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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estaleiros de Viana do Castelo – Mais um crime!



O senhor Aguiar Branco, figurinha que parece recortada de uma brochura da “Remax”, faz, por estes dias, de ministro da Defesa. É uma fraude! Não passa de um aldrabão!
O senhor Aguiar Branco, enquanto ministro não defende nada do que deveria defender. Enquanto putativo defensor dos interesses do país, não passa de uma pouca de merda! Capitula, todos os dias, perante interesses estrangeiros em desfavor dos nacionais. Perante interesses privados em desfavor dos públicos. Defende... mas apenas os crimes contra os trabalhadores e o país!
Já se percebeu que a cegueira em alienar, ou simplesmente desmantelar e destruir os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, apesar de estes estarem subaproveitados e terem encomendas por produzir, tal como gente capaz de o fazer... corresponde a um fanatismo ideológico que não tem qualquer explicação racional, muito menos económica.
Tudo isso já se percebeu, como disse. Outros terão muito melhores ferramentas do que eu para o comentar. A mim, resta a posição solidária com os trabalhadores... e com este seu mais do que legítimo desejo.
Agora o que é espantoso é ver a figurinha saída de uma brochura da “Remax” apresentar a desavergonhada “fronha” numa conferência de imprensa e, antes mesmo de informar os trabalhadores, dar a novidade do despedimento de mais de 600 seres humanos, congratulando-se com a negociata feita com uma empresa privada, que se “compromete” a entrevistar alguns dos trabalhadores que vão ser despedidos, para ocupar uma pequena parte dos 400 postos de trabalho que prometem criar em não sei quantos anos.
O que é espantoso é não ver nenhum jornalista obrigar o ministro a explicar o porquê do “congratulismo”, se o governo se prepara para gastar 30 milhões de euros com os despedimentos... quando a receita que obterá da concessão dos estaleiros a privados, nunca chegará nem perto dessa verba.
O que é espantoso, por fim, é não ter havido um jornalista que tenha perguntado ao inútil do ministro, em que raio de critérios “contabilísticos” é que se baseou, para, numas contas em que são despedidos mais de 600 trabalhadores dos quais, apenas alguns, hipoteticamente, serão posteriormente “entrevistados” para ocupar uma pequena percentagem (50? 100? 150?) dos tais 400 postos de trabalho que os novos patrões prometem criar, não se sabe bem quando... ter a suprema lata de se mostrar muito contente com a solução encontrada e os “novos 400 postos de trabalho criados”.
Quais novos 400 postos de trabalho?!!!

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Tribunal Constitucional – Umas contas do tempo da velha 4ª classe...




O Tribunal Constitucional, infelizmente, não achou que um aumento da carga laboral dos funcionários do estado, de 35 para as 40 horas semanais – um aumento de mais de 14% - tivesse uma gravidade que justificasse o seu chumbo.
Fez mal! Na verdade, um aumento de horas de trabalho sem o equivalente aumento de vencimento mensal (assim numas contas feitas em cima do joelho)... é um roubo salarial “igual” ao aumento de horas de trabalho não remunerado. Vamos às contas!
Imaginemos um trabalhador que ganhe 1000 euros por mês, logo, mais coisa menos coisa... 250 por semana. Num horário de trabalho de 35 horas semanais, isso daria, em números redondos, uma média de 7 euros por hora. Aumentando o horário de trabalho para as 40 horas, o trabalhador deveria ser aumentado para 285 euros. Se o trabalhador devia receber 285 euros, mas recebe apenas os mesmos 250, isso constitui um roubo de 35 euros, ou seja, um roubo de 12, 280%.
Pergunto-me: se o governo tivesse, depois de todos os cortes anunciados e dos outros, entretanto, já cometidos, apresentado esta medida como aquilo que ela realmente é, um corte extra nos ordenados dos funcionários, um corte de mais de 12 por cento... será que o Tribunal Constitucional que encontrou tantas justificações para o não chumbo, continuaria a achar esta verdadeira "pulhice"... uma coisa minimamente tolerável?

