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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

John Kennedy – Não… os “elogios” fúnebres nem sempre me saem lá muito bem...


Ao contrário do que dizem alguns “jornalistas”, hoje não se comemora o assassinato de John Kennedy. Assinala-se o dia e o funesto acontecimento que então se deu. Há exactamente 50 anos.
Feita a introdução necessária, repito que nunca deixa de me espantar o fantástico branqueamento de que este Presidente dos EUA continua a beneficiar. Talvez pela juventude. Talvez por ficar bem nas fotografias e na televisão. Talvez pelo famoso “carisma”.
Os aspectos da vida pessoal e privada de Kennedy, por mais rascas, ou, dependendo das opiniões e gostos, glamorosos que sejam, não me interessam para rigorosamente nada! Logo, o que fica é o político, o homem público. E esse era um canalha!!!
Nada que ele viesse a fazer de bom para o mundo ou, sequer, para o seu país, poderia apagar na minha “História” o facto de um Presidente dos EUA, para abrir a sua presidência com um acontecimento “impactante”, não hesitar em planear (mal e porcamente!) a chacina de Fidel Castro e do seu povo que, ainda havia tão pouco tempo, se tinham libertado do jugo de uma ditadura porca, corrupta, vendida, comandada exactamente pelos EUA.
Para além de iniciar a sua “administração” com a tentativa de um acto assassino, provou que era igualmente um incompetente. Depois, quando os miseráveis exilados cubanos inimigos da Revolução (que foram enviados para Cuba como carne para canhão) necessitaram desesperadamente de ajuda, não só negou essa ajuda, como se multiplicou em declarações públicas, negando qualquer envolvimento no crime... mostrando o seu lado de cobarde.
Igualmente cobarde foi o seu envolvimento nas lutas pelos direitos civis dos negros. Por um lado, queria exibir – sobretudo para o exterior – uma imagem de modernidade. Por outro, não queria enfrentar, por puro calculismo friamente eleitoralista, os “democratas” do Sul, na sua maioria segregacionistas/racistas.
Sobre a estreita relação entre a sua eleição e os interesses da Máfia… que dizer?!
Sendo assim, os admiradores de John Kennedy que me “desculpem qualquer coisinha”... mas não contem comigo para os repetidos e fantasiosos panegíricos de que este vem sendo alvo desde o fatídico dia em que morreu!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Venezuela – Poderes especiais...


A justificação prende-se com a necessidade destes poderes presidenciais acrescidos, que permitiriam uma mais eficaz luta contra a corrupção e a sabotagem económica que grandes grupos e empresas estão, dia a dia, a infligir à Venezuela e ao seu povo, apoiados por meios de comunicação privados que sempre foram violentamente hostis à chamada Revolução Bolivariana e… como não seria de estranhar, pela máquina de financiar contra-revoluções, sediada em Washington.
Hugo Chávez, enquanto a vida lho permitiu, resistiu a todas as investidas destes seus conterrâneos movidos pelo dinheiro e pela inspiração do “Império do Norte”, enfrentando os interesses oligárquicos e corruptos, tirando milhões de venezuelanos da miséria, trazendo milhões de cidadãos indígenas para a luz de uma vida digna.
Nicolas Maduro, como tem podido (não é Chávez quem quer!), vai tentando fazer o que acha melhor para o seu povo e, para já, procurando seguir as pisadas de Chávez.
Não sei se estes “poderes especiais” eram mesmo necessários... mas já que agora existem, espero que pelo menos um  desses “poderes” o impeça de continuar a ouvir a voz de Hugo Chávez através de passarinhos... a ver a cara de Hugo Chávez em paredes de túneis de minas… levando-o, pelo contrário, a concentrar-se no essencial.
Se há coisa de que a Venezuela e o povo venezuelanos não precisam, é de, para além dos ataques contínuos e implacáveis do grande capital selvagem... ainda serem gozados internacionalmente à custa destas esporádicas “madurezas” de Maduro!

