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segunda-feira, 19 de março de 2012

Ramos-Horta - Eleições em Timor


E assim, com a leitura de várias notícias como esta, fico a saber que, ao fim de tantos anos, tenho mais um ponto em comum com muitos milhares de timorenses... mesmo que muitos o tenham descoberto muito, muito depois de mim:
Não engraçamos por aí além com Ramos-Horta!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Nuclear não! Obrigado!


Acaba de nos chegar do sul de França a notícia de mais uma demonstração da grande “segurança” que envolve o negócio da energia nuclear: na central de Marcoule, um forno de tratamentos de resíduos explodiu, matando uma pessoa, ferindo várias... e deixando no ar a ameaça de fuga radioactiva.
Já se sabe que a energia nuclear, de “energia limpa” apenas tem o nome. Na realidade, é tão suja como os negócios, os interesses e os jogos políticos que a acompanham... e os resíduos  para os quais continua a não existir solução eficaz. Mais uma vez, pelo menos uma vida foi “reclamada” para sacrifício.
Que pena esta explosão não se ter dado exclusiva e directamente no focinho dos calhordas que, mesmo perante a longa lista dos sucessivos desastres, insistem na ideia da construção de centrais nucleares em Portugal, movidos apenas pela tentação do lucro fácil e rápido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O tempo das cerejas... 2


Esperei algum tempo até fazer a minha parte na divulgação deste “novo” blog... porque mantive a esperança de que a triste “brincadeira” se resolvesse. Afinal, não só não se resolveu, como piorou. O “engraçado” que se apropriou do mail do nosso amigo Vítor Dias, impossibilitando-o de ter acesso ao seu próprio blog, “O tempo das cerejas”, acabou por apagá-lo, destruindo anos de registos. Isto prova que não foi nem uma brincadeira, nem tão inocente quanto isso...
Para além de um abraço solidário, aqui fica o link para o novo blog do Vítor Dias, “O tempo das cerejas 2”.
Votos de uma vida longa para o blog e para o seu autor!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Via do Infante – Luta? Qual? A que foi ao Festival da Eurovisão?


Mais uma vez, um protesto contra a introdução de portagens na única estrada viável para atravessar o Algarve, a A22, mais conhecida por “Via do Infante”.
Pelas tristes razões habituais, os organizadores do protesto conseguiram juntar apenas algumas dezenas de pessoas para, como estava previsto, fazer um cordão humano para momentaneamente cortar o trânsito na (quase totalmente) ruela urbana, cravada de semáforos, passadeiras de peões, bicicletas, gente a pé, habitações, estabelecimentos comerciais de onde entra e sai gente distraída e crianças a correr... pomposamente chamada Estrada Nacional 125.
Não vou pronunciar-me sobre a mais do que justa luta contra essas portagens. Aquilo que me prendeu a atenção numa das reportagens televisivas sobre mais esta acção de protesto, foi (como é costume) um pormenor.
Um jovem casal, instalado no automóvel, prestou-se a fazer algumas declarações para a jornalista de serviço. Diz ele:
- Com os aumentos de preços e impostos e cortes nos ordenados... esta nova portagem vem na pior altura...
- Portanto, vai participar no protesto – arriscou a jornalista.
- Não, não! Estou de férias...
Não é sequer original. O país está coalhado de gente desta “raça”. Estou certo de que se a luta dos utentes da “Via do Infante” for coroada de êxito, o jovem ficará muito satisfeito com o resultado conseguido por aqueles poucos “malucos” que vão para a rua com cartazes e palavras de ordem...
Assim como ficará muito satisfeito, como os da sua “raça” têm ficado ao longo de toda a vida, sempre que conseguir uma nova regalia, ou um aumento de salário, arrancados a ferros pela teimosia dos militantes comunistas, sindicalistas e outros, que desde muito antes do 25 de Abril dão o melhor da sua força, do seu tempo livre, do seu empenho e, muitas vezes, da coragem pessoal, para conseguir as “pequenas coisas” de que são feitos os avanços na História do trabalho e dos direitos dos trabalhadores. Quantas vezes, colocando-se na primeira linha para os despedimentos, prejuízo nas carreiras profissionais, etc.
Tudo isso enquanto os nossos “jovens casais” e milhares de seus semelhantes, vão ficando em “férias” eternas. Férias de convicções, férias de carácter, férias de verticalidade na coluna vertebral, férias da mais simples solidariedade...
De uma actividade, pelo menos, nunca tiram férias: sentarem-se nas esplanadas, ou murmurarem nos locais de trabalho... insultando os tais militantes comunistas, sindicalistas e outros, de tudo o que lhes vem à cabeça. Que “não querem é trabalhar, que vivem à conta do sindicato, que não passam de comunistas que querem é destruir as empresas e os empregos para poderem fazer mais manifestações com bandeiras negras e da CGTP, para aparecerem nos telejornais...”
Curiosamente, nunca vi um destes trastes recusar um aumento de salário, de subsídio de refeição, um melhor horário, ou seja lá o que que for... conseguido pela luta desses militantes que tanto desprezam.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Viva, viva! Parabéns ao blogger!


