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domingo, 29 de setembro de 2013

Herman e Milhazes – Tão porquinho!...


Provavelmente é apenas o meu mau feitio a falar. Provavelmente não houve muita gente a ficar enojada com o critério usado para convidar o estropício que dá pelo nome de José Milhazes para debitar em directo no programa de Herman José as provocações e calúnias anti-PCP e Álvaro Cunhal, que escrevinhou no livrito que anda a promover onde pode.
E lá esteve ele, em noite de véspera de eleições, fazendo o seu comício anti-comunista, debitando pérolas como aquela em que defende a construção de uma estátua a Brejnev, por ter tido o “bom senso de impedir que Cunhal tomasse o poder em 1976”.
Desculpar-me-ão... mas já só muito raramente acredito em coincidências e actos inocentes!
Herman José, provavelmente por ter consciência da nojeirada em que alinhou para fazer o jeito a alguém... compensou com a tentativa de subir o nível do programa, convidando também a actriz de filmes pornográficos, Sasha Grey, para promover o livro que publicou.
Aquele longo exercício anticomunista disfarçado de entrevista, na véspera de uma eleição, pode até não ter tirado um voto que seja à CDU...
...mas foi porco!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Jornalismo - Uma certa maneira de contar *


“Quem conta um conto, acrescenta um ponto” – diz o ditado popular. Acontece com todos, mas os jornalista fazem disso profissão. Nem todos bem. Muitos pecam por defeito, cortando muitos “pontos”, acto que da última vez que fui ver, se chamava censura... outros, são tão pródigos a acrescentar pontos, que estão sempre com um pé (ou os dois) na mentira, na demagogia, na baixa política...
Claro que muitos destes “jornalistas” têm a vidinha facilitada pelo (triste) facto de alguns dos seus colegas serem ignorantes de uma estupidez reincidente que tende a abafar as malfeitorias dos primeiros... como é o caso de alguém, na RTP, que pela enésima vez, ao fazer um gráfico descrevendo a subida para a Senhora da Graça, que os ciclistas teriam que enfrentar, disse qual a altura do Monte Farinha, qual a média da inclinação da ladeira e, como já vai sendo fatal, aos cerca de oito quilómetros de distância que separam o início da subida da linha de meta... voltou a chamar “longitude”.
Seja como for, a repetição desta triste calinada não me desviou a atenção de dois excelentes exemplos do que escrevi no primeiro parágrafo.
Quanto à censura:
É absolutamente “delicioso” percorrer com os olhos um trabalho de várias páginas da última “Visão”, onde se analisa a situação de vários municípios em que os actuais presidentes não podem recandidatar-se. O trabalho não me interessou particularmente. Nem pelo assunto, nem pela arte com que foi feito. Ainda assim, deliciou-me a calma com que os “jornalistas” percorreram o país em busca de exemplos, não tendo encontrado uma única Câmara Municipal gerida pela CDU (à excepção de uma referência minúscula, em três linhas de uma coluna, numa caixa à parte e em letras mais pequeninas)... embora várias dessas autarquias estejam a enfrentar o problema de que o artigo trata.
Presumo que para quem fez o trabalho “jornalístico”, ignorar a existência de autarquias comunistas, no número de 28 e tão insignificantes como, por exemplo, Almada... seja uma questão de princípio. Uma espécie de “sonho molhado”: se não se falar delas... não existem!
Quanto à mentira, demagogia e baixa política:
Num telejornal qualquer, um(a) “jornalista” apontou o microfone a Jerónimo de Sousa e pediu-lhe uma opinião sobre a sucessão na direcção do Bloco de Esquerda... e se ia sentir saudades de Francisco Louçã.
Jerónimo de Sousa respondeu que não se imiscuía nos assuntos internos do BE e, sobre o resto da “pergunta”, acrescentou que «não terá saudades, porque a vida e a luta continuam... não se trata aqui de uma questão de saudades, os indivíduos são, sem dúvida, muito importantes, mas mais importante é o colectivo»... resposta que desgostou o(a) “jornalista” e a sua estação de televisão, ao ponto de terem transformado (como o Correio da Manhã e outros) esta resposta, no texto que resolveram inserir por baixo das imagens, em letras garrafais:
Jerónimo de Sousa
Francisco Louçã: Não deixa saudades!