domingo, 3 de novembro de 2013

A Paz... essa ideia excêntrica


Quem tiver padecido da inexplicável curiosidade de ir, de tempos a tempos, lendo o que aqui escrevo sobre isto e aquilo... nesta altura já saberá que nada me aproxima dos assassinos que lideram o movimento dos “talibãs”, com as suas intragáveis – de tão erradas – interpretações do Corão. Interpretações inventadas ao sabor dos apetites autoritários de bestas quadradas e tarados que, motivados por um inesgotável ódio às mulheres, à Humanidade, à cultura e à vida, vão, à força de chicotadas, lapidações, amputação de membros como castigo de “crimes” imbecis, arrastando os povos e os países onde estes extremistas têm influência, para níveis civilizacionais dos tempos da idade das trevas.
Igualmente, não tenho dúvidas de que, concordando mais, menos ou nada comigo, toda a gente percebeu o que penso sobre os líderes assassinos do regime dos EUA que, “corajosamente”, manobram aviões telecomandados, protegidos pela segurança dos seus bunkers e atrás dos seus sofisticados computadores, para atacar mortalmente alvos humanos. Toda a gente sabe o que penso da política de assassínios de Obama, quando é sabido ser impossível atirar vários mísseis (o assunto deste post) contra um dirigente “talibã”, não sabendo que com esse gesto serão igualmente chacinados os homens, mulheres e crianças que estejam nas imediações.
Então, se eu sei que vocês sabem, o que me leva a escrever sobre esta notícia de mais um assassinato levado a cabo por um “drone” dos EUA? Ter alguma coisa de novo?
É mais ou menos por aí...
A Paz?!!! Aí é que a porca torce o rabo!!! A paz é exactamente aquilo que menos interessa à máquina de guerra, à máquina de produção e venda de armas, da contratação de milhares de mercenários bem pagos que todos os dias têm que ser vestidos e alimentados pelos negociantes da guerra, todos comandados por esse extraordinário Nobel da Paz “heroicamente” sentado na Casa Branca, por detrás das saias protectoras da sua chuva de morte telecomandada.

A Paz?!!! Já imaginaram os biliões de prejuízo?!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

EUA – Com amigos destes...


O sonso que faz de Presidente dos EUA, enquanto se borra de “respeito” pela NSA, pela associação dos portadores de armas, pelo Bible Belt, pela“Wall Street, pela banca, pela própria sombra... diz, hipocritamente, que as evidentes escutas criminosas e continuadas a milhares de cidadão do mundo, incluindo presidentes e primeiros-ministros “amigos”... são «suposições».
Também eu suponho que muitos daqueles que supuseram que Obama era a “salvação” da civilização ocidental, já sevem supor que as suas esperançosas suposições não passaram disso mesmo.
Seja como for, a parte abjecta da notícia, que aqui anexo, não é a já requentada certeza de que os serviços secretos norte-americanos, ilegalmente, escutam quem querem, quando querem e durante o tempo que querem. Não! A novidade é a desfaçatez com que, sabendo-se que, de forma continuada, escutaram governantes da Espanha, da França, a presidente Dilma Roussef do Brasil, e tantos, tantos, tantos outros... os responsáveis de Washington, como esta “democrata” de que nos fala a notícia (até agora uma alegre defensora da espionagem e das escutas)... acharem que escutar Angela Merkel é que é inaceitável.
Quão canalha, prepotente e arrogante tem que ser um regime, para tão descaradamente hierarquizar os seus “amigos” e “aliados”, deixando bem claro para quase todos... que não valem uma pouca de merda na escala de valores da Casa Branca?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Paralisação... contra quem?



