sábado, 5 de novembro de 2011

Que Economia?


Estou consciente de que a ignorância tem uma quase irresistível atração pelo atrevimento. Logo, a minha vasta ignorância sobre os mistérios da Economia pode levar-me a atrevimentos homéricos. Mesmo assim...
Em que diacho de escola de Economia terão ensinado ao nosso ministro da dita, que a “produtividade” está ligada à duração da jornada de trabalho?
O homem não se cansa de falar em ganhos de produtividade, para justificar o aumento das horas e dos dias de trabalho.
Desde quando é que um trabalhador, obrigado a trabalhar mais horas, mas pelo mesmo salário, logo, passando a ganhar menos, tem a motivação ou frescura física e mental para se tornar mais produtivo?  Mesmo que produza mais peças... muito dificilmente aumentará a sua produtividade; apenas o volume da produção.
Assim sendo, conseguido um aumento de produção, com a mesma despesa em salários... estou a ver mal, ou quem ganha é o patrão?
Assim sendo, conseguido um aumento de produção, com a mesma despesa em salários... estou a ver mal, ou dependendo da dimensão e estrutura de muitas empresas, isto levará apenas ao despedimento de mais trabalhadores, por mais que lhe chamem “dispensa de colaboradores”?
Mas é como já disse: eu, de Economia...

10 comentários:

do Zambujal disse...

... tu, de economia?!
Olha, uma coisa te garanto, serias um péssimo aluno do professor que veio do Candá, mas ele teria muito a aprender contigo... Diria mesmo o básico! Por exemplo, que produtividade é um ratio, i.e., uma fracção que tem no denominador o tempo de trabalho. Ora se o denominador aumenta sem que o numerador tenha um crescimento superior ao aumento do denominador, a produtividade baixa. Elementar, meu caro Watson-Cantigueiro.

Anónimo disse...

Isto de Economia, e falando da nossa economia, é uma economia de esforço.
Primeiro para aumentar a produtividade é necessário ter uma industria estruturada e com capacidade para produzir algo com que possa competir nos mercados externos,porque nós nem para o interno conseguimos produzir para competir com o que nos chega da concorrencia.
Depois, há a Agricultura, com todas as industrias de transformação e não só, que lhe estão associadas. Há as Pescas, que, ao que parece foi uma atividade que em tempos existiu.
Há outros fatores a considerar, seja, um Governo que se governa a si próprio e desgoverna o país com programas que lhe são fornecidos por quem, do exterior, não interessa qque a nossa economia funcione.
Realmente é dificl falar da Economia portuguesa, mesmo como eu, que não entendo nada do assunto.

Anónimo disse...

Esqueci-me de falar de um produto que estes nossos governantes fazem produzir em grande quantidade, pondo em prática todas as medidas lesivas da nossa Economia.
É a cêra. Põem o país todo a produzi-la.

Luís Coelho disse...

Não sei falar de política mas também não consigo entender tantas asneiras de todos os ministros e adjuntos.


Eles são de esquerda ou de direita consoante a mão com que nos roubam a todos..........

marco jacinto disse...

a medida é para Belmiros e quejandos, aumentar a produção com o consumo em queda?...mas na distribuíção onde o consumo quebra menos, ainda há-de servir para despedimentos.

têm mesmo carinha de porco, o porco do ministro.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Contra estas medidas, cada um lutará como puder e/ou como entender.
Levo 21 anos de trabalho, sempre no sector bancário, ou seja, com um horário estabelecido no ACTV de 7 horas diárias.
Ao fim de cada ano de trabalho, podem contar-se pelos dedos de uma mão os dias em que só trabalho as tais 7 horas. A esmagadora maioria dos dias são de 8 horas diárias, e muitos ainda de 9 horas, isto claro, não esquecendo os dias em que há "azar" e esta vida de informático obriga a ficar até resolver o problema, sem tempo de olhar ao relógio.

Agora, se me obrigarem a fazer mais meia hora que aquilo que tenho acordado em contrato de trabalho, a coisa passa a ser assim :

Todos os dias trabalho 7 horinhas e meia, ao cornómetro, mas, e o mais importante, todos os dias vou tirar a essas 7 horas e meia, uma meia horinha que passarei no cagadoiro a produzir mais para o patrão !

Entendeu Sr. Ministro ?

relogio.de.corda disse...

Está visto que os senhores ministros, ditos formados em economia, não se debruçaram bem sobre o conceito de produtividade na altura em que andavam a "queimar as pestanas". Eu estou como o Eduardo, há muito mais além horas de esforço e trabalho para além das estabelecidas por lei, muitos o fazem mas poucos falam disso; o que me chateia imenso porque dá a ideia de que somos um país de ociosos e preguiçosos e por isso, há que "dar ao litro" mais meia hora...
Eh pá...não é que estou mesmo farta desta gente?! E que me apetecia mesmo mandá-los todos à ******?!

Graciete Rietsch disse...

É lógico que, com este sistema capitalista cujo objectivo é o lucro do patrão que também passa pelos salários, o desemprego é uma consequência imediata, creio eu que não sei nada de Economia.
Seja como for, o trabalho não pago é um caminho para a escravatura.

Um beijo.

Elísio Alfredo disse...

Nenhum destes fdp estudou em escolas decentes, de certeza.
Quanto a horários de trabalho, nem preciso de sair da própria família para perceber que foram arrasados há muito tempo, com directas sem direito a horas extraordinárias nem outro tipo de compensações. Ah, e produzir para o boneco, isto é, se a produção não for para ser transaccionada, e este mundo está esmagado por um excesso de produção, nem ganha, sequer, o patrão. Mas sabemos como acabaram situações idênticas no século passado, e sabemos do que trataram as reuniões marginais ao g20 (ponham-se a pau ó irmãos iranianos...)
Abraços e bom fim de semana.

Antuã disse...

O economês do ministro só serve para nos lixar outra vez.