sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Swing"



Portugueses muitíssimo mal intencionadas, ou sofrendo de anti-americanismo primário, confesso que alguns são mesmo meus amigos, tal a ausência de “critérios e valores”, continuam a afirmar aos quatro ventos, para ser exacto, ao Norte, ao Suão, ao Mistral e ao Levante... estou a perder-me... dizia eu que essas pessoas afirmam convictamente que a famosa, prometida e pelos vistos, tão excitante Mudança no governo dos Estados Unidos da América, para além da propaganda e algumas medidas de cosmética, afinal ainda não passou da troca de cor de pele entre os Presidentes e as suas Ministras dos Negócios Estrangeiros. Assim como que uma espécie de “swing”, mas não envolvendo nada de libidinoso.

Felizmente, estão enganados! Nestas coisas não há nada como procurar, procurar, procurar muito. É o que eu faço. Podia divulgar muitas das mudanças. Por hoje, limito-me a apenas uma, mas de peso:

Os EUA continuam paulatinamente a bombardear populações civis, matando dezenas de mulheres e crianças, como fizeram (há pouco) no Afeganistão... só que agora “lamentam-no profundamente”!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Para que nada lhe falte...



Segundo leio no “Cravo de Abril”, num excelente comentário a uma peça jornalística do Diário de Notícias, este jornal resolveu partilhar com os leitores a preocupante informação de que o tabu de Manuel Alegre acaba no próximo dia 15.

Não seja por isso, senhor deputado! Aqui tem uma recarga!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Aos seus lugares!...





Nada me move especialmente contra a poligamia, a não ser o facto de tudo aquilo, por muito legítimo que seja noutras culturas, me parecer demasiado “National Geografic” para o meu gosto. A ideia do chefe de bando, ou matilha, cercado de filharada e várias fêmeas, em número que vai aumentando à medida que as mais velhas vão perdendo (rapidamente) a saúde para produzir mais crias, diz muito, a meu ver, das desigualdades que ainda atingem uma grande parte da humanidade, em questões tanto económicas, como sociais e civilizacionais, tantas vezes com as crianças e mulheres no papel de vítimas, como neste caso... mesmo quando o fazem de forma “voluntária”.

Os nossos amigos dirigentes da África do Sul, podiam ocupar algum do seu tempo pensando neste problema, podiam meditar sobre o facto de, com tanta evidência, o racismo nunca ter deixado a sua sociedade, o crime violento ser generalizado e banal, as promessas de igualdade serem uma miragem.

Podiam ainda tentar perceber porque é que depois de Mandela o partido no poder pouco mais tem conseguido produzir como dirigentes, senão gente comprometida em casos de corrupção, crimes comuns, incompetência, ou até mesmo, como foi o caso da lamentável figura de presidente cessante, Thabo Mbeki, assassino do seu próprio povo, já que às anteriores “qualidades” que apontei, somou a demente e criminosa decisão de proibir os tratamentos contra a SIDA, negando a sua existência e declarando que os medicamentos eram uma tentativa dos países ocidentais para matar os africanos... assim condenando a uma morte certa, milhares de cidadãos.

Podiam ter escolhido para o substituir, alguém de outra condição... mas ao que parece, não. O senhor Jacob Zuma reúne algumas das “prendas” do anterior... e mais uma, essa sim, deveras importante: é praticante convicto da poligamia.

E aqui chegamos (já não era sem tempo!...) ao assunto deste texto. Com tanta coisa em que pensar, os dirigentes sul africanos estão, afinal, extremamente preocupados com um problema protocolar. Qual das várias esposas do presidente, terá o importantíssimo estatuto de Primeira Dama?

Sempre pronto para ajudar, aqui fica uma modesta sugestão:

Que tal, decidir a coisa em cada uma das diferentes situações que se forem apresentando, concedendo a medalha, perdão!, o estatuto, à que primeiro conseguir chegar à cerimónia?

Os trovadores, esses perigosos terroristas!



Li pela primeira vez esta bizarra notícia, no “Salvo-Conduto”. É (também) para isso que servem, felizmente, alguns blogues. Depois, já a vi reproduzida em mais uns quantos lugares, como, por exemplo, o excelente post do "O tempo das cerejas".

