quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Procura-se peça...





Que peça estará a faltar a Vital Moreira?
Do alto do seu blog sem comentários, insultou em público os sindicatos da FENPROF, chamando-lhes "forças de comandos" para "operações especiais" ao serviço do Partido".

Agora vem queixar-se, embora em tom de gozo mal-criado, que (em privado) lhe inundaram o e-mail com "insultos".
Para quem está constantemente a pedinchar "mais coerência, sff", ou "mais seriedade, sff", ou "mais honestidade, sff", é no mínimo estranho.
Isto, a acreditar no que diz...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Voltando a falar de pessoas





Há dias na caixa de comentários do Anónimo do Séc.XXI, depois de uma troca de piadas em que entravam cartas, acabou por aparecer um nome que me lembra esta história:


Há já muitos anos (1977), era eu ainda um feliz elemento do grupo de teatro A Barraca, estávamos no início dos trabalhos para criar a peça “A Barraca conta Tiradentes”, dos autores brasileiros Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.O encenador era o próprio Augusto Boal. 

Uma tarde, estávamos a trabalhar, ainda em casa do encenador, quando chegou uma carta de um seu amigo do Brasil. Vinha na forma de uma cassette de áudio com uma música que imediatamente nos ficou no ouvido, para além da comoção que provocou, pelo conteúdo e o "ambiente" em que se vivia, cá e lá.

Contava várias coisas de um país ainda em ditadura “a coisa aqui tá preta”, mandava “um beijo na Cecília (companheira do Boal), na família, nas  crianças”, informava que “o Francis (Francis Hime, autor da música) aproveita p’ra também mandar lembranças” e terminava, “a todo o pessoal, adeus”.

Era o Chico Buarque. O disco “Meus caros amigos” saíu pouco depois e esta cantiga, “Meu caro amigo”, lá está na faixa 10.

São pequenas histórias como esta que ficam para sempre a iluminar o nosso passado!

Mas não se fiquem pela leitura... ouçam e vejam a cantiga no video que se segue, com o autor da música sentado ao piano e o Chico em grande forma.


terça-feira, 9 de outubro de 2007

Para que serve um alberto gonçalves



depois de pronto? Para nada!

Mas indo ao que interessa... o que é um alberto gonçalves?
As pessoas bem educadas dizem que é um indivíduo que, vá-se lá saber por que raio, escreve crónicas em jornais. Eu não diria tanto!
Reparei por várias vezes nas ditas crónicas, então no Correio da Manhã, onde o misterioso ser costumava vomitar as suas ideias, saídas do que se convencionou chamar o seu cérebro. Como o CM era o único jornal disponível no café aqui da esquina, a solução foi ir evitando os escritos do "artista", como quem anda aos zig-zagues no passeio, a evitar as bostas dos cães.
Um belo dia, talvez "derivado" a alguma inspecção da ASAE, pensei eu, o tipo desapareceu...
Vim logo a saber a razão. O Diário de Notícias tinha descido tanto que finalmente estava ao nível de alberto gonçalves... e aí está ele! Ao contário do CM, onde tinha uma colunazita, agora no DN, pelo menos neste número, teve direito a cerca de um hectare de jornal, que se encarregou de estrumar diligentemente.
As pérolas são várias. 
Numa, Carvalho da Silva ganha o título de "inimigo do povo", noutra, para "arrazar" o Zip-Zip e os que acham que foi um marco na nossa televisão, antes de 25 de Abril, diz que o programa apenas promoveu "baladeiros analfabetos", provando uma de 3 coisas:

1. Do Zip-Zip só conhece a rábula (excelente) do "baladeiro" feita pelo Raúl Solnado e logo, fala do que não viu.
2. Viu o Zip-Zip e acha realmente que Francisco Fanhais (à época sacerdote da Igreja Católica), Manuel Freire (actualmente Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores), José Barata Moura, até Maio do ano passado, Reitor da Universidade de Lisboa), só para apontar 3, são analbabetos.
3. É apenas um perfeito imbecil.

Para acabar em beleza, alberto gonçalves decide, também ele, dissertar sobre Ernesto Che Guevara, começando com o primor "o homem que livrou o mundo de Che Guevara...". 

Se alguém tiver curiosidade em conhecer na íntegra este texto sobre o Che e não se importar de remecher em esterco, clique na imagem do artigo e este (espero), fica grande e legível.

Alguns amigos a quem mostrei isto, queriam ficar aqui a rir do pequeno e ridículo fascistóide, mas para isso tínhamos que ir alugar cadeiras, pois a coisa era capaz de ser demorada...

40 anos



Foi há já 40 anos que "nasceu" este Che Guevara

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

E tenham muito juizinho!



Quando a polícia, de véspera, já visita sedes de sindicatos nas localidades onde se desloca o Primeiro Ministro, para fazer perguntas sobre o que vão fazer e "dar-lhes uns conselhos", quem é que ainda se escandaliza muito quando se fala em "tiques fascizantes?"
Quando é que vão começar a preocupar-se? Como no texto de Brecht? Só quando forem bater, finalmente, à sua porta?
Felizmente, não chegaremos a isso. Mas que o espectáculo triste da arrogância deste governo "socialista" irrita como o raio que o parta, lá isso irrita!

domingo, 7 de outubro de 2007

Assim se (re)faz a História...




O tão aplaudido vídeo de um jovem meio "apalermado", zurzindo no ensino burguês, que era anti operário, o que punha operários contra estudantes e estudantes contra operários e vice-versa, desapareceu assaz convenientemente do Youtube.
Não valia a pena o esforço, pois embora tenha havido uma ou outra pessoa para quem este vídeo foi uma verdadeira descoberta, a esmagadora maioria dos que nos rimos imenso com o dito, já conhecíamos Barroso há muitos anos e durante todos eles, sempre nos fomos rindo do "pobre camarada Abel" e do contorcionismo que foi fazendo ao longo da vida para ser alguém um pouco menos ridículo que aquela "anedota" do vídeo. 
Aceitam-se sugestões para se perceber quem terá feito este "jeito" ao internacional José Manuel, partindo eu do princípio de que não foram os empregados de José Sócrates, sim, os que lhe alindaram a biografia, pois como se sabe esses são peritos apenas em Wikipédia.

O tempo que faz...





"Se por acaso caísse do céu a «transparência» que o dr. Cavaco deseja, metade da primorosa elite do nosso país marchava para a cadeia como um fuso".

Faz o mau tempo do costume para os lados de VPP, mas por vezes, com boas abertas!