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Viva a cultura!




Morto que foi o Ministério da Cultura, não só por manifesta falta de interesse do governo pela “coisa”, como por uma evidente aversão ao que significa e aos “perigos” que representa para gente daquela estirpe... criou-se uma Secretaria de Estado da Cultura. Ora, o que acontece é que aquilo não passa de um micro-organismo dependente directamente do gabinete de Passos Coelho, o que impediria, se existisse uma ponta de vergonha, a inclusão da palavra “Cultura” no nome do dito organismo.
Posto isto, chegamos ao infeliz secretário do organismo em causa, muito escandalizado por alguém ter achado que a contratação de um assessor vindodirectamente do “berçário” do PSD era, vá lá... esquisita. Em defesa do jovem de 24 anos, direi que – embora nada o indique – o rapaz pode ser um génio que, com esta idade, já apreendeu a cultura portuguesa, popular e erudita, imaterial e edificada, em toda a sua globalidade...  adiante!
O que eu quero destacar neste meu “devaneio” é a frase com que o infeliz secretário de estado, Jorge Barreto Xavier, tentou defender-se das críticas:
Tem o senhor Xavier toda a minha solidariedade! Na verdade, se o homem não puder gerir os “recursos humanos”, que diabo é que lhe resta para gerir?!
Ou ninguém reparou que o orçamento de que dispõe a secretaria de estado do infeliz, para apoiar, divulgar, manter, financiar, restaurar, criar... enfim, tudo o que implica(ria) a relação do Estado com a Cultura... é, para o próximo ano, de 174 milhões de euros?
Para ser mais claro... apenas mais 4 milhões do que os orçamentos de dois clubes de futebol, neste ano. A saber, 170 milhões. 100 do Porto e 70 do Benfica. Fantástico, não é?


Viva a cultura!!!

domingo, 17 de novembro de 2013

A propósito de uma réstia de luz...


Aberta uma nesga da porta... um pequeno beijo de Sol iluminou, dentro do grande espaço escuro, a criança e o seu tractor de brinquedo. Fico a pensar:
Quantas janelas e portas será preciso voltar a abrir, para que o Sol beije todo o país e todas as crianças?
Quanto tempo esperaremos até ver o Sol aquecer milhares de braços de trabalho de jovens com os seus tractores (a sério) nos campos? Com os seus barcos de pesca (a sério) no mar? Com as suas ferramentas (a sério) nas fábricas? Com escolas a sério, saúde a sério, cultura a sério, liberdade a sério... com a sua vida a sério - e feliz - reconquistada?
Quanto tempo levará a reconstruir tudo o que esta quadrilha vem destruindo há tantos anos?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pires de Lima – Fascismo económico




Estamos a atingir um nível de abjecção política e humana a que só posso dar um nome: fascismo económico. A bota cardada da finança que mantém aberta, à força, a porta por onde há-de passar, a seguir (se nada for feito urgentemente) o fascismo político puro e duro.
Vem este desabafo a propósito da nova “ideia” do homem dos sumos e das cervejas, hoje de serviço no governo de Passos e Portas. Diz Pires de Lima que quer o “empreendedorismo” como disciplina de ensino obrigatório nas escolas. Quer que os estudantes vão estudar... para “empresários”.
Fantástico! No mundo ideal deste fanático do CDS, inscrevem-se os herdeiros num qualquer colégio finaço, pago com o dinheiro de verbas roubadas à Escola Pública e, para além de umas pinceladas de umas línguas, noções de etiqueta à mesa e aulas de condução de automóveis particularmente potentes, ensina-se-lhes, de uma forma científica, a melhor forma de fundar e gerir as empresas onde hão-de, estudos terminados, explorar os milhares e milhares de seres humanos que não tiveram o privilégio de nascer no seio de famílias ricas ou “nobres”, ou quase “nobres” de tão ricas... e que se ficaram pelas escolas dos pobres.
Ah... não sei se já tinha dito... mas acho mesmo que isto é uma forma de fascismo disfarçado de…

