terça-feira, 4 de junho de 2013

Sócrates & Marcelo - Azar!!!


Parece que ando em maré de dizer “tolices”, no lugar de coisas muito “sérias e profundas”... é a vida!
Ainda que o façam com boas intenções (ou quase sempre, pelo menos), algumas pessoas têm o péssimo hábito de comparar os artistas portugueses com os estrangeiros... dando-lhes logo o piedoso “desconto” de terem tido o grande azar de nascer em Portugal. Ainda que o façam com boas intenções, como digo, quase sempre isso é um pouco humilhante, quando não mesmo insultuoso para aqueles que pretendem elogiar com a comparação.
Deve ser por saberem disso que uns amigos com quem comentava as “performances” televisivas do comentador José Sócrates e as suas audiências pouco mais que medíocres, por comparação com a concorrência, acharam tanta graça à frase, usada em tantas outras situações, com que pretendi resumir a nossa conversa:
“José Sócrates é o Marcelo Rebelo de Sousa... português!”

Governo – Todos diferentes...


Dizia-me um amigo, comentando os mais recentes actos da farsa de Portas, farsa em que tenta parecer diferente dos seus governativos companheiros de crime, que isso é uma tentativa patética... já que são perfeitamente iguais.
Embora de acordo com muito do que o meu amigo dizia sobre o assunto, tive que lhe chamar a atenção para algumas diferenças assinaláveis entre eles.
- Mas quais?!
- Repara... e para falar apenas nestes três da fotografia:
Enquanto Paulo Portas é o ministro dos Negócios Estrangeiros, Passos Coelho é apenas ministro dos negócios... e Gaspar limita-se a ser ministro... dos estrangeiros.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Marques Mendes – 3 perguntas


Aquele senhor pequenino – por acaso, também de baixa estatura física – que dá pelo nome de Marques Mendes, não quer ficar sem “louros” na guerra contra os sindicatos e os trabalhadores. Mais exactamente, decidiu contribuir para a campanha de ataque aos professores que se disponham a fazer greve.
Disse o comentador, depois de bater no peito jurando a sua fidelidade ao direito à greve, que o que é inaceitável é marcar uma greve para um dia de exames. A seguir, para carregar bem nas cores, cuspiu esta pérola: «É a mesma coisa que os médicos fazerem greve às urgências!»
Portanto, para este canalha, o facto de os professores fazerem greve num dia de exame, é a mesma coisa que um médico ver entrar nas urgências um cidadão baleado no peito... e recusar-se a salvá-lo, por estar em greve.
1. Será que este salafrário não sabe que, ao contrário da urgência absoluta de acudir a um enfarte, ou a um tiro na cabeça... um exame de geografia pode ser adiado para a semana seguinte, sem provocar a morte do estudante?
2. Será que este bisbórria não sabe que uma greve deve ser marcada precisamente para os dias e horas em que provoca incómodo?
3. Será que este safardana não tem sequer um pingo de vergonha na cara? (OK... acho que me “estiquei”! A terceira pergunta era perfeitamente escusada...)

Paulo Portas – O bandalho


A única coisa que tenho contra a mãe de Paulo Portas é a incontinência das suas irritantes gargalhadas a propósito de tudo e de nada (quase sempre de nada). Daí que, apesar de nestas coisas as mães ficarem de fora... não irei além de “grande bandalho” para classificar o energúmeno das mil caras.
Num exercício de repelente hipocrisia, Portas veio choramingar a sua angústia sobre os exames e o grande favor à pátria que farão todos os professores que resolverem trair os seus companheiros em luta... furando a greve.
Para além dos envenenados elogios à UGT, qua sabe ser campo fértil para a sua sementeira, apela, com grande estremecimento de carnes, à “consciência” dos professores que não querem prejudicar os alunos... sabendo igualmente quão grande é o número de analfabetos políticos que (conheço alguns), tantos anos depois da Revolução, ainda se gabam de nunca terem participado numa única greve.
Como eu gostaria de ver este estremecimento de carnes, tanto por parte desses professores, como do bandalho Portas, comentando as notícias que dão conta da miséria, dos milhares de crianças que vão para a escola sem comer, das muitas que acabam a ser assistidas nos serviços de saúde... por terem fome.
Como eu gostaria de ver esses professores dispostos a juntar-se aos colegas que agora criticam, unindo forças para fazer “explodir” este regime iníquo, aí sim, na defesa dos seus alunos!!!
Como eu gostaria de ver o bandalho Paulo Portas pagar pesadamente (ainda que fosse apenas em dentes), pela nojenta desfaçatez de vir choramingar pelas criancinhas... pertencendo ao governo que tem levado os seus pais ao desemprego e à miséria, que tem levado a fome às suas casas... e que tem, objectivamente, assassinado algumas, por falta de cuidados de saúde e condições mínimas de sobrevivência, muito antes de terem, sequer, idade para ir à escola!!!