Brilhante! Depois... sou eu que tenho mau feitio...
Felizmente ainda há excepções! Felizmente conheço algumas dessas excepções e conto mesmo com um punhado de jornalistas a sério entre os meus amigos!
* Com um pedido de desculpas ao poeta José Gomes Ferreira

sábado, 28 de julho de 2012

Pfff!!! São comunistas... e basta!


Bem podem os comunistas multiplicar-se em explicações, protestos e indignações numa página do “Avante!”, que a mim não enganam mais!
Na verdade, o facto de se terem deixado “financiar” com a fabulosa (quase colossal) quantia de 5.000 euros, pela conhecida e gigantesca multinacional dos financiamentos ilegais a partidos, feitos sempre com interesses inconfessáveis, multinacional que dá pelo excêntrico nome de Intervenção Democrática e que anda por cá já vai para aí há 25 anos, disfarçada de parceiro de coligação da CDU, de associação política e de pequeno grupo de cidadãos democratas e de esquerda... é uma vergonha! É um escândalo! É imperdoável!
Na verdade, a partir deste momento não me verão mais os dentes!
Quero dizer... a partir deste momento ainda não pode ser. Primeiro tenho que parar de rir.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

António Costa e Lisboa – Já temos uma opinião... para quê ir saber a dos “outros”?


Não, minhas amigas e meus amigos... não entendo bulhufas daquilo que se terá passado com este diploma que Cavaco teve que vetar, já que este ia, reconhecidamente, errado.
Se é evidente que pouco entendo de diplomas legislativos e ainda menos dos mistérios dos desenhos das fronteiras entre Loures e Lisboa, ou entre a Porcalhota e o Douro Vinhateiro... então por que carga d’água é que me interesso pelo tema?
Simples! Porque, mais uma vez, é profundamente didático, no que respeita à “excelência” de processos da nossa comunicação social. Explico:
Dando uma volta pelo agregador de notícias online do Google, encontramos numerosas referências às razões do Presidente para vetar o diploma, numerosas referências à irritação do presidente da autarquia da capital, António Costa, com o PCP e o BE, “responsáveis” pelo falhanço da “negociação” da coisa, irritação que se pode ver nas pesadas acusações que faz a ambos os partidos, nas interpretações que faz em público sobre as motivações que os levaram a “bloquear” o processo “na secretaria”, para usar as suas palavras.
E qual é a única coisa (pelo menos até à hora a que escrevo) absolutamente impossível de encontrar nas diversas notícias? Uma única tentativa, que seja, de ir perguntar ao PCP e ao BE as razões do seu sentido de voto. Uma única demonstração de interesse em conhecer e divulgar a posição política do “outro lado”... independentemente de, depois, podermos concordar, ou não, com essa posição.
É didático, como disse, pois mais uma vez se pode confirmar que, salvo raras e honrosas excepções, os critérios editoriais dos média noticiosos estão nas mãos de canalhas e vendidos... ou simples incompetentes preguiçosos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Balança comercial – Desde o tempo de Salazar...