As diferenças de estilo entre presidentes dos EUA, são apenas isso mesmo: diferenças de estilo! As políticas – sobretudo as externas – são basicamente sempre as mesmas. Daí que, ao mesmo tempo que não tenho qualquer dúvida em afirmar que Obama é uma pessoa substancialmente mais interessante do que o seu patético antecessor, George W. Bush, também não tenho dúvidas em afirmar que isso é completamente irrelevante para as vítimas das políticas dos EUA.
Assim, qualquer uma destas notícias sobre “braços de ferro” entre Democratas e Republicanos, nos órgãos de poder que representam a soberania dos bancos e do complexo industrial-militar, órgãos que usam, pomposamente, os nomes de Congresso, Senado, câmara disto ou câmara daquilo... não aquece nem arrefece.
De facto, para além dos de sempre, que verão os seus postos de trabalho ameaçados, a sua sobrevivência comprometida, as suas escolas públicas ainda mais estranguladas, a saúde pública ainda mais inexistente, os serviços públicos em geral ainda mais miseráveis, como resultado desta “paralisação” do Estado... na essência, nada muda!
Principalmente para as vítimas da máquina militar, que avança em roda livre, sem constrangimentos orçamentais e com a bênção tanto de Democratas como de Republicanos. Desgraçadamente, os milhares de cidadãos, homens mulheres e crianças que vêem os “drones” dos EUA destruir prédios de habitação inteiros nas suas ruas e bairros, com o pretexto de atingir hipotéticos “dirigentes radicais”, em ataques que acabam por assassinar todos os habitantes à sua volta... não poderão esperar qualquer espécie de “folga” no terror que lhes é imposto pelo “democrático” Estado norte-americano... apesar desta tão mediática “paralisação”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de setembro – Lembrar as vítimas sem esquecer os agressores


A infelicidade das muitas centenas de vítimas dos ataques às Torres Gémeas de Nova Iorque, foi trabalharem em empresas que ocupavam escritórios situados naqueles dois símbolos do regime imperial norte-americano.
O movimento pretensamente revolucionário, mas na realidade de índole fascista, como é a Al-Qaeda, desenhada, criada e patrocinada pela CIA e pelos falcões do aparelho industrial/militar dos EUA, no momento em que se virou contra os seus criadores, não escolheu atacar os responsáveis, antes pelo contrários, como é comum aos cobardes, optou por um assassínio em massa.
Por negra ironia da História, o regime agredido em Nova Iorque, em 2001, foi o mesmo que agrediu, na Santiago do Chile de 1973, quando os “falcões” e operacionais da CIA resolveram livrar-se da “ameaça marxista”, como lhe chamava a “Time” numa das suas capas, patrocinando o golpe militar fascista de Pinochet, o assassinato de Allende e de vários milhares de chilenos.
Exactamente por estes dois vergonhosos momentos da História estarem ligados tão intimamente, no Chile em 1973 e em Nova Iorque em 2001, é que eu insisto em nunca os separar neste dia de tão tristes memórias.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Obama – As armas repugnantes...


O Presidente dos Estados Unidos da América e Nobel da Paz, Barack Obama, voltou a dizer umas coisas... no sentido de apoiar a ideia de que o uso de armas químicas é «repugnante».
Está carregado de razão! Ainda assim, que mal pergunte...
Dado o carácter inquestionavelmente repugnante das armas químicas, por que raio é que os EUA são o país que, de longe, mais milhares de milhões investiu na investigação, invenção, produção... e posterior venda de armas químicas (presume-se que para utilização futura), hoje espalhadas um pouco por todo o mundo onde exista dinheiro para as comprar?
Porque será que fica no ar a ideia de que Obama, considerando repugnante o uso de armas químicas, acha, pelo contrário, perfeitamente normal, o uso de aviões não tripulados, dirigidos a alvos onde, alegadamente, estarão um ou dois “líderes terroristas”, matando quem quer que esteja nas instalações atingidas, sejam crianças, mulheres, ou homens que nada ligue aos tais alvos?
Porque é que fica a ideia de que Obama acha estes assassínios cometidos cobardemente por soldados sentados confortavelmente em salas com ar climatizado, aos comandos de computadores que controlam esses aviões... como actos aceitáveis, mesmo em cenário de guerra?
Já que estou em maré de perguntas algo ingénuas... quando será que os admiradores de Obama (os que ainda persistem, embora já muito menos!) chegam à conclusão de que, apesar de ser negro e pertencer ao Partido Democrata, apesar de estar, em questões de cultura, costumes e política social dentro de portas, vários furos acima de muitos dos presidentes que o antecederam, sobretudo os Republicanos... o homem, politicamente e enquanto chefe da maior máquina de matar do mundo e de uma elite militar/industrial que não consegue conceber uma vida que não envolva a agressão a outros países... é apenas mais um na longa linha de grandes filhos da puta que habitaram a sede do grande negócio global, conhecida como Casa Branca?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Obama, Putin... e a “paz”


