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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Apenas uma gotinha…

 







“Gota de água”

(Tradicional/Alentejo)


Dá-me uma gotinha d’água

Dessa que eu oiço correr

Entre pedras e pedrinhas

Entre pedras e pedrinhas

Alguma gota há-de haver


Alguma gota há-de haver

Quero molhar a garganta

Quero cantar como a rola

Quero cantar como a rola

Como a rola ninguém canta



Para quem estiver interessado em conhecer mais quadras… deixo um vídeo caseiro com dois jovens amadores da nossa canção, o Fanhais nascido em 1941 e o Manuel Freire nascido em 1942… o que quer dizer que, quando fizeram esta “performance” na esplanada do restaurante “O Bispo”, do Vitor Sarmento, tinham respectivamente 78 e 77 aninhos.


Gota de água

(Fanhais e Manuel Freire)





sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Amália - Formiga Bossa Nova





Já que falei do O'Neil... aqui fica uma das suas pérolas. Um contributo para a velha disputa entre as formigas e as cigarras, a que o Alain Oulmain juntou uma espécie de "bossa nova" e a Amália uma dose de saborosa ironia.

É uma "nova" versão, arranjada pelo Thilo Krassman em 1970.


“Formiga Bossa Nova”

(Alexandre O’Neil/Alain Oulmain)


Minuciosa formiga

Não tem que se lhe diga

Leva a sua palhinha

Não tem que se lhe diga

Leva a sua palhinha

Asinha, asinha


Assim devera eu ser

Assim devera eu ser

Assim devera eu ser

Assim devera eu ser


Assim devera eu ser

E não esta cigarra

Que se põe a cantar

E não esta cigarra

Que se põe a cantar

E me deita a perder


Assim devera eu ser

De patinhas no chão

Formiguinha ao trabalho

De patinhas no chão

Formiguinha ao trabalho

E ao tostão


Assim devera eu ser

Assim devera eu ser

Assim devera eu ser

Se não fora não querer.


Formiga Bossa Nova

(Amália Rodrigues)



terça-feira, 18 de agosto de 2020

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Dignidade


Registo do fotógrafo Artur Pastor, de um tempo em que a concertina era um instrumento destinado à festa, mas também às canções de trabalho que, nesta caso, acompanhavam o vinho desde a vindima até ao pisar colectivo das uvas no lagar.

Esta concertina tinha toda uma outra dignidade!

Ainda restam algumas… poucas…

sábado, 8 de agosto de 2020

Bom pra xuxu

 

Maria Ana Bobone resolveu há já muitos anos a questão da sua presença e aparência em palco. Quis a sorte que fosse muito bonita, serena e capaz de disfarçar a fragilidade, transformando-a em charme.

Pôde assim concentrar toda a sua atenção na forma de cantar e apostou tudo na simplicidade, por vezes desconcertante, dispensando a gritaria, os trejeitos, o fogo de artifício e as “voltinhas” inúteis e a intensidade deslocada artificial daquele tipo de abordagem interpretativa a que costumo chamar “panela de expressão”.

Esta fase em que ela apostou em comandar o seu som sentado-se ao piano e tocando, ainda por cima muito bem, é surpreendente. Bom pra xuxu!

Fiquem bem... com esta interpretação da velha canção de Amadeu do Vale e Frederico Valério.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

O tatami era o mundo






O Zeca era um “maluquinho do judo”. Convivi quase diariamente com ele em Setúbal, principalmente na sua casa, ou exterminando tortas de Azeitão no Central, nos idos de 1971/72, numa fase da sua vida em que ele ainda podia ser de uma forma exuberante, um “maluquinho do judo”.

