O senhor Fernando Ruas, empenhado edil viseense e grande divulgador/impulsionador da indústria e comércio das tintas para o cabelo, gosta de dar de si a imagem de uma pessoa popular, simples e amiga do seu munícipe. Isto, claro, se o munícipe não sofrer dessa espécie de lepra que dá pelo nome de comunismo. Aí, consta que o homem fica virado do avesso. Mas adiante...
Numa demonstração prática de como se deve fazer política de proximidade, parece que o senhor Ruas andou por umas paróquias viseenses, fazendo questão de falar aos fiéis, nas missas, ora dentro da igreja e antes do culto, ora depois do culto acabar e já no adro... com o fim de, pessoalmente, entregar “às populações” chorudos cheques destinados, certamente, a fins muito louváveis.
Dizem as más-línguas do costume, que se trata de uma forma sem qualquer ética, caciquista, desonesta, criminosa mesmo, de fazer campanha eleitoral a favor do PSD.
Diz ele que não senhor, que se trata apenas de apoios já contratualizados com organizações várias... e que só se desloca pessoalmente às igrejas, por uma «questão de conveniência dos senhores padres».
Digo eu (mesmo sem ninguém me perguntar) que, não vislumbrando nenhuma razão aceitável para que os padres não possam deslocar-se à Câmara Municipal, para aí assinarem o que tiver que ser assinado e levantarem os cheques dos apoios prometidos, discretamente e sem o recurso a discursos “presidenciais” nas missas... que a coisa só deve poder explicar-se por um qualquer impedimento físico muito forte dos senhores sacerdotes.
Daí o estranho título desta crónica de maldizer!
