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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Homofobia violenta – O melhor disfarce...


Um velho fascista francês, assassino de profissão, pelo menos durante o tempo em que “militou” na organização assassina paramilitar francesa, OAS, decidiu pôr fim à porca vida que viveu.
Alegadamente em protesto contra a lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, entrou na catedral parisiense de “Notre Dame”... e deu um tiro nas hastes. Dado o lugar do falecimento, presumo que esperasse ir directamente para o céu... o que indicia que seria um ultra-católico assaz ignorante sobre as regras de entrada no mítico paraíso.
De quando em vez, lá temos estes fanáticos homofóbicos nas ruas, nas televisões, nos jornais, nas redes sociais... declarando o seu ódio “cristão” e sem limites aos seus “irmãos” homossexuais.
Fazem-no por pura estupidez, por julgarem que o facto de existir uma lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo os pode vir a obrigar, algum dia, a tornarem-se homossexuais... ou pela razão que eu sempre acho a mais provável:
Por estarem convencidos de que o excesso de ruído que produzem contra a homossexualidade... é a melhor forma de abafarem quaisquer ecos do seu passado, que relatem episódios equívocos, passados entre coleguinhas de escola, da catequese, dos acampamentos de escuteiros, daquele dia nas traseiras do púlpito da igreja lá da terra (católica ou das outras) com aquele saudoso padre ou pastor... ou no presente, com aquele, ou aquela colega do emprego...
Tudo coisas que se querem bem mortas e enterradas no passado... e ainda mais bem escondidas e negadas no presente!
Adenda: Apesar de correr o risco, diga o que disser, de haver uma ou outra alma mais simples e sensível que ache que estou a cantar aleluias pela morte do homem... ainda assim digo que não. Não festejo nem lamento! Apenas lamento o tremendo susto dos turistas que visitavam a catedral. Isso é que era escusado!