sábado, 14 de março de 2009

Prémios, prémios...



Talvez embalados pela aproximação da Primavera, os prémios blogosféricos começam a chegar em verdadeiras revoadas.

Pela mão do “O Espírito do Tai Chi” e do “Outros Olhares” (não, não me tinha esquecido!), já há alguns dias e nos últimos dois dia, pela mão da “BlueVelvet” e do “O Cheiro da Ilha”, chegou-me aqui esta mão cheia de "incentivos", alguns dos quais em duplicado, daí que nem especifique de onde veio cada um.

Obrigado pela simpatia!

Os visitantes habituais já conhecem os cantos à casa e sabem, portanto, que todos estes prémios são também vossos. Sirvam-se. E para acompanhar bebe-se o quê?

CGTP - Mais de 200.000 na rua







Desde há umas tantas manifestações para cá, principalmente as muito grandes, algumas mesmo, gigantescas, por estranho que possa parecer, as autoridades policiais deixaram de contestar o número de participantes... só que também não os confirmam!

Vindo de forças policiais sempre tão prontas a dar como “oficiais” números de participantes em manifestações de menor dimensão ou greves, disparatadamente inferiores aos que as organizações reivindicam, que diabo se passará com estas recentes mega manifestações?

Será que é mais fácil “martelar” os números de eventos que não dão tanto nas vistas, ou que é mesmo impossível “ver”, quando se trata, por exemplo, de greves nacionais?

Será que a partir de “certas e determinadas” quantidades, as autoridades já não conseguem contar mais pelos dedos?

Será que têm ordens "superiores" para não admitirem oficialmente que estiveram mais de 200.000 pessoas na rua?

Tantas perguntas...

Macacos "sábios"



Mais uma vez recorro a uma imagem dos célebres 3 macacos “sábios”, que não ouvem, não vêem e não falam, desta vez para dizer que um governo que a cada intervenção de um deputado da oposição parlamentar, entrevista ou artigo de opinião contra a sua política, mudasse de rumo, serviria de muito pouco, ou mesmo nada, ao país.

Em contrapartida, para que diabo serve um governo que, num patético exagero de teimosia, autismo, arrogância e tiques de autoritarismo, não ouve ninguém, não vê ninguém, não fala com ninguém?

O lamentável cromo em que se tornou o ministro Vieira da Silva, foi o primeiro a vir “desvalorizar” a manifestação da CGTP, tendo como único comentário à sua extraordinária dimensão... a convicção de que “o seu Código do Trabalho é melhor para os trabalhadores, a sua prioridade é o emprego e que não existem alternativas para as políticas do governo”.

Outros se somarão a este verdadeiro refrão de “cantigueca pimba” em que se transformaram as réplicas do governo deste PS.

A manifestação foi um mar de gente, um mar de empenho numa vida melhor, um mar de vontade de lutar por ela! A manifestação foi impressionante!

Sócrates não tardará a vir afirmar que não se deixa impressionar por manifestações.

Felizmente, há meios para lhes varrer a arrogância das ventas. Uma delas, a mais pacífica e ao alcance de todos, é nas urnas de voto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Assim como que uma espécie de sondagem









Uma única coisa joga, neste momento, a favor de Manuel Alegre, o facto de aqueles que dentro do PS o ofendem publicamente e não escondem que gostariam de o expulsar do partido, serem criaturas tão equívocas como a nódoa José Lello ou o caceteiro Carlos Candal.

Porque não o deixam em paz, para que ele possa, como alguém disse com graça, às segundas, quartas e sextas ser da situação, às terças e quintas ser revolucionário e estar com os pobres e o povo... e aos sábados e domingos ir caçar e pescar com os seus amigos ricos e monárquicos?

De qualquer maneira, quem como eu, já esteja farto até à medula óssea, desta novela dos amuos do deputado que é, mas não sabe se vai ser, a menos que falem com ele, e se demarquem disto, ou lhe puxem o lustro àquilo, ou lhe peçam muito, e agarrem-me senão eu vou embora, et cetera, et cetera, até à náusea... ponha o dedo no ar!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Vozes ao alto, vozes ao alto...



O Coro da Academia dos Amadores de Música, durante décadas conhecido simplesmente como o Coro do Lopes Graça, foi sempre um enorme gerador de emoções e de coragem. As suas “Canções Heróicas”, apontadas tanto ao nosso pensamento como ao coração, fizeram mais pela ideia de Abril, antes ou depois de este ter acontecido, do que muitos discursos. Um “Acordai”, uma “Ronda”, “Livre”, “Não fiques para trás ó companheiro”, foram e são um combustível que faz avançar, não desistir e têm um lugar especial em cada uma das nossas memórias.

Se ela estivesse na fotografia de cima, seria ainda uma menina. Na segunda imagem, muito mais recente, em que o coro é dirigido pelo “discípulo” do Lopes Graça, José Robert, era já uma “veterana” do grupo (a quinta a contar da esquerda).

Voz doce, solista de muitos dos poucos solos que havia para cantar, longos cabelos lisos cujo negro brilhante foi registando o passar dos anos, em volta de um rosto redondo onde o sorriso era o centro de tudo.

Foi sempre o mais caloroso abraço de boas vindas de todas as vezes que as minhas canções se cruzaram com o “seu” coro... e foram muitas.

Era a Celeste Amorim. Deixou-nos há poucas horas. Para a família, amigos e companheiros do Coro do Lopes Graça, um forte abraço!


Contra a mentira





Não é a primeira vez que elementos do partido comandado à rédea curta pelo escroque José Sócrates, acusam quem se lhes opõe, de “ficar satisfeito com o agravar da crise e das condições de vida dos portugueses”. Dizem que isso é fazer demagogia à custa das dificuldades reais dos cidadãos.

Gostaria de, em primeiro lugar, deixar claro que “escroque”, segundo o dicionário que tenho aqui ao alcance de um click, quer dizer “indivíduo que se apodera de bens alheios por meios fraudulentos (por exemplo, votos); vigarista; trapaceiro”. Acho, na minha livre e legítima opinião, que este é um bom perfil do homem que uma verdadeira fatalidade colocou como primeiro ministro de Portugal.

Gostaria ainda, no caso de haver na bancada do PS algumas pessoas realmente bem intencionadas, que esses tivessem nem que fosse por um breve momento a noção, não só do asco que provoca a continuada e gigantesca fraude que os levou ao poder e lá os mantém, essa sim, demagogia feita à custa das virtuais, repetidamente prometidas e desavergonhadamente anunciadas “facilidades” para os cidadãos, assim como da destruição que essa mistificação tem provocado no país, no ânimo dos portugueses e no sempre frágil tecido da confiança entre cidadãos e instituições.

Temo que o descrédito, a desconfiança em relação à política e, no limite, à própria democracia, venham a ter uma vida mais longa do que a crise financeira e económica.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O pior p'ró "anão" é ter um irmão maior ***



Estou certo de que deve existir uma razão para que sempre que vejo essa grande figura de banda desenhada, o “economítico” Medina Carreira, estreloiçando as suas tão construtivas opiniões, na televisão, me venha imediatamente à cabeça a figura do “Anão Zangado” e fique à espera de que apareçam os restantes seis anões e com um bocado de sorte, a Branca de Neve e...

Eu sei, eu sei... o homem não é anão. Mas é assim...

*** José Mário Branco - "O papão do anão", do album "Resistir é vencer".