quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Nunca estão onde são precisos!




Onde estava o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa quando Eva tanto necessitou de alguém que a avisasse dos perigos que corria, ao “ajuntar-se” com Adão, homem de tão fortes convicções islamitas?

Nota: Para os muçulmanos, o Islão nasceu com a criação do homem, sendo portanto Adão o primeiro profeta e Maomé o último.

Bispo fascista de malas aviadas





A nova Presidente da Argentina, Cristina Kirchner, não estará a levar a cabo a revolução bolivariana, como o seu parceiro da imagem, mas já não é a primeira vez que se sai com uma coisa ou outra, digna de prender a atenção.


Talvez o traste já tenha quartinho reservado no Vaticano, onde o papa Ratzinger recentemente o “reabilitou”... não quero saber.

O que me dá gozo é verificar que por vezes estas atitudes simples, ainda podem ser assumidas assim... de uma maneira simples.

Como ia dizendo, não estará no mesmo “degrau” da História em que estão alguns dos seus, igualmente novos, presidentes de países da América Latina, mas confesso que começo a achar alguma graça à senhora Cristina Kirchner.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Anjos *




Hoje Braga está em grande! É o que se pode chamar uma “Ópera Bufa” em dois actos.

Primeiro acto, o grunho, dono da Bragaparques, que se provou em tribunal ter realmente tentado subornar o vereador Sá Fernandes, para que este desistisse de um já famoso processo, saiu do tribunal com um imenso sorriso de puro gozo, por ter sido condenado... no pagamento de uns trocos. A “desculpa” do juiz de Lisboa é que o senhor tentou activamente corromper, sim, mas para a prática de um “acto lícito”. Precioso!

Segundo acto, desta vez mesmo na cidade de Braga, três polícias irrompem numa feira de livros em saldo, para apreender vários exemplares de um livro sobre pintura, que exibe na capa a reprodução de um ousado quadro da autoria de Gustave Courbet, pintado em 1866, representando as coxas e sexo de uma mulher. Aqui, a “desculpa” das forças da ordem (e dos bons costumes), é que se trata de material pornográfico.

O quadro em causa é um dos mais conhecidos do pintor, considerado como fundador do realismo, em pintura e evidentemente, causou escândalo na época, tanto pelo tema retratado como pelo título escolhido, “A origem do mundo”. Presentemente, está em exposição em Paris, no magnífico Museu D’Orsay (conhecido antro de tráfico de materiais pornográficos, como se sabe).

Confesso que não entendo o que andam alguns elementos da nossa “justiça” e da “ordem” a beber ou a fumar, mas deve ser coisa forte pra caraças!

* Escolhi esta imagem com anjinhos porque, a propósito do primeiro acto, todas as imagens que encontrei eram de facto pornográficas e sobre o segundo acto... bem... porque não estou disposto a que me entre por aí um "anjo", mas da Guarda e me apreenda o blogue. De qualquer maneira, à vossa responsabilidade, podem ver o quadro AQUI.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Zeca, José Afonso, Grândola...







Todos os seres humanos são eternos enquanto durar a sua presença na memória dos seus familiares e amigos. Os grandes artistas têm o condão de, para além das suas obras, criarem famílias novas, que crescem dia a dia, como ondas circulares num lago, famílias que muitas vezes continuam a crescer exponencialmente, conquistando gerações, muito para além da sua morte física.

Vivem intensamente num quadro, num livro, nos versos que se dizem de boca a ouvido, como carícias, nas cantigas que nos estremecem, como constantes despertares, no brilho dos olhos das pessoas que os amam.

O Zeca é desses! Vinte e dois anos depois de partir, faz o mesmo sentido e está ainda mais presente do que antes, na vida de cada vez mais pessoas.

Fiquem com este vídeo de uma emissão da Televisão Galega, com a participação de alguns “cantautores” portugueses (ouvir o apresentador) mais os “Cantadores do Redondo" e entre os artistas de lá, a presença destacada de Luís Pastor, madrileno que há muitos anos canta Zeca por toda a parte, Uxia, galega, que faz exactamente o mesmo e o Benedicto, igualmente galego, que tanto caminho fez cantando com ele por lá e connosco, por cá, em tantas dezenas de sessões de cantigas, antes e depois de Abril (participei numa boa mão cheia delas). Os outros todos, que enchiam o palco e a sala, são um “produto” típico de uma certa (e encantadora) Galiza, segunda casa do Zeca, gente que sempre o amou e ainda ama... e por tabela, gosta visivelmente de nós e muito do nosso 25 de Abril.

Vão por mim, que já os ouvi e senti “na pele”.

“Grândola” – Vários Portugueses, Galegos & Companhia
(José Afonso)


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ladrões









Os bancos estão a conseguir lucros apenas... fantásticos. Um pouco abaixo, portanto, dos lucros fabulosos de há apenas algum tempo. Como diria o não menos fabuloso Rui Santos, “ai, ai, ai, ai, ai, ai, que isto assim não pode ser!” e ultrapassada a fase em que ganiam como cãezinhos, para conseguir os milhões de apoios do Estado, voltaram a sentir-se banqueiros e a achar natural que a melhor maneira de atacar a crise seja despedir umas boas centenas de trabalhadores.