Em vários órgãos de comunicação vejo referências a este acontecimento desusado que, ao que se diz, não se dava entre nós desde 1943: Portugal ter uma Balança Comercial positiva.
Uns e outros embandeiram em arco, cada qual à sua maneira, embora me pareça sempre muito estranho que se encaixe na secção de “boas notícias” qualquer realidade que tenha paralelo com os tempos do bandalho assassino de Santa Comba Dão.
Tendo como único “remédio” para a minha falta de ferramentas teóricas que me permitissem interpretar os números da economia, a observação dos resultados visíveis da aplicação das políticas económicas vigentes, confesso que, perante o cenário em que actualmente sobrevivemos, quaisquer números que, por estes dias, me sejam apresentados como “o bom caminho”, ou números muito “interessantes e positivos”... cheiram-me imediatamente a números martelados.
Estarei a ver mal, ou esta Balança Comercial positiva só se consegue porque as empresas que produzem bens são empurradas e forçadas à exportação, o que fez crescer as ditas exportações, ainda que de forma anémica... apenas porque não encontram no mercado interno capacidade para a compra dos seus produtos?
Estarei a ver mal, ou essa contração do poder de compra dos portugueses, para além de empurrar as empresas para a boia de salvação da exportação, é a única responsável pela queda intensa das importações... o que desequilibra a Balança Comercial para o tal “resultado positivo”?
Estarei a ver mal, ou destacar na coluna das “boas notícias” uma realidade que se deve, quase exclusivamente, ao crescente empobrecimento do povo português... é muito estúpido?

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lixo informativo


Estória curtíssima... mas de significado francamente sinistro.
Um pequeno avião de instrução falha o voo e cai, matando os dois ocupantes. Um, é o instrutor. O outro é o aluno de pilotagem, ao que dizem, filho de alguém cheio de dinheiro. Título óbvio na primeira página do “Correio da Manhã”:
O outro, o mais pobre, é morto duas vezes. Uma pelo avião... e outra, pelo abjecto e quase automático servilismo dos media para com os mais ricos. Estamos todos os dias a ver exemplos como este, de como décadas e décadas de adoração do “deus-dinheiro” podem transformar uma boa parte de um país e da sua comunicação social... numa estrumeira.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ERC – Peço desculpa... mas para mim, “Reguladora” é uma marca de relógios despertadores




Esta deliberação da ERC cheira mal! A ERC, Entidade Reguladora para a Comucicação Social, decidiu que não houve pressões de Relvas sobre ninguém, no famoso caso em que vários elementos do “Público”, incluindo a jornalista que terá sido ameaçada pelo governante, continuam a dizer que houve.
Como se isso não bastasse, uma votação de três contra dois, não se pode chamar uma “vitória” retumbante, num caso destes.
Acresce ainda o facto (algo esquisito) de uma das figuras que integram a ERC, ser uma amiga, íntima e de longa data, do ministro... e não ter tido a lisura (mesmo não tendo a obrigação) de se afastar desta votação, tendo, bem pelo contrário, votado a favor da ilibação de Relvas.
A ERC, numa forma estranha de “investigação”, segundo testemunho dos elementos do jornal, dá como provados factos menores, mas em que as versões dos litigantes coincidem... e quanto às matérias em que divergem, opta por dar tudo como «não provado».
Em boa verdade, a funcionar nestes moldes e pelo que se tem visto, uma ERC serve para quase tanto como uma “espinha amuada” no nariz, embora esta incomode mais durante uns dias. Seja como for, este caso é mais um retrato tristonho do estado a que chegámos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Euro 2012 – Eu e a mania das citações!


Por estes dias, poucas coisas há que consigam sobressaltar o rebanho.
Pouco ou nada interessa (ao rebanho) que o desemprego continue a subir, empresas a falir, serviços públicos a fechar.
Pouco ou nada interessa (ao rebanho) que Rui Rio, o protofascista disfarçado de populista de tasca e presidente da Câmara do Porto, proponha que nas autarquias endividadas deixe de haver eleições, passando o poder local para uma comissão não sei das quantas, nomeada por não se sabe bem quem.
De pouco ou nada interessa (ao rebanho) que muitos milhares de portugueses gritem alto e bom som que não querem pactuar com o crime continuado de que o país está a ser vítima.
O rebanho não se deixa impressionar. O rebanho está absolutamente concentrado no “essencial”: a bola. Bola e mais bola e ainda... bola.
O rebanho é preguiçoso. Não gosta de pensar... e o verde dos relvados dos estádios é o que tem de mais parecido com o pasto que já lhe vai faltando. Os media fazem (e alimentam) a vontade do rebanho, abrindo, fechando e preenchendo serviços noticiosos de rádios, televisões e jornais, com bola. Bola e mais bola.
Citando (ainda que mal) o Sérgio Godinho (via Manel Freire e Fanhais)...
“Cá se vai andando com a cabeça entre as ovelhas!”