«Subiram à árvore... e agora não sabem como descer», terá dito - com alguma graça, convenhamos - um embaixador sírio a propósito dos súbitos “cuidados” com que alguns, ainda há pouco já a vestir os camuflados e de faca nos dentes, estão a “modular” o seu discurso (como diria o nosso presidente do conselho Coelho), quanto à invasão da Síria.
Parece que haverá algo no “tom” de algumas das vozes discordantes (que não houve em invasões anteriores), que estará a abemolar, mesmo que apenas momentaneamente, o entusiasmo atacante dos guerreiros eternamente em busca do santo graal das armas de destruição maciça.
Seja como for, entre as muitas notícias relacionadas com este tema, o título que mais me prendeu a atenção foi este:
Caramba!!! É preciso Obama (a quem não nego traços de alguma simpatia pessoal) ter descido muito, para estar em posição de levar esta “canelada” de um reles gangster chefe de gangsters, de um canalha, um escroque, um facínora como Putin... e este ter razão!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Porque também tenho direito a uma “teoria da conspiração” pateta...


Fontes muito bem colocadas disseram-me que os serviços secretos militares, a CIA e mais alguns departamentos extremamente confidenciais dos EUA, estão muito esperançados em encontrar, escondidas na Síria, as armas de destruição maciça… do Iraque.

Essa é a grande prioridade do momento!
Depois escolherão outro país qualquer, onde procurar as armas químicas da Síria… e assim sucessivamente…
Um dia, acabarão por encontrar, sei lá... algures, as flechas equipadas com pequenas ogivas nucleares nas pontas… que justificaram a chacina de milhões de índios americanos!!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

EUA e Síria – Quando a História é tóxica...


Convenhamos que não veio na melhor altura a divulgação de documentos que provam o envolvimento do “regime da Casa Branca” no apoio ao seu amigo e aliado Saddam Hussein, quando este decidiu atacar o Irão... com armas químicas. Amigo e aliado que, como estamos lembrados, viriam a assassinar pouco tempo depois.
Nada capaz de envergonhar os sonsos que actualmente administram os interesses dos EUA no mundo, seja contra quem for e à custa das vidas de quem quer que seja que se atravesse no seu caminho. O longo historial de violência contra outros países já faz parte do seu código genético.
Assim, apesar de se saber que a única coisa que as armas químicas têm de “inaceitável” para os EUA... é a possibilidade de serem usadas (ou negociadas) pelos outros, lá vamos assistindo à construção da ópera histérica que o Império vem orquestrando na região, desta vez contra “o regime sírio”.
A orquestração, a atingir um paroxismo só encontrado nalguns momentos de Wagner, tem tido contributos vindos de toda a parte, com a amplificação que os media “amigos” se encarregam de fornecer.
Os sinais de um iminente ataque militar do Império e de vários dos seus criados acumulam-se. O terreno foi sendo preparado pelas muitas centenas de mercenários internacionais que, disfarçados de rebeldes, foram executando as provocações necessárias para convencer uma opinião pública crédula, bastante “ajudada” pelo enxame de analistas e comentadores de serviço.
Vem esta minha reflexão, moldada pelas irremediáveis dúvidas provocadas por “acções” perfeitamente imbecis (se atribuídas a Assad), como atacar viaturas de observadores da ONU, ou atacar com gás populações civis, numa altura em que a existência e utilização de armas químicas pelo “regime” povoava todos os media internacionais... acções perfeitamente imbecis que passam, instantaneamente, a fazer sentido, se tiverem sido, afinal, levadas a cabo pelos provocadores infiltrados no país... vem esta minha reflexão, como dizia, num momento em que leio as “duras” declarações do magnata do ketchup, John Kerry, secretário de estado de Obama, que diz entre outras coisas:
Fruto das minhas dúvidas sobre quem faz o quê nesta estória síria, mais a minha total falta de qualquer simpatia por Assad e o seu governo... sou obrigado a admitir que sim, a ser tudo verdade, o senhor secretário de estado de Obama tem razão.
Toda esta estória é indesculpável e uma obscenidade moral, crime de guerra, o que quiserem... exactamente na mesmíssima medida em que o são os bombardeamentos feitos com aviões não tripulados, às ordens do “Obama Nobel da Paz” que, a pretexto de atacar instalações inimigas e aqueles a quem classifica como terroristas, manda assassinar milhares de crianças, mulheres e homens, em ataques que sabe, à partida, atingirem, em cada 100 vítimas mortais... provavelmente 99 inocentes.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Jornalismo de reverência – A luz no meio do nevoeiro...


