Numa entrevista a um jornal estrangeiro, entrevista já com alguns meses... e que agora (há umas horas) teima em não se deixar "ver", o Presidente da República culpa os portugueses, de uma forma geral, pela situação que se vive no país.
Diz a “presidencial nódoa” que estamos a pagar pela anterior «vida fácil» que gozámos. Como é um campeão da esperteza saloia, o “pastel de Belém” faz coincidir esses anos do que chama “vida fácil” com a adesão à moeda única... sabendo que todos sabemos, que a moeda única tem grandes culpas no cartório. Só que o faz como se esquecesse que quase tudo aquilo que aponta como exemplos dessa “vida fácil” não teve a sua maior expressão alguns anos antes dessa adesão... quando ele próprio era primeiro ministro.
Foi a época da entrada em cena do betão, das obras faraónicas, da cultura do subsídio, das fortunas para os amigalhaços, do ser-se pago para destruir frotas de pesca, agricultura, indústrias... com os belos resultados de miséria e dependência que agora podemos ver e experimentar na pele.
Tentar reescrever a História com esta rasteira canalhice de deslocar a “vida fácil” para um pouco mais tarde, não o faz escapar às gigantescas responsabilidades que tem, enquanto político com mais anos no poder, excepção feita ao inacreditável estrupício madeirense, que para além do assobio, também responde ao nome de Alberto João Jardim.
Como, de vez em quando, ser malcriado faz bem ao fígado, diria que, fora a mãe que não tem culpa...
De “vida fácil” era a que o pariu!