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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Obama – O “culambismo” em directo...


Diz uma das notícias sobre a tomada de posse de Obama, que ele está decidido a «apoiar a “democracia” desde a Ásia a África, das américas ao Médio Oriente»... frase que me faz lançar a primeira dúvida:
Eles terão assim mesmo tantas bombas, tanques, navios, aviões e soldados?!
Adiante! É uma velha questão de filosofia política. Quem é mais culpado? Aquele que, pela primeira vez na História da Humanidade, delimitou uma parte do território, até aí sem donos, declarando “Este território passa a ser exclusivamente meu!”... ou todos os restantes que o ouviram e aceitaram a imposição daquela nova realidade... sem luta?
Ao ver o grau de subserviência acrítica com que todas as nossas televisões fizeram “directos” da tomada de posse de Obama, dos seu discurso, da nova franja de Michele... voltando a repetir-se tudo nas aberturas dos telejornais, com comentários, análises e toneladas de “graxa ao cágado”... não posso deixar de me colocar, de novo, a tal velha questão.
Quem é realmente culpado pelo facto de os EUA se sentirem – e bastantes vezes serem de facto – os polícias do mundo?
Ainda fiquei para aqui a fantasiar sobre como seria muito bem feito se eu pudesse “obrigar” os norte-americanos a ver o vídeo da tomada de posse de Cavaco Silva... mas, pensando bem, isso seria, para além de uma enorme crueldade da minha parte para com pessoas que, na sua grande maioria, nunca me fizeram mal algum... uma retaliação bastante desproporcionada em termos de violência visual.

sábado, 17 de novembro de 2012

Passos Coelho - Sempre para lá da troika



Entre Janeiro e Setembro o Governo livrou-se de mais de trinta mil funcionários públicos. São mais de cinco 5%. Um pouco mais do dobro do número exigido pela troika ocupante.
Não tenho conhecimentos teóricos para avaliar o único critério porque se rege este Governo, ou seja, o “lucro”, ou o “prejuízo” que um tal corte no número de trabalhadores implica para o funcionamento dos serviços públicos. Não tenho meios técnicos para saber se os cortes são feitos cegamente, deixando serviços que, hipoteticamente, tivessem trabalhadores em excesso, continuarem a ter trabalhadores em excesso... enquanto outros serviços ficam bloqueados, com falta de funcionários.
Uma coisa sei: o Governo de Portugal gaba-se de ter mandado para casa mais do dobro dos trabalhadores que a troika queria ver afastados... e isso sim! Esta firme vontade de ir sempre além das ordens da troika, mesmo tendo deixado de inspirar grandes comentários, justifica plenamente alguns adjectivos... sei lá... lacaios, vendidos, sabujos, criminosos, cobardes, "escravos felizes"... para não carregar muito nas cores.