Fascismo económico!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Rui Machete - As emendas


Diz-me a notícia que o desastroso Rui Machete emenda as declarações sobre o novo “resgate” a Portugal.
Num espaço de tempo curtíssimo, Machete já emendou as suas declarações sobre a sua relação com o BPN, depois de recorrer à esperteza saloia a que Cavaco também recorreu, de tentar convencer os “papalvos” de que ser accionista da SLN, dona do BPN... não era a mesma coisa que ter relações com o BPN. Já emendou as suas declarações sobre o indigente pedido de desculpas aos presumidos corruptos angolanos que estavam a ser investigados, pelo facto... de estarem a ser investigados. Agora, emenda as suas declarações sobre o novo “resgate”.
Num espaço de tempo curtíssimo, são três valentes tiros nos pés! Numa contagem rápida de tiros e pés... já só lhe resta mais um pé em condições!!!
Em vez de continuar, ao pé coxinho, a fazer figuras ridículas, não estará na altura de o senhor Machete considerar (ou alguém por ele) que já são emendas a mais? Que é já pior a emenda que o soneto? Ou pior a ementa que o cianeto... ou pior a amêndoa que ... ... …


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

“Dançam a ronda no pinhal do rei”


Quando se torna por demais evidente que os anémicos números da “diminuição” do desemprego e da “criação” de postos de trabalho, se devem essencialmente a efeitos de sazonalidade e ao êxodo de portugueses para fora de Portugal... é ofensiva para a inteligência dos cidadãos a festança com que os governantes e alguns dos seus lacaio os divulgam.
Quando parece que nem é preciso pertencer a sindicatos, ou partidos da oposição, para desmontar a propaganda e desvalorizar estes anémicos números “martelados”, bastando dar uma olhadela ao que dizem outros estudos mais ligados à realidade, sobre o aumento do desemprego para 2015... é ofensivo que os governantes e os seus lacaios insistam em fazer-nos de parvos.
Resumindo... os portugueses que procuram trabalho e que, sendo que a uma grande parte já foram retirados os subsídios de desemprego e demais apoios sociais, estão a deixar o país aos milhares. Muitos milhares! É pois natural que não compareçam nos centros de emprego portugueses, fazendo com isso baixar os números das estatísticas.
Se, vamos imaginar, no fim de um ano com milhares de mortes provocadas pelo cancro, um qualquer governante viesse para as televisões fazer uma enorme festa, apontando o facto de passar a haver muito menos portugueses doentes de cancro... chamar-lhe-íamos, sem remorso, um refinado e alternadíssimo canalha. Assim, a estes, francamente... olhem... escolham…

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Nuno Crato e o maoismo – Que diacho é que eles “fumavam”?!!!

Segundo o genial ministro Nuno Crato, os portugueses, para pagarem a dívida – sendo que a esmagadora maioria dessa dívida está longe de ser da responsabilidade desses portugueses, ou ser, sequer, legítima – teriam que trabalhar um ano sem comer e sem utilizar transportes.
Será que alguém poderia explicar àquela grande besta que não é assim, nem aqui, nem em regime de escravatura, que se pagam as dívidas?
Será que alguém poderia explicar àquela grande besta que nenhum credor com dois dedos de testa ficaria descasado, sabendo que o “devedor” se preparava para morrer de fome, matando também a família, apenas impelido pela obsessão fanática de pagar mais depressa a dívida contraída?
Será que alguém poderia explicar àquela grande besta que mesmo que o tenha dito como se apenas de uma parábola se tratasse... nem ele é Jesus Cristo, nem a “parábola” escolhida é mais do que uma nojeira imbecil?
E já gora... será que alguém poderia explicar  - desta vez a mim, que também devo ser uma besta por não o saber – porque é que quase todos estes “ex-maxi-super-hiper-mega-revolucionários-maoistas” deram nisto?
Atendendo ao comprimento da lista de nomes que poderia aqui escrever, intercalados entre o de Durão Barroso e o deste palerma, será que a “maleita” é apenas deles... ou é mesmo o maoismo que tem este efeito colateral desgraçado?!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A escolha


