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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Venezuela – Poderes especiais...


A justificação prende-se com a necessidade destes poderes presidenciais acrescidos, que permitiriam uma mais eficaz luta contra a corrupção e a sabotagem económica que grandes grupos e empresas estão, dia a dia, a infligir à Venezuela e ao seu povo, apoiados por meios de comunicação privados que sempre foram violentamente hostis à chamada Revolução Bolivariana e… como não seria de estranhar, pela máquina de financiar contra-revoluções, sediada em Washington.
Hugo Chávez, enquanto a vida lho permitiu, resistiu a todas as investidas destes seus conterrâneos movidos pelo dinheiro e pela inspiração do “Império do Norte”, enfrentando os interesses oligárquicos e corruptos, tirando milhões de venezuelanos da miséria, trazendo milhões de cidadãos indígenas para a luz de uma vida digna.
Nicolas Maduro, como tem podido (não é Chávez quem quer!), vai tentando fazer o que acha melhor para o seu povo e, para já, procurando seguir as pisadas de Chávez.
Não sei se estes “poderes especiais” eram mesmo necessários... mas já que agora existem, espero que pelo menos um  desses “poderes” o impeça de continuar a ouvir a voz de Hugo Chávez através de passarinhos... a ver a cara de Hugo Chávez em paredes de túneis de minas… levando-o, pelo contrário, a concentrar-se no essencial.
Se há coisa de que a Venezuela e o povo venezuelanos não precisam, é de, para além dos ataques contínuos e implacáveis do grande capital selvagem... ainda serem gozados internacionalmente à custa destas esporádicas “madurezas” de Maduro!

domingo, 17 de novembro de 2013

A propósito de uma réstia de luz...


Aberta uma nesga da porta... um pequeno beijo de Sol iluminou, dentro do grande espaço escuro, a criança e o seu tractor de brinquedo. Fico a pensar:
Quantas janelas e portas será preciso voltar a abrir, para que o Sol beije todo o país e todas as crianças?
Quanto tempo esperaremos até ver o Sol aquecer milhares de braços de trabalho de jovens com os seus tractores (a sério) nos campos? Com os seus barcos de pesca (a sério) no mar? Com as suas ferramentas (a sério) nas fábricas? Com escolas a sério, saúde a sério, cultura a sério, liberdade a sério... com a sua vida a sério - e feliz - reconquistada?
Quanto tempo levará a reconstruir tudo o que esta quadrilha vem destruindo há tantos anos?

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Soares - “Primus inter pares”


Mário Soares diz que alguns membros deste governo são delinquentes – relatam os títulos de vários jornais televisivos, em papel, ou online.
E diz muito bem! – digo eu. Mário Soares, ainda na posse de quase todas as suas faculdades, tem, visivelmente, uma grande facilidade em identificá-los e reconhecê-los um a um.
Puxando pela memória para lembrar as relações de estreita amizade, cumplicidade e conspiração entre Soares e o Carlucci da CIA, entre Soares e os bombistas do cónego Melo, entre Soares e as “fundações” alemãs e suecas que ajudaram a financiar a contra-revolução que nos trouxe ao ponto em que estamos hoje e o mais que a História registará... direi mesmo que é uma espécie de reconhecimento de um “primus inter pares”.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Jaime Neves – Uma grande injustiça



Acho normal que os inimigos de Abril, como o pascácio Passos Coelho (e mais alguns que sobre o assunto se abstenham violentamente), teçam rasgados elogios ao ex-comando Jaime Neves na hora da sua morte. A memória do militar que tão activamente participou no vitorioso golpe militar de 25 de Novembro, contra o 25 de Abril, deve ser-lhes muito grata.
Quanto aos membros da família e amigos chegados, a questão nem se coloca. Estão de luto, como todas as pessoas que estão de luto.
Seja como for, se era para enaltecerem a memória do militar recorrendo aos feitos de que mais se orgulhava... acho uma enorme injustiça que os vários epitáfios elogiosos não incluam os crimes de guerra, os massacres contra crianças mulheres e homens indefesos... esse tipo de “glórias”.

Para acabar, uma contribuição literária/musical: a parte final de um texto de uma cantiga do Zeca que, como bem se sabe, sempre "admirou" o boémio comando "ultra".


Chame-se o Bufallo Bill

Chegue aqui o Jaime Neves

Para recordar Wiriamu,

Mocumbura e Marracuene

Que a cruz gamada reclama

de novo o Grão-Capitão

Só os meninos nazis

Podem levar o pendão

Mas não se esqueçam do tacho

Que o papá vos garantiu

Ao fazer voto perpétuo

De ir prá puta que o pariu.