presidentes” do condomínio de um prédio em ruínas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Referendo – Uma carga de nervos...


Neste "paraíso" global das multinacionais, já não há, praticamente, decisões económicas que digam respeito a um país, que sejam realmente tomadas nesse país. As multinacionais controlam dois terços de todo o comércio mundial. Um tal poder económico transforma-os nos verdadeiros mandantes das nações, restando aos governos – a quase todos os governos – o papel de lacaios desse poder económico.
Têm o seu exército – os mercados – a sua tropa de choque – as agências de rating – e os seus peões – os milhares e milhares de politólogos, comentadores, analistas, “jornalistas” arregimentados e políticos a soldo.
Têm o seu “super-estado”: uma máquina global de funcionários e organismos que ninguém elegeu, mas que tomam todas as decisões que afetam as vidas de milhões.
O papel dos grandes partidos políticos nacionais da área do poder e, no nosso caso particular, para além desses, as “instituições” europeias, é o de manter o povo dentro da rotina das “liberdades” e de um arremedo puramente ritual de democracia, enquanto é diariamente roubado... dando força à frase que diz: «Não há maior escravo do que aquele que vive na ilusão de ser livre».
Uma decisão como esta do anúncio de um referendo, na Grécia, mesmo podendo não passar de um acto de desespero do governo, leve ela o caminho que levar e tendo em conta que isso significa uma possível tomada de posição, de forma direta, pelo povo, num referendo que, dada a situação que se vive naquele país, deverá ser muito participado e vivido de uma forma apaixonada... aterroriza esta corja.
Desde há horas que andam como doidos, oscilando entre as ameaças e o já habitual arrancar desesperado de cabelos.
Até à hora a que escrevo, já atendi duas vezes o telefone ao Sarkozy. Lá tive que lhe dizer, no meu melhor francês, que non et non, monsieur... não sou a senhora Merkel, pardon... mas também não sou o Papandreou... nem o Berlusconi, ni la puta madre!!!... Au revoir... adeusinho!!!
...tal é a carga de nervos com que o homem anda a digitar os números “ao calhas” no telemóvel!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Se eu tivesse vinte anos...


Se eu tivesse vinte anos... e formasse uma banda rock, provavelmente, ao contrário dos GNR, faria uma canção defendendo a saída de Portugal da CEE, ou como agora se diz, da UE e do Euro.
Os jovens GNR, ainda com o experimental Vítor Rua e sem o Rui Reininho, fizeram sucesso nos idos de 1981 com a sua entusiástica apologia da entrada de Portugal na CEE. Era a miragem do progresso, a inocência do cordeiro que se vai meter na boca do lobo. Confirmou-se tudo. Houve algum progresso (até nas formas e na intensidade da exploração de quem trabalha) e o lobo abocanhou, como se esperava, o cordeiro. No essencial, começou a inclinar-se a ladeira que aceleraria o nosso afastamento dos ideais e conquistas de Abril. Foi esse o objectivo, desde Soares, objectivo que se vai cumprindo e agravando até hoje.
Hoje, se tivesse vinte anos e, como já disse, fizesse uma cantiga a gritar pela saída de Portugal da UE e do Euro, acredito que não tivesse o sucesso popular dos jovens GNR... mas na verdade, ao contrário do que aconteceria há uns poucos anos, não seria trucidado pela crítica e teria até um ou outro aceno aprovativo de figuras “respeitáveis”, o apoio de economistas conceituados (mas, curiosamente, a condenação por parte de Louçã)... em vez de ser entendido apenas pelos mesmos “comunas” de sempre, que já em 81 não acharam muita graça à canção dos GNR.
Provavelmente, à semelhança do que tem acontecido nos últimos tempos com outros protagonistas de algumas inesperadas canções de “intervenção”... eu andaria por aí, passados quinze dias, a desdobrar-me em entrevistas apelando à calma e a explicar que não senhor, não escrevia canções políticas e muito menos participava na política ativa, que era apenas artista e tal...
De qualquer maneira, teria pelo menos introduzido a discussão e reflexão sobre o tema entre os da minha idade... isto, claro, se tivesse vinte anos.