Sempre que tento explicar como é que o Zeca experimentava em mim, mesmo no tapete da sala, uma coisa nova que tinha trazido do seu treino no Clube Naval, quando chegávamos à sua casa, ali perto da velha passagem de nível, depois de uma paragem numa tasquinha para um minúsculo copo de tinto e uma tira de choco frito e ainda com a adrenalina por dissipar… tenho sempre a dificuldade de não poder apoiar a história com material “audiovisual”. 
Finalmente, aqui está! Enquanto procurava imagens do José Mário Branco para ilustrar um texto que agora não vem ao caso, encontrei-me com esta dele com o Zeca.
Era precisamente isto o que habitualmente me acontecia. Até com os mesmos risos.
Depois… lá íamos, fintando a PIDE, para as colectividades populares do Barreiro, ou Alhos Vedros, ou Baixa da Banheira, ou Sarilhos, ou Grândola… ou, em alternativa, um sindicato ali, uma Universidade acolá… ele genial e são como um pêro… eu feliz discípulo e dorido.
Fazes tanta falta, Zeca!

domingo, 2 de agosto de 2020

O Zeca e os seus intérpretes


É infelizmente habitual ouvir-se gente a fazer “versões” de canções do Zeca, versões nas quais, ou por mera preguiça para aprender as melodias, copiar as letras sem calinadas, tentar reproduzir as harmonias originais sem tentar “melhorar”… avacalham metodicamente a obra do José Afonso.

Depois há uma meia dúzia de gente com talento, que pega nessas canções e as recria mexendo nas harmonias e nos arranjos instrumentais, mas respeitando -como é devido! - o espírito da obra original e o seu autor.

Esta versão que aqui proponho faz parte de uma terceira via para cantar o Zeca: a daqueles e daquelas que tentam reproduzir fielmente o original, sem “inventar” e dando o seu melhor.

Exceptuando os primeiros, a todos os outros as canções do Zeca recompensam… fazendo aparecer o melhor dos intérpretes. Por vezes de uma forma inesperada, como esta antiga e belíssima versão de “Menino de Oiro”, gravada por um ainda jovem Trio Odemira.
Decididamente, é de ouvir!
 

Trio Odemira - Menino de Oiro
(José Afonso)

E de súbito a voz


E agora o mesmo… mas com música.
Gravação com 41 anos, do LP “Ao alcance das mãos”, com arranjos musicais do Carlos Alberto Moniz e gravado no velho estúdio “Rádio Triunfo”, hoje “Namouche”, na lisboeta Estrada da Luz, pela mão competente do grande José Manuel Fortes.
Boa audição.


sexta-feira, 31 de julho de 2020

José Afonso - Todas as canções



Este livro não é um romance… mas conta uma parte decisiva da História da nossa melhor música e da nossa própria História colectiva.
Veio mudar para melhor a vida de muitas centenas de cantores e músicos amadores que, consultando esta obra rigorosa, passaram a poder dar muito menos “caneladas” na obra do Zeca quando tocam e cantam as suas canções, quase sempre com as melhores intenções.
Esta publicação é uma homenagem à herança musical e humana desse nosso mestre e companheiro e ao trabalho de amor e profissionalismo do João Lóio, Guilhermino Monteiro, Octávio Fonseca e do José Mário Branco, na passagem para notação musical de todas as melodias, a que juntaram os acordes originais e as letras sem as fatais calinadas da “net”.
Chamo-lhe trabalho de amor, porque num país com esta pequena dimensão e mercado, a venda do livro nunca daria para pagar ao João, ao Guilhermino, ao Octávio e ao Zé Mário, nem uma pequena fracção da enorme tarefa a que se dedicaram.
Ainda assim, tiveram que suportar, antes dos agradecimentos e elogios de quem comprou e usa a sua obra, a humilhação de terem que esperar dias que foram meses e meses que foram anos… até ser possível ultrapassar a enorme má vontade que impedia a edição do livro.

domingo, 24 de novembro de 2013

Vou-me embora prá cidade...


