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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

ONU – Viva a Palestina!


Cuba, apesar de figurar na iníqua lista de países “terroristas” elaborada  pelos santinhos que mandam na Casa Branca, no Pentágono e na CIA... é, como bem se sabe, um país que não ameaça nenhum outro, como aliás nunca ameaçou. Antes, como é reconhecido por quem quer ver, empenha os seus parcos recursos em acções de solidariedade fora das suas fronteiras, que vão sendo devidamente registadas, ou ignoradas, conforme os interesses e simpatias dos “observadores”.
Vem isto a propósito da simbólica vitória da Palestina na recente votação nas Nações unidas, que lhe deu o estatuto de “Estado observador não-membro”.
A palestina conseguiu uma esmagadora maioria de votos a favor da sua pretensão e apenas 9 votos contra.
É aqui que a diferença se mostra. Enquanto que nas sucessivas votações pelo fim do criminoso e anacrónico “Embargo” imposto pelos EUA a Cuba, todos os votos são expressos no sentido do fim do embargo, havendo apenas os votos de Israel, dos próprios EUA e de três ou quatro “infelizes” que não podem votar contra a vontade dos EUA... nesta votação a favor da Palestina houve umas dezenas de países que não tiveram nem a coragem de votar a favor, nem a coragem de votar contra.
Pelos vistos, um comprometimento político com a Palestina, ao contrário da inofensiva Cuba, ainda suscita muitas cobardias... se bem que de sinais contrários.
Claro que, sem surpresa, o Governo proto-fascista de Israel já respondeu a esta votação com mais uma provocação: a decisão de instalar mais colonatos ilegais no território da Palestina.
Seja como for, saúde-se esta votação das Nações Unidas, fazendo votos para que, tal como disse Abbas, este acto possa ser o “certificado de nascimento” da Nação da Palestina!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A imagem escarrada *


Embora quase todas as medidas criminosas impostas pelo governo do PSD-CDS ao país sejam a imagem escarrada dos ideais fanáticos da troika, sendo que aqui, provavelmente pela primeira vez, “imagem escarrada” seja mesmo a classificação mais adequada... mesmo assim, há quem por aquelas bandas, tal como por cá, não queira ficar agrafado a algumas delas. Lá como cá, resta saber se estas “demarcações” são fruto de convicção ou de oportunismo.
É o caso deste indivíduo, chefe da missão do FMI, que, sabendo ser óbvia a inutilidade dos aumentos de TSU para os trabalhadores e diminuição para os empresários, para fins de equilíbrio orçamental, ou aumento de competitividade e sendo claro que se trata de um bónus para os grandes empresários à custa de um roubo descarado feito aos trabalhadores, fez questão de se demarcar da medida. Para evitar chamá-la pelo seu nome, decidiu classificá-la de “criativa”. Curiosamente, o mesmo termo que se emprega para classificar as contabilidades marteladas e fraudulentas.
Já por parte das Nações unidas, não houve hesitação manifestar oposição a estas medidas do governo português e em classificá-las mesmo como «a coisa mais estúpida».
Fico a pensar quanto faltará para começarmos a ouvir discursos contra a ONU, como faziam Salazar e os seus ministros, mas agora na boca de Passos, Gaspar, Relvas... e outros que começam, pelo menos em alguns aspectos, a ser a “imagem escarrada” desses seus tristemente famosos antepassados.
          Adenda importante: Antes que se estabeleça a confusão, devo esclarecer que a fotomontagem, encontrada na net, serve apenas para ilustrar (embora com algum acinte) a brincadeira feita à volta da frase "imagem escarrada" e que, pessoalmente, não acho nada que Passos Coelho seja parecido com Salazar... principalmente, por três motivos:
          1. Falta-lhe o "talento".
          2. Falta-lhe a oportunidade.
          3. Falta-lhe (ainda) a polícia política.
* “Imagem escarrada” é uma algo disparatada corruptela (ao que se diz...) de uma frase antiga, “imagem em carrara, que queria dizer que a cara de alguém, ou alguma coisa, era tão parecida com outra, quanto eram parecidas com os seus “modelos” as imagens e caras feitas em mármore de carrara, o material usado pelos grandes escultores como Michelangelo e seus pares.