Sentou-se (quase) à hora marcada, afivelou a sua cara “nórdica” mais impassível e fria, balbuciou uns deslavados elogios e agradecimentos aos funcionários que, na realidade, despreza profundamente... e mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu, mentiu... ... ...
O sentido real do Orçamento de Estado para 2014, esse, não se compadeceu com a mentira, com a cara de pau da ministra e a tentativa descarada de lavagem ao cérebro dos ouvintes. Entre fantasias que nunca se cumprirão e aldrabices evidentes e desavergonhadas... está lá tudo:
Mais cortes em ordenados, a começar logo nos ordenados líquidos ao nível do Ordenado Mínimo Nacional. Mais impostos. Mais taxas sobre tudo o que mexe. Sobre tudo o que se come. Sobre tudo o que se bebe. Mais cortes nas pensões. Mais horas de trabalho por menor salário. Mais despedimentos. Mais degradação na Saúde. Mais degradação no Ensino. Mais degradação na Cultura. Mais degradação na Justiça. Mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes, mais cortes... ... ...
Apesar da mentirosas juras em contrário, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade, mais austeridade... ... ...
Uma coisa é certa: se a ministra ficar num futuro próximo – como espero – sem o emprego no Ministério das Finanças... pode sempre abrir um gabinete de massagens. Não tem por onde falhar! O cliente deita-se, ela dá-lhe uma esfrega com aqueles 25 minutos de conversa mole, monótona, soporífera... e o cliente ficará com a sensação de ter sido atingido por um rolo compressor, de uma forma brutal.
A única coisa que ficará a faltar à “massagem”, como quase sempre nesta porca desta vida... será o “happy end”.