“Vou-me embora prá cidade
Já o campo me aborrece
Que eu lá na cidade tenho, que eu
Lá na cidade tenho, quem
Penas por mim padece”

Já um pouco farto de tanto bucolismo, “despedi-me das ovelhas, do meu cão, das casas velhas”... vendi as alfaias, vendi os animais, "fui colher uma romã"… e agora vendo a herdade. Tem um metro quadrado e muito boa localização.

sábado, 16 de novembro de 2013

Rumo a Paris...


Álvaro Cunhal teve uma breve, mas intensa relação com Paris. Ou melhor, com alguns seres humanos que, nessa altura habitavam Paris, uma cidade em que se respirava a liberdade que em Portugal ainda não passava de um projecto dolorosamente trabalhado e incansavelmente sonhado... liberdade da qual, convenhamos, mesmo estando em Paris não podia desfrutar abertamente, já que os olhos e ouvidos da PIDE se encarregavam de vigiar de perto aqueles que tinham emigrado, fosse por razões políticas, fosse apenas para matar a fome.
Dessa “vida de Paris” de Cunhal, vida tão menos dourada do que a de outros conhecidos exilados, não posso falar, por assumida “incompetência” para o fazer. Outros amigos, nomeadamente os companheiros do outro blog onde estas letras serão também publicadas, têm certamente um mundo de estórias e História para partilhar sobre o tema.
Pela parte que me toca, folgo em saber que foi ali criado Le Cercle Álvaro Cunhal” que, entre outras iniciativas, promove um encontro de dois dias, a começar hoje mesmo e a acabar amanhã, Domingo 17, encontro/convívio onde se lembrará o exilado, o lutador anti-fascista, o político, o artista... o amigo comum.
Como podem ver no programa "afixado" aqui em cima, amanhã, Domingo, haverá um déjeuner convivial (gastronomie portugaise). Mesmo atendendo a que o Palais des Congrès de Nanterre fica um pouquinho fora de mão... como resistir a um almoço assim?
Lá estarei, se tudo correr de forma tecnicamente escorreita! Parece que a seguir também haverá umas canções…

sábado, 15 de junho de 2013

Beja é já ali...


Contra ventos e marés, sobretudo os ventos e as marés da inércia – provavelmente os mais retrógrados e desmobilizadores ventos e marés da História – continua a nossa viagem pelo Alentejo e pela memória (e pelo futuro) da Reforma Agrária, esta jornada que dedicámos à figura de Álvaro Cunhal, no Centenário do seu nascimento.
Desta vez é em Beja. Será um acontecimento diferente dos outros nove espectáculos que até agora já fizemos. O nosso reportório será ligeiramente compactado, para acomodar os vários convidados que esta noite especial vai ter. Uns para cantar... outros para falar.
Apesar de já saber que, a menos que tenha recuperado a voz, a fadista Ana Sofia Varela não poderá cantar... tudo o que está no cartaz irá acontecer. Desde os numerosos amigos dos grupos corais, durante a tarde, até ao espectáculo da noite.
Até lá!

domingo, 9 de junho de 2013

Filipa Pais – Uma pequena batota...


Quando quero partilhar uma música, mas não estou com vontade de me esforçar para explicar claramente porque escolhi o que escolhi, porque é que fico, perante essa música, com o ar espantado do miúdo que assiste a algo prodigioso e, de uma forma geral, porque é que fiquei sem palavras... refugio-me numa pequena batota.
Uma das formas de fazer essa pequena batota é esconder-me atrás de uma canção cantada pela Filipa Pais... e acreditar que estou defendido. Que durante uns minutos não há um lugar mais seguro e prazeroso no mundo. Que enquanto durar a canção... tudo o que é feio não poderá atingir-me.
Apenas uma reflexão sobre a canção: desconfio que o Vitorino não tinha feito, até este dia, uma cantiga tão bonita... mas espero que volte a conseguir.
Bom domingo!
“Tocador de concertina” – Filipa Pais
(Vitorino)



domingo, 12 de maio de 2013

Miguel Calhaz - Era uma vez um país...