Já podemos voltar a escrever e publicar tudo aquilo que nos passa pela cabeça... para gáudio dos leitores e apreciadores de música, poesia, culinária, criação de cães, jardinagem, pesca desportiva, saltos para a piscina, criação de pombos, lançamento de papagaios de papel, futebol, perseguição de caracóis (com cerveja), contagem de nuvens, macramé... e política.
Para gáudio destes e grande “desgosto” dos adeptos fervorosos das “teorias da conspiração”, que já estavam a “perceber muitíssimo bem toda a manobra”. Afinal, tudo não passou de um falhanço técnico durante uma manutenção.
Ainda sob o efeito da ansiedade das últimas quase 24 horas... não tenho nada para postar sobre a vida real.
A rotina seguirá, já daqui a pouco, às 00:01, como habitualmente.
Um abraço.


(Entretanto, os senhores do blogger dizem que os posts que foram parar à estratosfera... voltarão. Esperemos pois!)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Teixeira dos Santos – Afinal diz coisas...


O ministro demissionário das, chamemos-lhe assim, finanças, Teixeira dos Santos, ao apresentar o “acordo” imposto pela troika, disse que «não é um programa portador de boas notícias».
Pois não! Pena é que não tenha dito isso quando esteve, empalhado, ao lado do primeiro-ministro, enquanto este nos lia o seu interminável rol de “boas notícias”, que quase todos ouvimos.
Foi penoso assistir ao processo de degradação que levou um técnico, provavelmente competente, a transformar-se no “Teixeira dos bancos”, a transformar-se nesta triste figura que vai sair de cena (já saiu) pela porta dos fundos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Carlos Castro - Deixem o infeliz em paz!


(Peço desculpa aos moradores da Rua das Flores, por aqui “vandalizar” a sua bonita placa de azulejos)

Fico a saber que um grupo de amigos de Carlos Castro, o “cronista” social recentemente assassinado, formalizou a proposta do seu nome para uma rua da cidade de Lisboa. Fica-lhes bem o gesto de amigos, mas...
Presumindo que teria o nome numa rua enquanto jornalista e cronista, isso seria uma coisa assaz excêntrica (mas não única, infelizmente!), dado não se lhe conhecer um conjunto de linhas de texto capazes de lhe conferir esse título.
Se for pela forma como, desgraçadamente, morreu (embora os amigos digam não ser esse o motivo), basta consultar as páginas dois, três, quatro... do Correio da Manhã, para arranjar centenas de nomes de outras e outros infelizes que, tal como ele, foram assassinados por amantes mais ou menos relutantes e tresloucados. Não haveria ruas que chegassem.
Resta a consolação de que estes processos, como esclarece o Município, são encaminhados para uma comissão especializada nos mistérios da toponímia, num processo que pode calmamente chegar aos cinco anos... altura em que se resolverá se o prestígio pessoal, assim como o prestígio e notoriedade que a figura em causa tenha trazido à cidade, justificam a atribuição dessa homenagem.
Para desgosto dos amigos realmente apenas amigos e para descanso dos lisboetas, dentro de cinco anos ninguém se lembrará de Carlos Castro nem dos seus indigentes mexericos sociais escritos às três pancadas. E, claro, a quase totalidade dos “notáveis” que por estes dias se mostraram tão chorosos com a morte do pobre homem, poderão continuar, na verdade, profundamente aliviados por não mais correrem o risco de ver os seus podres privados escarrapachados num jornal qualquer, dado que esse era o único grande poder (e arte) de Carlos Castro, poder que lhe permitiu, durante anos, trazer o nosso risível “jet-set” pela arreata.