Do alto da sua irrevogável hipocrisia e pouca vergonha, Paulo Portas “martelou” numas folhas de papel um amontoado de generalidades sem pés nem cabeça, exceptuando aquelas ideias em que fica claro o propósito de radical destruição do Estado Social e de quase tudo o que foi conquistado em 25 de Abril de 1974.
Aí sim, a lista de crimes a cometer é clara e extensa! Chamaram-lhe “Guião para a Reforma do Estado”.
Depois, insolentemente, os fanáticos que pariram este projecto criminoso, com o calhordas que faz de Presidente da República incluído, declaram sonsamente a intenção de vir a aceitar contributos para o “melhoramento” do documento, vindos dos partidos da oposição e, quem sabe, até directamente dos trabalhadores, através dos seus representantes sindicais.
Para usar uma imagem quase tão radical quanto esta pornográfica intenção do Governo, direi que é como se um carrasco nazi desse a escolher aos prisioneiros do campo de concentração qual a largura e as cores das riscas dos uniformes e umas semanas mais tarde lhes desse a escolher entre os vários aromas possíveis... do gás a usar nas câmaras de extermínio.

"…mas hão-de fugir aos berros, inda a banda vai na estrada…"

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O rato pariu uma montanha!

Quero dizer... o rato pariu uma montanha de propaganda, de mentiras, de baboseiras, aldrabices, banha da cobra, desculpas esfarrapadas para os crimes continuados que o seu bando de ratazanas governamentais cometeram e pensam ainda cometer contra os portugueses.
Guião... só se fosse de um filme “classe B”, misto de má ficção científica e estória de gangsters.
Entretanto, como parecem ainda não ter entendido que já quase toda a gente percebeu as suas manobras de desvio das atenções do essencial para o "fait-divers", manobras que consistem em anunciar, estrondosamente, umas porcarias quisquer... para depois de umas horas de reacções, virem dizer que não é nada, tudo não passa de mais um “estudo”... afinal, constatamos que o Governo não está particularmente interessado no número de cães ou gatos que mantemos nos apartamentos.
Afinal, o drama é outro! Pelo menos a ver pelo ar grave do indigente membro do Governo que veio falar do assunto, o indignado Governo está muito mais preocupado com o número de presidentes da “FÍFIA” que podem viver no apartamento do Cristiano Ronaldo... e que ainda por cima ficam lá sozinhos a dizer asneiras de cada vez que ele se desloca à “Cova da Irina”, em romagem de saudade e profissão de sentida fé.

Haja pachorra!!!

domingo, 27 de outubro de 2013

Pérolas... ou “que se lixe (este) jornalismo”




