A justificação prende-se com a necessidade destes poderes presidenciais acrescidos, que permitiriam uma mais eficaz luta contra a corrupção e a sabotagem económica que grandes grupos e empresas estão, dia a dia, a infligir à Venezuela e ao seu povo, apoiados por meios de comunicação privados que sempre foram violentamente hostis à chamada Revolução Bolivariana e… como não seria de estranhar, pela máquina de financiar contra-revoluções, sediada em Washington.
Hugo Chávez, enquanto a vida lho permitiu, resistiu a todas as investidas destes seus conterrâneos movidos pelo dinheiro e pela inspiração do “Império do Norte”, enfrentando os interesses oligárquicos e corruptos, tirando milhões de venezuelanos da miséria, trazendo milhões de cidadãos indígenas para a luz de uma vida digna.
Nicolas Maduro, como tem podido (não é Chávez quem quer!), vai tentando fazer o que acha melhor para o seu povo e, para já, procurando seguir as pisadas de Chávez.
Não sei se estes “poderes especiais” eram mesmo necessários... mas já que agora existem, espero que pelo menos um desses “poderes” o impeça de continuar a ouvir a voz de Hugo Chávez através de passarinhos... a ver a cara de Hugo Chávez em paredes de túneis de minas… levando-o, pelo contrário, a concentrar-se no essencial.
Se há coisa de que a Venezuela e o povo venezuelanos não precisam, é de, para além dos ataques contínuos e implacáveis do grande capital selvagem... ainda serem gozados internacionalmente à custa destas esporádicas “madurezas” de Maduro!



