sábado, 7 de fevereiro de 2009

Que raio de maneira de começar um fim de semana!




Noticiários de telejornal, ainda mais quando entram a matar com mais novidades do “Caso Freeport”, a abarrotar de mentiras, dúvidas, contradições e lama, são, decididamente, muito má companhia para o jantar.

É um imenso pântano! De vez em quando lá pula um sapo, emerge um peixe doente, flutuam documentos nojentos, afunda-se um Pedro, pia um tio, voa um primo, avista-se um Smith aqui, adivinha-se um Sócrates acolá... mas o que salta à vista é que praticamente tudo está podre... e cheira como tal!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"Malhação"




Estes dois trastes são praticamente iguais e falam da mesma maneira. Então porque é que o traste da direita aparenta estar em melhor forma física?

Segundo o próprio diz, porque gosta muito de "malhar".

Se imaginassem a quantidade de sítios onde eu acho que ele devia ir malhar...

O "cagaço"




O novo canal de televisão por cabo da TVI, o “TVI-24”, decidiu criar um programa de comentário e debate de temas de actualidade, temas esses que podem ir da política às artes, de âmbito nacional ou internacional. É um formato inspirado no conhecido “Manhattan Conection”, programa brasileiro já com vários anos de existência e uma lista bem recheada de diferentes comentadores residentes, entre actuais e passados.

A TVI já endereçou convites a três figuras públicas, a saber, Fernanda Câncio, jornalista e colunista, ligada (por mais que uma via, dizem...) ao PS, Francisco José Viegas, escritor e igualmente colunista, da área do PSD e João Pereira Coutinho, professor e igualmente colunista, um “ultra” de direita.

Os senhores, segundo parece, terão já aceite o convite, enquanto a senhora está na fase “não confirmo nem desminto”.

A ficarem por aqui as “contratações” de comentadores residentes, mais uma vez se prova o medo/pânico que a simples presença de alguém que pudesse dizer alguma coisa realmente de esquerda (t’arrenego Satanás!) durante as emissões dos programas, provoca nos figurões que são donos da televisões e jornais, assim como entre as várias e tristes figurinhas que ao serviço destes, vão fazendo de conta que dirigem a nossa comunicação social.

Como dizia o Zé Carlos Ary, quando tropeçava em pessoas assim... Gentinha!!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Preservativo - Avanços e recuos...




Quadro do pintor holandês Cornelis Van Haarlem, intitulado “A monja e o monge”, pelo menos ao que parece, esforçando-se por fazer um “monginho”. Acho que só me safo com esta piada parva, porque o Monginho, esse mesmo, que para além de outras coisas igualmente importantes, faz o Cartoon habitual de um jornal muito antigo que sai à quinta-feira (e não digo que é o Avante!, senão podem pensar que estou a fazer publicidade) não deve ter tempo para ler este blogue.

A meio da minha corrida para (pelo menos durante uns dias) fugir dos temas religiosos e seus derivados, tropecei nestas duas notícias absolutamente “preciosas” a que não resisto.

Na primeira, a Conferencia Episcopal Espanhola, pela voz do seu porta-a-dita, Juan António Martinez Camino, defendeu o uso de preservativos, já que estes “têm o seu contexto numa prevenção integral e global da SIDA.

Na segunda, logo a seguir, o mesmo porta-voz, da mesmíssima Conferencia Episcopal, recua a grande velocidade e desdiz-se, já que o uso de preservativo é “contrário à moral”.

Nestas posições da Igreja sobre o uso do preservativo, já nada me espanta. De qualquer maneira e sem pretender assustar os senhores bispos, é minha obrigação chamar a atenção para o quão extremamente contraproducentes podem ser estes movimentos bruscos de vaivém, sobretudo quando se tem um tal “assunto” entre mãos.

Bento dezasseis - um rescaldo




Um dos portões do campo de extermínio de Auschwitz, onde (tal como noutros campos idênticos) os nazis mostravam o seu nojento "sentido de humor", exibindo a frase "Arbeit macht frei", quer dizer, "O trabalho liberta".

No rescaldo da pontifical borrada descrita no post anterior e na sequência de algumas ideias aqui deixadas na respectiva caixa de comentários, gostaria de voltar ao assunto, quanto mais não seja para que não pareça não ter ligado a algumas “pontas” aparentemente soltas.

Um dos comentadores, chama a atenção para o facto de não terem sido exclusivamente os judeus as vítimas do Holocausto nazi, dando mesmo como exemplo o caso dos ciganos.

Está carregado de razão, embora tanto aqui, como noutros blogues ou quaisquer outros meios de comunicação, isso apenas se deva ao carácter absolutamente esmagador do número de vítimas entre a comunidade judaica. A dimensão demencial desses números faz com que qualquer referência a essa verdadeira vergonha para o ser humano, tenha sempre à cabeça os milhões de judeus assassinados, deixando, embora injustamente, para segundo plano, as outras vítimas. De qualquer modo não são (nem podem ser) esquecidos, por exemplo, os muitos milhares de militantes de tudo o que fosse (ou parecesse) organização de esquerda, os ciganos, os homossexuais e (é bom não esquecer) os deficientes físicos.