Fui convidado a comparecer no palco desta manifestação organizada pelo colectivo “Que se lixe a Troika”, para partilhar uma ou duas canções com os presentes, mas, infelizmente, tal não me foi possível... o que para algumas pessoas mais sensíveis de ouvido pode bem ter sido um alívio.
As manifestações não se medem pelo comprimento, mas sim pela intenção e sinceridade dos manifestantes. Assim sendo, não ficarei para aqui a comparar “tamanhos”... quanto mais não seja porque a pré-adolescência “curiosa” já lá vai há muitas décadas.
Arruma-se assim a questão da justeza de motivos que levaram um razoável número de pessoas a sair à rua, exigindo a queda do governo e a partida da troika.
Se tivesse podido ir a Lisboa e encontrasse na manif alguns dos que, insolentemente, tentaram denegrir os participantes na última manifestação da CGTP, faltando ao respeito a muitos milhares de trabalhadores que ali se deslocaram, atravessando a ponte em autocarro, sim!, mas depois fazendo uma grande manifestação, à chuva, sem arredar pé... provavelmente acabaria por nem fazer deste tema um grande caso, apesar do pouco tempo que houve, entre as duas datas das manifestações, para “digerir” essa insolência que, vinda daquela meia dúzia de "híper-mega-super-maxi revolucionários" que tem por missão primeira, há muitíssimos anos, a luta directa contra o PCP, a CGTP e os comunistas em geral... acaba por inquinar as relações destes com os muitos que, sinceramente, são independentes e apartidários, sem serem anti-partidos, ou mesmo anti-comunistas.
Do que vi – e aplaudo – não tenho muito mais a dizer, já que tudo me chegou filtrado pelo crivo, ora imbecil, ora mal intencionado, de um bando de “jornalistas” que as chefias das redacções dos jornais e televisões “lançaram” aos manifestantes.
Ali ouvimos, pela boca de uma “jornalista”, que as velhas e por demais conhecidas “palavras de ordem”, ficam a ser conhecidas como “gritos de ordem”.
Seja lá isso o que for!
Um outro, queria à força que uma manifestante admitisse que não havia alternativa com “os políticos que temos”. Como a manifestante não lhe fez a vontade, respondendo repetidamente que sim, há alternativa, mas que as pessoas ainda não tem coragem ou cultura política para votar nessas alternativas... o “jornalista” terminou a entrevista bruscamente, visivelmente enxofrado.
É sempre um grande aborrecimento, quando a realidade não se encaixa na estória que um “jornalista” quer contar.
Outra, perguntou a Carlos Carvalhas, ex-secretário-geral do PCP, se era a primeira vez que vinha a uma “manifestação não política”.
E lá ficou o Carlos Carvalhas a fazer o esforço de lhe explicar que não estava de todo a ver como é que uma manifestação em que se pedia a queda do governo e o “lixanço” da troika... não era uma manifestação política.
Outra, perguntou ao Arménio Carlos, líder da CGTP, se era a primeira vez que vinha a uma manifestação não convocada pela CGTP.
E lá ficou o Arménio Carlos a tentar convencê-la de que não... que, pessoalmente, tinha vindo a todas as manifestações organizadas pelo colectivo “QSLT”.
Outro, relatava a presença de muitas centenas de pessoas... e muito jovens.
Ora, toda a gente sabe que os jovens não são bem pessoas.
Outra, perguntou a uma jovem que se queixou de estar a trabalhar a troco de 150 euros, tendo duas licenciaturas e falando mais não sei quantas línguas para além do português... se no círculo de amigos da jovem mais alguém sentia essas dificuldades.
Sabendo-se que o desemprego jovem anda pelos quase 50% e dadas as evidentes opções ideológicas da “entrevistada”, que chances pensou a “jornalista” que haveria de o seu círculo de amigos ser composto apenas por jovens com belos empregos e muito bem pagos?
Outro, conseguiu arrancar a um manifestante uma sonora declaração: «estes governantes e senhores da troika deviam ser julgados, condenados e presos».
Por um verdadeiro milagre de interpretação, o “jornalista”, sem pestanejar, informou-nos na passada: Este manifestante defende o julgamento... dos políticos!
Isto podia estender-se por mais não sei quantos parágrafos, mas, para além do texto ir já muito longo, estou inquieto para voltar aos chefes de redacçãodos jornais e televisões... e deixar três perguntas simples:
1. Estes “novos jornalistas” são apenas ignorantes, ou serão mesmo assim tão estúpidos?
2. Os chefes de redacção atiram estes “jornalistas” para a rua com o fim tortuoso de lançar a confusão no público... ou apenas para se livrarem deles por umas horas e descansarem desta incontinente regurgitação de asneiras?
3. Haverá mesmo uma terceira explicação para este “jornalismo”?

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Portas... é “mara”!!!


