Fernando, Gerardo, António, Ramon, Rene.
“The cuban five”. Cinco cidadãos cubanos. Cinco patriotas cubanos. Salvo
raríssimas excepções, não se ouve falar deles em parte alguma... e no entanto, devia!
Sendo sabido, por quem se interessa por isso, que desde há muitos anos, é mantida, financiada e organizada a partir de Miami, uma intensa actividade terrorista contra Cuba e a sua Revolução, actividade apoiada, inegavelmente, pelos EUA e responsável por milhares de vítimas de cidadãos de Cuba, desde 1959 até aos nossos dias, estes homens vieram até Miami, infiltraram as células e organizações terroristas ali sediadas, numa missão patriótica de defesa do seu país e do seu povo.
Na sequência de informações que enviaram para Cuba, que por sua vez, informou as autoridades norte-americanas, sobre iminentes atentados terroristas em solo cubano, o governo dos EUA optou, não por prender os terroristas de Miami, mas sim estes patriotas cubanos.
Num acto que até tribunais independentes dos próprios EUA, já classificaram como verdadeira farsa judicial, deram de presente à criminosa comunidade cubana “dissidente” de Miami, as condenações deste cinco homens, num tribunal... de Miami. Foram acusados de tudo o que é imaginável e condenados a penas absolutamente dementes, como é o caso de uma delas, de duas prisões perpétuas... mais 15 anos!
É um facto comprovado, até pelos textos produzidos pelo próprio tribunal, que estes cinco homens não cometeram qualquer crime, não representaram nunca alguma ameaça para os EUA.
Estão presos há já 12 anos em prisões norte-americanas! Há dias, quando passou o décimo segundo aniversário da sua prisão, assisti a um espectáculo de solidariedade com estes patriotas, transmitido pela televisão cubana, seguido de uma sessão musical com vários representantes da trova cubana. Nessa sessão, um companheiro já com idade para ter sido, possivelmente, um dos obreiros fundadores da Revolução, fez um discurso claro, sereno, explicando a monstruosidade destas condenações e apelando à solidariedade internacional.
Os meios de comunicação social mundiais e, sobretudo, nos EUA, tratam este assunto com mão de ferro, não publicando uma linha que seja sobre o assunto. É portanto natural que a esmagadora maioria dos cidadãos do mundo e, sobretudo, dos EUA, nada saibam sobre a existência, sequer, destes homens.
Há no entanto quem rompa este cerco de silêncio e tome pública posição, como é o caso de alguns intelectuais dos EUA, actores, outros artistas e activistas políticos, que recentemente enviaram uma carta a Barack Obama, pedindo a libertação dos cinco patriotas cubanos.
Barack Obama é exactamente um dos cidadãos norte-americanos que não pode alegar não saber desta situação infame. Assim sendo, enquanto o presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Barack Obama, não libertar estes prisioneiros, não há Nobel da Paz (ganho por obras futuras...), não há discursos brilhantes ou intensões piedosas, não há elogios babosos de Mário Soares... não há nada que me impeça de continuar a tratá-lo, aqui neste blogue, como aquilo que a sua prática me diz que ele é: como um canalha!