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Raposo e o Expresso – Trabalho de “médium”?


É espantoso o trabalho a que se dá um pasquim com o “peso” do Expresso (e quando digo peso... é mesmo do peso que estou a falar) para fazer chegar a água ao moinho do seu seboso dono e, na passada, desinformar o país.
No caso de hoje, dá-se ao luxo de pagar a este verdadeiro canalha que semanalmente ali se disfarça de imbecil, para que ele “descubra” que, afinal... «Álvaro Cunhal não queria o 25 de Abril».
Tudo o que a minha má disposição pudesse levar-me a dizer sobre este “raposo”... seria chover no molhado. Se olharmos bem... está tudo já muito bem chapado na cara do exemplar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Domestica lá esta, ó Lima!



«Uma informação não domesticada
constitui uma ameaça com a qual
nem sempre se sabe lidar.»
(António Ferro… perdão, Fernando Lima)

Ora digam lá se o meu “engano” no nome do autor desta frase não se justifica plenamente! Confessem lá que a frase ficava muito bem na boca de António Ferro, o homem da propaganda de Salazar!

Só que não é dele. Na verdade, como já tive ocasião de emendar aqui em cima, a singela frase é da autoria de Fernando Lima, ex-jornalista e ex-várias coisas do “nosso” Cavaco Silva, sendo que presentemente é não sei o quê do Presidente. Consultor de qualquer coisa... parece.

Acrescenta, no texto em que produziu esta pérola, mais umas ideias fantásticas sobre o primado da “imagem” dos políticos, sobre os conteúdos e ideias, acrescidas de conceitos para «combater os desvios da mídia (?)» com aquilo a que chama de «manipulação pela inundação», aproveitando ainda para realçar a utilidade das «fugas de informação para produzir um efeito de acordo com o objectivo que se pretende alcançar», mais uns vivas à perfeita gestão da imagem de Ronald Reagan... e mais uns “trocos”.

Podia surpreender pela assumida “filhadeputice” moral e ideológica... mas não surpreende. Todos estamos lembrados de que foi ele o autor da “plantação” na opinião pública (com a ajuda do pasquim de Belmiro de Azevedo), da ideia de que o governo fazia escutas ao Palácio de Belém, uma inventona que manteve os jornais e televisões numa atividade frenética, durante uns bons tempos.

Assim como também já não surpreende a inaudita pontaria que Aníbal Cavaco Silva tem, no que toca a escolher os seus principais funcionários, consultores, conselheiros, ministros, secretários de estado...

Cavaco poderá não ter muitas qualidades, mas há que reconhecer que se movimenta com grande à-vontade no meio da lama e entre estes bicharocos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

??? à americana?


Li no “Cravo de Abril” uma referência certeira a esta notícia. Nada de novo! Os cinco cidadão cubanos presos e condenados nos EUA a penas obscenas, por crimes inexistentes, acusados de terrorismo, exatamente aquilo que combatiam... viram, mais uma vez, um recurso ser recusado.
Provado que foi o facto de os “jornalistas” responsáveis pela campanha pública de ódio que ajudou a criar o clima para a condenação dos patriotas cubanos, terem sido pagos diretamente pelo governo para fazer esse trabalho sujo de distorção de factos e calúnia... os advogados de defesa acharam por bem recorrer das sentenças.
Nada feito! O governo do “democrata” Obama mandou dizer que não senhor, que o tribunal deve ignorar esses factos, já que em nada são ilegais, nem terão contribuído para o desfecho da farsa a que, hipocritamente, chamaram julgamento.
É por essas e por outras que fico gelado quando vejo a “nossa” ministra da Justiça fazer títulos de jornais (independentemente do texto que os acompanha), dizendo querer «uma justiça à americana».
A “justiça” que condenou estes patriotas e antiterroristas. A “justiça” da tortura institucionalizada de prisioneiros. A “justiça” de Guantánamo, Abu Grahib e das prisões secretas. A “justiça” das penas de prisão perpétua para crianças. A “justiça” da pena de morte.
É mesmo isto que quer, senhora ministra?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Os provocadores estão com sede de sangue