Enquanto vão chegando notícias das manobras da “administração” norte-americana sobre os jornais, sobre jornalistas, sobre governos (que seria suposto serem) soberanos de países (que seria suposto serem) independentes, com o objectivo de abafar o escândalo da espionagem indiscriminada sobre o mundo (quer se trate de "aliados" ou inimigos) por parte dos EUA, vamos ficando com uma noção do grau de subserviência que toda esta gente tem para com o “império”... e de como esse império, e por tabela, o mundo, são dominados pelo complexo militar-industrial e o bandidesco gang financeiro... que são o coração e alma desse império.
Felizmente, não fossemos nós ficar deprimidos com esta demonstração de domínio esmagador do império e da falta de coluna vertebral dos dirigentes do resto do mundo... há quem se dedique a fazer-nos chegar as notícias que realmente importam, como a da chegada de mais um cão de água português à Casa Branca.
Felizmente... há “jornalismo” assim!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

“Governo” português – Triste figura!


Quão subserviente, lacaio, capacho, invertebrado, molusco, nojento, indigno, cobarde, vendido... entre outras coisas (mas essas não posso provar)... tem que ser um “governo”, para estar disposto a fazer a vergonhosa figura que fez o “governo” português, de cócoras e de calças na mão perante o poder imperial dos EUA, nesta estória lamentável envolvendo o avião oficial do Presidente da República da Bolívia?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Bilderberg e o futuro governo – Que fazer?


Embora energicamente avisado pelo senhor Ivan Pavlov sobre os perigos de, em dois posts sucessivos, endereçar farpas a dirigentes do PS... não posso deixar de reparar nesta novidade.
Ao que parece, os senhores do Clube Bilderberg, que seguram os cordéis com que fazem mover muitos dos títeres que, alegadamente, governam vários países do mundo “civilizado”, já estão a decidir o futuro próximo de Portugal.
Como facilmente se pode confirmar, estes senhores têm quase sempre apostado nos cavalos que acabam por ganhar as corridas para ficar à frente dos governos. Ora, tantos “acertos” só se conseguem com jogo viciado.
Como, pelos vistos, no “rating” do Bilderberg, o governo de Passos Coelho já passou a “lixo”, há que convidar os senhores que se seguem.
Claro que, a menos que algo de surpreendentemente corajoso aconteça no Partido Socialista, o senhor que se segue à frente de um governo será António José Seguro... o Bilderberg quere-o lá, para começar a mostrar-lhe os cantos da casa.
Acautelando a hipótese de Seguro não ter maioria absoluta, o Bilderberg também já decidiu com quem ele deverá fazer uma coligação: Paulo Portas.
E lá vão, os dois, brunir com a suas línguas os carpins dos senhores do Bilderberg... gastas que já estão as botas, à força de tanta lambidela.
Portanto, resumindo, a menos que algo de surpreendentemente corajoso aconteça no nosso país... teremos, dentro de algum tempo, um governo em que o primeiro-ministro será António José Seguro... e o número 1 do governo será Paulo Portas.
Que fazer?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Obama – O “culambismo” em directo...


