quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mário Soares – O pior da política, o maquiavelismo de fancaria!




Mário Soares, um velho pantomineiro que por estes dias andará, talvez, ressabiado com a idade e a crescente diminuição de protagonismo, vai-se desdobrando em tentativas de “aparição”. Ora alinhando-se com Obama (enquanto isso der lucros) de uma forma já algo babosa, ora fazendo comentários à situação política e económica interna, muitas vezes de forma contraditória, mas sempre, sempre, como ao longo de toda a vida, no seu estrito interesse pessoal.

Assim, tanto pode criticar o Governo e José Sócrates, como a seguir tecer-lhe elogios; “defender” os mais necessitados e a seguir aprovar o aumento dos impostos «se for necessário»; de manhã demarcar-se de Sócrates sobre o orçamento, para à tarde dizer que o chumbo desse mesmo orçamento seria «crime de lesa-Pátria».

Numa das suas manobras sujas mais recentes e que toda a gente implicada pretendia muito confidencial, “inventou” a candidatura movida a “cidadania” do populista barato Fernando Nobre (na “vida real” uma excelente pessoa, estou certo). Não porque alguma vez tenha imaginado Fernando Nobre como Presidente da República, mas unicamente motivado pelo ódio cego que o move contra Alegre. Agora, certamente já pouco confiante na dimensão da mossa que a candidatura de Nobre pode fazer à votação em Alegre, uma vez que os numerosos apoios que o homem da AMI vai recolhendo vêm mais da área da Igreja Católica e das suas organizações sociais, somados ao tal populismo barato e bafiento que aposta num discurso anti-partidos e que recolhe, por isso, mais simpatias em sectores mais incultos, despolitizados e mesmo reaccionários, em vez de virem da tão propalada “área da cidadania”, eis que Soares, de maneira sonsa, faz agulha... e é vê-lo a fazer sorrateiramente campanha por Cavaco Silva. Por ódio pessoal a Manuel Alegre, repito, mas talvez também por estar convencido, tal como muita gente dentro do Partido Socialista (e com Sócrates no primeiro lugar, digo eu...), de que Cavaco em Belém é muito melhor e mais confortável para o governo do PS.

E é “isto” o proclamado “pai da democracia portuguesa”! Talvez... desta democracia que temos, sim. Não admira que ela esteja tão infestada de vícios e defeitos, mantendo apenas as poucas qualidades que custaram anos e anos de luta a tantos que, por vezes pagando com a própria vida, a fizeram sair das prisões do fascismo. Qualidades que ainda sobrevivem hoje, mas à força do empenhamento e do trabalho diário daqueles (felizmente muitos) que ainda as defendem, uma a uma, sem desânimo.

Mário Soares tornou-se num tão evidente entorse na História da luta pela liberdade e pelo socialismo, que se pode resumir numa pequena frase: é um político asqueroso!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Lisboa, grande manifestação nacional - Amanhã quero estar lá!




Os conselhos de administração do capital, também pomposamente conhecidos como “Governos”, insistem até ao inimaginável em exigir mais sacrifícios aos povos. Trabalhadores, homens, mulheres, jovens, reformados e até os desempregados, são obrigados a aumentar em muitos milhões as verbas com que já contribuíam para o “sistema”, sob o pretexto de isso ir salvar o “Estado social”, salvar a Economia, salvar os países.

Nada mais falso! Os milhões que são roubados descaradamente aos cidadãos, não são investidos em recuperação alguma, nem em criação de emprego, mas sim entregues de mão beijada à banca, aos grandes accionistas dos diversos grupos económicos e especuladores que afirmam ter deixado de ganhar milhões com a crise que eles próprios provocaram. Desgraçadamente, até isso é mentira! O crescimento das fortunas de toda essa quadrilha vai de vento em popa.

Por isso, por toda a Europa, cada vez mais cidadãos estão a perder a paciência para este estado de coisas. Agora, falta transformar essa insatisfação e revolta em disponibilidade para a luta necessária, a única forma de dar volta a isto. Com confiança, justas reivindicações e propostas fundamentadas.

Por isso, vou estar em Lisboa, como muitos outros milhares estarão no Porto, fazendo parte de uma demonstração clara dessa disponibilidade e confiança.

Quem tiver algum assunto a tratar comigo, amanhã, poderá procurar-me algures no Marquês de Pombal e mais tarde nos Restauradores, a partir das 15 horas.