Que diabo levará a PSP e a Polícia Secreta a, apenas horas depois das grandes manifestações (ordeiras e pacíficas) convocadas pela CGTP, fazerem um tal estardalhaço ao divulgarem o seu plano “secreto” para controlar e reprimir os “tumultos” que, segundo eles, estarão para vir, em resultado das medidas de “austeritarismo” das troikas?
1. Será pura estupidez?
2. Será coisa que vem na sequência da fanfarronice agarotada de Passos Coelho, quando disse que «não permitiria tumultos»?
3. Será apenas uma provocação rasca e gratuita contra os trabalhadores?
4. Será o ensaio geral para começarem a infiltrar “agitadores” nas ações de protesto promovidas pelos sindicatos e partidos?
Toda a atenção é pouca!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Passe “social” – Um certo cheiro...


Quão constipado é preciso estar para não apanhar no ar o indisfarçável cheiro a aldrabice e demagogia barata que exala toda esta enorme montagem mediática à volta do "caritativo" passe para os mais pobres?
Quão surdo é preciso estar para não dar ouvidos aos repetidos avisos?
Quão vesgo é preciso ser para não distinguir os lobos...

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Relvas e a arte de desvarrer




O Relvas (desculpem-me a familiaridade, mas não estou a ver o que é que ele é mais do que o Álvaro) resolveu tirar um novo coelho da gigantesca cartola de onde o neoliberal bando de que faz parte tem tirado coelhos “colossais”... e outros que nem tanto.
Claro que o bando tinha jurado não assentar a sua política na exploração das estórias menos edificantes do bando anterior... mas, como seria de esperar, isso era uma rematada mentira, tal como foi com o bando de Sócrates, Santana, Barroso... e como tem sido com os bandos que os precederam nos vários governos das últimas décadas.
Desta vez calhou ao Relvas divulgar a descoberta de uma resma de facturas muito suspeitas, encontradas “debaixo do tapete” do Instituto do Desporto. Segundo afirma, aquilo é pra cima de uma data de milhões de euros inexplicáveis, que muito provavelmente envolvem trafulhices várias... ou, na melhor das hipóteses, não passaram de mais um processo de “martelar” as contas públicas. O trivial!
Claro que sua ex-excelência anteriormente responsável pela coisa, o Laurentino, não sabe de nada. Além disso (segundo o ouvi dizer na Antena 1) acha muito feio que se vá espreitar debaixo dos tapetes e contar o que se viu... sem primeiro avisar.
Devo dizer que esta atitude do Relvas e do seu bando é bastante perigosa. Atendendo à já tão velha mania de varrer para debaixo dos tapetes este tipo de inconveniências... se o Relvas se “estica” demasiado na bisbilhotice sob as pesadas tapeçarias dos ministérios e secretarias de Estado, ainda se arrisca a encontrar restos muito recentes das estórias dos submarinos do Portas, um ou outro pedaço de alguma “luva”, detritos mal destruídos dos milhares de fotocópias, pedaços de sobreiros da Portucale, algum envelope extraviado pelo super-simpatizante Jacinto Capelo Rego...
E isto só para falar nos parceiros do CDS, porque com um golpe de azar, ainda sai lá de baixo alguma prova (oh... horror!) capaz de atascar definitivamente Cavaco Silva no pantanal dos crimes do BPN e das “habilidades” urbanísticas da Coelha, parente muito próxima dos coelhos que habitam a gigantesca cartola.
E depois? Com que cara é que ficariam o Relvas e o seu neoliberal bando?
Todo o cuidado é pouco!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sandra Felgueiras - Serviço público de televisão... “generalista”!




