Ao contrário do que dizem alguns “jornalistas”, hoje não se comemora o assassinato de John Kennedy. Assinala-se o dia e o funesto acontecimento que então se deu. Há exactamente 50 anos.
Feita a introdução necessária, repito que nunca deixa de me espantar o fantástico branqueamento de que este Presidente dos EUA continua a beneficiar. Talvez pela juventude. Talvez por ficar bem nas fotografias e na televisão. Talvez pelo famoso “carisma”.
Os aspectos da vida pessoal e privada de Kennedy, por mais rascas, ou, dependendo das opiniões e gostos, glamorosos que sejam, não me interessam para rigorosamente nada! Logo, o que fica é o político, o homem público. E esse era um canalha!!!
Nada que ele viesse a fazer de bom para o mundo ou, sequer, para o seu país, poderia apagar na minha “História” o facto de um Presidente dos EUA, para abrir a sua presidência com um acontecimento “impactante”, não hesitar em planear (mal e porcamente!) a chacina de Fidel Castro e do seu povo que, ainda havia tão pouco tempo, se tinham libertado do jugo de uma ditadura porca, corrupta, vendida, comandada exactamente pelos EUA.
Para além de iniciar a sua “administração” com a tentativa de um acto assassino, provou que era igualmente um incompetente. Depois, quando os miseráveis exilados cubanos inimigos da Revolução (que foram enviados para Cuba como carne para canhão) necessitaram desesperadamente de ajuda, não só negou essa ajuda, como se multiplicou em declarações públicas, negando qualquer envolvimento no crime... mostrando o seu lado de cobarde.
Igualmente cobarde foi o seu envolvimento nas lutas pelos direitos civis dos negros. Por um lado, queria exibir – sobretudo para o exterior – uma imagem de modernidade. Por outro, não queria enfrentar, por puro calculismo friamente eleitoralista, os “democratas” do Sul, na sua maioria segregacionistas/racistas.
Sobre a estreita relação entre a sua eleição e os interesses da Máfia… que dizer?!
Sendo assim, os admiradores de John Kennedy que me “desculpem qualquer coisinha”... mas não contem comigo para os repetidos e fantasiosos panegíricos de que este vem sendo alvo desde o fatídico dia em que morreu!



