“Festival Cantar Abril”, organizado pela Câmara Municipal de Almada, vai na sua quarta edição. Realiza-se de dois em dois anos e arrisca-se, passados estes seis anos desde o dia zero, a tornar-se uma tradição. Isto, se aceitarmos como boa a definição de tradição que, segundo alguns, não passa de algo que já foi uma experiência... que deu certo.
O Festival Cantar Abril deu certo! Em todas as edições trouxe-nos algo de muito bom e, o que não se vê todos os dias, em quantidade muito apreciável. Nunca, até hoje, aconteceu ficar o júri perante a possibilidade de não atribuir algum dos prémios, por falta de candidatos à altura. Bem antes pelo contrário!
Este ano a história repetiu-se. Repetiram-se também alguns concorrentes, o que é bom sinal: gostaram da experiência. Houve coisas de grande nível. Coisas que seriam sempre de grande nível, fosse qual fosse a sala ou situação em que se mostrassem.
Hoje partilho convosco o “Prémio Ary dos Santos” (prémio melhor letra) deste ano, um prémio atribuído a uma das letras dos trabalhos inéditos em concurso. Apenas às palavras... embora estas viessem "acompanhadas" de uma música divertida, competente, interpretada com a qualidade a que o Miguel Calhaz nos habituou.
Atendendo a que não se trata de um prémio literário, mas sim de um concurso de canções, ainda por cima canções que se pretendem de intervenção – como são todas as canções e toda a arte, mas neste caso viradas para o espírito de Abril e da liberdade – resolvemos atribuir o prémio da melhor letra a uma canção “mal comportada”, cheia de suculentos trocadilhos com nomes de “famosos” e alfinetadas às suas obras “valorosas” contra o povo português. Poderão ler a dita cuja aqui, na íntegra.
Tratasse-se de uns quaisquer jogos florais de bairro, desses destinados a quadras certinhas, bonitinhas, bem comportadinhas e com os tiques “literários” todos no sítio... e nem apurada teria sido para participar no festival.
Aliás, parecia ser essa, violentamente, a opinião de um poeta regional que vive na ilusão de conhecer suficientemente o Ary dos Santos, pelo menos o suficiente para achar que ele estaria a «dar voltas na sepultura» por ver uma «aberração destas ser premiada»... e ainda por cima com um “Prémio Ary dos Santos”... afirmando mesmo, chispando, que, fosse ele membro do júri e esta «aberração» só teria um prémio... «por cima do seu cadáver».
Imagino que ainda tenha dito mais coisas... mas confesso que o deixei a falar sozinho em pleno “foyer”.
Quanto mais me lembro do “ódio literário” com que o poeta regional me fustigou naquela noite... mais gosto desta canção do Miguel Calhaz (sim, ele já antes venceu o Festival com uma canção original). Adiante, pois esta estorieta de “foyer” não foi (nunca seria!) suficiente para me estragar a bela noite de canções que foi aquele fim de dia 30 de Abril.
Vivam os artistas que andam de olhos abertos! Vivam os jovens que querem juntar-se a estes artistas, viva a canção de intervenção!
Bom domingo!
“Era uma vez um país” – Miguel Calhaz
(Miguel Calhaz)



sábado, 11 de maio de 2013

Centenário de Álvaro Cunhal





Pelas 16:30 desta tarde, continuaremos a nossa digressão musical por terras do Alentejo, desta vez em Santiago do Cacém, com o espectáculo de que já antes aqui falei por mais do que uma vez.
Não porque tema que venham a pensar que a divulgação nos traz quaisquer mais valias económicas, mas porque estou convencido de que ninguém se deslocará aos locais dos espectáculo por ter lido aqui o anúncio... decidi não insistir demasiado nessa divulgação. Na verdade, este não é um espectáculo comercial e contamos (por vezes sem grandes resultados, admito) com a divulgação local.
Ainda assim... e para arrumar o assunto durante os próximos tempos, aí vai a agenda:
Maio
11- Santiago do Cacém
17- Serpa
25- Mora
Junho
08- Castro Verde
15- Beja
Julho
20- Montemor-o-Novo

... e haverá mais...
Até lá, em qualquer um destes dias e locais!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Continua a viagem


Mais duas visitas a dois municípios alentejanos com o espectáculo “Alentejo – Terra, luta, arte e futuro”, integrado nas comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal.
Hoje, à noite, é no Centro Sociocultural, em Vendas Novas.
Amanhã, dia 25 de Abril, é às 19 horas, na Praça da República, em Vila Viçosa.
Vemo-nos por lá!

sábado, 20 de abril de 2013

Hoje é no Crato!



