Jorge Videla, que vemos aqui em duas poses diferentes, a primeira a sua pose oficial de ditador fascista e assassino sanguinário, perdoe-se a redundância... e a segunda, de “bom cristão”, comungando e, certamente, elevando o pensamento aos céus e aos vários milhares de vítimas da sua pose oficial, vítimas mandadas assassinar, no caso de se tratar de oposicionistas, ou crianças roubadas aos pais, aos milhares... e de que, até hoje, não se conhece o paradeiro.
Se há coisa de que me posso gabar é do facto de não ser fácil, senão impossível, encontrar um texto em que eu tenha festejado a morte de alguém neste espaço que já leva mais de cinco anos de desabafos mais ou menos sérios, mais ou menos disparatados, mais ou menos irritados.
Mais uma vez, também agora não festejarei a morte do ditador argentino, morte anunciada já há alguns dias. Não! Aquilo que festejo, sem sequer tentar disfarçar... é o facto de, embora por pouco tempo, o canalha ter, de facto, cumprido a pena de prisão perpétua a que foi condenado.
Digo mesmo mais. A morte bem que poderia ter esperado mais um bom par de anos... mas é bom que o tenha encontrado no seu lugar: uma cela da prisão!
Tantos já escaparam! Tantos ainda por apanhar, julgar e prender... mas é um passo!