Se for pessoa que não goste de grandes multidões, ou que tenha ouvidos muito “sensíveis” às críticas contra o capitalismo e os seus mais destacados “funcionários” nacionais, Sócrates e o seu “governo”... é melhor deixar o assunto para quinta-feira.

A quem puder aparecer... até amanhã!

OCDE - Agora sim! Agora é que isto vai...




Antes de mais, quero dizer que achei muitíssimo atencioso da parte da OCDE terem-nos enviado as suas “recomendações” pela voz deste senhor, Angel Gurría, que tem uma tão engraçada pronúncia de palhaço (é o da esquerda, na fotografia), pois quando se recebe notícias destas é sempre bom ter alguma coisa que ainda nos possa fazer sorrir.

Depois, se olharmos com muita, mas mesmo muita atenção, veremos que estas recomendações da OCDE não têm nada que ver com aquelas que eles vêm fazendo há eternidades.

Portanto, desta vez as “recomendações” e medidas “inevitáveis” não são ditadas pelos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros, não foram cozinhadas de conluio com o Governo e, sobretudo, ao contrário do que sempre antes aconteceu, congelar salários, facilitar despedimentos, aumentar impostos para os mais pobres, cortar nas prestações sociais, etc., etc., etc... vai mesmo desenvolver a nossa economia, criar emprego, vitalizar o comércio interno, fazer arrancar, finalmente, a produção nacional.

Claro que vão aparecer alguns, do Zambujal, "Cravos" e de outras partes, a dizer que isto tudo é mentira, que isto é uma ingerência, que estas medidas vão agravar ainda mais a situação do país, aprofundar as dificuldades de quem trabalha e tornar desesperada a situação dos milhares de desempregados. Um ou outro vai mesmo ter o topete de afirmar que tudo isto foi “previsto e prevenido”...

Não liguem. São os comunistas... estão sempre contra tudo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Facebook & Cia – Vamos brincar à caridadezinha



De tempos a tempos somos martelados com notícias de mais um multimilionário como George Soros, ou Bill Gates, ou Buffett, ou Richard Branson, ou agora o cachopo fundador do Facebook... que pegam em fatias das suas obscenas fortunas e as “investem” em obras de caridade. As suas famosas “charitys”, como gostam de lhes chamar.

Já por mais do que uma vez tive que quase me aborrecer com algumas pessoas para conseguir explicar porque é que não tenho apreço por esses actos vistosos, sempre feitos sob as luzes da ribalta, com fanfarra e muito aplauso. Na verdade não consigo admirar estes fazedores de impérios virtuais, especuladores e exploradores do trabalho alheio, que para satisfação dos seus egos, “devolvem” a alguns pobres pequenas partes das imensas fortunas que extorquiram a milhões de trabalhadores e pessoas de todo o mundo... que ajudaram a tornar ainda mais pobres, quando pura e simplesmente, nalguns casos, destruíram as suas vidas e os seus países para alimentar a sua ganância sem limites.

Lembram-me os incendiários que às escondidas pegam fogo às florestas ou às casas dos vizinhos, na esperança de se tornarem heróis quando à vista de toda a gente ajudarem a apagar parte do fogo.

Os incendiários candidatos a “herói da aldeia” têm, numa boa parte dos casos, a desculpa de serem pouco mais do que atrasados mentais. Estes “filantropos” multimilionários não têm qualquer desculpa!

Presidenciais 2011 – Francisco Lopes




Quando recentemente, pelo menos aqui e aqui, declarei neste blogue o meu apoio à candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República lançada pelo PCP, falei a sério e, obviamente, esperando ser levado a sério.
Descobri (com algum espanto) que houve um grupo alargado de pessoas que me levou a sério de uma forma inesperada. Resultado: sou o mandatário distrital da Candidatura de Francisco Lopes pelo distrito de Évora! 
Teremos muito tempo pela frente para ir falando, aqui e ali, sobre isso. Para já fica registado o grande prazer que isso me dá...  e que ajuda bastante a acalmar a “nervoseira” causada pela responsabilidade.  
Como ao longo dos próximos tempos não deixarei de aqui publicar uma ou outra impressão, estória ou testemunho sobre aquilo que for o decorrer da campanha (das várias campanhas), hoje deixo apenas uma frase que alguém antes usou, pensando estar a denegrir a candidatura comunista, creio que a de Jerónimo de Sousa... mas acabando por, involuntariamente, lhe ter feito o maior elogio, que volta a assentar como uma luva na candidatura de Francisco Lopes:
«É uma candidatura colectiva a um cargo unipessoal!»

