terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pedro Miguel Silva Martins – Mais um génio...




Eu sei que se ganham pontos preciosos num debate, quando, mesmo enfrentando canalhas, se lhes dá o tratamento reservado aos adversários dignos de respeito.
Eu sei que nos comentários e crónicas do dia a dia, não devemos apelar aos panos encharcados nas trombas, aos cotovelos pelos dentes dentro, etc., etc...
Eu sei que no confronto de ideias nos blogues, está na moda fazer muitas vezes referência “ao outro”, ao “imaginário colectivo”, à “viagem ao interior”, a uma "cultura dos afectos", à “representação da realidade”, aos “contactos entre o Ego e o Self”... pelo menos até o post se parecer com um prefácio de ensaio de “psicologês”... ou então com um catálogo de exposição de artes plásticas ou dança contemporânea.
Eu sei que em tudo isto tenho falhado, repetidamente.
Mas que dizer, quando nos sai ao caminho uma figura alvar como esta, do garoto que faz de secretário de estado do Emprego, carregado de cursos e com assento numa cátedra de Universidade inglesa, a afirmar, numa declaração mentirosa, desavergonhada, circular, interminável, atabalhoada e de que já não sabia como sair... que o ordenado mínimo nacional «não é realmente baixo»?
Assim, convenhamos, não é fácil!!!

12 comentários:

Maria disse...

Ando a ver, desde que começou, o debate do orçamento para 2012 na AR. Como faço sempre. Mas estou em crer que é por puro masoquismo...
É que nem eu própria me percebo como é que ainda os aguento...

Abreijo
(a ouvir o Mota)

Márcio Augusto R. Guerra disse...

Não diz o caro Samuel, mas podemos dizer nós nos comentários?
Era com "panos encharcados nas trombas, aos cotovelos pelos dentes dentro"... E por aí fora...

Que dizer? Como é que se pode pensar noutra coisa, pelo menos eu penso, que se votaram neles, dos que votaram, e lhes deram uma maioria, é porque afinal isto deve ser o que eles querem, eles o povo que vota neles...

Devo dizer outra coisa. Parece-me que o panorama político irá sofrer uma volta engraçada nas próximas eleições, se o PS continuar a fazer a tanga que está a fazer, ou seja, nada e se o PSD/CDS continuar neste tipo de políticas. É que isto, no fundo, ao tudo continuar igual, e se conseguirmos elevar um pouco mais a nossa voz, e aqui até abro a porta ao próprio Bloco levantar a voz, parece-me que poderá haver Esquerda, outra vez, activa, e a tirar a maioria absoluta à direita, e quem sabe, até, conseguirmos "encavar" o PS e obrigá-los a tomarem uma posição claramente de Esquerda.

Eu sei que o PCP não embarca em grupos pelos grupos. Também sei que o BE tem uma história e funções diferentes do PCP, mas sei também que, no fundo, e tendo em conta as políticas que são seguidas pelos actuais partidos "do arco eleitoral" ou "político" como eles, comunicação social, os apelidam, os pontos de convergência são mais do que os que nos separam (PCP e BE), na luta contra o capitalismo. Por isso acho que as pessoas, ao verem o que vai acontecer na Grécia, ao verem que é tudo mentira o que o Paços disse que ia fazer e não fez (atenção que sou um optimista por natureza!) e que o Seguro é, como o caro Samuel disse, mais um TeleSeguro que outra coisa, que o caminho não será, nunca, por eles. O que me parece que tem que ser ressalvado é que um grande animal político, e não só político, só grande animal, está a fazer, é o crescimento do Taxi. O Portas levou aquela bodega a crescer, e com falinhas mansas deixa muitos portugueses a pensar que estão a fazer coisas como deve ser. Põe-se a falar de agricultura, apesar de não se fazer nada, põe-se a falar de gravatas e ventoinhas, vê-se o Portas a passear e ao fim e ao cabo vai deixando que seja a imagem do Coelho a degradar-se e escapa por entre os pingos de chuva. Como bem disse o camarada Jerónimo sobre o CDS, não são eles que desviam eleitores do PCP, mas poderão ser eles a desviar eleitores do PS, e até do BE. Isto a mim chateia-me, pois o CDS é um churrilho de mentiras, um hino ao capitalismo selvagem, um hino ao abate aos serviços públicos, e escapa-se assim um assassino, em passeios com o papa-bolo-rei. Ou seja, para mim é entre eles e o BE que estará a possível chave de mudança do paradigma actual de governação. Entre um governo de esquerda, como deve ser, seja coligado ou não, se bem que coligado ache difícil, e entre continuarmos na mesma senda de roubo aos direitos de quem trabalha, e do povo em geral, pelos governos vindouros...