A estória é simples e curta. O grande cantor de intervenção Pete Seeger, sempre foi um grande amigo de Cuba. Devido à sua gravação da “Guantanamera” (uma música popular com palavras de José Martí), há muitos anos, a relação de amizade de Seeger com a música e a realidade Cubanas, nunca deixou de se fazer notar e, diga-se de passagem, de lhe arranjar grandes problemas no seu país, os EUA.

Como forma de dar o benefício da dúvida ao desejo de mudança tão apregoado por Barack Obama, em campanha, Pete Seeger, sob as suas próprias condições, aceitou ir cantar, com Bruce Sprigsteen e outros, uma sua velha cantiga de protesto (“This land is our land”), na recente tomada de posse presidencial.

A forma superiormente educada que a “administração” Obama encontrou para agradecer a Pete Seeger esse público apoio, foi negar o visto de entrada nos EUA a um amigo convidado pelos companheiros do velho cantor para estar com ele na sua festa dos 90 anos, o trovador e imenso artista cubano Sílvio Rodriguez.

O departamento em causa é dirigido pela inefável Clinton, Obama nem deve ter sabido, senão agora, tarde demais... mas se realmente quer continuar a convencer alguém dos seus ímpetos de mudança, terá que começar a prestar muito maior atenção aos “pequenos detalhes”, como este... sob pena de se transformar definitivamente no famoso “homem novo” do António Gedeão, que desgraçadamente, fazia as coisas exactamente como faria o homem velho.

Fiquemo-nos por aqui... com uma das mais perigosas canções do Sílvio.

“Unicórnio azul” – Sílvio Rodriguez
(Sílvio Rodriguez)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Koniek (1925-2009)



Sei que esta ideia do “koniek” para título não vai ser original, mas isso pouco importa. O que conta é a ternura... e é com ternura que vamos para sempre lembrar Vasco Granja, o homem que era capaz de manusear com segurança a mistura explosiva dos filmes tresloucados de Tex Avery, com a grande arte de McLaren, ou a doçura, o sonho e a pedagogia de alguns dos melhores filmes de animação vindos dos chamados “Países de Leste”, filmes que alguns, só passados muitos anos, aprenderam a apreciar... já com saudade.

Dizem os seus detractores, que os filmes que apresentava na televisão acabavam sempre com a palavra “koniek”. Eu digo que não eram todos, mas sim alguns dos melhores. Por detrás daquele sorriso embaraçado e do discurso hesitante, “escondia-se” um operário da liberdade e homem de coragem.

Morreu ontem. Por estas horas decorrerá o funeral do homem que deixou a sua vida ser invadida pela alegria dos outros e pelos filmes de animação, mas a sua longa vida não se resumiu a isso. Não preciso de o escrever aqui, pois alguém já o fez muito bem, neste caso, o António Abreu, no blogue “Antreus”, de onde surripiei a fotografia.

Berlusconi - o drama familiar





Sílvio Berlusconi, o escroque que governa a Itália, cantor "pimba" de cruzeiros que comprou a sua subida até à chefia do governo e desde então vem evitando "artisticamente" a prisão, onde devia estar há anos, foi mais uma vez arrasado em público, pela mulher, desta vez não por mais uma das suas inúmeras infidelidades, mas por ter tentado preencher as listas europeias do seu partido, com beldades muito jovens, vindas das passerelles, do concurso "Big Brother", etc, com o pretexto de embelezar a representação italiana no Parlamento Europeu.

Desta vez a mulher fartou-se e pede o divórcio. Desta vez, Berlusconi, no lugar de pedir perdão em público, também se fartou e vai igualmente com o divórcio para a frente. Mais, exige até um pedido de desculpas da mulher, mesmo que nem assim esteja disposto a voltar atrás, por se sentir muitíssimo "ofendido".

Eu sei que não tenho muito que ver com o assunto... mas não seria de equacionar a utilidade de um pedido de desculpas formal, a Berlusconi, por parte do PCP? Sei lá... está em perigo uma família... eu só quero ajudar!...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Porque faz bem ao cérebro!



Ontem aconteceram imensas coisas. De algumas delas, tive conhecimento. Entre essas, uma que me deu um gozo muito especial, foi a magnífica “prestação televisiva” do meu “Pivô” preferido.

Ide! Ide lá e vede com os vossos olhos o que é um “noticiário” objectivo e sem papas na língua (sem papas nem cardeais, nem bispos... nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos, nem pedras, nem facas, nem...).