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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Fascismo económico... esquizofrénico


Enquanto os cidadãos europeus, sobretudo os italianos, vão chorando outra tragédia evolvendo o desespero de mais uma trágica viagem de africanos pobres que tentam fugir à fome, arriscando a vida em viagens suicidárias rumo à ilha de Lampedusa... uns, chorando as vítimas por compaixão e convicção e outros, apenas para ficarem bem na fotografia... as autoridades italianas, essas, parecem atacadas por um surto de esquizofrenia.
Por um lado, declaram pomposamente os mortos, crianças, mulheres grávidas e homens... cidadãos italianos a título póstumo.
Por outro lado, perseguem os sobreviventes, preparando-se para os julgar e condenar por imigração ilegal, ficando sujeitos a multas de milhares de euros (é sabido que aquela gente nada em dinheiro!)... e à deportação.
E depois digam-me que exagero, quando afirmo que este "fascismo económico" (e xenófobo) que está a tomar conta da Europa, como uma verdadeira gangrena... é a passadeira para o regresso do velho fascismo, sem aspas, sem vergonha... puro e duro!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

António José Seguro – A poeirada


Um grande elefante africano e um ratinho correm lado a lado pela savana deserta. Grita o ratinho:
- Ó elefante!
- ...
- Elefante!!!
- ... ...
- Ó elefante!!!
- O que é que foi, pá?!!!
- Já viste a poeirada que a malta está a levantar?
Desculpem-me alguns amigos do Partido Socialista... mas por qualquer razão, lembrei-me desta “fábula” ao ler este título de jornal:

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Censura... ou os pezinhos de lã do fascismo


- Então senhor ministro... está melhorzinho dessa aborrecida inflamação na virilha...
- Qual quê?! Está cada vez pior! O que me tem salvo é que esta minha nova assessora é uma santa... e não se importa de me pôr o creme, de seis em seis horas...
- ... ...

Isto – a ter acontecido - seria um exemplo de conversa privada, fora dos trabalhos oficiais, entre o nosso ministro da Finanças e o senhor alemão.
Aquilo que aconteceu e que todos vimos e ouvimos, onde o Gasparzinho falava das vidas de milhões de portugueses e das suas enormes, ou ainda mais enormes dificuldades presentes e futuras, está longe de se poder classificar como conversa privada.
Agora é o momento de eu revelar que a minha simpatia pela TVI é exactamente a mesma que a TVI tem por mim... ou seja, ZERO!
Posto isto, mesmo que tenha passado um pouco ao lado das notícias, a verdade é que sem qualquer processo, julgamento ou condenação (de que se tenha sabido) uns senhores “lá da Europa”, que ninguém elegeu, puseram de castigo o jornalista da TVI que divulgou o vídeo da converseta dos ministros. Fica impedido de entrar nas salas onde os senhores têm as suas conversas, durante um tempo determinado apenas pela veneta dos senhores. Em plena "experimentação" do fascismo económico (para já) em vários dos países da "união"... é assim como que uma espécie de aviso a todos os outros jornalistas: Portem-se com juizinho!
Como não me ocorre nenhuma outra imagem para este tipo de “democracia e liberdade de informação”... fico a imaginar botas cardadas, cuidadosamente embrulhadas em botinhas de lá... aproximando-se pé ante pé...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Europa... e as velocidades


No mesmo dia em que a OCDE nos diz, friamente, que a taxa de desemprego sobe para 12,9% em Portugal, o genial Carlos Moedas, um dos ajudantes do Gaspar das Finanças, mais preocupado com o aspecto da coisa do que com a coisa em si, como seria de esperar... dele, ou de qualquer “madame” que visse o nome da sua casa de meninas caído nas bocas do mundo, diz que é preciso «melhorar a reputação de Portugal».
Defende o Moedas, que Portugal não está «no mesmo saco» de outros países do Sul...reforçando mais uma vez uma das mais acanalhadas características dos “líderes” desta crise colectiva, que é a assunção de que somos sempre, de alguma forma e por algum misterioso motivo, “superiores” a todos “os outros”. Com os quais não queremos misturas nem confusões... quanto mais solidariedades!
Por estas e outras é que já enoja a revelha conversa da “Europa que avança a várias velocidades”. Para que raio insistem estes dirigentes em falar de avanços a várias velocidades, se, na maior parte, que se veja, há já muitos anos que não engatam nenhuma “velocidade” que não seja a marcha-atrás?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Irão versus EUA – Os assassinos “maus” e os assassinos “bons”...


Hillary Clinton sobe o tom das ameaças ao Irão. A esfusiante baronesa Catherine Ashton, que nos impingiram como ministra dos negócios estrangeiros da UE, clama por «consequências» se for confirmado o plano iraniano. Tudo isto no seguimento da “descoberta” de um plano daquele país para assassinar um embaixador da Arábia Saudita em território dos EUA.
Tudo é possível. O Irão, para já, nega terminantemente qualquer plano... mas claro que isso pode ser mentira, o que seria condenável. Os EUA juram a pés juntos ter as provas da conspiração... mas essas provas podem bem ser tão fidedignas como aquelas que antes o Pentágono e a CIA também juraram ter, sobre as “armas de destruição maciça” nas mãos de Sadam Hussein, provas e armas que nunca existiram, mas que até o nosso gelatinoso lacaio Durão Barroso assegurou ter visto.
Enquanto o caso se mantém em aberto, fico então à espera das retratações públicas da Clinton, das ameaças de “consequências” da baronesa e das exigências de sanções por parte dos dirigentes europeus em relação a outros famosos assassinatos, mesmo aqueles que se ficaram pelas tentativas. Assim de repente vêm-me à memória os repetidos e por vezes quase patéticos planos para assassinar Fidel Castro (desde os tempos de Kennedy e Nixon), à cabeça de uma enorme lista de assassinatos realmente executados, como o de Salvador Allende, ou destes mais recentes, de Bin Laden, seguido, há poucos dias, de outro dirigente, Anwar Al-Awlaki, supostamente ligado à Al-Qaeda, já no reinado desse tão sui-generis “nobel da paz”, Barack Obama, um canalha especializado em discursos, em exterminar civis dos países que pretende dominar e/ou explorar... e em mandar assassinar adversários a sangue frio, em qualquer parte do planeta.
Sei que é um excesso de optimismo... mas fico à espera.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Voltando a Londres, nada de novo na “frente”


Voltando a Londres, nada de novo na “frente”.
- Os mercados já não têm mais unhas para roer de tão nervosos que andam... mas a política parece não ter nada que ver com isso; é a crise...
- Os comentadores e politólogos oficiais, apostam tudo no “falhanço do multiculturalismo”, na "marginalidade" e na "violência gratuita"... e, manhosamente, afastam a política da equação.
- David Cameron, o principal responsável pela situação, uma vez que o criminosos de guerra Tony Blair já saiu de cena, refugia-se nas ameaças de «mão pesada», rodeia-se de milhares de polícias... e, covardemente, afasta a política da equação.
- Os media, apostam tudo no espectáculo do fogo, da destruição, das centenas de detidos e do sofrimento dos muitos prejudicados... e, oportunisticamente, afastam a política da equação.
A Rainha de Inglaterra, mais uma vez demonstrando a sua vasta e imperial inutilidade... fecha-se em copas.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Olli Rehn - O bandalho


De todos os bandalhos – e são tantos! – instalados nas instituições europeias e organismos da UE, bandalhos que ninguém elegeu e que tratam a UE e os países membros como coisa sua, há um canalha que se destaca no asco que (me) provoca: o comissário dos assuntos económicos Olli Rehn.
Bem em consonância com os tiques típicos da sua região de origem, este verdadeiro inútil raramente consegue esconder o desprezo que lhe inspiram os Parlamentos e os deputados eleitos pelos povos dos países membros da UE. Raramente consegue disfarçar o nojo com que lida com “a gentinha do sul”. É-lhe impossível não revelar o xenófobo sentimento de “superioridade racial” que escorre como lama de quase todas as suas declarações.
Há uns meses, dizia que já tinha tido «demasiada paciência e imaginação» com Portugal.
Há dias, numa reunião sobre “recomendações” económicas aos países membros da UE, declarou que «a Portugal cabe simplesmente implementar o programa acordado com a troika».
Agora, sobre a Grécia e defendendo que «não há plano B para evitar a bancarrota», afirma que mais austeridade, independentemente do que queiram, pensem, ou votem os deputados eleitos e o povo grego... «é o único caminho».
Começa a já nem ser preciso dizer o que penso desta caricatura manhosa de democracia em que vivemos, a mando de gangsters internacionais e dos seus lacaios locais.
Posso não viver tanto... mas assim como já antes vivi para assistir à morte do bandalho António de Oliveira Salazar e da sua ditadura fascista, viverei até quando for possível, perseguindo o sonho de ver estes bandalhos modernos com os dentes partidos. (Sim, sim... hoje estou irritado e com falta de pachorra...)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O império dos sentados