O Domingo não é um bom dia para “cometer”, nem por pensamentos, os comentários que os nossos banqueiros me inspiram, mas na realidade eu sou suspeito, já que pertenço ao grupo de malucos que acredita haver uma quantidade de actividades que não são negócios, que juntamente com outras que não podem ser encaradas como apenas negócios, não deviam de todo estar ao alcance das manápulas dos privados, interessados apenas em criar riqueza, sim, mas a sua... e que a banca é, sem dúvida, uma dessas actividades. 
A banca é demasiado decisiva para o país e o desenvolvimento harmonioso de todas as suas actividades económicas e empresariais, da vida das pessoas que a ela recorre para se financiar, etc... para ficar nas mãos de gente que tem revelado não ser mais do que um bando de gananciosos, para não falar dos que já se revelaram como vulgares ladrões.

Por isso, a pergunta que ia fazer antes, sobre como é que esta pouca vergonha poderá ter um fim, não faz muito sentido, já que tenho a resposta/proposta debaixo da língua.

Mesmo assim... para quando?

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Grandes ditados populares






A Sal, do blogue “Mar sem Sal”, saiu-se com um achado muito interessante, motivado pela estranheza que lhe provocou o súbito “amor” que Manuela Ferreira Leite demonstra pelos trabalhadores, os seus postos de trabalho e sobretudo, as Pequenas e Médias Empresas.

No recente “manifesto” que Ferreira Leite bolçou para a comunicação social, contendo uma série de medidas para salvar a nossa economia, a dirigente do PSD apresenta-se, entre várias outras ficções, como a grande amiga das PME e dos seus trabalhadores e o seu partido como o paladino das ditas, defensor dos seus direitos, tendo desde sempre tomado para si as dores que afligem esse importantíssimo sector da nossa economia.

Tudo seria muito convincente se ninguém soubesse quantos anos esteve o PSD nos vários governos desde há mais de trinta anos, quantos anos esteve a própria Dona Manuela nesses governos e de como se comportaram em relação às PME, aos seus trabalhadores e no geral, ao país.

Para que não restassem dúvidas (e aqui entra o tal achado) a Sal foi dar uma espreitadela às páginas oficiais, na net, tanto do PSD, como do PCP, para ver que tipo de presença nessas páginas e na vida dos respectivos partidos, tinham as tomadas de posição, opiniões ou propostas apresentadas, que tivessem que ver com a vida e a resolução de problemas desses muitos milhares de cidadãos. O resultado é o que seria de esperar, mas chega a ser chocante a desproporção dos números. Enquanto no site do PCP as referências e textos são larguíssimas dezenas, preenchendo várias páginas, no site do PSD os resultados obtidos com a mesma busca à sigla “PME” é de... 7 entradas!

E assim fica demonstrado o enorme interesse e esmagador volume de textos e trabalho desenvolvido pelo PSD de Dona Manuela Ferreira Leite em prol das Pequenas e Médias Empresas. Pode ser tomado apenas como uma "curiosidade", mas convenhamos, bastante sintomática.

E assim fica, igualmente, demonstrado, quanta razão tem o nosso povo em tantos dos seus fantásticos ditados populares, particularmente neste, tão conhecido:

“Em casa da Ferreira, cara de pau!” (ou algo parecido...)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Trejeitos do passado (2)




Hoje, a patética denúncia típica de um “pobre” militante do PS mais zeloso, que teve como consequência, uma indigente decisão do Tribunal de Torres Vedras sobre uma Sátira não mais que brejeira, mas sobre um assunto sagrado, o “Magalhães”, estão escarrapachadas por toda a parte.

Foi uma espécie de jackpot que saiu à organização daquele famoso festejo carnavalesco. Se tudo não passasse de uma encenação, com um mascarado de “o fascista da terra” a fazer de bufo e outro folião mascarado de “juíza tonta” a assinar a proibição, não teriam conseguido nem um décimo da propaganda gratuita que assim tiveram nos jornais e canais de televisão.
Ao contrário, o secreto defensor de Sócrates, do "Magalhães" e dos bons costumes, conseguiu, sem querer, um gigantesco comício contra a idiotia... e o Governo.

Citando uma frase ouvida há pouco na televisão, enquanto bebia uma bica no café da esquina, dita por João Braga (nunca pensei vir a citar João Braga...), “Não há nada pior do que uma democracia sem democratas!”

De qualquer modo, este blogue é de “serviço público” e nesse sentido, o importante é encontrar soluções para o problema.

Está assim aberta a campanha para a oferta de um novo “Magalhães” ao Carnaval de Torres Vedras, mas desta vez, com imagens como deve “de” ser. À esquerda a Senhora das Candeias que lhe “alumeia” o caminho, à direita a Senhora de Fátima, que lhe revela “bué da” segredos... e ao centro o nosso Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho, com um ar muito consolado, “alumiado” e segredado, pelas duas Senhoras. Sempre quero ver alguém a proibir este!

Como o computador não vale nada, perdão... tem um preço muito acessível, em menos de um “ai!” já teremos reunido o dinheiro.

Obrigado!

Actualização: Pronto, pronto... já passou! A Senhora Procuradora-Adjunta do MP de Torres Vedras, já deixa desfilar o "Magalhães" mais atrevido. Foi só uma "partida". Afinal os Senhores e Senhoras Procuradoras do Ministério Público também têm o direito de se divertirem... ou não?