Poderiam perguntar-me: Gostas do François Hollande?
Sei lá?! – responderia eu - Não conheço o homem de lado nenhum.
E do PS francês?
Nãã... conheço razoavelmente o português... e chega!
Então porque raio estás com essa cara de gozo prazenteiro a ler as notícias sobre as eleições francesas?
Para já... e a ordem aqui é completamente “alienatória”... porque pude descobrir esta imagem do “grito do sarkozy”, sem precisar sequer de a surripiar aos vários blogues que a publicaram. Já a recebi por mail aí umas quinze vezes e é um belíssimo assassinato do quadro de Munch, por estes dias o quadro mais estupidamente caro do mundo (sim, quase 100 milhões de euros... é muito estúpido!!!)... e que cá por casa nem sequer é grandemente apreciado.
Depois... há sempre a possibilidade de o homem decidir honrar, pelo menos, um ou dois dos princípios que o seu partido apregoa... o que já seria um ganho.
Depois... é sempre bom ver um alarve como Sarkozy levar um pontapé no traseiro. O que prova que um razoável número de franceses não aprovou o seu estilo arrogante e arruaceiro para com os mais vulneráveis, estilo que intercalava com o nojento “lambebotismo” reservado para a Merkel.
Finalmente (por agora)... porque é fantástico apreciar a flexibilidade de coluna daqueles que, no poder na Alemanha, apoiaram abertamente a campanha de Sarkozy e ainda há pouco esticavam o dedo à frente do nariz do então candidato Hollande, avisando-o de que o tratado era «inegociável», e que agora já vêm dizer que «vão trabalhar com Paris»... numas tretas e mentiras novas que não estão no tal tratado “inegociável”.
Ainda mais finalmente... porque é ainda mais fantástico ver o poder alemão saudando a vitória «histórica» de François Hollande, ou dizendo que vão deixá-lo «salvar a face». O que quer dizer que, dentro de muitos dos governantes da política de direita, nomeadamente, da Alemanha, ainda é relativamente fácil encontrar-se em quantidades assinaláveis a matéria de que são feitos os grandes canalhas!
* Peço perdão a quem inventou o slogan publicitário das melhores batatas fritas do universo, que eram vendidas na praia da Costa Nova do Prado, em finais dos anos sessenta do século passado: “Batatinha frita! A menina chora e a mãezinha grita”

