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quinta-feira, 7 de março de 2013

Felizmente há gente assim!


“Ensinou-me a cantar que o povo é quem mais ordena... e que havíamos de chegar ao fim da estrada unidos como os dedos da mão.”
“Aquilo que tornava o meu pai um adulto... é o mesmo que, a mim, me impede de o ser!”

São apenas duas pequenas frases de um discurso que merece ser ouvido do princípio ao fim.
Encontrem uma maneira de perder o tempo em que iam fazer uma outra coisa qualquer... e “ganhem-no” aqui, ouvindo e vendo a Joana Manuel, actriz portuguesa, jovem, precária, lúcida, tocante, clara como água.



sábado, 5 de janeiro de 2013

Não têm qualidades para “dirigir” varas de porcos... quanto mais pessoas!


Chega-nos da Indonésia a notícia de mais um lugar no mundo (não é o primeiro) em que a lei islâmica, no seu estado mais fanático, proibiu as mulheres de andarem no lugar do pendura em motorizadas ou quaisquer outros motociclos. Razão: tratar-se de um atentado à decência e bons costumes.
Vendo passar uma qualquer motorizada ou lambreta carregando um par de namorados... dá para perceber o que vai na cabeça do legislador!
Também dá, infelizmente, para confirmar, mais uma vez, que 99 por cento dos “hereges”, “pecadoras” e “pecadores”, que morreram nas fogueiras da “Santa Inquisição”, ou que ainda hoje são queimados nas “fogueiras” dos olhares de beatas e moralistas, mais aqueles (sobretudo aquelas!) que morrem nas selvagens lapidações ordenadas por leis medievais em vigor em boa parte do mundo islâmico... 99 por cento desses "pecadores", como disse, eram e são, afinal, a perfeita incarnação da inocência, quando comparados com as mentes irremediavelmente podres dos seus acusadores, de uma maneira geral... e dos seus dirigentes religiosos, em particular.
Nojento!!!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mesmo com um bonito cenário...


Tal como cá, também aqui na Espanha, muito mais do que verdadeiras soluções - alternativas ou não – para os problemas reias dos seus países e povos, a direita mais reacionária, em Portugal, cobardemente disfarçada de social democrata ou neoliberal, na Espanha (em muitos casos), sem vergonha de falar de franquismo saudosa e abertamente... chega ao poder com uma prioridade absoluta: o ajuste de contas com qualquer avanço social, político, ou simplesmente de costumes, que o país tenha feito entretanto.
Por cá... é o asco que se vê a cada notícia. Na Espanha, que também vai passar pelo mesmo rolo compressor de assalto aos bolsos e direitos de quem trabalha, a grande prioridade da segunda figura do governo do PP de Mariano Rajoy, a poderosa super-ministra Soraya Sáenz de Santamaría (na imagem aqui em cima), é a “revisão”, retrocesso e destruição dos passos que se deram em matéria de lei do aborto.
A mostrar que por detrás das “fachadas” mais vistosas… podem estar escondidas enormes e fétidas lixeiras.

terça-feira, 8 de março de 2011

“Alfonsina y el mar” e Mercedes Sosa - 8 de Março


(David Alfaro Siqueiros)
As mulheres deviam dar à luz crianças saudáveis, que se tornariam homens felizes... e não parir soldados... que é como se já nascessem mortos. As mulheres deviam ser amadas e não vítimas de violência. As mulheres deviam ter acesso ao trabalho com dignidade. As mulheres deviam ter um salário igual ao dos homens que fazem um trabalho igual. As mulheres não deviam ser as primeiras a ir para o desemprego. As mulheres não deviam estar em maioria apenas em número, mas também nos centros de decisão, nos cargos de chefia, nas oportunidades.
Tudo isto e muito, muito mais, constitui parte da imensa lista de lutas que vêm do fundo dos tempos, que já foram gatilho para a Revolução de Outubro, que têm sido a nossa companhia desde que nos conhecemos como gente. Lutas que avançam lentamente e de forma irregular. Se em algumas comunidades quase se pode falar em igualdade... noutras, até a simples palavra é maldita.
Não, não quero fazer comício! Como tal, e dada a ligeira “confusão” em que anda envolvida a música de intervenção nestes últimos dias, recorro a uma canção de amor. Uma vertiginosa canção de amor.
Composta por Ariel Ramírez e com versos de Félix Luna, “Alfonsina y el mar” é dedicada à poeta argentina Alfonsina Storni que, para além dos versos, nos mostrou mais uma das muitas debilidades dos seres humanos... morrendo de amor.
A canção, essa é um diamante, aqui lapidado pela interpretação insuperável de Mercedes Sosa. É um presente simples, um momento de descanso junto a um regato, uma flor... para um intervalo na caminhada... que segue já, já!





Alfonsina y el mar” – Mercedes Sosa
(Félix Luna/Ariel Ramírez)