A bela terra do Crato tem um programa bem recheado, por estes dias, à volta do tema do 25 de Abril. Um dos momentos será garantido por nós, a “troupe” que vai andar por aí lembrando a Reforma Agrária, num espectáculo integrado no Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, espectáculo de que já antes aqui falei.
Portanto, já sabem! Quem nos quiser ver – e puder - é mais logo, hoje, sábado dia 20 de Abril, depois do jantar, na Praça do Município do Crato.
Quem até quereria ver – mas não pode – tem ainda muitas mais ocasiões em vários outros municípios a anunciar.
Quem puder... mas não nos quiser ver, também não tem nada que enganar: é ficar no sofá a disfrutar uma das cinquenta novelas disponíveis.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Barreiro – “Convocatória”...


Passando a um tema mais interessante e tentando ganhar “distância sanitária” em relação à lixeira a céu aberto do último post... vou adiantando um anúncio a que voltarei ainda mais vezes, já que toda a ajuda na divulgação deste concerto é bem vinda.
Assim, quem esteja com dúvidas sobre o que fazer na noite do próximo dia 13 de Abril e acha que o Barreiro não fica no fim do mundo... já tem programa.
Os responsáveis pela programação do Auditório Municipal Augusto Cabrita convidaram-me para fazer ali um espectáculo com os meus músicos habituais e as canções que gosto de cantar. As minhas e as dos companheiros cujas cantigas que sempre meu deu um especial prazer “tornar minhas” durante aquele breve e mágico espaço de tempo que dura um pensamento cantado.
Para aumentar o meu divertimento... e espero que o do público presente, desafiaram-me a convidar dois companheiros de cantigas à minha escolha. A escolha levou menos tempo do que leva a dizer os nomes dos dois. Francisco Fanhais e Manuel Freire.
Felizmente, eu estava livre para o dia 13 de Abril. Felizmente, eles também!
Agora só falta a vossa indispensável presença e ajuda para cantar. Até chegar o dia ainda insistirei no tema.
Passem a palavra...

domingo, 17 de março de 2013

Fanhais - Canto do ceifeiro


Depois da bela experiência colectiva que foi o nosso “ensaio geral” com público, no passado dia 6, em Arraiolos, a digressão do nosso espectáculo dedicado ao fenómeno da Reforma Agrária e integrado no centenário do político, criador artístico e ser humano que foi Álvaro Cunhal.
Aproxima-se um mês de Abril meio alucinado com trabalho, entre canções e outras actividades. Uma forma de dar a conhecer o nosso repertório a quem não tiver oportunidade de assistir a nenhuma das apresentações destes convívios de memórias, amizades, História e canções da resistência e de intervenção... irei aqui apresentando algumas dessas canções. Dentro de algumas semanas poderei mesmo publicá-las já cantadas por nós, ao vivo, ou tiradas do CD de estúdio que vamos fazer... ou, como hoje, cantadas pelos seus criadores originais.
Este “Canto do ceifeiro” faz parte de um grande “LP” (Canções da cidade nova – 1970) do Francisco Fanhais” e tem versos de Eduardo Valente da Fonseca e música de F. Fernandes. Como nós não temos a voz de cristal do Fanhais... no espectáculo... fazemos o que podemos.
Bom domingo!
“Canto do ceifeiro” – Francisco Fanhais
(Eduardo V. Da Fonseca/ F. Fernandes)