É com o coração sangrando e a alma em farrapos que imagino o excruciante sofrimento de Aníbal Cavaco Silva ao convocar o Conselho de Estado, sabendo que não vai ver entre as caras dos seus Conselheiros a expressão serena e segura do seu amigo, delfim e protegido, Manuel Dias Loureiro, cujos “conselhos” seriam, mais uma vez, fundamentais, para traçar um caminho de transparência para as contas públicas, de honestidade na governança, de lisura nos processos, de uma solução para o enorme buraco financeiro em que o país está atascado.
Não duvidando dos bons conselhos que todos os Conselheiros providenciarão... e já que falei da nódoa que temos a fazer de Presidente, ou “A coisa”, como muito bem escreveu aqui o meu amigo Viriato Teles, quero acabar com uma nota de boa disposição, trazendo aqui para a sala principal um comentário/estória que me foi deixado quando, há dias, aqui falei do miserável discurso presidencial elogiando a guerra colonial, estória passada exatamente na guerra colonial e que dedico ao inestimável contributo de Cavaco e de muitos dos seus Conselheiros, para a solução dos nossos reais problemas.
Quando entrámos pela primeira vez na caserna, construída em pleno mato, vimos escrita na parede a frase: “Soldado. Cada coice da tua arma é um agradecimento da tua Pátria!”. Entretanto, alguém já tinha escrito por baixo:
“Rais parta tal pátria... que agradece aos coices!”


