
Preparem-se umas instalações de luxo (um bom palacete, por exemplo), recheie-se com todos os produtos de primeira qualidade que se imponham (bibliotecas, ginásios, computadores, etc), polvilhe-se de professores escolhidos a dedo, saque-se bastante dinheiro ao Estado (esse demónio!), saque-se outro tanto (ou mais) aos endinheirados pais dos candidatos a estudantes, enfeite-se com alguns (de preferência poucos) dos tais estudantes rigorosamente seleccionados (comportamento, empenho, classe social, etc), regue-se fartamente com religião (de preferência católica), uma rígida disciplina e a coisa "dá-se" por si.
Você acaba de obter uma típica escola privada de excelência, capaz de figurar sem esforço no top ten do ranking das escolas.
O que me parece extraordinário é que haja gente que pense que isto é uma verdadeira proeza. Sobretudo, uma proeza que lhes dá o direito a denegrir o ensino público.
Como o que tenho visto, ouvido e lido desta gente, não me leva a crer que se trate de imbecis ou débeis mentais, embora os argumentos por vezes pareçam, só podem estar de má-fé.
É muito feio!
Claro que também há quem ao contrário de mim, escreva seriamente sobre o assunto, como
Pedro Lomba, no DN.