

Este post não se destina a “vender” a Festa do Avante! seja a quem for. Por um lado, porque não pretendo converter ninguém, por outro, porque em relação a uma boa parte dos meus leitores, estaria a “pregar” a fieis mais fieis que eu...
Hoje gostaria antes de chamar a atenção para estes dois belos livros, cujo lançamento terá lugar na Festa, no Centro do livro e do Disco, Sábado.
Um, é o célebre “Quando os lobos uivam” do grande e irrepetível Aquilino Ribeiro, com ilustrações de João Abel Manta e um prefácio inédito de um tal... deixa cá ver... ah!... Álvaro Cunhal (terá apresentação de Manuel Gusmão e Manuel Augusto Araújo e a coisa dar-se-á pelas 18 horas). O outro é um filho do meu “amigo de infância” Sérgio Ribeiro e embora nada no título o fizesse adivinhar, conta, na primeira pessoa e de forma verdadeiramente cativante, os seus “50 anos de economia e militância” (será apresentado por José Casanova, duas horas antes do outro, portanto, às 16 horas).
Embora, por razões que não são para aqui chamadas, eu apenas vá estar presente em pensamento, isso não é de todo impedimento, antes mais me motiva a convidar todos os que possam, a estarem presentes.
Intercalenda (adenda intercalada): Embora já esteja novamente emendada a informação dos horários dos lançamentos do livros, aqui fica em destaque:
16h - Lançamento dos "50 anos de economia e militância"
17h - Homenagem a Saramago
18h - Lançamento de"Quando os lobos uivam"
E agora, como extra para quem queira divertir-se (muito!) a propósito da Festa do Avante! mesmo antes de ela abrir as portas, aconselho-vos vivamente a darem um salto
aqui (1),
aqui (2) e
aqui (3), para lerem três partes de uma crónica genial do “reaccionário” (como ele próprio se classifica no texto) Miguel Esteves Cardoso, sobre a sua visita à Festa de 2007. Não pensem que estou a brincar, a crónica é mesmo genial. A ideia do
António Vilarigues, do blog “O Castendo”, de publicar esta crónica do MEC, não foi menos genial. Fica a faltar (pelo menos) uma quarta parte da crónica, mas esse será um bom pretexto para voltarem ao blog, que vale bem a visita regular...
Para os mais preguiçosos que não forem ainda ler a crónica na íntegra, deixo aqui uns “recortes” feitos por mim, quase “ao calhas”.
O António Vilarigues diz que gostaria de ter escrito isto. Também eu...
Divirtam-se!
"O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante! faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?"
"Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante!, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias."
"Quando se chega à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.
Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete."
"Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez."
"É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante! dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau."