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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Líbia – Com o dinheiro não se brinca!


Numa singela e absolutamente transparente amostra da estirpe de “liberdade” e de “democracia” que os ventos da NATO e os seus mercenários transportaram dos EUA para despejar sobre Líbia em doses mortais, um grupo de grandes empresários líbios que, obviamente, fizeram as suas fortunas sob o comando de Kadafi, acharam chegada a hora de mostrar o seu incondicional e sentido apoio à causa dos “rebeldes”, pedindo a cabeça do histórico líder do país. Morto ou vivo. Oferecem mais de um milhão de dólares de recompensa e, a ver pela gorjeta extra, o total perdão, seja de que crime for... está mesmo a ver-se qual o crime que pretendem “perdoar”: o assassínio de Kadafi.
Entretanto, sem um pingo de pudor, na comunidade internacional especializada em exportação de “liberdade e democracia”, está aberta, às claras e descaradamente, a luta pelo controlo do petróleo líbio.
Neste caminho criminoso feito de milhares de bombardeamentos dos EUA, sem os quais os “rebeldes” e os mercenários pagos por forças estrangeiras, nunca teriam avançado um quilómetro, somaram-se, ao longo dos últimos dias, os relatos das verdadeiras “estradas” que a destruição e mortes resultantes desses bombardeamentos foram abrindo ao avanço dos “opositores” do regime. De súbito, uma notícia estranhamente diferente, num noticiário nocturno da Antena 1:
«Os rebeldes, apoiados pela aviação da NATO, atacaram e conseguiram controlar o porto petrolífero de Ras Lanuf... sem provocar quaisquer danos materiais».
Como se vê, há que ter sempre presentes as verdadeiras prioridades... e com um porto petrolífero não se brinca!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Líbia – Continuam as “manobras”...


Voltando à Líbia, por muito que o assunto esteja a esfriar em termos de interesse da chamada opinião pública, as notícias vão chegando. Sem o mesmo alarido de há uns dias... mas vão chegando.
São constantes notícias de avanços e recuos, ora das tropas e mercenários do até há bem pouco, amigo e protegido dos EUA e das restantes maiores potências ocidentais... ora das tropas “rebeldes” e mercenários que agora são os novos amigos e protegidos exatamente das mesmíssimas potências ocidentais... e dos EUA.
Os nomes das cidades atacadas, conquistadas, reconquistadas, cercadas e libertadas, consecutivamente por uns e outros, vão-se sucedendo, acompanhados do rol de vítimas inocentes, erros de cálculo, danos colaterais.
Curiosamente, muita de toda esta frenética ação passa-se à volta da cidade petrolífera de Brega... como se tudo naquele conflito, as restantes cidades, as lutas, os mortos de um e de outro lado, os “rebeldes”, os fiéis, as potências ocidentais e os EUA, estivessem numa espécie de órbita à volta da cidade de Brega e do seu petróleo... o que me leva a perguntar:
Haverá ali fiéis de Brega e “rebeldes de Brega, agressores de Brega e vítimas de Brega, criminosos de Brega e heróis de Brega, ou haverá apenas, de um e do outro lado, simples “peões de brega”?

Quem é o "inteligente" desta corrida?