Mostrar mensagens com a etiqueta Vaticano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vaticano. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de março de 2013

Papa e “pop” - Os “anjos” possíveis...


Pressente-se que algo vai muito mal no jornalismo e na comunicação social de um país quando, como nas últimas horas, num país com um milhão de desempregados, sendo que uma grande parte já nem tem acesso a subsídio de desemprego, com milhares de doentes sem consultas, ou dinheiro para elas ou para os medicamentos, com milhares de estudantes sem futuro nem dinheiro para as propinas e todas as despesas que hoje um curso acarreta, com milhares de velhos tratados como lixo em “lares” indignos de acolher até animais vadios, um país ocupado por forças estrangeiras, com um governo vendido a essas forças, com um Presidente aposentado...  mas estou a “perder-me”.
Dizia que algo vai muito mal no jornalismo e na comunicação social de um país quando, aparentemente, as notícias mais importantes são as tricas de bastidores para a escolha de um novo chefe de estado para o Vaticano e as peripécias dos concertos em Portugal de uma estrela mais ou menos indigente da “pop” juvenil, de nome JustinBieber.
Quanto ao jovem cantor canadiano, fico a saber que o mais relevante da sua música parecem ser os atrasos, as “agressões” a fotógrafos, os números de bilheteiras...
Quanto ao futuro Papa, para além de suspeitar que o único responsável pela escolha do candidato, alegadamente, o “Espírito Santo”, já farto de piadas parvas que o ligam a um banco português irrelevante, está a virar-se para as grandes agências de apostas internacionais no sentido de influenciar a votação... estou convencido de que, no momento em que for eleito não terá o topete de aparecer ao seu público envergando umas asas de anjo... como fez o juvenil artista “pop”.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Vaticano – O Estado a que aquilo chegou...


Chega-me a notícia de que o mordomo do Papa se queixou de ter sido maltratado na prisão do Vaticano. Ao que parece, as autoridades nem se deram ao trabalho de o desmentir com convicção.
Fico também a saber que o dito mordomo, acusado de ter fotocopiado 60.000 documentos do Ministério da Defesa... perdão, isso foi o Paulo Portas!, que o dito mordomo, acusado de ter surripiado uns documentos do Vaticano, tinha como tarefas junto ao Papa (pelo menos entre as confessáveis) andar à sua frente nas deslocações no “papamóvel” e... vestir o Sumo Pontífice.
Apenas dois comentários à notícia:
1. Fico absolutamente siderado por saber que as autoridades da Igreja Católica são capazes de maltratar pessoas que estejam à sua guarda durante os períodos de “Inquisição”, perdão... de inquérito a possíveis ilícitos...
2. Acho espantoso que tantos milhões de católicos aceitem ter como líder um homem que não sabe, ou não pode, ou pura e simplesmente não quer vestir-se sozinho!

terça-feira, 27 de março de 2012

Bento XVI – Apenas insolente... ou senil?


Já passaram mais de 50 anos sobre um crime hediondo cometido contra o povo cubano. Foi planeado e levado a cabo pela CIA e pelo Vaticano, com o empenhamento pessoal dos padres católicos a operar em Cuba, nessa época maioritariamente de origem espanhola e franquistas. O crime ficou conhecido como “Operação Peter Pan.
A partir de um boato, apoiado num “documento” forjado, segundo o qual o governo revolucionário se prepararia para aprovar uma lei que tiraria aos pais a tutela sobre os seus filhos menores de idade, conseguiram, com o infeliz apoio de milhares de familiares, sequestrar quase quinze mil crianças, que foram enviadas (principalmente) para os EUA.
Em teoria, esse “exílio” duraria apenas até à vitória da invasão da Baía dos Porcos e a planeada liquidação da Revolução... só que, como sabemos, essa “vitória” da contra-revolução transformou-se numa humilhante derrota, tanto para os anti-revolucionários cubanos, como para o próprio governo de Kennedy. Na sequência dessa humilhação, os EUA fecharam o espaço aéreo entre os EUA e Cuba, o que resultou no “extravio” definitivo desses milhares de crianças cubanas.
Apenas algumas foram recuperadas pelas famílias, regressando a Cuba. Quase todos os outros ficaram à mercê da fome, maus tratos, trabalho escravo, gangs, droga, mortes violentas.
Lembrei-me desta negra página da História ao ler sobre as declarações do senhor Ratzinger, chefe de estado do Vaticano e da Igreja Católica Romana que, antes de rumar a Cuba, um dos destinos desta sua visita à América Latina, teve o desplante (e pouca inteligência!) de afirmar que os cubanos deviam abandonar o marxismo... porque está ultrapassado e por mais isto e aquilo e porque torna e porque deixa...
Atendendo a que, presentemente, as relações da Igreja Católica com Cuba atravessam um bom clima... este tipo de “deslize” é mais estúpido do que os pés que arrastam “sua santidade”.
Ainda no México, o outro destino da viagem, o Papa reuniu-se com vítimas do narco-tráfico e «pediu protecção para as crianças».
Fez muito bem... e fez-me também recordar uma certeira frase de Fidel, há tempos divulgada num cartaz:
“Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana!”
Por fina ironia do destino, é exactamente o marxismo, a tal ideologia que o Papa que ver erradicada de Cuba, que, contra ventos e marés, com acertos e erros, vitórias e desaires... tem, de uma forma exemplar, protegido as crianças cubanas do destino de milhares de outras em todo o mundo, como as do México: a violência, a morte nas ruas, o abandono, a fome, a falta de cuidados de saúde, de educação...
Tenha vergonha na cara, senhor Ratzinger!

terça-feira, 6 de março de 2012

Cardeal Patriarca – Vocação para a asneira


Serei tudo o que quiserem
por inveja ou negação:
festarola, oportunismo
fogueira de exibição.
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
alegria, um contrato
poema de mão em mão.
Serei tudo o que disserem...

... isto e muito, muitíssimo mais, poderia dizer de si próprio o casamento, se fosse dado a parafrasear Ary dos Santos (assassinando-lhe os versos).
E perguntam vocês: estás tolo? Estou! Pelo menos é o que me apetece quando leio notícias como esta, em que uma grande instituição como é a Igreja Católica, fala com a profundidade das conversas “psicológicas” das lojinhas de aplicação de unhas de gel.
Convenhamos que tirando as mais do que conhecidas e numerosas excepções, os padres nunca sabem muito bem do que falam nestas alturas, ficando sempre com um certo ar de eunucos que, como se sabe, conhecem todos os pormenores de como a “coisa” deve ser feita, mas...
Toda esta neura vem do facto de, independentemente do que cada um pensa do casamento, desde os mais pragmáticos, aos mais apaixonados e poéticos... eu ter “apanhado” com a definição mais pedestre do dito casamento, definição que, estou certo, o autor achou linda... mas que pese embora o facto de se tratar do cardeal patriarca de Lisboa, é estúpida como os pés que a arrastam... para além de vir infectada com os habituais umbiguismo e pesporrência do Vaticano.
Não senhor cardeal! O casamento não é «uma vocação para a santidade»!