Outro comentador, lembra que para além do facto de a Igreja Católica ter sido ao longo de séculos a maior “acirradora” do ódio aos judeus, como se Cristo, o homem que dizem seguir e que foi morto pelos tais judeus, não fosse ele próprio judeu, acabou, durante a Segunda Guerra Mundial, a fechar os olhos ou mesmo a colaborar nos crimes nazis. Logo, um papa com fama de tão inteligente e perante o triste historial da sua organização, devia ter capacidade para disfarçar melhor as suas verdadeiras tendências, em vez de ter o descaramento de pensar que se safa com a "exigência" feita ao "ultra" Richard Williamson, para que se "distancie" das afirmações que fez sobre as vítimas do nazi-fascismo, um exercício de pura hipocrisia, já que ninguém está a ver bem como é que o canalha se poderá "distanciar" do que ostensivamente pensa e disse. Aliás, o papa apenas inventou esta condição para a entrada em funções do fascista Williamson, depois do alarido que o seu perdão provocou.

Finalmente, ainda outro leitor, lembra a mais recente “ideia brilhante” do papa: resolver os problemas do mundo mediante o regresso à prática do jejum, entre os fiéis. Mais exactamente, o jejum e a esmola, para ajudar nomeadamente os pobres e os que vivem tempos difíceis.

Quanto a este último tema gostaria de deixar duas sugestões ao senhor Ratzinger. A primeira é que seria uma “bênção” se ele próprio decidisse jejuar destas baboseiras que produz. A segunda, que seria bem melhor que o dirigente de uma grande colectividade como é a Igreja Católica, exortasse os seus consócios a lutarem pelo fim das injustiças, crimes e desigualdades que provocam a fome e o jejum forçado a milhões de seres humanos, alguns deles, católicos.

Resumindo, é bom não deixar muitas pontas soltas nestes assuntos... e é óptimo ter leitores e comentadores assim!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Papa Ratzinger Bento Dezasseis




Uma prolongada e sobretudo, exagerada exposição à religião, durante toda a infância e parte da juventude, resultou no facto de eu ser ateu. Mesmo que não tivesse sofrido a tal exposição, lógica, tratando-se do filho de um "pastor" protestante, ou que esta não tivesse provocado este resultado, nem mesmo assim seria católico, já que o lógico seria ter seguido o caminho que me estava “destinado” dentro da Igreja, nesse tempo uma congregação muito “à séria”.
Como se isso não bastasse, demasiada talha dourada agonia-me um bocado e o fausto e exibicionismo da Igreja Católica, talvez ainda por influência da educação protestante, enerva-me assaz.

Quando finalmente até tinha encontrado um objecto “papal” de que gosto bastante, na forma desta lindíssima caixa para biscoitos que aqui podem ver, vai o senhor Ratzinger e faz mais uma das suas. Eu sei... reconheço que não vou com a cara do homem, mas há que admitir que ele não ajuda muito.

A estória já tem dias, mas as justificadas ondas de choque continuam a fazer o seu caminho. Talvez, quem sabe, para agradar e piscar o olho à facção ultra reaccionária, fascistóide mesmo, dos admiradores e seguidores do arcebispo francês Marcel Lefebvre (já falecido) e outras que tais, numa triste tentativa de pacificação interna, o papa Ratzinger resolveu reabilitar o bispo britânico Richard Williamson, que numa entrevista tinha afirmado não acreditar na existência das câmaras de gás nazis e que apenas cerca de 300.000 judeus terão perdido a vida nos campos de concentração e nunca os milhões de que falam os relatos e documentos sobre o Holocausto.

Pode imaginar-se o asco que uma decisão destas (vinda de um papa alemão) deve provocar aos sobreviventes do Holocausto que ainda estão vivos, aos seus familiares e aos descendentes das vítimas, assim como à comunidade judaica residente na Alemanha.

Pode imaginar-se o embaraço, vergonha mesmo, dos católicos alemães (num país em que o negacionismo ainda é crime), como aliás, de milhões de outros católicos, protestantes, fieis de qualquer outra religião... ou sem nenhuma.

Confrontado com algumas das proezas deste papa, por vezes dou por mim a pensar que o cérebro “brilhante e excepcionalmente culto” deste senhor Ratzinger é um produto muitíssimo sobreavaliado. Ele será mesmo tão inteligente, como dizem, ou estúpido como uma porta, como parece? Ou então, é o quê?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Regresso à escola...




O Governo de Sua Excelência o Presidente do Conselho, Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, teve a genial ideia (ainda em projecto) de "convidar"  os professores já aposentados a regressarem às escolas, mas desta vez, para realizarem trabalho... voluntário.

Entusiasmado pelas extraordinárias potencialidades desta ideia, sobretudo se for alargada aos hospitais, bancos, administração pública, forças armadas, equipas de futebol, esquadras de polícia, etc, ideia essa que seria, entre outras coisas, um enorme incentivo para os nossos jovens decidirem, assim que terminem os seus estudos, porem-se a andar daqui pra fora de vez e conhecer outros países, o que é sempre bom para a cultura geral... decidi abordar alguns aposentados, para recolher reacções a este ambicioso plano do Governo. 

Uns, aproveitaram para dizer o que pensam do senhor Albino, presidente da CONFAP (aquela confederação  de uns pais que é financiada pelo Ministério da Educação), a quem chamam "o caniche da ministra", por ele ter vindo imediatamente dizer em público que apoia a ideia. Outros, explicaram-me pormenorizadamente as razões que os levaram, mesmo perdendo dinheiro, a pedir a aposentação antes do tempo. Alguns riram-se na minha cara... 

Ou fui eu que tive muito azar na escolha dos entrevistados, ou então algo me diz que a coisa não vai correr lá muito bem!