Independentemente da (totalmente irrelevante) irritação que me provoca a visão e audição da inefável Sandra Felgueiras... mesmo assim, há coisas que seriam perfeitamente escusadas. Passo a explicar:
Para que diabo é que a RTP precisa de enviar a repórter Sandra Felgueiras para Atenas? Não seria suficiente a catadupa de imagens e notícias fornecidas pelas agências internacionais da especialidade?
Para além desta inexplicável necessidade de estar lá, fazendo os seus inúteis e palavrosos diretos, que diabo de justificação terá Sandra Felgueiras para insinuar que os grandes culpados da crise grega são os funcionários públicos, ao afirmar – e cito de memória:
«Nenhum cidadão grego consegue, por exemplo, uma licença, de um funcionário público, se não o subornar... e na saúde ainda é pior; se não tiver dinheiro para pagar “por fora” não há um único médico que queira tratá-lo!»
E pronto! Assim, de uma assentada, todos os funcionários públicos gregos são corruptos, todos os médicos do serviço de saúde pública são uns canalhas... igualmente corruptos. Não soubesse Sandra Felgueiras, de fonte segura, que autarcas corruptos é uma coisa que, obviamente, não existe em parte alguma... e nem os presidentes de câmara gregos teriam escapado à sua “fúria” jornalística. 
Portanto, independentemente da (totalmente irrelevante) irritação que me provoca a visão e audição da inefável Sandra Felgueiras e do seu jeito para fazer generalizações indigentes, xenófobas, direi mesmo, um bocado “fascistóides”... que diabo foi fazer a ladina, velida e louçã “jornalista”, a Atenas?
Entretanto, nem que seja sob a mais miserável chantagem, a austeridade vai-se abatendo sobre o povo grego, de uma forma ainda mais violenta e criminosa, enquanto os verdadeiros culpados vão enchendo os bolsos... mas sobre isso, os nossos media fazem de conta que nada veem ou sabem.

Realmente... um serviço público de televisão desta estirpe... dispenso!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Só ficou a faltar um grande jogo de futebol e uma cura milagrosa!


Pelo menos agora, às 00:01h, primeiro minuto desta segunda-feira, nada aconselha a uma ida até à rua. Ou porque o fim de semana foi muito parado, ou porque todos os serviços noticiosos resolveram fazer a sua melhor imitação de “Correio da Manhã”, a verdade é que parece não haver em todo o país uma rua onde não andem grupos rivais a trocar tiros, um bairro onde não esteja alguém barricado e armado, uma barragem onde não se afogue algum incauto, uma praia onde os milhões de portugueses que não sabem nadar não decidam ir para fora de pé, uma estrada onde não se conduza de forma assassina, um restaurante que não seja suspeito de mandar vir de propósito uns “rebentos vegetais” da Alemanha, com o único propósito de nos "E.Colizar" a todos, sabe-se lá...
Talvez mais lá para a tarde isto acalme... a verdade é que enquanto durar esta “orgia” de crimes, acidentes, envenenamentos, facadas de “amigos” e muitos, muitos santos populares, a troika e todos os que andam cozinhando o novo governo e a imposição das medidas de “capitulação”, sob pena de sofrermos «custos incalculáveis», a fazer fé em Cavaco... todos, todos, todos eles podem andar perfeitamente descansados e com garantia da maior “discrição”, como pediu Paulo Portas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cavaco... e o constitucionalista confuso




