domingo, 30 de dezembro de 2007

Freak Show


O economista Pedro Arroja, ladeado por dois dos seus ídolos mais queridos

Ao que parece, a revista "Visão" iniciou uma secção a que se poderia chamar "Freak Show", ou em tuga, Circo dos Horrores, que começa com uma entrevista ao economista (salazarista, pinochetista, racista, etc, etc, etc) Pedro Arroja.
Só conhecia a lamentável criatura pelos textos, agora com a ajuda da "Visão" tive finalmente acesso a fotografias... Tirei as dúvidas! O homem parece exactamente o que é!
Infelizmente, nesta entrevista, esqueceu-se de defender a escravatura, de culpar os judeus por (basicamente) todos os males do mundo, etc, o que retira um pouco do costumado "colorido" das suas declarações, mas no essencial, todos os outros delírios estão lá. Vale a pena ler!...

Espero com alguma curiosidade os próximos números, onde certamente serão entrevistados "o homem mais forte do mundo", "a mulher barbada", "o urso malabarista", "o chimpanzé pintor"... e por aí fora...
Parece que no fim da entrevista, Pedro Arroja montou na sua bicicleta, equilibrou uma grande bola no nariz, deu cinco voltas à pista e saíu para ir brincar com os outros "artistas".

7 comentários:

GR disse...

Durante a ditadura Pinochet assassinou mais de 3 200 chilenos, mais de 2 000 desaparecidos (assassinados), centenas de milhares presos e barbaramente torturados.
O regime franquista assassinou mais de 200 mil pessoas, sem falar dos presos, torturados.
Salazar, durante os 48 anos de fascismo milhares de presos brutalmente torturados, milhares de mortos, pois os jovens que foram para a guerra também por ordem de Salazar, quantos milhares de exilados e largas centenas de presos.
Não posso crer que ao fim de 33 anos após a queda do fascismo, voltem os saudosistas.
Irene Pimentel – J. Madeira P. Arroja e muitos outros, com a deturpação da história (caso da fulana I.P. dizendo “a PIDE matava e torturava pouco, era mais uma polícia cientifica” e ganhou um prémio pelas mentiras), lentamente vão falando nos ditadores fascistas, impondo as suas ideias.
O fascismo entrou novamente em Portugal, pela mão do Mário Soares, é bom que não esqueçamos.
Tinha que vir para o Porto este lixo do Arroja que comprou uma casa de 850 mil €. Depois todos dizem que no Porto dó há lixo!

2008 tem que ser um ano de grandes esclarecimentos, lutas e movimentações.
Caramba, tivemos tudo (Democracia) nas mãos.
Abril vai Vencer!

GR

ARISTIDES DUARTE disse...

Estou a ler a "História da Pide", dessa Pimentel. O mais curioso é que nas entrevistas ao Expresso ela diz uma coisa e no livro escreve outra. Não percebo. Li, reli e voltei a ler a história do assassinato do Dias Coelho e não encontro lá nada daquilo que ela diz na entrevista ao Expresso. Ou seja, ela diz na entrevista que o escultor foi morto por má utilização da arma e no livro não está isso. No livro está isso , como versão dos próprios agentes da PIDE. Ora, era natural que eles dissessem isso, o que não quer dizer que fosse verdade. Realmente, não encontro explicação para as suas palavras ,nas entrevistas. Será para ser "politicamente correcta" à moda de agora?

Maria disse...

Samuel

Depois de ler este teu post decidi que ia "youtubar", ontem à noite. às 4 e tal da manhã descobri isto
http://br.youtube.com/watch?v=oXGDlMMOEWg&feature=related
que, não tendo a ver, pode ter tudo a ver....

Abreijos

Meg disse...

Caro Samuel,
Venho deixar-te aqui os meus votos de um novo ano cheio de coisas boas. E saúde, e PAZ... e harmonia.

Um grande abraço

Fernando Samuel disse...

Parece exactamente o que é e é exactamente o que parece...

De Amor e de Terra disse...

Olá Samuel, bom dia!
Começo por lhe desejar bom Ano de 2008.
Visito-o hoje, pela primeira vez, já que comentários seus em Blogs Amigos têm chamado a minha atenção;
e, apesar dos pesares,pela tristeza que me causam certas situações (notícias) no meu/nosso País, achei imensa graça à sua maneira de dizer das coisas.
Voltarei!
Abraço
Maria Mamede

Moriae disse...

Tb li esse artigo e nem me consegui expressar. O Samuel foi exímio ... E mais, acho que consegui ver passar na rua esse exemplar circense ...
Bom 2008,
Moriae