quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Referendo – Uma carga de nervos...


Neste "paraíso" global das multinacionais, já não há, praticamente, decisões económicas que digam respeito a um país, que sejam realmente tomadas nesse país. As multinacionais controlam dois terços de todo o comércio mundial. Um tal poder económico transforma-os nos verdadeiros mandantes das nações, restando aos governos – a quase todos os governos – o papel de lacaios desse poder económico.
Têm o seu exército – os mercados – a sua tropa de choque – as agências de rating – e os seus peões – os milhares e milhares de politólogos, comentadores, analistas, “jornalistas” arregimentados e políticos a soldo.
Têm o seu “super-estado”: uma máquina global de funcionários e organismos que ninguém elegeu, mas que tomam todas as decisões que afetam as vidas de milhões.
O papel dos grandes partidos políticos nacionais da área do poder e, no nosso caso particular, para além desses, as “instituições” europeias, é o de manter o povo dentro da rotina das “liberdades” e de um arremedo puramente ritual de democracia, enquanto é diariamente roubado... dando força à frase que diz: «Não há maior escravo do que aquele que vive na ilusão de ser livre».
Uma decisão como esta do anúncio de um referendo, na Grécia, mesmo podendo não passar de um acto de desespero do governo, leve ela o caminho que levar e tendo em conta que isso significa uma possível tomada de posição, de forma direta, pelo povo, num referendo que, dada a situação que se vive naquele país, deverá ser muito participado e vivido de uma forma apaixonada... aterroriza esta corja.
Desde há horas que andam como doidos, oscilando entre as ameaças e o já habitual arrancar desesperado de cabelos.
Até à hora a que escrevo, já atendi duas vezes o telefone ao Sarkozy. Lá tive que lhe dizer, no meu melhor francês, que non et non, monsieur... não sou a senhora Merkel, pardon... mas também não sou o Papandreou... nem o Berlusconi, ni la puta madre!!!... Au revoir... adeusinho!!!
...tal é a carga de nervos com que o homem anda a digitar os números “ao calhas” no telemóvel!

12 comentários:

Antuã disse...

É preciso correr com estes nazis.

A.Silva disse...

Comunicado do Partido Comunista Grego:

“Abaixo o governo. Eleições já. Não à descarada chantagem e intimidação ideológica contra o povo. A chantagem não terá sucesso. O anúncio do Primeiro-Ministro sobre o referendo significa que está a ser criado um vasto dispositivo para coagir o povo, através do qual o governo e a UE irão usar todos os meios, ameaças e provocações, a fim de subjugar a classe operária e as camadas populares, para extorquir um sim para o novo acordo.

O referendo vai ser realizado com uma nova lei reaccionária, juntando num mesmo saco, embora diametralmente opostas, as posições do KKE, da ND (Nova Democracia) e outros partidos, enquanto a estratégia do governo se identifica com a estratégia da ND, LAOS e seus fantoches.

Eleições já. A classe trabalhadora e as camadas populares devem impor Eleições e recebê-las com mobilizações de massas em todo o país. A sua acção e voto devem punir fortemente o sistema político burguês, e preparar o caminho para o derrubar da politica anti-popular, o poder dos monopólios.

AGORA O POVO DEVE INTERVIR MAIS DECISIVAMENTE.

O KKE exorta os trabalhadores, os trabalhadores independentes, os jovens de Attica para um comício na Praça Syntagma, sexta-feira 4 de Novembro às 18h. O KKE apela a uma aliança que contribua para que o Povo intervenha mais decisivamente no evoluir da situação.”

trepadeira disse...

La puta madre conho.É para onde há que os mandar.

Um abraço,
mário

Anónimo disse...

Em grego,podia dizer-lhe
Ο Σαρκοζί σκύλα που σας έδωσαν τη γέννηση

Graciete Rietsch disse...

Quando se quer dar voz ao Povo, os mandantes estremecem. Mas é precisoter cuidado com as armadilhas que se podem montar.

Um beijo.

Zé Povinho disse...

A Democracia causa alergias graves ao poder económico, que julga tudo poder.
Abraço do Zé

Maria João Brito de Sousa disse...

Caramba, amigos! Eu costumo assumir a minha ignorância política - não é exibir, é assumir - e não sou nem um bocadinho supersticiosa... mas porque é que isto me cheira a esturro? Há aqui um não-sei-quê que me deixa desassossegada...

O rural disse...

Se o Passos aplicar as portagens nas scutes, antes da gente ir à terrinha beber a aágua Pé pelo São Martinho,

tropa para para a frente de combate!

do Zambujal disse...

Olha que não foi engano do Sarkosy... É onde chegou chegou a tua fama blogueira!
Embora te não dê os parabéns por teres tal visitante.

Grande abraço

Anónimo disse...

Fui ver a noticia do Sarkosy e pelo apontar do dedo à Merkel, parece estar a dizer-lhe:
" Se isto for tudo p'ró galheiro, já sabes, saltamos-te para cima porque tu é que lixaste isto tudo".
Na realidade nós é que lixamos tudo, porque temos admitido que estes (disse o nome, mas não escrevo) corruptos vampiros sugadores do nosso sangue, tenham, ao longo de trinta e seis anos, aos poucos, feito de nós o tapete por onde eles passeiam.

Maria disse...

Ah, então é por isso que não me atendes... :)))
andas a falar com o baixinho...

Abreijos.

carol disse...

Esta Europa está e tem sido nos últimos anos, governada por fascistas e nazis - quem se lembre de pôr um Durão Barroso como presidente de uma comunidade com a dimensão e com uma complexidade destas?