O cidadão Aníbal Cavaco Silva, que faz de nosso Presidente da República, tem tanta pressa de ver arrumada esta coisa da formação do governo... que decidiu, digamos assim, atropelar a Constituição da República, ao dinamitar as normas de consulta prévia aos partidos antes de mostrar ostensiva e publicamente que já considera Passos Coelho como primeiro-ministro.
Como não tenho um pingo de formação para discutir aspetos tão particulares da nossa Constituição, tenho que ouvir e pesar aquilo que argumentam as pessoas que sabem.
O cidadão Aníbal Cavaco Silva, que faz de nosso Presidente da República, decidiu “esticar-se” no seu apelo ao voto, ameaçando os eleitores e eleitoras de que se não votassem perderiam o direito a protestar sobre fosse o que fosse que o próximo governo venha a fazer. Passariam, digamos assim, a serem cidadãos de segunda.
Aqui o caso já fia mais fino! Não reconheço ao "Visconde da Coelha" nenhuma espécie de autoridade, nem moral nem política, para decidir sobre os direitos dos portugueses. Primeiro, porque o cidadão Aníbal não contribuiu com o que quer que fosse para a conquista desses direitos pelo povo português. Segundo, porque o Presidente não tem, efetivamente, essa competência.
Foi apenas isto que disse Jerónimo de Sousa (embora de forma mais elevada do que eu, como é seu timbre) nas declarações que fez à saída de uma reunião partidária, e que ouvi num noticiário da Antena 1, às dez da noite, durante uma viagem de regresso a casa, declarações que podem também ouvir AQUI.


Acontece que a Antena 1, ou para não deixar Jerónimo sem resposta, ou para começar desde já a mostrar serviço aos novos “patrões”, decidiu ir a correr arranjar uma declaração do constitucionalista Jorge Miranda, que rebatesse as afirmações do secretário-geral do PCP. Presumo que tenham acordado o homem de supetão, já que a teoria que ele defendeu foi uma algaraviada tão confusa, tão entaramelada, tão sem sentido... que deixou toda a gente que vinha no carro (pronto... éramos só dois... mas éramos toda a gente) a rir à gargalhada. Para nosso grande espanto, a grande salgalhada do Dr. Miranda não impediu os jornalistas de serviço de proclamar: «O constitucionalista, Dr. Jorge Miranda, garante que o Presidente da República não violou a Constituição!»
Agora, horas depois do acontecimento jornalístico, devem ter tido tanta vergonha daquela peça produzida pelo “grande constitucionalista”, que, e ao contrário das declarações de Jerónimo de Sousa, que lá continuam disponíveis na internet, como já puderam ouvir, a resposta de Jorge Miranda escafedeu-se para parte incerta.
Para fazerem uma ideia sobre a clareza e profundidade da “exposição” do constitucionalista... fica aqui um célebre vídeo que, vá lá... é praticamente do mesmo calibre, sendo que este “adepto confuso” ainda consegue dizer qualquer coisa... e tem graça.



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pepinos... e os misteriosos caminhos do cérebro humano


A chegar quase ao fim de mais uma campanha eleitoral é inquietante constatar que se anda a tentar comunicar com pessoas que, em número assustador, são as mesmas que por causa de uma estória muito mal contada, passada na Alemanha e com acusações a uns pepinos espanhóis, que muito provavelmente não fizeram mal a ninguém... já não compram ou comem, em Portugal, nem pepinos, nem alfaces, nem tomates, nem couves...
Como é que se chega até ao cérebro destas pessoas com uma mensagem que tente ir para lá da gritaria das feiras, das esferográficas e isqueiros para a coleção, aventais, bonés, T-shirts, mentiras e promessas descabeladas?
Isto vem mostrar que ter acesso a cem canais de televisão e a milhões de fontes de informação e conhecimento, não significa que se acede realmente a essa informação, ou que se adquire conhecimento.
Isto vem mostrar que, muito provavelmente, a descomunal “oferta” de informação não tratada e posta à disposição de todos, pode bem ser, sob a capa da “democracia e liberdade”, uma forma intencional de aumentar a confusão e baixar o nível de formação cultural e política de populações inteiras... com os resultados que estão à vista.