domingo, 2 de junho de 2013

Sara Lazarus... e os ciganos


Venho de um tempo em que os mais velhos, por vezes, exortavam as crianças a obedecer a esta ou aquela ordem com uma ameaça quase sempre apenas pateta... embora, algumas vezes, ressumando um indisfarçável aroma de xenofobia: “Olha que vêm aí os ciganos e levam-te!”
Era quase sempre uma ameaça falhada. Ninguém acreditava. Na verdade, nunca soube de algum dos meus amigos ou conhecidos a quem tenha acontecido isso... mas mesmo assim, pensava muitas vezes como seria partir com os ciganos, em caravana, fazendo aquela vida “livre” que, para a miudagem, parecia fantástica. Claro que para tudo é preciso ter uma ponta de sorte. É o caso da Sara Lazarus.
Fazendo orelhas moucas aos avisos, esta jovem cantora de jazz deixou-se levar pelos ciganos... e “rais ma parta” se não ostenta um ar escandalosamente feliz por tê-lo feito!
Dos ciganos aqui em causa, os músicos que a acompanham ao melhor estilo do jazz “manouche”, destaca-se o gigante guitarrista Biréli Lagrène. Ela, a “raptada”, é uma natural dos EUA que actua maioritariamente na França.
É muito bom “ouver” cantar e tocar assim. Faz bem a (quase) tudo!
Bom domingo!
“It’s all right with me” – Sara Lazarus
(Cole Porter)




sábado, 1 de junho de 2013

Rui Rio – O opositor acidental



Reavivar uma cidade envelhecida, reabilitando os seus edifícios degradados, espaços públicos, serviços, etc., tanto nos centros históricos como nos bairros menos centrais... é um investimento.
As casas, antes ao abandono, ou habitadas sem condições minimamente decentes, depois de reabilitadas atraem novos habitantes. Estes novos habitantes provocam e justificam a dinamização do comércio local, quando não mesmo a abertura de novos negócios. Mais serviços. Escolas. Postos de trabalho. A valorização do património cultural edificado atrai turistas internos e externos... enfim, cria-se riqueza, promove-se o bem estar.
Estando a falar do Porto e das suas espantosas potencialidades, tudo isto é multiplicado por muitas, muitas vezes...
Claro que para os dementes deste governo, qualquer sociedade que tratasse de reabilitar casas ou monumentos, só faria sentido de comprasse (ou se se apropriasse) dessas casas ou monumentos... e depois de os reabilitar os vendesse com chorudos lucros. A não ser assim, qualquer verba que seja aplicada na “Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) Porto Vivo”… é um prejuízo.
Claro que o governo pode estar a fazer o que faz, por uma questão de manobra eleitoralista/partidária, dada a proximidade de eleições autárquicas.
Claro que Rui Rio pode ter todo um mundo de interesses particulares escondidos por detrás deste “confronto” com o governo do seu próprio partido.
Por mim, independentemente de tudo isso, considero que algo vai assustadoramente mal com algo ou alguém... quando até um passarão como Rui Rio consegue ter razão nas críticas que lhe faz!!!

Passos Coelho – Não lhe bastava ser o que é... ainda por cima está a ensandecer!



Todos os grandes canalhas de que a História nos dá conta, para além da má índole que os impelia e dos interesses - quantas vezes mesquinhamente particulares - que defendiam... tinham grandes “desvios de personalidade”... que poderiam ir da grande “pancada” na cabeça, até aos casos mais graves de sociopatia.
Pedro Passos Coelho, um fanático religioso dos mercados, cuja ideologia pré-fascista*, ideologia radical que embaraça até os neoliberais que o seguem e envergonha profundamente os poucos sociais-democratas que ainda militam no PSD, parece sofrer, para além disso, de uma espécie de descolamento da retina que lhe fornece a visão da sociedade.
Só esse estado patológico explica esta sua saída, segundo a qual, o ambiente de contestação geral que se vive e que não para de crescer... não existe senão na comunicação social e, de uma forma geral, no que se diz no «espaço público», sendo que, nas suas palavras, «existe um divórcio entre o que se diz e o sentimento dos portugueses».
Esta tirada, não desculpando um milímetro da extensão da sua vasta canalhice... tem já pormenores que indiciam um inquietante foco de demência!
* Lamento a brutalidade do termo... mas, para mim, alguém que não se importe de, fria e sistematicamente, dar cabo da vida a milhões de cidadãos, levando muitos deles, objectivamente, a uma morte prematura, com o único fito de defender e encher os bolsos a meia dúzia... é um pré-fascista.