Isto já vai para aqui um testamento, mas a deputada Rita Rato, no outro dia, colocou em sentido o Alvarinho ao falar do valor do actual ordenado mínimo. Gostaria de ver este artolas, com as mordomias todas que deve ter na vida, a viver com 485 euros, a ter que depender de transportes públicos, a não ter dinheiro para a TVCabo e ter que ver a RTP 1 e 2, pública, mais a SIC e a TVI (que faz com que morra um livro sempre que se vira para esse canal)... A ter que pagar taxas moderadoras, a ver a mulher, grávida, a ter que passar a pagar taxas num serviço que antes era gratuito, hospital para grávidas, a ver a EDP a aumentar a factura, a Água, o gás, etc...

Bando de merdosos, hipócritas, chulos e por aí em diante... Creio, depois de escrever isto tudo, que um pano molhado nas ventas já era pouco...

Grande abraço

Márcio Guerra

Fernando Samuel disse...

Pois não... ele, o secretário de estado é que é «realmente baixo»...

(mas concordo contigo: «assim não é fácil»...)


Um abraço.

Fenix disse...

"o ordenado mínimo nacional não é realmente baixo". Para esta afirmação ser verdadeira, teremos que completar o raciocínio, dizendo que tudo o resto (para sobrevivermos) é que está realmente alto! E então, se não é "possível" aumentar os salários baixe-se o resto. E ainda obrigar esta besta, a fazer a experiência de sobreviver, um mês apenas, com um destes salários, e depois demonstrar como é que o fez. Se calhar somos nós que não sabemos fazer contas.

Anónimo disse...

Só de perdem as que caem no chão.
Que nunca a voz te doa para chamar estes fdp pelos nomes!
Pelo menos enquanto não for proibido (já faltou mais...).

Domingos da Mota disse...

Sejamos generosos: não seria preciso um mês. Bastaria que o homem fosse obrigado a viver com o salário mínimo (de um mês), durante uns longos quinze dias, para ver se manteria o mesmo índice de produtividade argumentativa.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Deixem-me pôr a coisa nestes termos :

O Sr. Secretário de Estado não é realmente atrasado mental porque, quando comparado, por exemplo, com o Emplastro, até acaba por parecer menos mau.

E consegui escrever isto tudo sem recorrer ao vernáculo hem ! é do cara...ças !!!

São disse...

Que me chamem demagoga, mas estas criaturas deveriam ser obrigadas a viver com esse ordenado que não é assim tão baixo!!!

Abraços para vós.

Graciete Rietsch disse...

Tão novinhos e tão sábios!!!!!!
Quanto não vale o dinheiro dos papás(será?) para poderem ter esses cursos todos que andaram a tirar lá por fora!!!!!!

Um beijo.

Olinda disse...

Olhando bem para a cara do estafermo,apercebemo-nos logo,que
tem o craneo de um idiota.
Também o ouvi dizer essa alarvidade.Realmente a estupidez humana é infinita.Onde foram buscar
a criatura?

Anónimo disse...

O desgraçado devia era ir para a mãezinha que o viu nascer e o mandasse viver o resto da vida com o salário minimo nacional! Gostava de ver e como era bom!!! Rua e fora com esta gente.
Quanto gostava que os portugueses que votaram neles não se esquecessem do que vão passar e do que passarão.
Bem, são uns bons passarões!!!.....
Vicky

Antuã disse...

essa coisa que passa por homem é uma besta.