domingo, 6 de abril de 2008

E que tal abrir os olhos?





No meio da ressaca em que passei parte do Sábado em resultado da deliciosa noitada musical e de memórias que passámos no Coliseu de Sexta para Sábado, pousaram-se-me os olhos, que embora a necessitar de assistência ainda "acham" umas coisas aqui e ali, numa notícia que nos fala de uma iniciativa do Hospital do Barreiro.
Confrontado com uma lista de espera que se mostrava renitente (como sempre) em diminuir, com cerca de 600 doentes esperando por uma cirurgia aos olhos e com a "dificuldade" revelada pelos 7 médicos especialistas da casa em ultrapassar as cerca de 50 cirurgias num ano cada um, o hospital decidiu contratar um especialista espanhol que veio com a sua pequena equipa, alguns aparelhos que não temos cá e em 6 dias levou a cabo 234 cirurgias. Acresce ainda que os custos destas cirurgias é menor do que os custos "normais" do nosso sistema.
Como já tinha acontecido com a ida a Cuba de doentes da zona de Vila Real de Santo António, para serem operados com sucesso por equipas de cirurgiões do "terceiro mundo", segundo a simpática classificação do seu "colega" português e Bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, figurinha algo pedestre e irrelevante, ao contrário do outro Pedro Nunes que tivemos e que era uma figura de dimensão mundial, o que fazem, a "Ordem" e alguma classe médica portuguesa? Felicitam a Câmara Municipal de VRSA ou o Hospital do Barreiro? Ficam corados de vergonha? Reagem, tentando melhorar os métodos de trabalho? Não!
Ficam indignados!!!
Também eu... só que por outros motivos. Aliás, nem sei que diga sobre o assunto, já que me parece que uma notícia destas se comenta a si própria.

sábado, 5 de abril de 2008

Vozes de Abril


(Maria Helena Vieira da Silva - 1908-1992)

Agora que já me consigo mexer um bocadinho melhor, depois da maratona de ontem no Coliseu onde entrei às duas da tarde e de onde saí às quatro da madrugada (isto não se faz a pessoas idosas como eu...), sempre vos digo que foi uma noite muito, muito especial. Espero que a gravação que a RTP1 vai emitir no próximo dia 25 de Abril faça justiça ao que ali se passou.
Como podem perceber pela "extensão" do espectáculo, esteve lá um mundo de gente a participar.
Praticamente tudo correu muito bem e o que não correu, foi apenas por questões técnicas, rapidamente solucionadas.
A orquestra residente (e vozes do coro) foi de uma resistência notável, dirigida pelo Carlos Alberto Moniz, que diga-se, fez um excelente trabalho.
Quem "faltou" ao serão e nem estava no programa, foi por razões pessoais perfeitamente legítimas, ou de trabalho. Os que "faltaram" estando anunciados, nomeadamente Manuel Alegre e Raul Solnado, foram impedidos estar connosco pelos corações que já lidam mal com aquele tipo de comoção.
De qualquer modo, todos os ausentes foram lembrados, ou em gravações de vídeo projectadas para a sala, ou cantados por alguns dos presentes.
Aqui, fica bem uma palavra para o grande trabalho de pesquisa que deu origem ao guião do espectáculo, principalmente da responsabilidade do José Jorge Letria e do próprio Júlio Isidro.
A cantiga do "Grupo Outubro" cantada pela Maria do Amparo e a filha, Lúcia Moniz, além de ser uma ternura, foi no mínimo a prova de que ainda é possível e necessário fazer pontes, mas as que verdadeiramente interessam, pontes entre gerações, entre o passado e o futuro.
Quanto à minha participação, só posso dizer que gostei muito de fazer o que fiz! Agora de como o fiz... não sei, não vi, praticamente "não estava lá". Estive durante quatro minutos e meio a "bater" umas cervejas e dar dois dedos de conversa com um amigo "grande" e bom, um tal de Adriano Correia de Oliveira, uma voz de Abril.

Nota: Quando abracei Vasco Lourenço e Otelo, comprometi-me a participar na festa dos 50 anos da Associação 25 de Abril. Até lá!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Hoje é mais pontes!







