segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Alberto João Jardim



Segundo as notícias, o inenarrável Alberto João Jardim mascarou-se de Vasco da Gama e, entre copos, tambores, pernas e mamocas ao léu, declarou “solenemente” que ia à procura de Portugal.

Pena, que não se tenha mascarado de Dr. Miguel Bombarda e ido “solenemente” à procura do seu quarto no hospital...

A equipa médica está a ficar muito preocupada pois desde que abandonou as instalações já faltou a vários tratamentos, nomeadamente de alcoologia e de hiperactividade, que são os que toda a gente conhece... os restantes estão protegidos pelo sigilo médico.

Exigência de ruptura - Oh, não, outra vez...



Num zapping por vários jornais online, passei pelo “Jornal Avante!” e dei com este título: «Exigência de ruptura» – PCP analisa dez anos de política de direita. Trata-se do título de um documento extenso, primeiro resultado visível de um seminário promovido por aquele partido, onde se dissecaram as políticas de direita que nos trouxeram até ao ponto em que nos encontramos, apontando causas para essas políticas e, como é costume dos comunistas, propondo «outros caminhos» que, segundo o seu entendimento, são melhores para «um Portugal mais justo, solidário e desenvolvido». É, decididamente, um documento a ler.

Se no nosso país as redacções dos jornais e telejornais não estivesse de gatas perante o poder económico que na realidade controla as suas linhas editoriais, este seminário teria sido seguido em termos noticiosos, as suas conclusões divulgadas e alguns dos participantes, numa altura em que o país tanto precisa de contributos que abram horizontes de opções políticas futuras, teriam sido entrevistados em vários órgãos de comunicação para expor as suas teses. Só dessa forma os cidadãos interessados na nossa realidade, independentemente de serem militantes comunistas, simpatizantes, adversários ou inimigos, poderão ter opiniões informadas e correctamente formadas sobre essas conclusões e propostas.

Claro que isso é o que fariam os jornais decentes, com jornalistas livres. Claro que isso é o que fariam os cidadãos interessados. No meu caso, como não passo de um palerma, prendo-me sempre pelos pormenores... e fico a contar as horas e os dias até vir um “génio” da candidatura de Paulo Rangel a líder do PPD-PSD, com o seu programa de “ruptura”, dizer que os comunistas lhes surripiaram o “conceito”, como já antes tinham espoliado o pobre Obama, com o «Sim, é possível!»... e tal como então, não vai adiantar nada esclarecer até à exaustão há quanto tempo andam os comunistas portugueses a propor e exigir em discursos e documentos vários uma verdadeira política de ruptura.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Viva José Sócrates! – Quem?!...



Anda bem o Partido Socialista ao demarcar-se da patética tentativa de convocar, por SMS, uma “grandiosa” manifestação de apoio a José Sócrates. Os misteriosos promotores da manifestação de desagravo ao “chefe” não fazem a coisa por menos: querem encher a Alameda da Fonte Luminosa, em Lisboa... e assim esmagarem as “aleivosias”, “campanhas negras” e outras coisas ainda mais sinistras, de que o Primeiro Ministro é alvo, sem que, evidentemente, tenha feito seja o que for para o merecer...

Repito que anda bem o PS ao dizer que não tem nada que ver com a iniciativa, pois esta não pode ser mais do que um grande fiasco, por três razões principais:

1. Nunca encheriam a Alameda. Esse nível de mobilização do PS está lá bem longe na História, perdido no tempo em que o demagogo traidor do 25 de Abril, Mário Soares, agitava por todo o lado, incluindo a famosa Alameda, a bandeira do papão comunista, ajudado e financiado pela CIA.

2. Mesmo que apareçam muitos apoiantes, todo o país percebe que uma grande parte será gente do tipo fiel/bóbi, do nível de alguns que aqui vêm insultar-me (e aos comentadores) sempre que se toca num cabelo de Sócrates.

3. O mais certo é ser um flop, o que constituiria uma vergonha insuportável mais, a somar às outras que andam há tanto tempo a amarfanhar a imagem de “socialista democrático, popular e moderno” que o ex jovem do PPD e Secretário Geral do PS tanto queria ostentar.

