domingo, 22 de fevereiro de 2009

Ladrões









Os bancos estão a conseguir lucros apenas... fantásticos. Um pouco abaixo, portanto, dos lucros fabulosos de há apenas algum tempo. Como diria o não menos fabuloso Rui Santos, “ai, ai, ai, ai, ai, ai, que isto assim não pode ser!” e ultrapassada a fase em que ganiam como cãezinhos, para conseguir os milhões de apoios do Estado, voltaram a sentir-se banqueiros e a achar natural que a melhor maneira de atacar a crise seja despedir umas boas centenas de trabalhadores.

O Domingo não é um bom dia para “cometer”, nem por pensamentos, os comentários que os nossos banqueiros me inspiram, mas na realidade eu sou suspeito, já que pertenço ao grupo de malucos que acredita haver uma quantidade de actividades que não são negócios, que juntamente com outras que não podem ser encaradas como apenas negócios, não deviam de todo estar ao alcance das manápulas dos privados, interessados apenas em criar riqueza, sim, mas a sua... e que a banca é, sem dúvida, uma dessas actividades. 
A banca é demasiado decisiva para o país e o desenvolvimento harmonioso de todas as suas actividades económicas e empresariais, da vida das pessoas que a ela recorre para se financiar, etc... para ficar nas mãos de gente que tem revelado não ser mais do que um bando de gananciosos, para não falar dos que já se revelaram como vulgares ladrões.

Por isso, a pergunta que ia fazer antes, sobre como é que esta pouca vergonha poderá ter um fim, não faz muito sentido, já que tenho a resposta/proposta debaixo da língua.

Mesmo assim... para quando?

9 comentários:

salvoconduto disse...

O mais depressa possível, que isto está podre!

Antuã disse...

Ontem já era tarde.

Maria disse...

Só quando houver coragem poítica para o fazer... e não será com estes gajos, pois...

Abreijos

do Zambujal disse...

... o que Jean Ziegler chamava, há mais de 10 anos, banditismo bancário...
Um abraço

duarte disse...

Quando o povo deixar de se resignar, e passar a revoltar-se...
Quando o trabalho de intervenção e informação , junto dos nossos vizinhos , fôr feito com acutilancia e determinação...
Ou então quando já nada mais houver,senão terra queimada!
Tenho fé que o nosso povo português acorde, e , passe a ser politicamente consciente, mas para isso acontecer , cabe a todos esclarecidos , denunciar esclarecendo na rua ,nos tascos,no trabalho(sem medo do patrão),nas igrejas(com a benção de deus), nas músicas , nas peças de teatro , enfim lutar com unhas e dentes ,e nunca se conformar.
A revolução é pra já.
abraço do vale.

Fernando Samuel disse...

Eles abancaram aqui e vai demorar algum tempo desabancá-los...

Um abraço.

Nocturna disse...

É preciso correr rapidamente com toda esta gentinha.
O povo português, interiorizou que só há neste país dois partidos que devem ir alternando o governo.
Deu no que deu e está à vista.
Continuo a gritar: acordem portugueses,2009 é ano de eleições !!
Um abraço nocturno.

filipe disse...

O prazo é indeterminado.
Já o mesmo não devemos dizer quanto ao que temos para fazer. Neste caso, tem de ser bem determinado.
E, para não ir mais adiante, no 13/3 tem de ser com muita determinação! Saudações.

samuel disse...

Salvoconduto:
E cheira como tal.

Antuã:
Donde, não há tempo a perder.

Maria:
Com estes? Ah, pois não!...

Do Zambujal:
E chamava o senhor Ziegler muito bem...

Duarte:
Talvez não seja preciso chegar à fase da terra queimada. Queimando antes disso alguns tipos, acho que se pode salvar a Terra.

Fernando Samuel:
Desde que seja apenas o estritamente necessário...

Nocturna:
Continuo a não conseguir ouvir falar de “alternância” sem me lembrar logo de casas com bebidas maradas caríssimas, emigrantes clandestinas infelizes a contrastar com burgessos com ar consolado... cujas mulheres, em casa têm a vida feita num caco. O “centrão” é bem isso: uma casa de alterne!

Filipe:
Lá estaremos!

Abreijos colectivos!