Alguns dos nossos generais, aos primeiros sintomas de uma nova guerra, aparecem imediatamente, inquietos para participar bravamente... comentando! São os célebres “generais sentados”, sempre desejosos de exibir conhecimentos tácticos e os seus «brinquedos caros e inúteis», como certeiramente (e independentemente das suas reais motivações) os classificou um ex-embaixador dos EUA em Portugal... mas isso é outra estória.
Os nossos “generais sentados” fazem coro com alguns politólogos e especialistas em conflitos. Estão sempre prontos a fornecer graciosamente os seus “cenários de guerra”. Têm-nos para todos os gostos. Estão constantemente a fabricá-los... ora com chávenas a fazer de blindados, colheres de sobremesa a fazer de mísseis e restos de croissant a fazer de soldadinhos, ora com os muito mais “reais” modelinhos de chumbo... dependendo de os criarem na mesa do pequeno almoço, ou no quartinho dos brinquedos. Os “generais sentados” são eles próprios um brinquedo caro e inútil!
Generais e politólogos especialistas já defendem abertamente uma intervenção militar internacional na Líbia. Humanitária, evidentemente... não vá algum telespectador não entender as suas nobres motivações.
Tendo na memória o sentido da esmagadora maioria das posições políticas destes “heróis” da guerra sentada feita em estúdios de televisão, não duvido, nem por um momento, das suas intenções “humanitárias”.
Toda a gente sabe que o petróleo é um “ser humano” muitíssimo delicado, que dificilmente suporta agressões. Então se estas agressões forem acompanhadas do extremo “nervosismo dos mercados”... é preciso e urgente intervir, rapidamente e em força!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Europa – Ideias velhas recauchutadas



Em mais um passo na sua escalada de xenofobia e racismo, a Alemanha e a França anunciaram na UE a intenção de impedir a entrada da Roménia e da Bulgária no Espaço Schengen

Pelos vistos, para o poder desta nova Europa “democrática” e, nesta atitude dos alemães e franceses, já sem sequer o "decoro" de o disfarçar, os romenos e búlgaros (e tantos outros!), por enquanto servem apenas para engrossar o caudal de imigrantes “ilegais”, mão de obra para explorar até ao tutano, prontos para trabalhar seja no que for por metade ou um terço do salário, sem direitos nem segurança... e sempre na calha para a expulsão, assim que deixam de ter utilidade. 

Por vezes pergunto-me... onde raio é que esta gente irá buscar estas ideias?!

Angela Merkel




Angela Merkel, a chanceler alemã, por vezes parece mesmo convencida de que os largos milhares de trabalhadores desempregados ou precários, os largos milhares de jovens a chegar aos trinta anos vivendo em casa dos pais, sem trabalhar e, obviamente, já sem estudar, os muito milhares de reformados com pensões miseráveis, os funcionários públicos a quem cortam os salários, enquanto estes vão vendo as fortunas fabulosas que outros acumulam mesmo debaixo do seu nariz, os professores diariamente desrespeitados, os alunos usados para malabarismos estatísticos demagógicos, a indústria nacional indigente, os agricultores e a agricultura, a pesca e os pescadores, pouco mais que moribundos... dizia eu, por vezes parece que a senhora pensa mesmo que todas estas pessoas são mais felizes, mais realizadas profissionalmente, têm melhores garantias no trabalho, na escola ou na saúde... e até, mais liberdade, do que o que tinha ela própria e os seus pais, os amigos e os vizinhos, no seu país de origem, a RDA. Não têm! 

Angela Merkel está a conseguir fazer em grande parte da Europa, recorrendo apenas à especulação financeira, ao conto do vigário do Euro, arrogância, chantagem, desemprego manipulado e medo, muito medo, aquilo que o seu antigo conterrâneo, Adolfo Hitler, não conseguiu pelas armas. 

Toda esta atenção sobre a chanceler alemã acabou por despertar a minha curiosidade... e acabei, entre muitas outras coisas mais ou menos interessantes, por descobrir o seu nome do meio. 

Angela Barda Merkel