domingo, 26 de setembro de 2010

Joni Mitchell – “Big yellow taxi”, o grande táxi amarelo




Joni Mitchell vem do tempo em que eu descobri que existia em Portugal e no mundo um bom punhado de gente que cantava coisas extraordinárias. Coisas que, se não mudaram o mundo, mudaram-me a mim... para sempre.
A primeira canção que ouvi desta canadiana Joni Mitchell, contemporânea e parceira de palcos de Bob Dylan, foi sentado na sala da casa de Setúbal, de um tal José Afonso... tinha eu vinte anos. Ia gastando o disco. Como outros que por lá se ouviam.

É uma canção que nos fala das coisas que tomamos erradamente por garantidas e à quais só damos o devido valor quando as perdemos, ou quando nos são tiradas.

Contributos para a compreensão da letra da canção:
(1) – Numa visita ao Hawai, a jovem autora admirou a paisagem de verdadeiro “paraíso” que se via da janela... até que olhou para baixo e viu o gigantesco parque de estacionamento do Hotel.
(2) – Referência aos “Foster Gardens”, em Waikiki, basicamente um museu de grandes árvores.
(3) – Uma achega à defesa ambiental, pois as árvores de fruto, à época tratadas com DDT, envenenavam os insectos, que envenenavam os pássaros, que envenenavam...
(4) – Embora em algumas interpretações de outros artistas se faça crer que aqui se trata de um namorado ou marido que se vai embora, na verdade aquilo de que se fala é da prisão de um pai/agricultor, já que “grande táxi amarelo” era a alcunha dos carros da polícia (Toronto) que eram pintados dessa cor, até 1986.
(5) – Toda esta estrofe foi acrescentada por Bob Dylan na versão que ele próprio gravou... e que a autora passou a incluir quando a cantava.


Big yellow taxi (grande táxi amarelo)
(Joni Mitchell)

Pavimentaram o paraíso e construíram um parque de estacionamento (1)
Com um hotel cor-de-rosa, uma boutique
E uma discoteca moderna
Como sempre acontece
Só damos valor ao que temos depois de o perdermos
Pavimentaram o paraíso e construíram um parque de estacionamento

Pegaram nas árvores e fecharam-nas num “museu das árvores” (2)
Agora cobram às pessoas um dólar e meio para as verem
Como sempre acontece
Só damos valor ao que temos depois de o perdermos
Pavimentaram o paraíso e construíram um parque de estacionamento

Escuta, agricultor, deita fora esse DDT, agora! (3)
Posso ter picadas nas minhas maçãs
Mas deixa-me ficar com os pássaros e as abelhas, por favor!
Como sempre acontece
Só damos valor ao que temos depois de o perdermos
Pavimentaram o paraíso e construíram um parque de estacionamento

Tarde, ontem à noite, ouvi a minha porta de rede bater
E um grande táxi amarelo levou o meu pai (4)
Como sempre acontece
Só damos valor ao que temos depois de o perdermos
Pavimentaram o paraíso e construíram um parque de estacionamento

(5) Tarde, ontem à noite, ouvi a minha porta de rede bater
E um grande tractor amarelo
Arrasou a minha casa e as minhas terras
Como sempre acontece
Só damos valor ao que temos depois de o perdermos
Pavimentaram o paraíso e construíram um parque de estacionamento



Como divertimento extra, hoje publico três vídeos da mesma canção. Entre o primeiro, de 1970 e o terceiro, de 1998, podemos ouvir uma voz que muda e amadurece, a par de um talento que nunca se gastou, antes foi crescendo, até hoje.

Bom domingo!

“Big yellow taxi” – Joni Mitchell
(Joni Mitchell)






sábado, 25 de setembro de 2010

Série “Filmes Rascas”



De como se pode ver (pelo menos alguns vêem) como um argumento indigente, com uma realização e encenação medíocres, se torna um espectáculo miserável e degradante.
Desgraçadamente, somos obrigados a assistir e pagar bilhetes... cada vez mais caros!