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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma Rousseff – A “discursanta”



Como muitos, estou espectante sobre os resultados das gigantescas movimentações populares no Brasil, movimentações que, tal como seria de esperar, já começam a ser aproveitadas pela extrema direita, com o fim de colocar em causa a própria democracia. Antes de dizer seja o que for sobre o assunto... é minha obrigação esclarecer os leitores de um facto: o meu interesse pelo presente e pelo futuro político (ou pessoal) da dona Dilma Rousseff é tão “modesto” quanto parece ser o seu interesse ou apreço por Portugal e pelos portugueses.
Dito isto, quero deixar registo de um trabalho de um qualquer “faz-de-conta-que-é-jornalista” que, no jornal do Belmiro de Azevedo, me informou de que Dilma “foi de encontro” às reivindicações dos brasileiros.
Espero que não tenha sido um embate tão violento quanto o da polícia que ela própria lançou contra alguns dos manifestantes.
Na verdade, visto o vídeo em que a “socialista” Dilma, para além da divulgação da grossa lista de promessas atrapalhadas, parece descobrir, ao fim de todo este tempo, que apesar das riquezas incontáveis do Brasil, essas estão na mão de meia dúzia de “endocolonialistas” (para usar um termo do Mia Couto), ou seja, uma mão cheia de brasileiros podres de ricos, que enriquecemexactamente em cima do facto de alimentarem castas sucessivas de políticos corruptos. Gente sem vergonha que lucra com a miséria dos seus concidadãos, com a falta de transportes dignos, com a falta de saúde pública digna do nome, com professores e médicos humilhados diariamente pelos salários de miséria. Gente sem vergonha, que espera estar “feita na vida”, bastando-lhe para isso eternizar a corrupção impune e a grosseira alienação da bola, do carnaval, das seitas religiosas ultra reaccionárias, etc., etc.
Na verdade, talvez a explicação para esta tão tardia e abrupta “descoberta” de Dilma, resida no facto de ela continuar (haja pachorra!) a referir-se a si própria como “Presidenta”... que como todos bem sabemos... é uma coisa que, pura e simplesmente, não existe!

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Contra os ladrões, marchar... marchar...




Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, cumpriu o inexorável “princípio de Peter”. Subiu para o primeiro degrau da incompetência. Ainda há poucos meses o víamos e ouvíamos, falando “grosso” na bancada do PSD, massacrando as trapalhadas e mentiras de Sócrates... e aí está ele agora, membro de um governo de mentirosos e trapalhões. Atabalhoado, dando respostas redondas e evasivas, seja qual for o problema com que o confrontem.
Resolveu prometer mais 1100 polícias em 2012. Mesmo que consiga a proeza de levar o amigo Gaspar a descoser-se com o dinheiro para os ordenados... espero que os novos polícias sejam grandes amantes das caminhadas a pé, ou praticantes apaixonados de ciclismo... e, claro, que tenham um grande sentido de humor.
É que a manter-se a realidade anedótica desta notícia, ou desta outra, isto para dar apenas dois exemplos entre muitos... os homens e as mulheres vão ter muito que dar à perna.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cristas – Será um pássaro? Será um avião...


A meio da bica fui surpreendido por mais um voo de Assunção Cristas, a super-ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente, do Ordenamento do Território, do Sol na Eira e da Chuva no Nabal, do Pássaro na Mão e Dois a Voar...
Lá estava, escarrapachado numa notícia do alentejano “Registo” sobre a interminável Barragem do Alqueva: «Cristas promete “task-force” para promover regadio».
Lá dentro do texto vem tudo explicado. Para além de se repetir a ideia da task-force”, nome que fica sempre muito bem, explica-se que os agricultores terão que se habituar à água, terão apoios disto e daquilo, que a coisa levará tempo... ai, a curva de aprendizagem, ai, as contas públicas... "ai a fase do leite, ai a crise do gado" (desculpa Ary!)...
Atendendo aos milhares de promessas que já foram assentadas no "Grande Livro do Alqueva", com registos que vêm desde os idos de D. Sancho I, "o povoador", passando por D. João I, "o de boa memória", até chegar a D. Sócrates, "o de má memória", tudo isto somado ao ainda curto mas recheado registo que a jovem ministra já leva de adiamentos, de cortes, de “agora não posso” e de “adiante se verá”... eu, mesmo também gostando muito do termo task-force”, acho que o ministério da Agricultura se ficará pela criação de uma fask-torce”.
Uma “faz-que-torce”, sim, mas sem gravatas... por questões de poupança e defesa do ambiente.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cultura – O que importa é aquilo que se exporta


Com pompa e na presença de numerosos artistas, que reagiram com mais ou menos “entusiasmo” à notícia, a ministra Gabriela Canavilhas e o primeiro-ministro vieram dar novas sobre a cultura. José Sócrates mostrou mesmo grande interesse na coisa. Tentando abstrair-me do facto de que as paixões ou mesmo o simples interesse de Sócrates seja pelo que for, são sempre um mau presságio para os objetos das suas paixões ou interesses... a verdade é que ele veio dizer que «Essa decisão deveu-se à ideia que é necessário proteger o sector da cultura de uma política geral de austeridade»… e no fim, ambos prometeram (mais um péssimo presságio!) uns dinheiros para a criação de uma Rede Nacional de Teatros Municipais e para a ideia mais sonante de todas, que é o apoio financeiro à internacionalização da nossa cultura e à exportação da música portuguesa.
Também eu estou como alguns dos artistas presentes na cerimónia: só acredito quando vir alguma coisa! Isso não me impede, porém, de endereçar antecipadamente os meus parabéns aos municípios que vão ter os seus teatros restaurados ou construídos de raiz (sobretudo se não forem municípios do PS)... e aos artistas que vão ser “exportados”.
Ficarei, ainda e mais uma vez, à espera do governo, primeiro-ministro, ou ministro da Cultura, que tenha a coragem de deitar mãos ao projeto, esse sim, ambicioso e gigantesco, de “exportar” a música portuguesa de qualidade... mas para as televisões e, sobretudo, para as rádios portuguesas.
Nesse dia não me faltarão mãos para aplaudir. Entretanto...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

José Sócrates – Ainda a “massagem” de Natal


A coisa parece ter provocado a (quase) unanimidade. A “massagen” natalícia de José Sócrates não passou de mais um acto de propaganda... pelo menos, a fazer fé nos média. Senão vejamos:
E, obviamente, como há sempre alguém c’os copos a andar em contramão na autoestrada... PS diz que mensagem de Sócrates foi um exercício de realismo.
Acho que isto cobre um largo espectro da sociedade civil... ou pelo menos, da parte que ouviu a “bendita” arenga do homem... o que não foi o meu caso. Apenas o vi cometer a mensagem, já que o aparelho de televisão estava, por uma questão de higiene, com o som cortado. Mesmo assim ainda vi escrita no rodapé uma das suas declarações solenes: «Vamos cumprir os objectivos que nos propusemos para 2011!»
Perante o ar tão assertivo da (milionésima) promessa de Sócrates, logo pensei:
Preparem-se para enormes e desagradáveis surpresas! Pelo menos aqueles que ainda caem na esparrela de acreditar numa palavra única que seja, saída da boca de Sua Excelência o Senhor Presidente do Conselho.