Não, ainda não estamos (nem estaremos!) na fase do “sol aos quadrados”. Por enquanto ficamo-nos por um eclipse... ou quando muito, vá lá... sol muito encoberto.
Sócrates e o Governo não precisam sequer de fazer seja o que for (haverá dúvidas de que fez?). Nestas ocasiões existe sempre à mão um qualquer homem de mão disposto a interpor o que for necessário para defesa dos chefes, neste caso o senhor Rui Pedro Soares, da PT, uma espécie de "boy" do PS.
O que já começa a ser extraordinário e inexplicável é que tanto o Primeiro Ministro como o seu clã não entendam que, tal como em casos anteriores e a menos que as revelações do “Sol” fossem decididamente mortais, este estrondo provocado pelo silenciamento de um jornal, para além de ser um grande favor ao próprio jornal, provoca mais estragos do que qualquer coisa que lá viesse publicada. Aliás, neste caso nem se poderá falar de silenciamento do jornal, mas sim de tentativa, já que, ostentando a incompetência espessa que alastra nas hostes, os interponentes da providência cautelar tudo fizeram para notificar o "Semanário Sol"... acabando por falhar pateticamente o objectivo, entregando a notificação, ao que parece, a um porteiro.
Decididamente, o cidadão José Sócrates tem certamente várias qualidades ou características, das quais uns gostarão e outros não, mas algumas outras... não tem! Se, por exemplo, fosse um homem muito inteligente, já se teria dado por isso.
Este Governo, o estado a que está a chegar e as aventuras e estórias que rodeiam e salpicam a sua principal personagem, lembram-me a classificação que dei a um “restaurante” com o qual, há muito tempo e na companhia de amigos, tive a infelicidade de colidir: «É pior a ementa que o cianeto!»