Diz uma das notícias sobre a tomada de posse de Obama, que ele está decidido a «apoiar a “democracia” desde a Ásia a África, das américas ao Médio Oriente»... frase que me faz lançar a primeira dúvida:
Eles terão assim mesmo tantas bombas, tanques, navios, aviões e soldados?!
Adiante! É uma velha questão de filosofia política. Quem é mais culpado? Aquele que, pela primeira vez na História da Humanidade, delimitou uma parte do território, até aí sem donos, declarando “Este território passa a ser exclusivamente meu!”... ou todos os restantes que o ouviram e aceitaram a imposição daquela nova realidade... sem luta?
Ao ver o grau de subserviência acrítica com que todas as nossas televisões fizeram “directos” da tomada de posse de Obama, dos seu discurso, da nova franja de Michele... voltando a repetir-se tudo nas aberturas dos telejornais, com comentários, análises e toneladas de “graxa ao cágado”... não posso deixar de me colocar, de novo, a tal velha questão.
Quem é realmente culpado pelo facto de os EUA se sentirem – e bastantes vezes serem de facto – os polícias do mundo?
Ainda fiquei para aqui a fantasiar sobre como seria muito bem feito se eu pudesse “obrigar” os norte-americanos a ver o vídeo da tomada de posse de Cavaco Silva... mas, pensando bem, isso seria, para além de uma enorme crueldade da minha parte para com pessoas que, na sua grande maioria, nunca me fizeram mal algum... uma retaliação bastante desproporcionada em termos de violência visual.

sábado, 1 de dezembro de 2012

1º de Dezembro – Em nome da higiene...


Hoje é o Dia 1º de Dezembro, “Dia da Restauração”... dia que iniciou, desde os idos de 1640, uma saudável, eficaz, muito urgente e higiénica tradição:
Hoje é dia de atirar o lixo pela janela fora!
Encontremos a janela!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Obama – Um homem dividido?


Naquilo que por vezes parece uma última e desesperada tentativa de “entender” Barack Obama, muitas pessoas e até alguns analistas profissionais, tentam explicar esta espécie de “poço da morte” em que o Presidente dos EUA roda vertiginosamente, ora ganhando o Nobel da Paz, ora promovendo esquadrões para assassinar adversários e, mais tarde, fazer disso trunfo de campanha eleitoral, ora inspirando os mais indefesos do seu país a votar em si com promessas de políticas sociais, ora patrocinando crimes de guerra no Afeganistão, no Iraque, ou onde calha, ora cantando salmos à nova democracia na velha Birmânia, ora defendendo incondicionalmente a chacina de inocentes na Faixa de Gaza às mãos dos fascistas no poder em Israel, etc., etc., etc.
Na falta de explicações para o que seria uma inescrutável gincana entre posições de direita, destinadas a servir e dar lucro aos “falcões” do complexo político/industrial/militar dos EUA e do resto do mundo, ou posições de “esquerda”, destinadas a encantar ocidentais com vocação para babados lacaios do “império”, como Soares e os seus muitos subprodutos... há quem, em desespero de causa se refugie na teoria do “homem muito dividido”. Dividido entre o que quereria fazer e aquilo que lhe permitem fazer aqueles que o rodeiam.
Puro engano! Ali não há um homem dividido, não há um executor de direita, ou um orador de esquerda! Há apenas um Barack Obama... e não é flor que se cheire!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Merkel e Passos – “Está tudo bem assim e não podia ser de outra maneira” *