O “guião” do Portas foi, pela enésima vez, procrastinado! Como vem sendo desde o princípio dos tempos... pronto, vá lá... do princípio do ano. Desta vez é para a próxima quarta-feira.
Compreensivelmente, já há quem faça apostas avultadas sobre o grau de “irrevogabilidade” de mais esta “linha vermelha” do patusco ministro do CDS.
Como o guião do Portas é apenas uma tentativa manhosa de “oficializar e justificar” os crimes que o governo de Passos e do próprio Portas tem cometido contra o país e os portugueses quase todos... tanto me faz que saia, como não saia.
Uma coisa lhes agradeço, no entanto: a oportunidade de usar, pela primeira vez neste blog, a palavra...

“procrastinado”

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Ministra das Finanças – Uma promessa “cândida”...



A senhora ministra das Finanças promete... pronto, vá lá... insinua, quase promete... uma descida de impostos para 2015.
Huuuum... 2015... 2015... 2015... este número está a fazer soar uma espécie de campainha... acho que há uma coisa qualquer programada para 2015... ah! Já sei! É ano de eleições legislativas!!!
Decididamente, alguém devia dizer à senhora ministra que, apesar de ter aquela cara de “anja” da Lapónia, deitar pela boca fora estas frases tão “deliciosamente cândidas”... é estúpido!
Compreende-se o receio da quadrilha governamental em enfrentar eleições legislativas... mas no caso particular da senhora ministra das finanças, não vejo porquê. A dar-se o caso provável de ser o PS a ganhar as eleições, a senhora dona doutora Maria Luís Albuquerque pode sempre  voltar a trabalhar num governo do Partido Socialista!
Poderia não ser como ministra, mas, mesmo isso, não é de descartar!!! O PS já antes deu emprego como ministro, em vários dos seus governos, a um ex-ministro** do regime fascista*.
* Antecipando as possíveis observações no sentido de me fazer ver que o “marcelismo” foi um fascismo “light”... respondo que as minhas costas (e as de muitos, muitos outros!) ainda se lembram muito bem de que não era assim.
** Antecipando as possíveis observações no sentido de me fazer ver que o ministro em causa até era, como afirma a Wikipedia, um “defensor da democratização” e que esta minha alusão ao seu nome, apelidando-o de ministro do fascismo, é uma falta de respeito... respondo que não! Tenho respeito para dar e vender! Só que não sobra muito para os membros dos governos de Salazar e Marcelo Caetano. Quando aos supostos “defensores da democratização”, prefiro aqueles que defenderam não a “democratização” do salazarismo e do marcelismo, mas sim o seu derrube, a conquista da democracia e da liberdade, pagando, muitos deles, bem caro por isso... e que o fizeram, consequentemente e sem descanso, onde deviam: na oposição!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“Ó pra nós tão democratas!”... ou de como um título extremamente comprido pode substituir aquilo que, a não ser assim, acabaria por ser uma longa lista de adjectivos muito desagradáveis, provavelmente, até, envolvendo as coitadas das mães dos senhores ministros e senhoras ministras e respectivos secretários e secretárias...


Se andássemos à procura de argumentos para classificar a política deste governo como “fascismo económico” disfarçado de folclórico “capitalismo de casino”... basta atentarmos a esta atitude própria de hienas que é a exigência da devolução de parte dos subsídios de desemprego e doença, pagos sem os cortes por incompetência dos serviços, “compensada” pela novidade de se estabelecer um prémio chorudo para sortear entre os cidadãos que peçam as estimadas facturazinhas... nem que seja de um chá e de uma queijada, como vi há dias.
Se andássemos à procura de argumentos para classificar o próprio governo como um bando de aprendizes de fachos, revanchistas, autoritários e, sobretudo, mesquinhos, bastava atentar para a fantástica notícia que nos diz ter sido o Tribunal Constitucional, a única instância superior com corte no orçamento.
Francamente... o que é que se pode chamar a esta gente,
sem descer ao seu miserável “nível”?