Todas estas pontes ficariam muito bem a ligar Chelas e o Barreiro. Umas porque sim, outras pelo design, outras pela cor, outras pelos arranjos paisagísticos dos terrenos circundantes, e tal...
Reconheço que terá que ser um pouco mais comprida e resistente, mas isso agora não interessa nada e acho muito bem que a bendita ponte se construa. 
O que me faz escrever sobre a nova travessia do tejo é o enigmático comentário que José Sócrates produziu sobre a dita. E tal... é bom para a economia da região, para servir o novo aeroporto e zás! o enigma, "uma boa notícia para todos os portugueses e para a melhoria da sua qualidade de vida"
Das duas uma. Ou todos os portugueses vêm viver para Lisboa e Barreiro, Alcochete e etc, ou então o senhor Primeiro Ministro estava na galhofa com o pessoal de Trás-os-Montes ou da Serra Algarvia, que estão numa algazarra até esta hora a tentar saber uns pelos outros, o que raio é que vai mudar na sua "qualidade de vida" com uma nova ponte sobre o Tejo.
Mas pronto... desta vez deve ter sido apenas o entusiasmo e a adrenalina da "obra".

quinta-feira, 3 de abril de 2008

E depois lá terá o seu lugarzinho, Sr. Ministro!...





E vai mais um!


Embora cheio de excelentes ideias de adjectivos óptimos para classificar esta coisa já recorrente e cansativa, confesso que começam a faltar-me palavras suficientemente "decentes" para veicular essas ideias sem ofender os meus leitores, pessoas de "sensibilidade apurada" e muito acima destas nojeiras.
Mas ainda há paciência para isto?!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Intermitente


(Imagem de Vital Moreira, ainda "vivo")

Eu gostava de o ignorar, mas o professor não ajuda!... 
Nos últimos tempos, Vital Moreira tem vindo a intercalar a actividade de jurista e professor, com uma qualidade que eu não posso aferir mas que pelo menos chega para o manter empregado na Universidade de Coimbra, com momentos no mínimo "menos conseguidos". Como que uma espécie de intermitência cerebral.
Com o asseio intelectual a que já nos habituou, Vital duvida que a maioria dos 100.000 fossem de facto professores, ou então, desses 100.000, só uma pequena parte esteve disposta a assinar o tal abaixo-assinado.
Embora contra os meus elevados standards de educação, sempre digo que me parece um post pateta e um bocado porquito.
Só para mostrar que se quisesse também seria capaz de escrever uma coisa igualmente manhosa, rasteira, pateta e porquita, pergunto ao grande professor:
Ó grande professor. O Partido Socialista teve dois milhões e meio de votos nas últimas eleições. Certo? O Partido Socialista fez há pouco tempo um "grande" comício de apoio ao Governo de José Sócrates (peço desculpa por ter falado do governo e de Sócrates assim sem avisar... pronto já está de pé? Continuando...) onde marcaram presença para aí 6.000 entusiásticos militantes. Certo?
Os 2.500.000 eram tudo menos socialistas ou simpatizantes do PS, ou então como diabo é que perderam tanta gente que já só conseguem arranjar seis mil para assinar, perdão, participar num comício? Poderá, tal como exige aos sindicatos, esclarecer a enorme diferença?
Viu, grande professor, como é tão simples imitar uma estupidez? Quase toda a gente consegue...
O senhor também estava a "imitar", verdade?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Por uma vez...



Depois de muito hesitar desde a passagem da meia-noite, decidi colocar de parte, embora só por um dia, as minhas "diferenças" com o Engenheiro José Sócrates e fazer um post felicitando-o.
Afinal, não há muitos Primeiros Ministros que se possam gabar de terem o "seu dia" no calendário!...
Caro Eng. José Sócrates,
Feliz dia 1 de Abril!

Adenda: Como toda a gente (menos eu) deve ter reparado, até há minutos esteve escrito neste post, na primeira linha, "exitado" em vez de "hesitado". É o normal comigo, que sou distraído, disléxico e burro, em percentagens que ainda não estabeleci. Felizmente a Justine do "Quartetodealexandria", chamou-me a atenção para o facto. O erro está corrigido.
De qualquer maneira, esta adenda não é para falar do erro, mas sim do facto de a Justine me ter alertado para ele via mail. As pessoas assim são bonitas, não são?
E é tudo, obrigado. Errar é o mano! :)

Grande mistério!




Quanto será preciso beber para um dirigente histórico do Partido Socialista produzir as fantásticas declarações que o Dr. Jaime Gama fez na Madeira?
Pondo de parte, evidentemente, esta piada da bebida e o conceito perfeitamente idiota segundo o qual as figuras públicas podem estar aqui "enquanto isto" e amanhã estar acolá "enquanto aquilo" e que isso justifica que entre o "aqui" e o "acolá" possam afirmar coisas completamente contraditórias, que raio se terá passado realmente na cabeça de Jaime Gama?
Não via o Dr. Menezes tão feliz há já algum tempo...