O (inútil) jovem milionário Lorenzo, excepção feita a umas tantas mentes mais fúteis, ou dadas ao deslumbramento com o dinheiro dos outros, ao brilho das joias e às festas milionárias... não tem condições para agradar às (felizmente) muitas pessoas que acham essas festas obscenas, as joias de mau gosto, a exibição de “manadas” de Ferraris pornográfica... e o vasto amontoado de tatuagens um pouco nojento.
Judite de Sousa apostou nesta segunda hipótese. Tinha tudo para ganhar a aposta. O problema é que o seu momento de jornalismo de merda, a arrogância, o populismo barato, provavelmente provocados por uma breve paragem cerebral... viraram-se contra ela. Conseguiu aquilo que não esperava. Em vez de “destruir” em directo um alvo que achava fácil, o seu acto pouco digno conseguiu quase o pleno: praticamente toda a gente que viu aquilo ficou contra ela, se atentarmos ao caudal de comentários negativos (para dizer o mínimo) que a sua “entrevista” gerou por todo o lado, comentários que já a obrigaram a tentar corrigir o tiro. E foi bem feito!
Foi bem feito... para uma jornalista que minutos ou horas depois é bem capaz de entrevistar um qualquer banqueiro ou multimilionário dono ou gestor de empresas, sem lhe perguntar o que faz pela sociedade, onde arranjou o dinheiro, se os pais foram assassinados (!!!), ou quanto custam as joias que oferece à mulher e às amigas “secretas”, ou quantos milhares gasta nas festas que dá. E mais... quase por certo, fará toda a entrevista com um sorrisinho servil agrafado na cara...