Andarão ainda melhor se (como parece já estar a acontecer) começarem discretamente a gizar um bom plano para se livrarem dele, no caso de pelo menos alguma parte do que está a sair nos jornais (o que será mais do que suficiente) vir a revelar-se verdadeiro.

Se fosse possível!...


(Imagem surrupiada ao "Jumento")

Inspirado num comentário de uma amiga num blogue, ainda pensei organizar uma petição online para que este nosso “carnaval”, ruidoso, gigantesco, desavergonhado, porco, em que os mais variados fantoches e caricaturas de gente tomaram de assalto a nossa vida política e económica... acabasse realmente na quarta feira.

Só que isto não vai lá com petições!...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Alvo errado






Esta é apenas mais uma entre as catadupas de notícias que, ao longo de décadas, nos têm dado conta do estado do nosso Produto Interno Bruto. Recuos, avanços milimétricos, estagnação, mais estagnação, recuos...

Perante uma tão indisfarçável e reiterada incompetência revelada ao longo de tantos anos por parte dos responsáveis pela nossa economia, juro que não entendo porque é que se insiste em continuar a chamar “bruto” exactamente ao coitado do Produto Interno... que não tem culpa nenhuma.

Unicórnio azul



Caminhando pela alameda das velhas árvores, trespassado de frio, senti no chão o vibrar de um trote fugidio... o som de uma respiração pesada. Olhei para trás ainda a tempo de ver de raspão um cavalo feito de névoa... ou, quem sabe?... seria o unicórnio azul...

Talvez seja apenas o meu grande cansaço de ver e ouvir o lixo que escorre das rádios, televisões e jornais.

Unicórnio azul
(Sílvio Rodriguez)

Mi unicornio azul ayer se me perdió,
pastando lo deje y desapareció.
Cualquier información bien la voy a pagar.
Las flores que dejó
no me han querido hablar.

Mi unicornio azul
ayer se me perdió,
no sé si se me fue,
no sé si extravió,
y yo no tengo más
que un unicornio azul.
Si alguien sabe de él,
le ruego información,
cien mil o un millón
yo pagaré.
Mi unicornio azul
se me ha perdido ayer,
se fue.


Mi unicornio y yo
hicimos amistad,
un poco con amor,
un poco con verdad.
Con su cuerno de añil
pescaba una canción,
saberla compartir
era su vocación.

Mi unicornio azul
ayer se me perdió,
y puede parecer
acaso una obsesión,
pero no tengo más
que un unicornio azul
y aunque tuviera dos
yo solo quiero aquel.
Cualquier información
la pagaré.
Mi unicornio azul
se me ha perdido ayer,
se fue.

“Unicórnio azul” – Sílvio Rodriguez
(Sílvio Rodriguez)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Rir faz bem



Eu sei. Eu sei que olhando para a cara ninguém suspeita, mas a verdade é que este deputado é um comediante de mão cheia. Chama-se Afonso Candal e sim, é filho do histórico Carlos Candal, de Aveiro.

O nosso jovem Afonso Candal resolveu discursar longamente e de improviso, na Assembleia da República e no final da discussão do Orçamento, sobre as incontáveis maravilhas da governação “socialista”. A coisa foi avançando, entre sorrisos daqui, bocejos dacolá... até que alguém reparou que a doutora Manuela Ferreira Leite já ria a bom rir, sem o conseguir esconder, chegando mesmo a chorar de tanto rir. Claro que uma coisa destas é altamente contagiosa e não tardou a alastrar para alguns dos seus companheiros e companheiras de partido e logo depois para todos os outros grupos parlamentares.

Dir-se-á que fazer Manuela Ferreira Leite chorar a rir e conseguir mesmo um “consenso” de toda a oposição... é obra. É... mas também é verdade que, numa altura destas, durante um sermão laudatório sobre o governo, na passagem em que falava das energias renováveis, resolver enaltecer o “grande potencial do Sol... é um toque de génio.

É nestes pequenos pormenores que se revelam os grandes comediantes.