Passada a «afronta neocolonial» da visita da chanceler Merkel, ficaram-me na retina umas tantas frases ou notícias, de que destaco a porca demagogia com que a “patroa” declarou que fará tudo «para que Portugal seja feliz», prometendo até que mais tarde virá cá passar férias, mas apenas quando já não for chanceler... pois agora não tem tempo.
Poderia perfeitamente dizer-lhe onde pode ir passar as férias... mas agora também não tenho tempo!
Já sobre o lacaio principal, Pedro Passos Coelho, destaco a perfeição do “gesto técnico” com que, ao mesmo tempo que se curvava e baixava as calças, dizia estar muito agradecido a Merkel «pela forma como tem ajudado Portugal».
Enquanto voltava a vestir as calças teve ainda fôlego para garantir que segue o «único caminho possível».
Não está sozinho! Quase todas as bestas que “andam à nora”, horas e dias a fio andando em círculos e com os antolhos bem apertados no focinho... “pensam” exactamente o mesmo!
* António de Oliveira Salazar... revisitado e sempre “inspirador”...

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Eleições nos EUA - E no Alaska? O que se passa no Alaska?!


Temo já saber tudo o que há para saber sobre as origens africanas de Barack Obama, sobre a sua “abertura ao mundo” (os iraquianos, afegãos e outros, têm-na sentido na pele)... ou sobre o "misterioso" reaccionarismo cavernícola e os fundamentos religiosos de Romney, pintalgados de pormenores pitorescos, como a proibição do consumo de café pela sua Igreja Mormon (o pior pesadelo de Joaquim Nabeiro!)
Ao longo dos últimos dias e com um verdadeiro pré-clímax ontem, terça-feira, as várias estações de televisão têm-me posto a par dos pormenores das duas campanhas presidenciais nos EUA. Um trabalho hercúleo!
Acabam de me dizer como está o ambiente em Nova Iorque... e é como se me ouvissem pensar Pfff!... o que eu queria saber era como estão os eleitores de Detroit!”... e lá está, imediatamente, outro correspondente em Detroit dizendo que assim... e tal... até que voltam a adivinhar o meu pensamento “Grande coisa! O que eu queria, mesmo, mesmo, era saber qual o sentimento do cidadão comum de Washington!”... e zás!, lá está uma sorridente e enregelada jornalista portuguesa dizendo coisas, com carros a passar por detrás e ao fundo a Casa Branca... e foi isto o dia todo.
Os correspondentes habituais foram visitados por um batalhão de jornalistas de todas as estações de televisão, que se espalharam pelo território norte-americano, como um tiro de caçadeira disparado de longe e com chumbo muito “fino”.
Grande jornalismo!!! Isto, se não for apenas grande parolice e subserviência ao “império”.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Che Guevara – 14 de junho de 1928/9 de outubro de 1967


“Fica calmo... e aponta bem! Vais matar apenas um homem!”
Como lembra neste texto o Vítor Dias, terão sido estas as últimas palavras de Guevara, dirigidas há 45 anos ao destroçado sargento boliviano Mário Terán, encarregado de o assassinar por ordem da CIA. Assassinato que viria a descrever numa famosa entrevista ao “Paris Match”.
Mesmo nesse derradeiro minuto, continuou a fazer todo sentido uma outra das suas frases famosas:
“Não me esperem para a colheita, pois estarei sempre semeando!”
(Ernesto Che Guevara)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

11 de setembro – Mais um ano...




Mais um 11 de setembro passa. Acredito que depois de tanto o repetir, já não preciso de justificar que lembrar em primeiro lugar um “11 de setembro” mais antigo, passado no Chile em 1973, quando o imperialismo dos EUA assassinou Salvador Allende e muitos milhares de chilenos, servindo-se do traidor e fantoche Augusto Pinochet, não é de forma alguma um desrespeito para com as vítimas do mais mediático e mais recente “11 de setembro” de Nova Iorque.

Trata-se simplesmente de uma compreensível fraqueza humana da minha parte: mesmo lembrando toda a gente… lembrar em primeiro lugar os amigos.

Hacia la libertad” – Inti-Illimani
(José Seves/Horacio Salinas)