domingo, 20 de outubro de 2013

Ponte 25 de Abril – Confirma-se a "desolação"


A "desolação" que se perfilava no horizonte, confirmou-se. Ainda que eu deva, por uma questão de honestidade intelectual, afirmar mais uma vez a minha preferência pela primeira versão que estava projectada para a manifestação de Lisboa. Ainda que eu queira saudar todos os que compareceram nas duas grandes manifestações do Porto e Lisboa. Posto isto... os “desolados” são vários:
Os abutres candidatos a falcões neo-fascistas que resolveram encomendar pareceres que justificassem a repressão à travessia da ponte, em marcha a pé, viram a sua proibição ilegal justamente denunciada como um crime contra a democracia... e a manifestação a acontecer... apesar de tudo.
Os “super-hiper-maxi-mega-revolucionários” que (como entretanto já li nas redes sociais e blogues) foram seguindo a “traição” da CGTP, mas a partir de casa e pela televisão, arrotando postas de pescada sobre a falta de gente, o revisionismo, o legalismo, a falta de “derrube do governo já!”. Alguns, foram mesmo deixando no Facebook “revolucionárias” promessas de que «quando for para derrubar o governo... lá estarei!»
Até os jornalistas não conseguiam esconder a sua tristeza por não haver bloqueio da ponte, não haver nenhum autocarro atravessado, não se dar nenhum acidente.
Em suma, foi “desolador” não haver ninguém “a pôr-se a jeito” para (nem que fosse acidentalmente) ser o novo Luís Miguel... e ser baleado, como esse outro foi, enfrentando um futuro em cadeira de rodas, paraplégico, para o resto da vida.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Ministra das Finanças – Uma ideia “luminosa”


Alguém, na fábrica de “ideias” do governo, teve a ideia “luminosa” de enfiar a ministra Maria Luís Albuquerque na televisão a tentar defender o indefensável.
Foi uma pena o José Gomes Ferreira que a entrevistou ser este e não o outro... que teria, certamente, uma coisas bem mais interessantes para lhe dizer. Provavelmente, fora do contexto orçamental... mas muito mais interessantes!
Esteve a segundos de se comparar aos milhares de portugueses que vivem com o ordenado mínimo nacional... o que teria sido um fantástico incentivo a que todos, desempregados, pensionistas, trabalhadores pobres apesar de terem emprego e tantos, tantos outros, tivessem "peninha" dos membros do governo.
Isto prova que nem todas as ideias “luminosas” são, efectivamente, dignas do nome!

Passos Coelho – Vendedor da "TV Shop"?


Ontem, por três vezes, passei à frente de aparelhos de televisão que estavam a repetir a imagem do manequim espantalhado fugido da Rua dos Fanqueiros e que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho, falando no México, país onde foi “respeitosamente” recebido com uma bandeira “portuguesa” inventada.
De todas as vezes tive a ventura de não ouvir o que o crápula dizia, mas as televisões tiveram a muito discutível amabilidade de ter nos ecrãs, em texto, uma espécie de resumo do assunto. Citando de memória, era mais ou menos isto:
“PM convida Presidente mexicano a interessar-se pelas próximas privatizações em Portugal”
E pronto! É esta a triste figura que “fazemos” no estrangeiro! Como não bastava saber-se que temos um primeiro ministro vendido... sempre que este abre a boca, é para vender mais uma parcela do património nacional.
Sempre desejando ver o lado bom das coisas... chamo a atenção para os gestores da “TV Shop”, dos trens de cozinha da já estafada salazarista Filipa Vacondeus, dos fabricantes de enciclopédias a metro, da "Tupperware", dos cosméticos “Avon”, mais os outros que se dedicam às vendas porta-a-porta, pelo correio e na televisão... e que agora não me ocorrem.
Contratem e levem o tipo, pessoal!!! Ele pode ser (e é!) um pedaço de esterco como governante, mas como vendedor é imparável... e, como se pode ver mais uma vez e pelo tema deste texto, não tem um pingo de vergonha na cara.
Ao país não serve para nada... mas pode fazer a vossa fortuna!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Angola/Portugal – Dois trabalhos extra…




“José Eduardo dos Santos anuncia fim da parceria estratégica com Portugal” – dizem os títulos dos jornais e as aberturas dos telejornais nacionais.

«Só com Portugal, as coisas não vão bem!» - diz José Eduardo dos Santos, numa espécie de “verdade de La Palice”. Como se não fosse evidente!...

Para quem pensou que a sequência de editoriais e artigos destrambelhados do Jornal de Angola insultando “as elites portuguesas” eram obra de um ou dois lunáticos vagamente racistas, vagamente lambe-botas do poder de José Eduardo dos Santos, da filha Isabel, da restante família e daqueles generais e dirigentes que deitaram a mão aos recursos angolanos… ou que não representavam a posição oficial do país… aí está a resposta: total apoio do Estado aos seus dirigentes e às suas fortunas inexplicáveis, na forma de pressão chantagista sobre Portugal e os interesses que tem em Angola e que Angola detém em Portugal.

Estão certíssimos no seu papel! Isto não é uma originalidade angolana. Sempre que uma clique corrupta toma conta de um país para o saquear, cria um muro de protecção mútua à sua volta. Como vemos todos os dias e infelizmente, é assim, também, entre nós!

Agora, todos aqueles que se agacharam terão dois trabalhos extra: levantarem-se e puxarem as calças para cima!

domingo, 13 de outubro de 2013

Pronto, vá lá... não exageremos!


Isto não é mais uma das minhas fotomontagens “manhosas”! É mesmo um cartaz de um filme.
Uma data de gente mais ou menos famosa, juntou-se para fazer um filme sobre o qual não posso partilhar quaisquer estados de alma (pelo menos enquanto não o vir)... e decidiu chamar-lhe:

“Machete kills”
Que diabo! Parece-me que também não será caso para tanto! Em condições normais, Machete não mata. Poderia, isso sim, envergonhar, vá... envergonhar muito. Mas para isso seria preciso que ele e o seu governo (lá vou eu pedir demais!) tivessem um pingo de vergonha nas fuças!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Passos Coelho – Como uma fossa séptica...


Aí está o agravamento da austeridade que Passos Coelho garantiu que não se daria! O agravamento de que não falou antes das Autárquicas, «para não espantar a caça», como disse Marques Mendes, numa escolha de palavras extremamente "elegante". 
Passos Coelho abre a boca e é como se fossemos atingidos por uma rabanada de vento vinda directamente de uma fossa séptica. O indivíduo rumina o próprio esterco das suas ideias putrefactas.
A miserável "hiena" seria risível, se a sua mania de falar num português indigente, cheio de frases “novas” e significados “criativos”, não estivesse directamente ligada à ruína do país, ao roubo dos seus recursos colocados nos bolsos dos amigos, ao esmagamento dos trabalhadores, tanto pelo corte generalizado dos seus meios de subsistência como pelo terror do desemprego gigantesco e crescente, fabricado exactamente para puxar para baixo os níveis salariais, ao êxodo de jovens, à morte prematura dos mais velhos e pobres.
E assim vemos o desfile das “requalificações”, das "modulações", das "refundações", dos “ajustamentos”, os “choques de expectativas” e toda restante tralha linguística com que este bandalho pretende confundir quem o ouve.
E assim chegamos a este apelo feito aos economistas, politólogos e comentadores em geral. O apelo para que façam os possíveis, nas suas intervenções públicas, nomeadamente nos meios de comunicação, por «reposicionar as expectativas» das pessoas.
Portando, caras amigas e amigos, quando um qualquer dos lacaios de serviço estiver a tentar lavar-nos o cérebro com mais uma dose do “pensamento único dos mercados”... na verdade, não estará!
Estará a “reposicionar as nossas expectativas”!